terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Eu ainda acredito no Ser Humano

Acho que eu não sou desse mundo!

O mundo anda doente, as pessoas estão cada vez mais estressadas e sem tempo para ninguém, as postagens virtuais destilam preconceito e agressividade, quanto amargor. Não sobra tempo mais para a gentileza, para a conversa, para os encontros; o trabalho nos rouba todo o tempo, tempo de vida, de lazer, de amor. Encontro-me perdido em meio a tudo isso, muitas vezes deslocado da maré que varre feito turbilhão os resquícios de humanidade que deveriam ser prioridade na vida de qualquer pessoa.

Eu ainda acredito no ser humano, na natureza humanamente gregária do homem, que nos torna necessitados de convivência, de companheirismo, de toque e de trocas. Recuso-me a crer numa sociedade majoritariamente preconceituosa e excludente, disposta a obter vantagens e bens materiais, mesmo que às custas da infelicidade alheia.


Acredito no poder do amor, na força do bem, na capacidade de a verdade sobrepor-se a toda e qualquer mentira, a toda e qualquer infelicidade solitária. O bem tem que vencer o mal, em todos os setores dessa vida – ou isso ou se perdem os objetivos de vida baseados na ética e no respeito ao outro. Recuso-me a pisar em alguém para me sobressair, a mentir para conseguir o que quero, a odiar simplesmente porque sou contrariado.

Creio em sentimentos sinceros, em acolhimento verdadeiro, em guarda afetiva. Ainda existe quem ama sem medo, quem se entrega sem censura, quem acolhe o diferente, o dissonante, o que anda na contramão de todos. Não posso conceber a idéia de que todo mundo age com segundas intenções, que ninguém seja capaz de se doar sem querer nada em troca, que a aceitação de todas as raças, credos e gêneros seja uma utopia, um sonho impossível.


Costumo confiar nas pessoas, nas palavras, nas atitudes que vejo, sem ficar com o pé atrás, sem hesitar, desconfiando de que aquilo possa se tratar de encenação premeditada, de riso forçado, de ardil encoberto. Não posso crer que gente do bem é espécie em extinção, que curtida no Face valha mais do que um aperto de mão caloroso, que se julguem as pessoas pelas aparências, pela procedência, por tudo menos pela essência que as define.

Acho que não sou daqui, acho que nasci no tempo e no lugar errados, pelo tanto de decepções que se amontoam em meu caminhar, em relação a quem, principalmente, recebeu o meu melhor. Ainda assim, mesmo sob olhares de censura, palavras de desânimo, tombos e dores, persistamos no propósito de alcançar a felicidade da forma mais limpa e ética que pudermos, pois o que é nosso então se resguardará, para que desfrutemos do bom e do melhor junto aos poucos verdadeiros que se juntaram a nós. Assim seja.

Fonte: A mente é maravilhosa.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

10 FRASES DO PEQUENO PRÍNCIPE QUE SÃO LINDAS LIÇÕES DE VIDA

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Pra dar mais ânimo para a nossa semana, que possamos nos inspirar nas frases de O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry são partilhadas e reproduzidas no mundo inteiro.
O que pode passar despercebido, é que por trás de cada linda frase do livro há valiosas lições de vida, verdadeiramente importantes para o crescimento pessoal de todos nós.

1. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.

Quando uma pessoa cria laços com outra, sejam de amizade ou amor, essa ligação se torna uma responsabilidade. Você tem de cuidar e alimentar a relação, para que o sentimento não acabe.
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2. As pessoas são solitárias porque constroem muros ao invés de pontes.

Muitas pessoas se fecham e se protegem, afastando os outros. Esta mensagem de O Pequeno Príncipe incentiva as pessoas a criarem mais laços, mais pontes, alimentando a proximidade e amizade, combatendo a solidão.
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3. A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar.

Criar ligações com outras pessoas tem os seus riscos e nunca sabemos se poderemos sofrer. Mas vamos ser sinceros. A felicidade que uma amizade ou amor nos traz, compensa tudo, né?
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4. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros.

Criticar e julgar quando estamos de fora de uma situação é muito mais fácil do que olhar para dentro de nós. Muitas vezes criticamos os outros por aquilo que nós próprios também fazemos mas não conseguimos enxergar. Por isso, não aponte o dedo aos outros e tire uns minutinhos para refletir no seu próprio comportamento, tentando melhorar sempre!
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5. Todas as pessoas grandes foram um dia crianças – mas poucas se lembram disso.

Nesta passagem, o autor nos mostra que os adultos se tornam pessoas muito sérias e preocupadas com as obrigações do dia a dia, esquecendo os sonhos da infância. Não se esqueça de ser criança de vez em quando, brinque, esqueça os problemas e sobretudo, não deixe os seus sonhos de criança de lado!
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6. É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar.

Quantas vezes exigimos algo aos outros que eles nunca se comprometeram a dar? O amor e a amizade não deveriam viver de cobranças! Uma atitude ou palavra de carinho ou amizade só têm valor verdadeiro quando chegam naturalmente, não é mesmo?
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7. Quando a gente anda sempre em frente, não pode ir muito longe…

Esta frase nos mostra que qualquer situação tem muitos caminhos. Quando você apenas experimenta um, perde milhões de outras possibilidades que podem levar a um resultado ainda melhor. É preciso explorar a vida e o mundo, criar vivências. Só assim você crescerá e ficará mais rico por dentro.
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8. É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas.

Muitas vezes não estamos disponíveis para sofrer, mesmo que seja para atingir um objetivo maior. Tal como a larva se transforma numa linda borboleta, esta frase de O Pequeno Príncipe nos mostra que para conseguir alcançar o que desejamos, às vezes é necessário fazer sacrifícios e passar por fases menos boas. Não se preocupe, quando você conseguir verá que tudo valeu a pena!
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9. É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou.

É comum ficarmos com medo quando algo nos magoa. Mas o fato de um amigo ou amor nos ferir, não quer dizer que todos o farão. Ao ter medo de se magoar você pode estar perdendo lindos momentos e isso, nas palavras do autor, é uma grande loucura!
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10. Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.

Esta frase nos ensina a ver além das aparências, tentar entender as pessoas, as suas atitudes, as situações e não julgar apenas pelo que é visível. O que é verdadeiro não se pode ver, apenas sentir!
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Fonte:  Psicologias do Brasil

domingo, 18 de dezembro de 2016

As cinco melhores coisas para experimentar na vida

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Todos nós queremos viver nossas vidas ao máximo, ter experiências significativas e gratificantes, conhecer grandes pessoas, aprender coisas úteis e, finalmente, morrer sem qualquer arrependimento.

Mas, é claro, nossos sonhos raramente correspondem à realidade e a maioria de nós simplesmente aceitam passivamente o que consegue, não se motiva para fora de sua zona de conforto.

Mas não tem de ser assim. Você não tem que se contentar com um estilo de vida que não te agrada. Sua vida está em SUAS mãos, e você pode transformá-la sempre que quiser, pelo poder de sua vontade.

1. Viaje para 4 lugares que nenhum de seus amigos foram, e viaje como um local, em vez de um turista.

Todos nós gostamos de viajar, mas continuamos criando desculpas. Ou não temos tempo ou nos convencemos de que não podemos pagar. A verdade é que viajar não tem que significar cruzeiros caros, hotéis de luxo e pontos turísticos padrão.Não importa onde você mora, há sempre lugares para ver, coisas para fazer. Explore alguns lugares próximos e onde ninguém que você conhece foi. E uma vez que você chegar nesses lugares, não reserve os quartos mais caros do hotel. Em vez disso, tente viver como os nativos e misture-se entre eles. Isso te ajuda a economizar e te oferece um ponto de vista refrescante e muito diferente, ensinando-lhe algumas lições de vida inestimáveis.

2. Leia 5 livros que você pode compreender, mas não está muito interessado, ​​dentro de um ano

Não fique com seus gêneros favoritos, ramifique. Ao fazer leituras diferentes, você encontra tópicos completamente interessantes e sairá de sua zona de conforto, expandindo seus interesses e enriquecendo sua vida.

3.Viva sozinho no exterior por pelo menos 3 meses

Cadastre-se para um programa de intercâmbio, ou tenha uma experiência como a dos filmes “Comer, Rezar, Amar”. Vai ser incrível. Você aprenderá mais sobre si mesmo, terá visões de mundo diferentes, estará exposto a culturas variadas e compreenderá como as pessoas são simultaneamente tão semelhantes e diferentes umas das outras.

4. Faça amizade com alguém inesperado

Se você sempre admirou ou gostou de alguém a distância, agora é a hora de se aproximar. Em vez de ter medo, faça pequenas coisas para criar uma amizade com essa pessoa. Diga algumas palavras agradáveis, se ofereça para ajudar em algo e elogie. As pessoas amam elogios sinceros!

5. Remova alguém tóxico de sua vida, com grande determinação

Todos nós temos pessoas negativas em nossas vidas, que sugam nossas energias como vampiros. Mas realmente, é NOSSA culpa ficarmos ao redor dessas pessoas. Se você está enfrentando tempos difíceis, é hora de dizer adeus a essas pessoas tóxicas e afirmar-se. Uma vez que você as cortar de sua vida, descobrirá um tipo incrível de liberdade – você é o chefe de sua própria vida e pode fazer qualquer coisa que escolher. E é exatamente a vida que você merece viver.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Você já se deparou com essa situação?



Uma imagem as vezes nos diz mais que mil palavras... a imagem acima no diz  muito! Quantas vezes nós desvaloramos nossas próprias decisões ou escolhas, para valorizar as do outro, imaginando que o outro escolhe melhor ou sabe mais.

Alem disso, também não temos paciência e perseverança nos  nossos objetivos, esperando para colher  os frutos do nosso trabalho e esforço.

Pense nisso!!
Graça Leal

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Dicas de Filmes:Qual animação da Pixar você é?

Que filme da Pixar você é?

Hoje a dica de filme está diferente!!
Os filmes da Pixar fizeram parte da infância de muita gente - mas isso não significa que as animações sejam infantis ou mesmo simples. Eles tratam de emoções, impasses e desafios enfrentados todos os dias, e é por isso que tanta gente se identifica com os personagens e suas histórias. Criamos esse teste para você descobrir qual das sagas mais combina com você.

Vamos ao Teste
Qual animação da Pixar você é?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Vale a pena assistir!

Esse vídeo é uma importante reflexão da forma como estamos educando nossos filhos! Vale a pena assistir!


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Antidepressivos sem terapia não têm efeito, aponta pesquisa.


Os estudos mais recentes vêm mostrando que os antidepressivos restauram a capacidade de determinadas áreas do cérebro a fim de contornar rotas neurais cujo funcionamento não está normal, mas essa mudança só trará benefícios se acompanhada de uma mudança do paciente – mudança esta obtida através da psicoterapia.


Essa mudança no “hardware” do cérebro só trará benefícios se houver uma mudança no “software” – o comportamento do paciente – algo que não é suprido pelos antidepressivos, só podendo ser alcançado mediante a psicoterapia ou terapias de reabilitação; O alerta está sendo feito pelo neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsinque (Finlândia).

Plasticidade cerebral 

Milhões de pessoas em todo o mundo tomam antidepressivos seguindo receitas de seus médicos, e as empresas farmacêuticas têm faturado bilhões de dólares vendendo essas drogas. 

Pesquisas em modelos animais demonstram que os antidepressivos não são uma cura por si só; Em vez disso, o seu papel é o de restaurar a plasticidade no cérebro adulto. 

Os antidepressivos reabrem uma janela da plasticidade cerebral, que permite a formação e a adaptação de conexões cerebrais através de atividades específicas e observações do próprio paciente, de forma semelhante a uma criança cujo cérebro se desenvolve em resposta a estímulos ambientais. Quando a plasticidade cerebral é reaberta, problemas causados por “falsas conexões” no cérebro podem ser tratadas – por exemplo, fobias, ansiedade, depressão etc. 

A equipe do Dr. Castrén mostrou que os antidepressivos sozinhos não surtem efeitos para esses problemas. Quando antidepressivos e psicoterapia são combinados, por outro lado, obtém-se resultados de longa duração. 

“Simplesmente tomar antidepressivos não é o bastante. Nós precisamos também mostrar ao cérebro quais são as conexões desejadas,” disse o pesquisador. A necessidade de terapia e tratamento medicamentoso também pode explicar porque os antidepressivos às vezes não têm efeito. Se o ambiente e a situação do paciente permanecerem inalterados, a droga não tem capacidade para induzir mudanças no cérebro, e o paciente não se sente melhor. 

Fonte: Psicologias do Brasil

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

DEPRESSÃO OU TRISTEZA?


A Depressão tornou-se o mal do século e, por tal motivo, a maioria das pessoas acabam confundindo-a com tristeza. Para compreendermos melhor a distinção entre ambas, é fundamental que conheçamos bem os sintomas da tristeza e da Depressão propriamente dita.

A Depressão está muito associada ao sentimento de tristeza e choros compulsivos, contudo o maior erro das pessoas é acreditar que ela se restringe apenas a isso. E é em vista dessa visão muito limitada que alguns acabam acreditando que estão entrando em Depressão a partir do instante em que a tristeza surge, como se a mesma fosse algo incomum do ser humano e prejudicial.

“A tristeza é um estado afetivo desconfortável vivido com um sentimento de pesar, de dor psíquica e moral, geralmente relacionado a algo que contraria o que um indivíduo acredita almejar. Ela pode produzir sentimento de impotência, vontade de chorar, expectativa negativa quanto a eventos futuros, entre outros aspectos. A tristeza dá colorido à existência humana, sendo, portanto, um acontecimento normal (VERZTMAN, 2011).”

Não existe tratamento para a tristeza, simplesmente porque tristeza não é doença. Qualquer ser humano está sujeito a senti-la. A tristeza é um sentimento momentâneo, considerado saudável e até importante pelos médicos. Senti-la ajuda na elaboração das perdas, ou sofrimentos ocasionais. As pessoas atingidas pela ocorrência de perdas, do emprego ou de entes queridos, atravessam uma fase de sofrimento e angústia, que pode se prolongar por um determinado período de tempo (cerca de 2 meses), e é simplesmente normal sentir-se assim. Porém, essa tristeza com o tempo vai diminuindo e a vida do indivíduo vai retomando ao ritmo normal (FIGUEIREDO, 2009).

Assim como sentimentos de Alegria, Medo, Felicidade, Decepção, Surpresa, e muitos outros, incluímos a tristeza. Portanto é de se entender que a mesma é um sentimento natural que faz parte da espécie humana, e não há porque se preocupar tanto. Mas em que situação eu posso começar a desconfiar da minha tristeza prolongada?

Quando a tristeza não passa, e começam a surgir sentimentos de apatia, indiferença, desesperança, falta de perspectivas ou prazer pela vida, saiba que esse é um sintoma claro de Depressão. Os sintomas podem aparecer ou desaparecer de maneira sutil e quase imperceptível, mas é importante saber que eles podem voltar. A depressão é doença séria e assim deve ser tratada (FIGUEIREDO, 2009).

A depressão foi classificada no Grupo das Doenças Afetivas. As doenças afetivas, são aquelas que apresentam uma evolução cíclica, em que se alternam períodos depressivos com fases de absoluta sanidade. Muitos acreditam que a Depressão é uma doença moderna, contudo Hipócrates, considerado o pai da medicina, descreveu seis doenças mentais, incluindo a Depressão, há aproximadamente 400 AC (FIGUEIREDO, 2009).

Depressão não é tristeza. É uma doença que precisa de tratamento. Aproximadamente 18% das pessoas irão apresentar Depressão em algum período da vida. A partir do instante em que o quadro se instala, é imprescindível buscar tratamento, pois caso o contrário, pode levar até meses para “desaparecer”. Depressão é também uma doença recorrente, isto é, quem já teve um episódio na vida, apresenta cerca de 50% de possibilidades de manifestar outro; quem teve dois, 70% e, no caso de três quadros bem caracterizados, esse número pode chegar a 90%. A depressão é uma patologia que afeta os mediadores bioquímicos envolvidos na condução dos estímulos por intermédio dos neurônios, que possuem prolongamentos que não se tocam. Entre um e outro, há um espaço livre chamado sinapse, absolutamente fundamental para a troca de substâncias químicas, íons e correntes elétricas. Tais substâncias trocadas na transmissão do impulso entre os neurônios, os neurotransmissores, vão modular a passagem do estímulo representado por sinais elétricos. Na depressão, há um comprometimento dos neurotransmissores responsáveis pelo funcionamento normal do cérebro (VARELLA, 2011).

Em boa parte dos casos, a Depressão normalmente produz perda de energia para agir, desânimo acentuado, dificuldade de concentração, pensamento circular em torno das mazelas humanas, desvalorização da autoimagem, entre outras características distintas da tristeza. É comum também ocorrer a modificação de algumas funções fisiológicas, como o sono (principalmente insônia) e o apetite (o mais comum é perdê-lo). Portanto, é preciso mencionar que a Depressão, ao contrário da tristeza, pode acarretar a presença de ideias sobre a própria morte e, em casos graves, a intenção de provocá-la (VERZTMAN, 2011).

Os sintomas da Depressão manifestam-se de uma forma branda em alguns casos, e é extremamente comum o paciente procurar um clínico-geral, com a falsa crença de estar com falta de vitaminas ou alguma doença mais grave. Outros, simplesmente acreditam ser apenas mais uma “fase ruim” e não procuram ajuda, provocando ainda mais o agravamento do problema. Indivíduos que apresentam quadros leves, raramente procuram tratamento (FIGUEIREDO, 2009).

Por fim, torna-se evidente que a tristeza é um dos sintomas que são apresentados durante a fase depressiva, porém não necessariamente ela determina que um indivíduo está ou não com a doença. Sentir-se triste profundamente é totalmente normal e faz parte da vida humana sentir-se assim. Contudo, torna-se importante prestar atenção nesse sentimento, quando muito prolongado e notar os outros sentimentos que se manifestam durante esse período, para que dessa forma possa ser identificado com mais precisão se o indivíduo está a penas triste, ou com início de Depressão.

Embora a tristeza seja algo comum e natural, é sim importante sempre estar atenta a ela, visto que a Depressão raramente recebe tratamento quando está no início. Assim como existem pessoas que estão tristes e acreditam estar com Depressão, existem aquelas que de fato estão com a doença, mas não dão a devida atenção por acharem que estão apenas tristes. Esse quadro na maioria das vezes se agrava, e o indivíduo só busca tratamento quando já não tem mais controle de seus sentimentos negativos, quando estão passando a ter dificuldades de se relacionarem com as pessoas e a perceber que nada está mais como antes. Muitos só passam a receber de fato o tratamento, quando já tentaram o suicídio e felizmente não conseguiram o que desejavam no momento.

Então, para evitar que haja confusão quando o assunto é Depressão e Tristeza, saiba que ambos possuem períodos diferentes. A tristeza passa. A Depressão volta constantemente e apresentam os mesmos sintomas, senão piores a cada crise. A tristeza enfraquece o indivíduo por conta do desânimo e a Depressão faz com que a mesma perca totalmente as suas forças e a vontade de fazer absolutamente tudo, principalmente as coisas que mais gosta. Em suma, fique atento aos sintomas que cada um apresenta para ter mais certeza daquilo que está se passando com você. Caso você tenha a suspeita de que realmente está com Depressão, não pense duas vezes em buscar ajuda. Procure um psicólogo, pois o mesmo irá te escutar e analisar se de fato você está com a doença. E se for necessário tomar remédios, não exite em procurar um Psiquiatra. Depressão é uma doença grave e exige tratamento.


Fonte: Psiconlinews

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

8 SINAIS DE QUE VOCÊ PRECISA FAZER TERAPIA

Homem nervoso com a mão na cabeça
 Homem nervoso com a mão na cabeça: a sensação de ser regularmente dominado 
pela tristeza ou pela raiva pode indicar algo mais profundo (Wikimedia Commons/)

Tudo o que lhe faz sentir oprimido ou te impede de funcionar direito merece a atenção de um terapeuta, assistente social ou psicólogo.

Todo mundo passa por períodos de stress, tristeza, luto e conflito, então quando você não se sente muito bem pode ser difícil saber se é hora de procurar um profissional para lidar com o problema.

A prioridade da comunidade psiquiátrica é identificar e atender aqueles que tem doenças mentais diagnosticáveis, mas a ajuda psicológica para quem tem algum problema que não seja tão óbvio pode ser igualmente importante. Além de sofrer sem necessidade, quem está nessa situação pode ter o quadro agravado justamente por falta de tratamento profissional. “Quanto mais cedo se procura ajuda, mais fácil é resolver o problema”, diz o psicólogo Daniel J. Reidenber. “O tratamento vai ser mais curto e menos estressante.”

Os psicólogos atribuem a baixa procura por ajuda médica ao estigma e aos mitos ligados à terapia: a ideia de que seja algo para gente louca, que a ajuda de um profissional seja um sinal de fraqueza ou tome tempo e custe caro demais. Nada disso é verdade, diz a psicóloga Mary Alvord.

“Um tratamento não precisa envolver análise quatro vezes por semana; tenho pacientes que vêm para apenas duas sessões ou para terapia comportamental durante um ano”, diz Alvord. “As pessoas acham que vão se tornar prisioneiras do tratamento, mas isso simplesmente não é verdade.”

“Existe um estigma injustificado ligado às doenças mentais, e olhe que nem estamos falando de uma doença mental”, diz Reidenberg. “Estamos falando apenas da vida e das dificuldades dela. Os benefícios da psicoterapia [podem ser vistos] mais como formas de aliviar o estresse, como exercícios físicos ou uma alimentação correta – estratégias que podem ajudar no dia-a-dia e ajudar a aliviar tensões.”

Então quais são os sinais de que pode ser a hora de marcar uma consulta? Pedimos que Reidenberg, Alvord e psicóloga Dorothea Lack indicassem a que sintomas devemos estar atentos quando não nos sentimos muito bem.

A principal conclusão? É apenas uma questão de avaliar sua capacidade de tolerância – tudo o que lhe faz sentir oprimido ou te impede de funcionar direito merece a atenção de um terapeuta, assistente social ou psicólogo.

1. Todas as suas emoções são intensas
“Todo mundo fica nervoso e triste, mas e a intensidade? E a frequência? Isso te atrapalha ou prejudica a sua vida?”, pergunta Alvord.

A sensação de ser regularmente dominado pela tristeza ou pela raiva pode indicar algo mais profundo, mas é preciso prestar atenção a uma outra coisa: o catastrofismo.

Quando um desafio aparece de repente, você imediatamente se prepara para o pior? Esse tipo de ansiedade extrema, em que as preocupações são desproporcionais e os cenários pessimistas passam a se tornar cenários realistas, pode ser profundamente debilitante.

“Pode ser paralisante, levar a ataques de pânico e até mesmo a evitar as coisas”, diz Alvord. “Se sua vida começa a se contrair porque você está se omitindo é provavelmente a hora de procurar alguém.”

2. Você passou por um trauma e não consegue parar de pensar no assunto
A dor de uma morte na família, uma separação ou a perda do emprego podem ser suficientes para exigir algum tipo de aconselhamento. “A tendência é achar que esse tipo de sensação vai embora sozinha”, diz Alvord, lembrando que nem sempre este é o caso. O luto pode nos atrapalhar no dia a dia e nos afastar dos amigos. Se você perceber que está se distanciando, ou se seus amigos notarem o mesmo, talvez seja a hora de procurar alguém para tentar entender como o evento ainda está te afetando. Por outro lado, algumas pessoas reagem às perdas com uma reação mais maníaca — buscam os amigos incessantemente e têm problemas para dormir. Estes também são sinais de alerta.

3. Você tem dores de cabeça recorrentes e inexplicáveis, dores de estômago ou baixa resistência.
“Se estamos emocionalmente abalados, o corpo pode ser afetado”, diz Alvord. Pesquisas confirmam que o estresse pode se manifestar de diversas formas, de problemas estomacais crônicos a dores de cabeças, resfriados e redução do apetite sexual. Reidenberg afirma que há outros indícios menos frequentes, como dores musculares repentinas (ou seja, não aquelas que aparecem depois da academia) ou dores no pescoço.

4. Você está usando alguma substância para aguentar o dia a dia
Se você percebe que está bebendo ou usando drogas em maiores quantidades ou com maior frequência — ou até mesmo pensando mais em bebidas ou drogas –, pode ser um sinal de que você queira anestesiar algum tipo de sensação. Mas essa substância pode não ser o álcool ou droga: pode ser comida. Reidenberg nota que mudanças no apetite podem ser um sinal de que nem tudo está bem. Comer demais, ou de menos, pode indicar estresse ou sinalizar que você não está querendo cuidar de si mesmo.

5. Você não está rendendo no trabalho
Mudanças na performance no trabalho são comuns entre aqueles que enfrentam questões emocionais ou psicológicas. Você pode se sentir desconectado do trabalho, segundo Reidenberg, mesmo que antes gostasse do que faz. Além de afetar a concentração e a atenção, você pode começar a receber críticas dos seus chefes ou colegas. Pode ser um sinal de que é hora de buscar um profissional.

“Adultos passam a maior parte do tempo no trabalho”, diz Reidenberg. “Então as pessoas que reparam são aquelas que têm de compensar, como em uma família.”

6. Você se sente desconectado daquilo que gostava de fazer
Se seus clubes, encontros de amigos e família estão perdendo a graça, pode ser um sintoma de que algo está errado, explica Reidenberg. “Se você está desiludido, achando que nada faz sentido, buscar terapia pode ajudar a clarear o ar ou procurar uma nova direção.”

7. Seus relacionamentos estão desgastados
Você tem dificuldades para explicar como realmente está se sentindo – ou mesmo para identificar suas emoções? Se você se sente infeliz durante as interações com aqueles que ama pode ser um candidato para uma terapia de casal ou de família, diz Alvord.

“Podemos ajudar as pessoas a escolher melhor as palavras – e ensinamos que não é só o que você está dizendo que importa, mas também sua linguagem corporal e sua atitude”, diz Alvord.

8. Seus amigos dizem que estão preocupados com você
Amigos podem perceber padrões que não conseguimos identificar nós mesmos, portanto é importante considerar a perspectiva daqueles que estão à sua volta.

“Se alguém que faz parte da sua vida diz algo como: ‘Você falou com alguém sobre isso?’ ou ‘Você está bem? Estou preocupado com você’ – é um sinal de que você provavelmente deveria ouvir o conselho”, diz Reidenberg.


Fonte: Exame.abril.com

domingo, 11 de dezembro de 2016

Gente feliz não enche o saco

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Essa matéria foi retirada do site "Conti Outra" que resolvi divulgar para promover uma reflexão a cerca da maturidade! Como é importante o tempo para que possamos nos ver de forma clara e assim, lidar com os desafios de forma diferente. Aproveitem a leitura!!!
Graça Leal



Comum em redes sociais, esta frase nos faz refletir sobre a verdade que ela expressa.
Com o passar da vida e das experiências vivenciadas, nos vemos em um nível de maturidade nunca antes alcançado. Se torna fácil “olhar para trás” e se ver em diversas pessoas que conheçemos: em suas atitudes e em suas opiniões. A maturidade nos permite, além do se colocar no lugar do outro, o se ver no outro, agora, o que se foi um dia no passado.
Já fui muito crítica, por exemplo, na época em que morava na Alemanha. Não me adaptei à cultura do país, como eu mesma acreditava que conseguiria. Sofrendo por dentro e muito mais de forma inconsciente do que consciente, criticar era uma forma de aliviar a minha dor. Na época, era o que sabia fazer, com a maturidade e força que eu tinha. Cada idade e maturidade nos permite um determinado comportamento e reações.
É preciso muito tempo para se olhar com transparência e se ver de verdade. Na maioria das vezes isto não acontece no tempo presente. É com o passar dos anos que se olha para o que se foi ou o que se fez, e então finalmente se vê o que fomos e o que fizemos com clareza.
Assim se pode pensar sobre a veracidade da frase que intitula este texto. A felicidade quando chega, vem com plenitude, calma, serenidade. Felicidade trás amor próprio e amor ao próximo, independente de quem este seja. A felicidade nos permite ver algo errado e ainda assim reagir de forma generosa e gentil. Isto dificilmente acontece quando estamos feridos por dentro e ainda somos imaturos.
Ainda que eu esteja num dia ruim ou numa fase ruim, se possuo a felicidade alcançada de ser quem eu sou e do depertar de consciência, não acredito na possibilidade de ser indelicado com alguém para resolver o meu dia ou fase difícil. Se vejo alguém atravessando a rua num sinal aberto ou um carro parando na faixa de pedestre, serei capaz de chamar a sua atenção sem ser agressiva. Ou simplesmente conseguirei ignorar o fato, com a consciência de que aquela pessoa apenas está em um nível de maturidade diferente do meu.
O que quero dizer de fato é que felicidade e maturidade nos permite viver sem o incômodo com as pequenas coisas e com as diferenças. Se me sinto bem, aceito que meu vizinho tenha um gosto musical diferente. Se estou feliz, não vou me perturbar com a fila demorada do banco, de forma a perder a minha calma. Se a paz está no meu interior, uma opinião diferente da minha é apenas isto: uma opinião diferente da minha, e aceito o expressar de um pensar que diverge do meu.
Felizmente hoje cheguei a um nível de percepção que me permite aceitar o outro, mesmo quando o mesmo não me agrada e difere do que eu sou. Este nível de consciência trás paz de espírito e felicidade de ser o que se é. Em outra palavras, tolerância somada à resiliência. Um dos maiores segredos da vida.
Vivemos uma era em que a expressão da raiva e intolerância tem sido fácil e comum através da internet, pois a mesma proporciona o anonimato e a falta do “olhos nos olhos”. De certa forma, se dá coragem aos que necessitam extravasar sua raiva e frustrações, mesmo que de forma inconsciente. E até para tal comportamento, o que está feliz se compadece: “Esta pessoa ainda não se encontrou de verdade”. Ou: Esta pessoa está em um nível diferente de evolução”. Ou ainda: “Ela ainda não amadureceu o bastante a ponto de não se sentir incomodada”.
Gente feliz de verdade critica sim, mas de forma amorosa, gentil e eficaz, que soa e chega como um conselho ou sugestão. Existe uma grande diferença em não se ter a mesma opinião ou não concordar com algo. Mas a gentileza em expressar ou ignorar o fato difere totalmente do se tornar um agressor devido àquilo que incomoda.
No fim, a tal felicidade está muito mais conectada à maturidade e experiência de vida, do que as milhares de opiniões que se carrega.
E gente feliz de verdade, antes de não encher o saco de ninguém, não se permite nunca se sentir assim.


Fonte: Conti outra

SUICÍDIO: UM LADO OBSCURO DA MORTE


Acredito que a maioria das pessoas já teve conhecimento de alguém próximo ou já ficou sabendo de alguma história contada por amigos ou parentes sobre algum caso de suicídio. Mesmo assim existe um certo tabu por trás desse tema. Por que pessoas aparentemente felizes comentem suicídio? Por que uma pessoa toma essa decisão extrema de tirar a própria vida? Por que pessoas famosas, com prestígio, conhecidas mundialmente, como o ator Robin Williams tiram suas próprias vidas? São perguntas que podem nos fazem pensar sobre a vida e sobre a existência. Pode algum problema ou Transtorno Mental ser tão grave a ponto de levar uma pessoa a cometer suicídio? Pode algum problema gerar tanto desespero a ponto de uma pessoa pensar que não tem solução e cometer suicídio?

Essas são perguntas feitas pela maioria das pessoas ao se depararem com um ato de tamanha repercussão e de uma profunda reflexão sobre a existência. Tirar a própria vida, para muitos é algo inimaginável. Mas para pessoas que apresentam casos mais graves de depressão ou que não conseguem lidar com alguns problemas da vida é algo que se pensa bastante. É um conflito interno muito grande. Pode a vida não ter mais sentido ou não conseguirmos resolvermos nossos problemas? O certo é que para as pessoas que cometem suicídio a resposta parece ser sim. E cada vez mais nos deparamos com o suicídio. São números que tem aumentado em todo o mundo. Entre os anos de 2000 e 2012 houve, no Brasil, um aumento de mais de 10% nos casos de suicídio. O Brasil está entre os dez países com maior índice de suicídio do mundo. A Organização Mundial de Saúde estima que no Brasil acontecem entre 25 a 30 mortes por dia através de suicídio. E esses números vem aumentando, assim como os números de Transtorno Mental. Existem ainda os casos de tentativa que nem sempre são concretizados.

Estudos apontam que mais de 90% das pessoas que cometem suicídio apresentam algum transtorno mental associado. A depressão é o Transtorno Mental mais encontrado nesses casos, embora existam outros transtornos que podem estar associados, assim como o uso abusivo de substâncias como álcool e drogas. É importante que haja o diagnóstico correto e que o tratamento seja seguido adequadamente. Ser diagnosticado com um transtorno mental não é sinônimo de suicídio. Ao seguir o tratamento corretamente, essas chances caem e podem reduzir o risco de suicídio entre 80% e 90%.

Outros dados também podem ser levados em consideração. Uma extrema angústia ou uma aflição para a qual a pessoa não vislumbra nenhuma possibilidade de solução, falta de esperança no futuro para lidar com alguns problemas. Morte de alguém muito próximo e o processo de melancolia, que é caracterizado por fortes crenças de que não se tem valor algum e apenas os aspectos negativos são ressaltados. Todos esses pensamentos são frequentes. A pessoa que planeja o suicídio carrega consigo o pensamento de que não possui nenhum tipo de chance de resolver seus problemas e essas características também estão presentes em pacientes deprimidos. Eles se queixam de não encontrar forças, ânimo e motivação para a realização de qualquer tipo de atividade, minando as potencialidades do ser humano. Além do mais, em muitos casos também acreditam que são um “peso” para outras pessoas.

Segundo Freud, 3 aspectos são importantes ao considerar o suicídio. (1) Aspectos hereditários. Um histórico de Transtorno Mental na família deve ser investigado. (2) Vivências Infantis. Os cuidados dos pais dispensados aos bebês, sobretudo no que se diz respeito à emoção e (3) situação atual. Experiências traumáticas que são vivenciadas pelas pessoas ao longo da vida e que são capazes de produzir angústia e alteração psíquica, causando sofrimento.

Apesar do aumento de casos há ainda um pouco de receio de que, ao tocar no assunto, as pessoas serão estimuladas a cometerem suicídio. Só ao abordar essa questão é que se saberá a gravidade da situação, se a pessoa mantém esse pensamento e poder ajudar. E ao se perceber essa intenção é muito importante agir rapidamente para evitar um processo que está em evolução.

Ainda temos um agravante para o aumento dos números de transtornos mentais. Existe hoje, por conta das redes sociais, uma pressão muito grande. As pessoas precisam se mostrar alegres. Precisam mostrar que a vida é cheia de coisas boas, de amigos, de viagens, etc. Mas nem sempre essa é a realidade. O estresse dos dias atuais, a correria do dia a dia, a pressão no trabalho, a queda da qualidade de vida e claro, fatores genéticos, dentre outros podem contribuir para o aumentos dos níveis de depressão. Segundo dados do DATASUS, no Brasil, em 16 anos as mortes em decorrência da depressão aumentaram mais de 700%. Existem vários fatores para desencadear uma depressão, que é o Transtorno Mental responsável por grande parte dos suicídios cometidos.

Manter laços sociais e afetivos, segundo alguns estudos, favorecem a qualidade de vida e faz as pessoas se sentirem melhores. Ter uma rede de apoio também é muito importante para lidar com esse momento difícil da vida. Ter profissionais que acompanham é imprescindível para um tratamento eficaz e para vencer esses pensamentos.

É muito importante ficar atento aos sinais. Geralmente, quem cometeu suicídio deu sinais antes de tomar essa atitude. Essas pessoas podem falar que querem cometer suicídio, podem dizer que não querem mais viver, que seria melhor se morressem… etc. E não pense que quem fala isso não tomará essa atitude. Ao se ter indícios sobre a possibilidade de uma pessoa cometer suicídio, não se deve relegar essa probabilidade e sim deve-se tentar investigar um pouco mais sobre isso.


Fonte: Psiconlinews

sábado, 10 de dezembro de 2016

DICA DE FILME: O REI LEÃO (1994)


Sinopse: A savana africana é o cenário em que ocorrem as aventuras de Simba, um pequeno leão que é o herdeiro do trono. No entanto, ao ser acusado injustamente pelo malvado Scar pela morte de seu pai, é forçado a se exilar. Durante seu exílio, ele faz bons amigos e tenta voltar a recuperar o que lhe pertence por direito.

Aprendizagem: A morte de Mufasa nos deixou uma das melhores lições: ninguém está morto quando consegue transmitir seus valores, ensinamentos e idéias a outra pessoa. Como disse o macaco Rafiki, “você está errado, ele vive em você.”

Fonte: Psiconlinews

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Comportamento agressivo na Infância

Resultado de imagem para COMPORTAMENTO AGRESSIVO NA CRIANÇA
O aumento na quantidade de crianças pequenas com a queixa de comportamento agressivo tem aumentado nos últimos tempos. Em sua maioria, os pais não conseguem lidar com seus filhos lhes gerando angústia e dificuldade no gerenciamento da rotina diária da casa e das crianças e de seus próprios sentimentos.
Em pesquisa realizada na Universidade de Washington, constatou-se que a agressividade na infância está aumentando – e em crianças cada vez mais novas. Segundo a pesquisa, a progressão da agressividade em termos de desenvolvimento em crianças sugere que a propensão para agressão física e comportamento de oposição atinge um pico aos 2 anos de idade. Normalmente, a agressividade começa a se reduzir a cada ano à medida que a criança se desenvolve, e atinge um nível relativamente baixo antes do ingresso na escola (5 a 6 anos de idade). No entanto, em algumas crianças pequenas, os níveis de comportamento agressivo continuam altos e acabam resultando em diagnósticos de Transtorno Desafiador Opositivo (TDO) ou de Transtorno de Conduta (TC) precoce.
Há uma fase na qual é normal (entre 2-3 anos) que a criança faça pirraças. Ainda é pequena e a percepção do real, dos próprios sentimentos ainda é inadequada. O controle das sensações é ainda precário e os adultos devem, portanto ajudá-los a organizar e controlar estes sentimentos. Para isso desde cedo devem adotar algumas atitudes necessárias para que isso aconteça e que em pleno desenvolvimento neuronal padrões de comportamento mais adequados sejam aprendidos.
Muitas vezes a criança provoca um adulto para que ele possa intervir por ela e controle seu impulso agressivo, já que ela é pequena e não tem condições de fazer por si própria. Por isso precisa de um "para com isso" ou "eu não quero que você faça". É como se ela pedisse para levar uma bronca. Nessa hora é como se o adulto emprestasse seu controle para a criança.
O problema é que atualmente não são muitas as crianças que podem contar com essa base sólida e tão importante chamada família. Inúmeras crianças não têm em sua casa os referenciais básicos que possam ser seguidos, imitados e tidos como modelo.
É extremamente importante, que ainda na infância, a criança tenha oportunidade de expressar alguns de seus impulsos agressivos sem que se sinta menos amada por isso. É de se esperar que, em geral, crianças recompensadas por agressão e as que veem muita agressão nas pessoas que as cercam se tornem mais agressivas do que as crianças que tem modelos menos agressivos e que foram menos recompensadas por comportamentos agressivos.
Quando surge a agressividade dos filhos, muitos pais regridem junto com eles como se vivessem na mesma faixa etária da criança. Por motivos muitas vezes internos aos pais não conseguem controlar seus próprios sentimentos e brigam como se fossem duas crianças. Respeito e autoridade se perdem. INVERSÃO DE VALORES!
Alguns pais priorizam os presentes as roupas, as viagens à Disney todos os anos a passar as férias vendo a sessão da tarde com seus filhos comendo pipoca em casa(muitos esqueceram como era boa essa época). Crianças reclamam que os pais chegam em casa e continuam no computador ou ainda no celular. Precisam trabalhar, pois precisam pagar tudo isto! e...muitas vezes as crianças vezes agridem por isso! INVERSÃO DE VALORES!
Pela falta de tempo dos pais, a falta de paciência impera e a culpa por estar distante também. A compensação acontece através do excesso de recompensas e presentes bem como pelo comodismo gerado por dizer “SIM”, transforma crianças em pequenos “reizinhos” acostumados a terem o mundo girando em volta dos próprios umbigos, que ao serem contrariados reagem com agressividade. INVERSÃO DE VALORES!
A agressividade constitui, então, um pedido, uma reivindicação ao ambiente para o retorno ao ponto em que houve falha no desenvolvimento, a fim de dar curso ao que foi interrompido. Seja na mentira, seja no furto ou na depredação, no desafio às normas, no baixo desempenho acadêmico, o comportamento agitado e na perturbação do ambiente a manifestação da tendência antissocial revela a necessidade de reconhecimento externo daquilo que faltou e do suprimento dessa falta, vivida como experiência dolorosa.
O Centro de Excelência para o Desenvolvimento na Primeira Infância recomenda para a prevenção do desenvolvimento inadequado dos comportamentos agressivos: estar atento ‘a que forma a agressividade se manifesta, que emoções desencadeiam essas agressões,. Encorajar a criança a expressar verbalmente as suas emoções, ajudar a criança a encontrar outras formas e obter o que deseja sem recorrer agressão, são alguns exemplos.
A agressividade na criança é normal e vai depender de fatores ambientais o seu desenvolvimento adequado ou não. Tais fatores ambientais estão diretamente ligados à estrutura psicológica dos pais, à forma como estes reagem ao mundo contemporâneo e à inversão de valores que nos rodeia. Tais fatores estão ligados também à escola e sua estrutura enquanto capacitadora de pais e professores, para acolherem a agressividade infantil, de forma a transformá-la e canalizá-la de forma produtiva. Ambos, família e escola, pais e professores mostram-se perdidos entre a agressividade infantil em excesso e as suas próprias agressividades necessitando de ajuda para seguir um rumo a caminho de maior equilíbrio para nossas crianças.

DICA DE FILME: Big Hero 6 (2014)


Sinopse: Quando uma série de eventos terríveis ameaçam devastar a cidade de San Fransokyo, o jovem Hiro, um gênio da robótica de 14 anos, recorre ao seu melhor amigo, o bondoso robô Baymax. Juntos eles recrutam um grupo de super-heróis chamado ”Big herói 6” que vai tentar frustrar os planos do malvado Yokai.

Aprendizagem: A melhor maneira de lidar com a dor não é através de vingança, por mais que possa parecer à primeira vista. Talvez a melhor maneira de fazer justiça a alguém que já não está entre nós seja continuar o seu legado e agir de acordo com os princípios que ele defendia.
  

Fonte: Psiconlinews

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

GRAVIDEZ E ADOLESCÊNCIA

Os adolescentes passam por diversas mudanças antes de se tornarem adultos, uma das mudanças que pode ocorrer é o aparecimento de uma gravidez.
A causa da gravidez, na adolescência ou não, é uma só: a fecundação do óvulo saudável por um espermatozoide saudável. Para que isso aconteça, basta não utilizar métodos contraceptivos durante a relação sexual.
Todos os pais devem formar os filhos para serem adultos críticos e que, reflitam sobre as informações adquiridas e tomem decisões visando um objetivo a alcançar. Pesquisas apontam que a taxa de fecundidade na adolescência aumenta em populações de baixa renda e de baixa escolaridade. Sendo essas famílias mais vulneráveis, dedicam mais tempo da vida trabalhando ou buscando gerar renda, não conseguindo dar a atenção necessária aos filhos. Esses adolescentes, que necessitam de informações sobre a sexualidade, encontram as respostas dentre os diversos meios de comunicação, internet, televisão, revistas, amigos, onde nem sempre trazem as informações adequadas.
Se o adolescente não possui um pensamento crítico, acaba acatando como verdade qualquer informação que possa fazer sentido, ou que ele consiga dar sentido.
Ainda vivemos numa sociedade machista, onde o homem se vangloria por ser viril e capaz de reproduzir, muitas vezes deixando toda a responsabilidade do filho sobre a mãe que, por gerar um filho em seu ventre, não pode se abster do cuidado com a prole, a não ser em casos extremos em que a mulher aborta ilegalmente.
Alguns adolescentes podem acabar ingressando no mundo paternal por não terem conhecimento de métodos contraceptivos, já que o sistema público educacional deixa muito a desejar em todos os sentidos, e os pais não são mais tão presentes na vida dos filhos, terceirizando a educação para as instituições. Podem engravidar também por utilizarem incorretamente os métodos, ou por não utilizarem acreditando que seria uma prova de amor, ou por conta de benefícios assistenciais.
Independente se a gravidez foi intencional ou não, é uma maneira forçada para que esse adolescente ingresse no mundo adulto, preparado ou não.
Fonte: Psicologias do brasil