quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Quais fatos ocorridos na infância podem nos marcar e persistir na fase adulta?


Os fatos vividos na infância podem deixar algumas cicatrizes emocionais que podem influenciar na nossa qualidade de vida quando adultos. Além disso, podem direcionar a forma dos nossos filhos se relacionarem conosco e com outras pessoas no futuro.
Aqui apresentamos cinco das feridas emocionais ou fatos dolorosos da infância, que, aliadas a uma parte da nossa personalidade, nos ajudará a observar quais são as nossas próprias feridas:

·         O medo do abandono
O pior inimigo para quem foi negligenciado ou abandonado na infância é a solidão. Quem já sofreu abandono tende a abandonar muito cedo as pessoas com quem mantém um relacionamento ou deixam de lado seus projetos de vida por medo de ser abandonado novamente. Seria algo como “eu vou antes de você me deixar”, “ninguém me apoia, não estou disposto a suportar isso”, “se você for, não precisa mais voltar…”.
As pessoas que têm feridas emocionais de abandono na infância precisam trabalhar o medo da solidão, o medo de ser rejeitado e as barreiras invisíveis ao contato físico.
Esta ferida não é fácil de curar, mas, podemos perceber uma melhora quando esse medo da solidão começa a desaparecer dando lugar a um diálogo interno positivo e esperançoso.
·         O medo da rejeição
Esta é uma ferida emocional muito profunda, pois implica na rejeição de nós mesmos, do nosso interior, ou seja, das nossas experiências, dos nossos pensamentos e dos nossos sentimentos, quase destrói nossa autoestima.
Vários fatores desencadeiam esse medo como, por exemplo, através da rejeição dos pais, da família ou de colegas pode ser gerado pensamento de auto rejeição e/ou de auto desqualificação.
A pessoa que tem medo de ser rejeitada não se sente digna de receber afeto ou de ser compreendida e por isso se isola em seu vazio interior.
É provável que as pessoas que sofreram rejeição sejam evasivas e por isso é necessário trabalhar os seus temores, os medos internos e as situações que geram pânico.
Se for o seu caso, o conselho é: ocupe o seu lugar no mundo, arrisque-se, tome suas próprias decisões. Faça isso aos poucos e perceba que você ficará menos incomodado se alguém se afastar ou se esquecer de você em algum momento, você não levará isso para o lado pessoal.

 

·         A Humilhação

Esta marca surge diante de uma crítica ou desaprovação dolorosa para a criança.
Os adultos podem gerar esse tipo de problemas nas crianças se disserem que são maus, estúpidos ou se os compararmos às outras crianças; isto destrói a autoestima deles.
A humilhação na infância poderá gerar uma personalidade dependente. Ou, como mecanismo de defesa, a criança poderá aprender a ser “tirana” e egoísta além de repetir as humilhações humilhando outros. Para evitar todo esse dano precisamos trabalhar a nossa independência, nossa liberdade, a compreensão das nossas necessidades e medos, assim como as nossas prioridades.

 

·         A traição e o medo de confiar

Se caracteriza como uma ferida emocional quando a criança se sente traída por um de seus pais, principalmente no descumprimento de promessas. Isso gera uma desconfiança que pode ser transformada em inveja e em outros sentimentos negativos por não se sentirem merecedores do que foi prometido ou das coisas que outras pessoas possuem.
Sofrer uma traição na infância constrói uma pessoa controladora. Se sofreu estes problemas na infância, você provavelmente sente a necessidade de exercer algum controle sobre os outros, o que normalmente se justifica como sendo uma personalidade forte.
Essas pessoas tendem a confirmar seus erros por meio de suas ações. Para curar as feridas emocionais da traição, é necessário trabalhar a paciência, a tolerância e o saber viver, assim como aprender a estar sozinho e a ter responsabilidades.

·         A injustiça

A injustiça como ferida emocional se origina em um ambiente onde os cuidadores primários são frios e autoritários, isso porque uma exigência exagerada de exercer limites gera sentimentos de impotência e inutilidade, tanto na infância como na idade adulta.
A consequência direta da injustiça na conduta daqueles que a sofreram é a rigidez, pois estas pessoas tendem a querer ser muito importantes e adquirir grande poder. Além disso, é provável que a pessoa desenvolva um fanatismo pela ordem e pelo perfeccionismo, bem como a incapacidade de tomar decisões com confiança.
Requer trabalhar a desconfiança e a rigidez mental, criando o máximo de flexibilidade e permitindo-se confiar em outros.
Agora que nós já sabemos sobre as cinco feridas emocionais que podem afetar nosso bem-estar, a nossa saúde e a nossa capacidade de nos desenvolver como pessoas, podemos começar a saná-las.

Fonte: www.psiconlinews.com adaptado por este blog para divulgação.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

FILHOS DITADORES


Foto meramente ilustrativa

"Antigamente, ser filho significava agradecer aos pais a vida que lhe tinham dado. Hoje, vemos adolescentes a dizer aos pais, ou pior, à mãe: ‘Aguenta-me. Eu não pedi para nascer". Veja a entrevista com Javier Urra, psicólogo e autor de O Pequeno Ditador Cresceu, no link abaixo:
http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2016-02-12-Filhos-ditadores-Foste-tu-que-me-pariste-agora-aguenta-me

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

AOS VENCEDORES!!



Há momentos em nossas vidas que nos sentimos pequenos, fracos, inseguros e incapazes de reagir e vencer algumas dificuldades que vivemos. Já aconteceu isso com você? Mas quando paramos um pouco e olhamos para “dentro de nós”, percebemos quantos obstáculos, quantas barreiras, quantos nãos, quantos momentos difíceis já vencemos. Percebemos a força, a capacidade, o poder que existe dentro de nós. Então, percebemos que escondido atrás deste gigante chamado medo, chamado dúvidas e incapacidade que acreditamos ter, esta a nossa capacidade de vencer. Quando fazemos esse momento de reflexão da nossa capacidade, das nossas conquistas, dos momentos difíceis que já vivemos e vencemos, fica muito mais fácil enfrentar o momento atual, pois percebemos que é apenas mais um que será vencido. Percebemos que os gigantes somos nós que já vencemos tantos outros problemas e não vai ser o problema atual que vai nos derrotar.

Portanto: quando se sentir incapaz, se sentir inferiorizado, pare por um instante e faça um momento de reflexão. Coloque em uma folha de papel o maior numero de situações difíceis que você já venceu, veja o que você fez para vencer, de quem você recebeu ajuda e como se sentiu após a vitória. Você vai perceber que será capaz de vencer mais esse obstáculo. Não perca tempo pensando no problema, quanto mais você gasta seu tempo pensando no problema, maior ele fica. Pense na solução, gaste seu tempo com a solução, imagine o prazer, a alegria que você vai sentir e o orgulho que vai causar nas pessoas que te amam ao ver você vitorioso. Lembre-se: Você pode vencer mais essa! Quando conquistar a vitória. Convide as pessoas que você ama para comemorar mais essa conquista. Lembre-se: VOCÊ PODE VENCER!!! 
AUTOR: Nestor de Almeida

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Bom domingo!

Desejo a todos um bom dia de Domingo!!
Que esse dia seja um prenúncio de uma abençoada semana!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

DICAS DE FILME



Cisne Negro (2010) – Direção: Darren Aronofsky

Cisne Negro é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpretada por Mila Kunis. O filme faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.
É um filme muito intrigante para quem percebe o quanto os conflitos psicológicos podem nos perseguir em nossos objetivos.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

SAIBA MAIS... PARALISIA CEREBRAL - Perguntas e respostas


O que cuidadores e pacientes devem saber

O que é Paralisia Cerebral?

Paralisia Cerebral (PC) é um termo geral que engloba manifestações clínicas muito variadas, que têm em comum a dificuldade motora em conseqüência a uma lesão cerebral. 
Para que uma criança com dificuldade motora tenha o diagnóstico de PC, é necessário:
1. Que a lesão neurológica tenha acontecido durante a fase de desenvolvimento do sistema nervoso central (SNC) (fase que vai desde o momento da concepção até os 2 anos de idade).
2. Que a lesão neurológica não seja uma lesão progressiva. A criança vai apresentar mudanças decorrentes de seu crescimento e amadurecimento, mas a lesão em si é estacionária, ou seja, não vai piorar e também não vai desaparecer.

O que causa a Paralisia Cerebral?

Qualquer agressão ao cérebro em desenvolvimento pode causar PC.
Para facilitar a melhor determinação das causas, costuma-se dividi-las em 3 tipos:
Pré-natais: são as lesões que ocorrem antes do nascimento. Algumas doenças da gestante podem comprometer a formação das estruturas neurológicas do feto dentro do útero, como a diabete, a pressão alta e infecções virais como a rubéola e a toxoplasmose, além do uso de certas substâncias pela futura mãe (Ex: álcool, drogas e tabaco).


Peri-natais: são as lesões neurológicas que acontecem no período que vai do começo do trabalho de parto até 6 horas após o nascimento. É um período curto em que o bebê passa por grandes transformações a que tem que se adaptar rapidamente. A prematuridade, o baixo peso, o trabalho de parto muito demorado, entre outras situações, predispõem o sistema nervoso imaturo a não efetuar essa adaptação com a rapidez suficiente, ocorrendo então a lesão.


Pós-natais: durante a infância, infecções como a meningite, traumas cranianos e tumores podem comprometer o sistema nervoso que ainda está se desenvolvendo. Quando esses problemas agudos são resolvidos, muitas vezes deixam “cicatrizes” que podem comprometer o desenvolvimento normal, levando às alterações clínicas típicas da PC. Após os dois anos de idade, o SNC encontra-se completamente desenvolvido, portanto, o mesmo tipo de agressão ao sistema nervoso após essa idade vai causar sintomas diferentes, não mais definidos como PC.

Quais são os sintomas da Paralisia Cerebral?

As manifestações clínicas da PC são muito variáveis de criança para criança, pois dependem da gravidade e extensão da lesão e da área neurológica comprometida. O denominador comum entre elas é o distúrbio motor.

Além dele, outros sintomas neurológicos podem ou não estar presentes, entre eles: crises convulsivas, dificuldades visuais, dificuldades de fala, problemas para alimentação e função respiratória, deficiência auditiva, deficiência mental, entre outros. A presença desses outros sintomas é muito variável entre os pacientes e pode interferir no desenvolvimento global de cada um.

O que é distúrbio motor?

O SNC engloba os órgãos que comandam nossa função motora, ou seja, nossa capacidade para movimentar nossos braços e pernas, para andar, nos equilibrar, mastigar, engolir, tossir, etc. Quando alguma de suas áreas está comprometida, o movimento não vai acontecer de forma normal: essa alteração é conhecida como distúrbio motor.

As alterações motoras estão sempre presentes na pessoa com paralisia cerebral, variando muito em sua distribuição, tipo e gravidade. 

Quais os tipos de distúrbio motor que se encontram na PC?

As alterações motoras são típicas da área do SNC que foi lesada.
Classifica-se clinicamente a PC de acordo com o tipo de dificuldade motora:
PC espástica: é o tipo mais comum, e ocorre por lesão do córtex motor do cérebro, região que comanda primariamente os movimentos. Nesse tipo, os músculos têm, ao mesmo tempo, a força diminuída e o tônus aumentado, o que se chama espasticidade. Os pacientes apresentam os músculos enrijecidos, sendo difícil fazer o movimento tanto pelo próprio paciente como por outra pessoa. Os músculos mais tensos crescem menos, e por isso, a criança, com o tempo, pode desenvolver encurtamentos musculares, conhecidos como contraturas. O crescimento dos ossos, influenciado pela tensão dos músculos, também pode ser alterado, evoluindo para as deformidades. Além disso, o desenvolvimento motor, a aquisição das atividades motoras como sentar, engatinhar e andar, é atrasado de forma leve, moderada ou grave.


PC extra-piramidal: acontece por lesão de áreas mais profundas do cérebro conhecidas como núcleos da base ou sistema extra-piramidal responsável pela modulação do movimento, ou seja, pela inibição de movimentos indesejados, Nesse tipo de lesão, o movimento acontece, mas de forma exagerada, sem modulação, gerando o que se define como movimentação involuntária. A criança apresenta movimentos que lembram os de uma marionete, podendo ser muito amplos, ou coreicos, ou mais rápidos e distais, os atetóides; quando esses movimentos mantêm a criança em posturas muito diferentes, assimétricas e fixas, recebe o nome de distonia. Neste tipo clínico, o atraso do desenvolvimento motor também vai acontecer, mas as deformidades ortopédicas e o comprometimento mental são menos comuns. 


PC atáxico: esse tipo clínico de PC é o mais raro. Acontece por lesão do cerebelo, área do SNC responsável pelo equilíbrio e coordenação. As crianças com esse tipo de lesão geralmente apresentam tremores, incoordenação tanto das mãos, como dos membros inferiores e do tronco e, quando andam, não conseguem fazê-lo em linha reta. Nestes pacientes também é raro ocorrerem deformidades, mas as alterações de fala e o comprometimento mental são comuns.

Como se distribui no corpo o distúrbio motor?

Dependendo da distribuição do comprometimento motor, classifica-se a paralisia cerebral em 3 tipos:
Tetraparesia: é o comprometimento global, em que tanto os membros superiores como inferiores estão alterados com a mesma gravidade. Geralmente aqui existe um atraso do desenvolvimento motor importante, e, de forma geral, o potencial de independência, nestas crianças, é bastante limitado.


Diparesia: o comprometimento é mais acentuado nos membros inferiores que nos superiores, ou seja, a função das mãos é mais preservada. Neste caso, a possibilidade de adquirir mais independência é maior.


Hemiparesia: é o comprometimento de um lado do corpo, direito ou esquerdo, dependendo do lado (hemisfério) do cérebro que foi lesado. A grande maioria das crianças hemiparéticas vai ter um bom desenvolvimento global, porém, muitas vezes, a principal dificuldade decorre de problemas de comportamento ou de compreensão.

Como é feito o diagnóstico de PC?

O diagnóstico da PC é clínico, o que quer dizer que o médico chega à conclusão que a criança tem PC através das informações recebidas da família (história) e da avaliação do paciente (exame físico).

Não existe nenhum exame complementar que faça o diagnóstico de PC. Como o próprio nome diz, os exames de laboratório ou de imagem são complementares, e são pedidos pelo médico para ajudar a compreender melhor o quadro clínico de cada criança.

Qual é o tratamento da PC?

A PC não tem cura, pois é conseqüência de uma lesão irreversível no SNC.

Todo tratamento tem por objetivo permitir que cada criança desenvolva seu maior potencial em todos os aspectos de sua vida, assim como evitar complicações.

Para se atingir esse objetivo, 02 aspectos muito importantes devem ser sempre levados em consideração:
Prognóstico: esse é o termo médico usado para definir o potencial de cada paciente. O prognóstico é muito variável de indivíduo para indivíduo e depende de inúmeros fatores como o grau de comprometimento motor; a presença de alterações associadas; o aparecimento de complicações e também da colaboração da família e do próprio paciente.

Pode-se determinar o prognóstico ou potencial específico em cada área. Por exemplo, o prognóstico de marcha, a possibilidade da criança conseguir andar, depende da gravidade motora, do grau de atraso do desenvolvimento, da presença de outras deficiências associadas (visual, mental) etc. O prognóstico escolar, ou seja, o quanto se espera que a criança aprenda, depende principalmente de sua capacidade mental, mas também do quanto consegue usar as mãos, da sua capacidade visual e auditiva etc.


Equipe multidisciplinar: diante de um diagnóstico que pode ter manifestações clínicas tão variadas, que atingem funções tão diferentes quanto à capacidade motora; a linguagem; a compreensão, etc., é impossível que um único profissional da área de saúde consiga tratar o paciente de forma adequada e abrangente. Daí a necessidade de vários profissionais, treinados para compreender áreas específicas do desenvolvimento global da criança. O médico neurologista vai conhecer melhor a causa do problema, diagnosticar e tratar as crises convulsivas e as alterações de comportamento; o médico fisiatra é formado para conhecer as funções do paciente, determinar o quanto cada uma está alterada e traçar o prognóstico global de reabilitação; o médico ortopedista atua quando existem deformidades que precisam ser corrigidas; o oftalmologista, o gastroenterologista e o pneumologista vão participar quando alterações de suas áreas de especialização necessitar de atenção. Da mesma forma, a equipe também é composta pelo fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo, pedagogo, assistente social, musicoterapeuta, arte-reabilitador, educador físico, enfermeiro, técnico em órteses, e outros profissionais; somente a soma do conhecimento de cada um destes especialistas e da atuação criteriosa de cada um deles, poderá trazer a cada paciente com PC o tratamento mais adequado, cujo sucesso será tanto maior quanto melhor for a integração da equipe, dos familiares e cuidadores e do próprio paciente

FONTE: www.paralisiacerebral.org.br

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Uma reflexão sobre o tédio


Uma reflexão sobre o tédio
tédio, por que te quero?

Ninguém gosta de se aborrecer. Isto é tanto assim que fazemos tudo (tudo mesmo) para escapar ao tédio. O estudo deste estado mental começou agora a envolver a neurociências e promete não ser nada entediante.
Imagine a seguinte situação: você vai participar como voluntário/a numa experiência de psicologia. A tarefa que tem pela frente parece trivial: tem que permanecer sentado/a numa salinha de paredes nuas, durante 15 minutos, consigo próprio por única companhia. Não pode levar consigo celulares, televisores, computadores, jornais, revistas, nem papel e lápis para se entreter ou distrair. E também não pode adormecer. Tudo o que pode fazer é olhar para as paredes e… pensar.
Contudo, lhe é permitido fazer uma coisa durante esse período de ócio – mas só se e quando lhe desejar: carregando num botão, pode infligir a si próprio/a um ligeiro choque eléctrico, equivalente àquelas descargas de electricidade estática que as vezes se sofre ao mexer em um objeto metálico.
Antes de iniciar a experiência, os participantes tiveram a oportunidade de sentir na pele o desconforto produzido pelo choque – e a maioria declarou-se disposto/a a pagar para evitar receber um novo choque desses.
A reação tem lógica: quem não acharia irracional o desejo de sentir outra vez algo de tão desagradável quando a tarefa que tem pela frente parece tão, mas tão inócua, em comparação?
Não se engane. O mais provável é que, tal como a maioria dos outros participantes que juraram não querer repetir a experiência do choque eléctrico, antes de sair da salinha, quinze minutos depois, você tenha carregado no fatídico botão… e talvez até mais do que uma vez.
Estes surpreendentes resultados foram revelados, em 2014, num estudo publicado na revista Science pelo psicólogo Timothy Wilson, da Universidade da Virgínia (EUA), e colegas. Mais precisamente: 12 dos 18 homens (67%) e seis das 24 mulheres (25%) testados preferiram receber choques eléctricos a não ter nada para fazer (a não ser pensar) durante a sua curta permanência em isolamento forçado.
“O mais notável”, escreveram na altura os autores, “é que o fato de estar simplesmente a sós com os seus próprios pensamentos durante 15 minutos era aparentemente tão insuportável que levou muitos participantes a auto administrar um choque eléctrico apesar de terem anteriormente declarado que estavam dispostos a pagar para o evitar”.
Por que é que isto aconteceu? A ideia dos raros especialistas que estudam este tipo de fenómenos é que o que está aqui subjacente é nada mais, nada menos do que a nossa aversão pelo tédio. Por alguma razão, não ter nada para fazer é o pior que nos pode acontecer.
No trabalho da equipa de Wilson, a questão do tédio não era explicitamente levantada. Mas em 2015, Chantal Nederkoorn e colegas, do Departamento de Psicologia e Neurociências da Universidade de Maastricht (Holanda), realizaram um estudo semelhante cujo objetivo era assumidamente determinar se o tédio induzido nas pessoas pelo visionamento de um vídeo monótono e repetitivo poderia promover o consumo de guloseimas – e mesmo a autoadministração de choques eléctricos por parte dos participantes. Os seus resultados, publicados na revista Appetite, corroboram o estudo norte-americano e incluem explicitamente o tédio na equação: “As pessoas podem estar dispostas a procurar estímulos negativos, por exemplo a magoarem-se, só para fugir ao tédio”, concluíam os autores.
O tédio tem acompanhado os seres humanos ao longo dos séculos, como atestam a literatura, a arte e a filosofia. Mas a primeira abordagem científica da questão data de 1885, num curto artigo, publicado na revista Nature pelo ímpar Francis Galton, primo de Charles Darwin e um dos pais da estatística moderna, entre muitas outras coisas.
No texto, intitulado Medir a irrequietude (The measure of fidget), Galton relatava como tinha passado o tempo, durante uma palestra particularmente chata, a imaginar uma forma objetiva de calcular o estado de aborrecimento da assistência. E concluía: “Gostava de sugerir aos filósofos praticantes, quando as reuniões em que participam se revelarem aborrecidas, que se entretenham a estimar a frequência, amplitude e duração da irrequietude dos seus companheiros de infortúnio. (…) Penso que desta forma poderão adquirir uma nova arte de conferir expressão numérica à quantidade de tédio geralmente expressa pelo público durante qualquer apresentação de trabalhos.”


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O último pensamento em vida é sempre positivo.


Palavras finais dos condenados à morte falam de amor, gratidão e solidariedade

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Visão do carnaval do ponto de vista da Psicologia


Para alguns pesquisadores o Carnaval tem raízes históricas que remontam aos bacanais e a festejos similares em Roma; alguns historiadores mais ousados chegam mesmo a relacionar o Carnaval a celebrações em homenagem à deusa Ísis ou ao deus Osíris, no Antigo Egito. Uma outra corrente acredita que a festa se iniciou com a adoção do calendário cristão.
A festa carnaval teve seus primeiros relatos em Roma XI. Em Roma havia uma festa, a Saturnália, em que um carro no formato de navio abria caminho em meio à multidão, que usava máscaras e promovia as mais diversas brincadeiras. Essa festa foi incorporada pela Igreja Católica, e segundo alguns a origem da palavra Carnaval é carrum navalis (carro naval). Essa etimologia, entretanto, já foi contestada.
Atualmente a mais aceita é a que liga a palavra "Carnaval" à expressão carne levare, ou seja, afastar a carne, uma espécie de último momento de alegria e festejos profanos antes do período triste da quaresma.
Em 1091 a data da Quaresma foi definitivamente estabelecida pela Igreja Católica ; como consequência indireta disso, o período de Carnaval se estabeleceu na sociedade ocidental, sofrendo, entretanto, certa oposição da Igreja, na Europa. Embora alguns papas tenham permitido o festejo, outros o combateram vivamente, como o Papa Inocêncio II.
À sequência do Renascimento o Carnaval adotou o baile de máscaras, e também as fantasias e carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual, que se preserva especialmente em regiões da França, Itália e Espanha.
Após este breve relato sobre a história do carnaval vamos entender seu significado psicológico. Atualmente, vivemos preocupados com o trabalho, com as contas, com os filhos, com a segurança, com a saúde… Na maior parte do ano estamos correndo atrás de algo e o nosso lado racional é valorizado por nos auxiliar com a clareza e objetividade necessária aos desafios cotidianos.
Mas existem alguns períodos em que a situação se inverte e o Carnaval é a representação mais clara desse momento. A racionalidade fica em segundo plano e o princípio do prazer conduz grande parte das pessoas. A brincadeira, a vontade, a sensualidade e a alegria tomam conta do país e muitos se rendem a magia dessa época.
Do ponto de vista psicológico esse é o momento do ID, que segundo Freud é uma instância psicológica que todos nós possuímos, regido pelos impulsos do prazer, guiado pela satisfação dos desejos e não por suas conseqüências.
Com a individualidade protegida das críticas e julgamentos, a fantasia nos liberta e nos permite interagir de forma livre e despreocupada. As diferenças e preconceitos são minimizados e, por isso, o Carnaval é chamado uma festa democrática. É um momento que todos aproveitam e interagem independente da cor, do país ou da classe social.
  O carnaval é espaço no qual muitas pessoas libertam suas fantasias com as máscaras, sem terem que sofrer com a censura oficial, moral, social ou religiosa. Esta data desvela no palco da vida, as fantasias desde as mais íntimas às mais saudáveis e criativas. Através das máscaras podemos retirar durante o carnaval nossas máscaras sociais coladas ao nosso corpo e à nossa alma.
É importante que os excessos sejam evitados. Perder totalmente o controle traz consequências, talvez não agradáveis. Mas do ponto de vista psíquico o carnaval tem uma função positiva e nos ajuda a vivenciar outros aspectos psicológicos. É uma válvula de escape importantíssima!
O Carnaval pode ser muito proveitoso, é o momento de relaxarmos e vivenciarmos um lado nosso que não permitimos na maior parte do ano, de se divertir com o inadequado, extravasar a alegria e retornar mais leves para a realidade!

Referências:
Revista Psiquê. O carnaval e a importância dos ritos.

Fonte:http://www.g37.com.br/colunistas.asp?c=padrao&modulo=conteudo&url=018762&ss=7

domingo, 31 de janeiro de 2016

Contato

Marcação de Consultas. 
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Perfil

Maria das Graças Damasceno Leal possui Graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1994) e Pós Graduação, em Saúde Pública e Neuropsicólogia. Ao longo do tempo desde a conclusão de sua graduação enriqueceu sua experiência tendo atuado em diversas instituições públicas privadas e terceiro setor. Nestas Experiências podemos destacar a participação na elaboração do Projeto do CAPS I de Caicó, instituição que coordenou; a atuação no CEDUC (FUNDAC) em atendimento aos adolescentes privados de liberdade, como psicóloga no CRAS atuando junto a famílias em situação de vulnerabilidade social. No setor privado atuou como psicóloga no Centro de Educação Integrada do Seridó, o CEIS, junto aos alunos e famílias desta unidade educacional; também com esses mesmos objetivos atua no Educandário Santa Teresinha, instituição de ensino na cidade de Caicó. Atuou na Clínica do Rim como psicóloga dos pacientes com Doença Renal Crônica atendidos por aquela clínica. Além de toda esta experiência, atuou como docente do curso de Filosofia na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, a UERN e como também no curso de Técnico em Enfermagem do SENAC/RN. Durante todo este período participou de Cursos, Seminários e Conferência, em diversas vezes como participante, delegada ou palestrante, tendo buscado seu aperfeiçoamento conforme é descrito neste documento.

Agende seu atendimento: 84 9.9909-3266, Consultório particular no Edifício Liberdade localizado na Rua Felipe Guerra nº 510, sala 18 – Centro – Caicó/RN. 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A relação entre o estresse e o funcionamento do corpo

Resultado de imagem para estresse
Para enfrentar o estresse e a adversidade de forma mais eficaz, deveríamos prestar mais atenção ao que acontece dentro do nosso organismo, segundo um novo estudo cerebral sobre resiliência e por que algumas pessoas parecem ter mais essa capacidade do que outras.
Vivemos tempos difíceis. Preocupações sobre o estado do nosso mundo, nossa segurança, finanças e saúde, entre outros, podem levar a uma diversidade de reações fisiológicas e psicológicas.
"Quando confrontados com o estresse, quer seja dando uma palestra diante de uma centena de pessoas ou se sentindo pressionando para ganhar a segunda medalha olímpica de ouro, vivenciamos mudanças no corpo", disse Lori Haase, professora de psiquiatria da Universidade da Califórnia, campus de San Diego, nos Estados Unidos, e principal autora do estudo. O batimento cardíaco acelera, a respiração se torna mais curta e explodem os níveis no sangue de adrenalina e outras substâncias químicas ligadas ao estresse.
Embora a reação ao estresse possa ter resultados desejáveis --"eu preciso de ansiedade para me motivar a escrever um pedido de verba", disse Haase-- é muito fácil que a coisa desande. Segundo ela, permanecer em um estado exacerbado de excitação enfraquece o desempenho físico e mental. Assim, enquanto o organismo deveria reagir a perigos e preocupações, nossas reações ao estresse também deveriam se dissipar na sequência, o mais rapidamente possível.
É nesse instante que a resiliência entra na jogada. Em termos científicos, ela é a capacidade de voltar rapidamente ao normal, física e emocionalmente, após um evento estressante.
Cientistas e terapeutas sabem há muito tempo que algumas pessoas são mais resilientes do que outras, mas ignoram os motivos exatos. Nos últimos anos, Haase e colegas começaram a especular se e como as pessoas dão ouvidos ao próprio organismo. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores vêm examinando como atletas de corridas de aventura e soldados de operações especiais de elite desenvolvem resiliência diante das frequentes e, muitas vezes, extremas exigências físicas e emocionais de seus trabalhos.
Os pesquisadores convidaram esses homens e mulheres para se deitar em tomógrafos enquanto vestiam máscaras que, quando os cientistas apertavam um botão, dificultava a respiração, condições que cérebro e corpo acham igualmente estressante. Eles logo perceberam um padrão comum de atividade cerebral entre esses voluntários. Partes do cérebro que recebem e processam sinais do organismo, tais como modificações no ritmo cardíaco ou respiratório, se mostravam muito ativos quando os voluntários pensavam que as máscaras iriam se fechar. Porém, apesar da consciência ressaltada, o fluxo de mensagens dessas partes do cérebro a áreas que intensificam a excitação corporal era bastante fraco.
Trocando em miúdos, o cérebro desses homens e mulheres altamente treinados monitorava atentamente o começo do pânico corporal, mas reduzia a resposta. Eles vivenciavam o estresse, mas não exageravam na reação. Eram resistentes física e mentalmente. Além disso, é claro, eram atípicos; a maioria de nós não é nem soldado nem atleta de elite.
Assim, para o novo estudo, publicado neste mês no periódico "Biological Psychology", os mesmos pesquisadores recrutaram 48 adultos saudáveis e pediram que preenchessem um questionário padrão sobre como analisavam sua resiliência física e emocional. Tomando por base suas notas, os cientistas os avaliaram como tendo resiliência alta, média ou baixa.
A seguir, fizeram tomografias cerebrais enquanto os voluntários vestiam o mesmo tipo de máscara dos atletas e soldados e, da mesma forma, passaram por momentos periódicos sem respirar.
As pessoas cujas notas demonstravam que eram altamente resilientes apresentavam atividade cerebral muito semelhante à de soldados e atletas de elite, bem como, em grau menor, pessoas com resiliência média.
Todavia, o cérebro das pessoas com notas baixas de resiliência se comportava quase que do jeito oposto. Quando as máscaras ameaçavam se fechar, elas apresentavam uma atividade surpreendentemente baixa nas porções do cérebro que monitoram sinais corporais. E, a seguir, quando a respiração se tornava difícil, os indivíduos mostravam uma ativação elevada nas partes do cérebro que aumentam a consciência fisiológica. Na verdade, os voluntários prestavam pouca atenção ao que estava acontecendo dentro do organismo enquanto esperavam que a respiração se dificultasse --e exageravam na reação quando a ameaça ocorria. Tais respostas cerebrais enfraqueceriam a resiliência, concluíram os cientistas, tornando mais difícil para o corpo voltar a um estado calmo.
Certamente, o estudo foi baseado na autoavaliação das pessoas quanto à sua resiliência e em um instantâneo único da atividade cerebral. Isso não consegue nos contar por que o cérebro de grupos diferentes de voluntários trabalha de forma distinta ou se podemos modificar a reação cerebral ao estresse.
Entretanto, os pesquisadores consideraram os resultados atraentes. "Para mim, o estudo diz que a resiliência tem muito a ver com a consciência corporal e não com o pensamento racional", disse o Martin Paulus, diretor científico do Instituto Laureado para Pesquisa Cerebral de Tulsa, Estados Unidos, e principal autor da pesquisa. "Até mesmo gente inteligente que não presta atenção ao corpo pode não se recuperar tão rapidamente da adversidade quanto uma pessoa mais em sintonia com sua própria fisiologia".

"Melhorar a comunicação interna com o organismo pode ser tão simples quanto passar alguns minutos por dia concentrado em respirar. Prestar atenção sossegadamente em inalar e expirar sem exagerar na reação. Ao longo do tempo, esse exercício ensina que é preciso mudar a respiração quando se está ansioso", falou Haase.
Fonte: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2016/01/21/para-saber-lidar-com-o-estresse-entenda-o-que-acontece-com-o-seu-corpo.htm

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

SOBRE O DESAPEGO...



O tempo passa, a vida segue e muitas vezes nos tornamos apegados a coisas, pessoas ou cargos, o que nos faz viver uma ilusão e um sofrimento. Precisamos aprender a desapegar. Convido todos a lerem essa matéria, acessando o link abaixo e iniciar uma reflexão sobre o desapego.

http://obviousmag.org/pensando_nessa_gente_da_vida/2016/viver-e-um-exercicio-de-desapego.html