terça-feira, 5 de setembro de 2017

Saiba reconhecer os sintomas de esgotamento nervoso

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O esgotamento nervoso não é reconhecido como uma doença, no entanto, pode ser sinal de transtornos psicológicos, como ansiedade ou depressão e, por isso, saber reconhecê-lo ajuda a identificar precocemente problemas que precisam ser tratados.
Geralmente, os sintomas de esgotamento surgem quando existe excesso de estresse, impedindo o funcionamento mental correto. Assim alguns dos sinais mais comuns incluem:
  1. Dificuldade para se concentrar: o excesso de estresse esforça muito a capacidade de atenção, deixando o cérebro cansado para se concentrar quando necessário;
  2. Falta de memória: em casos mais graves, o esforço da capacidade de atenção pode alterar funções cerebrais relacionadas com a memória, tornando difícil lembrar até de informações simples;
  3. Vontade excessiva para comer: o estresse provoca alterações hormonais que aumentam o apetite, especialmente por alimentos ricos em gordura e carboidratos;
  4. Alterações intestinais: o estresse mental normalmente provoca alterações no funcionamento do intestino, levando ao surgimento de dor abdominal, diarreia, prisão de ventre ou excesso de gases;
  5. Sensibilidade a cheiros: quando a ansiedade está em níveis muito elevados os recetores olfativos ficam mais sensíveis, o que pode tornar difícil tolerar até cheiros que antigamente eram neutros;
  6. Sensação frequente de que algo mau vai acontecer: o estresse normalmente deixa os problemas mais complicado do que realmente são e, por isso, é comum o sentimento de que nada vai ficar bem;
  7. Falta de preocupação com a imagem: pessoas muito estressadas normalmente não têm energia suficiente para se preocupar com a sua própria imagem.
Além destes sinais também podem surgir sintomas físicos como batimento cardíaco irregular, dores musculares, tonturas, tosse persistente e dores de cabeça constantes.
Saiba reconhecer os sintomas de esgotamento nervoso

Quando ir ao médico

Alguns destes sintomas podem surgir após uma situação de estresse excessivo e desaparecer em poucas horas e, nesses casos, não é necessário ir ao médico, sendo apenas recomendado relaxar. 
No entanto, quando surgem vários sintomas ou duram por mais de 2 dias pode ser recomendado consultar um psicólogo para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.

Como é feito o tratamento

O tratamento para esgotamento nervoso depende da sua causa, mas normalmente quando é causado pelo excesso de estresse é feito com o uso remédios para acalmar, como Pasalix e um período de férias.
Já nos casos de problemas psicológicos, como a Síndrome de Hulk, podem ser também necessários remédios antidepressivos, como Prozac, e terapia com o psiquiatra.
Durante o tratamento para esgotamento nervoso deve-se também dar preferência para alimentos ricos em triptofano, como castanha do Pará e abacate, porque eles liberam serotonina na corrente sanguínea, melhorando o bem-estar.
Fonte: Tua Saúde

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

6 sinais de que você sofre da Síndrome do Impositor


Você já se sentiu em estado de paralisia? Já se sentiu inseguro com alguma entrega que tenha que fazer? Já achou não ser merecedor de uma promoção? Ou então não se sentiu capaz de iniciar um projeto novo? Já se pergunto se conseguirá entregar o resultado esperado para os seus clientes?
Este fenômeno costuma estar presente em momentos de transição ou quando nos deparamos com um novo desafio. Geralmente, costuma vir acompanhado de uma carga tremenda de ansiedade e insegurança.
É muito comum tanto em jovens no início de carreira como em profissionais mais experientes – que não sabem lidar muito bem com críticas e com eventuais falhas.
Falo de um fenômeno conhecido como a Síndrome do Impostor.
Segundo um estudo realizado pela psicóloga Gail Matthews, da Universidade Dominicana da Califórnia, nos Estados Unidos, esta condição atinge, em média, 70% dos profissionais bem-sucedidos – na maior parte mulheres.
Para a psicóloga Valerie Young, pessoas que sofrem com esse mal adotam mecanismos de defesa e enfrentamento.
A revista Tua Saúde elencou 6 sinais que devemos prestar atenção para descobrir se sofremos desse vilão interno. Inclusive, escrevendo este texto, descobri que alguns deles estão presentes em minha vida.
Vamos lá:
1. Esforço tremendo
As pessoas com Síndrome do Impostor acreditam que precisam se esforçar em excesso, muito mais que as outras pessoas, para justificar as suas conquistas e por achar que sabem menos que os outros. O perfeccionismo e o excesso de trabalho são utilizados para ajudar a justificar o desempenho, mas acabam causando muita ansiedade e esgotamento.
2. Autossabotagem
No texto que escrevi sobre autossabotagem, falei sobre quando criamos obstáculos e empecilhos para a realização das nossas tarefas, objetivos, metas e até mesmo nossos sonhos. Isso gera grandes atrasos em nossas vidas nas mais diversas áreas.
Geralmente, as pessoas tendem a achar que o fracasso é inevitável e a qualquer momento alguém experiente irá desmascará-lo na frente dos outros. Assim, mesmo sem perceber, a pessoa que sofre da Síndrome do Impostor pode preferir se esforçar de menos, evitando gastar energia para algo que acredita que não dará certo e diminuindo as chances de ser julgado por outras pessoas.
3. Adiar tarefas
PS: Quero deixar claro que não é o meu quarto na foto! Hehe!
A foto ilustra bem: a pessoa adia suas tarefas ou seus compromissos para o último momento.
Para quem sofre da Sídrome do Impostor, é comum levar o máximo de tempo para cumprir estas obrigações – e tudo isso é feito com o objetivo de evitar o momento de ser avaliado ou criticado por estas tarefas.
4. Medo da exposição
Você foge de momentos em que irá passar por alguma avaliação ou crítica?
A escolha de tarefas e carreiras são, muitas vezes, baseadas no que será menos perceptível, com o intuito de não ser alvo de avaliações.
5. Se compara com os outros
Isso é bastante comum. Muitas pessoas acham que não são boas o suficiente em relação aos outros.
Autocobrança em excesso, perfeccionismo e complexo de inferioridade são características marcantes em pessoas que possuem esta Síndrome.
6. Agradando a todos
De acordo com as psicólogas Pauline Clance e Suzanne Imem, na tentativa de encontrar ao menos uma pessoa para reconhecer o seu brilho, você usa habilidades sociais para causar boa impressão, já que não acredita em seu intelecto. O problema é que, se seus esforços forem bem-sucedidos, você dispensará a resposta positiva, acreditando que somente podem pensar que é especial porque gostam de você. Além disso, na sua cabeça, precisar de aprovação externa apenas confirma que você é uma fraude”.
Que tal nos libertarmos?
Assim que a Síndrome é detectada, deve-se procurar ajuda profissional para que suas capacidades e competências sejam internalizadas, diminuindo assim a sensação de fraude.
Tente escolher um objetivo para encarar de frente, mas não foque no erro: imagine as lições que pode tirar se fracassar.
Caso você tenha percebido que estes 6 sinais fazem parte da sua rotina, veja algumas atitudes que pode tomar;
• Ter um mentor ou alguém mais experiente e confiável para quem possa pedir opiniões e conselhos sinceros;
• Compartilhar as inquietações ou angústias com um amigo;
• Aceitar os próprios defeitos e qualidades e evitar se comparar ao outros;
• Respeitar as próprias limitações, não estabelecendo metas inalcançáveis ou compromissos que não possam ser cumpridos;
• Aceitar que as falhas acontecem a qualquer pessoa, e procurar aprender com elas;
• Ter um trabalho de que goste, proporcionando motivação e satisfação.
Outras atividades, como meditação, exercícios físicos e viagens de lazer, são capazes de aliviar o estresse e ansiedade, melhorando a autoestima e ajudando no autoconhecimento.

Fonte: Revista Pazes

domingo, 3 de setembro de 2017

O carinho das mãos calejadas do meu pai

Por: Nara Rúbia Ribeiro


Nos olhos da infância, a dimensão tanto da dor quanto da alegria tem proporções gigantescas. O que nem desconfiamos é que esses gigantes ficarão tatuados em nossos olhos para sempre e muito dirão daquilo que, em essência, seremos.
O meu pai, durante boa parte de sua vida, trabalhou com barro, formas e fornos, forjando tijolos para a construção de mundos alheios e provendo o pão de cada dia nosso. Morávamos no interior de Goiás. Ele acordava sempre às quatro da manhã e se dirigia ao trabalho, passando, antes, na casa de meus avós, onde a vó Bernardina já teria deixado prontos o seu café e, em regra, o seu bolo frio de polvilho, quentinho, feitos naquela hora.
Meu pai seguia ao trabalho e amassava o barro. Colocava esse barro em pequenas formas e em seguida o desenformava, colocando-o para secar. Sempre sob o sol escaldante. Sempre banhado de suor. Após seco, o barro formatado era empilhado em fornalhas imensas e recebia calores exaustivos do fogo, para que se consolidasse. Algumas vezes fui ao trabalho dele, quando menina. Era uma aventura… e eu achava o máximo quando ele me permitia virar algum tijolo, de sorte que ele pudesse tomar sol dos dois lados.
O que ele ganhava era pouco. Minha mãe fazia trabalhos de crochê para complementar a renda. Eram trabalhos tão bonitos e tão bem feitos, que me cortava o coração quando os vendia.
Não raro o meu pai saía do trabalho e chegava em casa sujo e cansado, tomava um rápido banho e brincava comigo e com o meu irmão. Brincadeiras de menino: finca, bola de gude. No final da noite, nos deitávamos para ouvir o rádio de pilha, momento em que brincávamos de acertar qual a próxima música da programação da emissora. Daí, muitas vezes, se dava a surpresa. Ele geralmente passava na rádio e deixava registrado músicas dedicadas à família toda. Ouvir o nosso nome na rádio recebendo música era a glória maior.
Era uma vida contrastada de dor e ternura, onde eu fingia não perceber o sacrifício do meu pai e a frustração silenciosa da minha mãe, por não poder nos ofertar o que gostaria.
Mas os pais são sempre desprovidos de bom senso e doam-nos mais do que pensam ter doado; ofertam-nos mais do que julgam ofertar.
Penso que o ofício do meu pai foi sempre o mais bonito de todos. Talvez até divino, posto que a própria divindade, conforme a crença judaico-cristã, teria formatado o homem do barro. Mas o que aprendi, observando o ofício do meu pai, é que a vida também nos macera até o ponto de estarmos aptos à forma que a própria vida escolheu. E que, uma vez formatados, sempre haverá em nós alguma ranhura, algum desalinho, algum amassado que nos difere dos outros. Os tijolos nunca são exatamente iguais. Alguns tijolos se quebram e se, enquanto expostos ao sol, tomam chuva, derretem-se, desfazem-se e voltam à terra.
Aprendi que as dores são fornos cujo calor consolida a nossa disposição interior. Aqueles que se permitiram magoar pelos arranhões e os amassados poderão consolidar essa mágoa na dor da fornalha do tempo. Mas aquele que sabe que as intempéries da vida nos dão a oportunidade de sermos ímpares, que sabe mensurar a grandeza de ser único, a alegria de ainda mostrar-se inteiro, esse faz consolidar a gratidão por sua própria existência, ainda que esta seja por demais dolorida.
Importa é saber que, ao final, o que nos vale no mundo é fazer parte dele. Não importa se se é um barro mal macerado e pobre, um tijolo derretido na chuva, ou um outro seco, ou queimado, ou quebrado a servir de caco em algum canto de um terreno baldio. Importa que aqui estamos todos, reconstruindo-nos e recriando-nos a cada dia.
Inspira-me saber que o meu pai, embora em contato direto com a aspereza da vida, detinha-se na sutileza de dedicar-nos seu tempo e, não raro, uma música. Alguma fortuna no mundo poderia legar-nos algo maior do que isso? Que a compreensão de que, mesmo no chão árido e grosseiro de uma existência sofrida ainda possa florir, nas frestas que entremeiam as dores, as mais surpreendentes delicadezas? Eu creio que não. Escolhi as mãos calejadas do meu pai para acariciar o meu mundo interior. Mãos sulcadas pela vida, cujas rachaduras guardam barro e dor, mas que também tangenciam e entregam-nos, na agrura dos dias, as mais belas melodias.
Fonte: Revista Pazes

sábado, 2 de setembro de 2017

O envelhecimento dos pais: Quem cuida de quem?


Nascimento, crescimento e envelhecimento fazem parte do processo natural de qualquer família. A cada ciclo da vida, os componentes se modificam para conviverem melhor entre si. Na velhice não é diferente! É uma fase que proporciona novas emoções e desafios para o indivíduo e seus familiares.

Envelhecer é um processo contínuo e constante em nossas vidas e ocorre desde que nascemos. Com a maior expectativa de vida da população a convivência entre gerações tem ocorrido por mais tempo, o que promove mudanças nas relações.

Dúvidas, inseguranças e medos podem surgir entre os familiares, principalmente nos filhos. Como lidar com algumas características tão peculiares dos pais idosos?

O envelhecimento de uma pessoa perpassa por diversas transformações físicas e psíquicas. O idoso costuma apresentar uma menor velocidade no processamento das informações, assim como a memória começa a falhar. As características da personalidade tendem a ser exacerbadas.

Os filhos podem se sentir confusos com esse processo. Aquele pai, antes visto como herói, forte, que sempre cuidou da família, começa a se fragilizar. Precisa ser cuidado e, geralmente, torna-se mais carente de afeto e atenção. Como lidar com isso?

Tornar-se pai do seu pai

Nesse dilema, alguns filhos tendem a inverter os papéis com seus pais. “Tornam-se pais dos seus pais”. Mas, será que essa atitude, por mais que saibamos ser uma forma de cuidado, é saudável e a melhor para os mais velhos? Qual será o impacto psicológico disso para eles?

Os idosos são pessoas que, apesar de estarem passando por transformações, têm mais anos de experiência na vida adulta que seus filhos. Eles desejam ou precisam ser cuidados, apoiados, mas não infantilizados ou colocados em um papel de menor valia dentro da dinâmica familiar e social.

Ocorre, um empobrecimento relacional comum nessa fase da vida decorrente da diminuição do contato social. Isso pode culminar em um isolamento excessivo gerando diversas questões emocionais, como desamparo, insegurança, solidão, aumento da ansiedade e até depressão. Alguns fatores como a aposentadoria e a perda do companheiro tendem a intensificar tais comportamentos. Nesse contexto, a inversão de papéis entre pais e filhos pode agravar a situação. Quando isso ocorre, os idosos sentem-se dependentes e desvalorizados gerando uma baixa na autoestima e na autoimagem. A autonomia sobre suas próprias vidas torna-se restrita e a busca pela realização de conquistas pessoais é diminuída.

A importância dos filhos

Uma idade mais avançada não pode ser sinônimo de incapacidade, mas sim de possibilidades! Essa fase se configura em uma etapa de desenvolvimento, elaboração e realização de projetos pessoais. Há uma sabedoria e experiência adquiridas ao longo da vida que podem ser convertidas em aprendizado e transformações.

A família como um todo, principalmente os filhos, tem um papel fundamental nesse processo. É importante que o idoso sinta-se pertencente e participante desse grupo e não isolado.

Apoiar, acompanhar, dar atenção, suporte e carinho são formas de demostrar afeto mais
eficazes. Respeitar suas vontades e necessidades enquanto pessoas. Deixá-los realizar suas atividades e viver suas vidas como desejam são aspectos fundamentais para o melhor relacionamento entre pais e filhos na terceira idade!

Fonte: A Caminho da Mudanca

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Dica de Filme: Coach Carter – Treino para a Vida

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Baseado em fatos reais, este filme é uma grande lição de liderança. Trata-se da emocionante e inspiradora trajetória de um treinador chamado Ken, que resolve impedir seu time de basquete de jogar por causa do mau desempenho acadêmico. Por sua atitude, Ken é criticado e admirado por muitos e mostra aos jovens jogadores a importância de investir no futuro e em suas vidas.
Este filme é um grande modelo de liderança que conquista pelo exemplo de suas ações, e que inspira seus liderados a acreditarem em seus sonhos e darem valor à vida. Você vai se emocionar nesta história.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Vale a pena fazer terapia na terceira idade?

Vale a pena fazer terapia na terceira idade?
De acordo com pesquisas recentes a população brasileira, assim como a mundial, vem envelhecendo com o passar dos anos.  A expectativa de vida é cada vez maior e, com isso, a população idosa está mais predominante nas sociedades.
São consideradas pessoas idosas aquelas a partir de 65 anos, em países desenvolvidos. Entretanto, em países em desenvolvimento, como o Brasil, esse referencial é alterado e se inicia aos 60 anos.
Algumas pessoas estranham e acham precoce uma pessoa de 60 anos ser incluída na faixa da terceira idade, mas esses são  dados oficiais. Isso nos mostra que os idosos são ativos e possuem boa capacidade para a aprendizagem e atuação.
A nossa sociedade, ao longo de muitas décadas, via os mais velhos de forma preconceituosa, relacionando-os como pessoas pouco importantes e excluindo-os do convívio social.  Porém, a terceira idade tem crescido muito no país e isso tem feito com que eles participem cada vez mais do dia a dia e sejam considerados importantes por várias áreas, como a cultura, o turismo, o esporte, a moda e etc…
O processo de envelhecimento ocorre de forma constante e limita algumas condições físicas e psíquicas, então como viver essa fase de uma maneira positiva e saudável?
As questões psicológicas mais importantes ao longo do envelhecimento são: dificuldade de planejar o futuro, sensação de não pertencimento, diminuição do contato social, principalmente gerado após a aposentadoria, adaptação a mudanças e desmotivação. Fatores que podem gerar depressão, baixa na autoestima e na autoimagem, insegurança, medo e ansiedade.
O primeiro passo para viver bem é reconhecer quem somos, nossa história, os desafios superados e os não superados. Olhar para si com honestidade valorizando as próprias conquistas.
É nesse ponto que a terapia pode ser de grande ajuda para os idosos. Pois, promoverá um momento de reflexão e de encontro consigo mesmo, melhorando a autoestima e a confiança. Aqueles objetivos e desejos de vida que foram esquecidos por algum motivo no passado poderão ser (re) descobertos.
O processo terapêutico atua como uma forma de permitir que o idoso consiga falar de seus medos e inseguranças. Trata-se de um espaço em que ele pode verbalizar suas questões mais incômodas com a tranquilidade de não ser julgado ou criticado. No decorrer da terapia esses sentimentos vão perdendo força, tornando-se menos angustiantes, à medida que outras perspectivas mais positivas vão surgindo, possibilitando uma sensação de liberdade.
Existem características específicas da terceira idade que ajudam no tratamento psicológico. Os idosos quase sempre possuem mais tempo livre e, dessa forma, podem separar um espaço diário voltado para as atividades prazerosas da vida, assim como resgatar alguns hobbys antigos e descobrir novos. Além disso, cada vez há mais opções de eventos culturais, oficinas, academias, viagens e vários outros voltados para esse público. Isso valoriza os aspectos saudáveis em si e desenvolvem os pontos que podem contribuir para a realização pessoal, para a alegria e a satisfação de viver…
Cada etapa da vida possui um presente para aqueles que passam por ela, mas nem todos conseguem perceber isso. Quem está numa fase mais madura apresenta maior experiência em relação à vida e pode revertê-la em sabedoria e bem estar.
Fonte: A Caminho da Mudança

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Pequenos inconformados: Uma breve explicação sobre a frustração infantil

Você já se sentiu frustrado?  Uma espécie de decepção quando percebe que a realidade é diferente do que esperava? Pois é, essa experiência acontece várias vezes durante uma vida e é, sem dúvida, uma sensação desagradável seja qual for a idade.
As primeiras experiências em relação à frustração acontecem muito cedo e é na infância que se começa a lidar com ela. Quando criança, os cuidadores são os principais responsáveis por satisfazer ou não os desejos dos pequenos e é importante que eles entendam desde cedo esse movimento. Ou seja, que algumas expectativas podem ser satisfeitas, mediante o merecimento, esforço, amor, enquanto outras não.
É comum ouvir o relato dos pais dizendo que seus filhos não sabem perder em jogos e em brincadeiras, apresentando um inconformismo exagerado frente a situações corriqueiras.
Uma das possíveis influências para esse comportamento cada vez mais freqüente é o imediatismo do mundo atual ao qual estamos inseridos. Hoje temos acesso a informação, a alimentação, a vestuário, a entretenimento de forma muito rápida e fácil, isso modifica também a forma como lidamos com a frustração, geralmente com pouca tolerância, esperamos que as coisas venham prontas, do nosso jeito. As crianças crescem nesse contexto e também são influenciadas por isso. Além disso, excluindo os transtornos da personalidade, existem outros fatores que podem levar ao inconformismo excessivo frente a frustração.
A relação pais e filhos
Os pais, muitas vezes agindo bem intencionados na tentativa de querer poupar seus filhos de possíveis desapontamentos, buscam atendê-los em suas expectativas. Feito de forma demasiada pode fazer com que a criança não vivencie a frustração como algo natural. Isso significa que poderá não aprender a lidar com ela e, assim, não conseguir suportar as situações de perda.
Ensinar esse processo aos filhos significa que os pais precisam lidar primeiramente com sua própria frustração. Nem sempre é fácil ver o desapontamento em um ser tão frágil que ainda não entende muito da vida, mas essa é uma importante lição para ambos, filhos e pais. As crianças precisam entender que ganhar e perder faz parte da vida e que devemos nos esforçar para conseguir algum objetivo, porém mesmo assim podemos não conseguí-lo. É importante também os filhos sentirem que, independente da vitória ou da derrota, eles continuarão a ser amados e admirados por seus pais.
Existe uma fase, geralmente entre 6 e 7 anos, que é comum a criança tentar trapacear nos jogos. Ela quer fazer tudo a sua maneira e é importante que nesse período os pais saibam disso e mostrem que as regras precisam ser cumpridas. Quanto antes a criança entender esse processo, melhor será para a formação de um adulto mais tolerante frente as adversidades da vida.
No Consultório
Crianças muito avessas à perdas podem evitar concluir brincadeiras e jogos na tentativa de não sentir a frustração de uma possível derrota, expandindo esse comportamento para outras áreas da vida. Essa situação precisa ser vista com cuidado e a criança pode necessitar de ajuda para finalizar suas atividades, superando a idéia da frustração e a angústia decorrente dela.
No atendimento psicológico é possível perceber mais detalhadamente os tipos de comportamento que a criança apresenta. Através de jogos e brincadeiras a criança demonstra como reage em relação a adesão as regras, a capacidade de se colocar no lugar do outro e a sua reação frente as vitórias e derrotas.
No espaço do consultório os pequenos podem experienciar sentimentos diversos de alegria e decepção e o terapeuta pode ajudá-los a vivenciar os sentimentos difíceis. O objetivo é auxiliar a criança a elaborar melhor tais sentimentos, desenvolvendo recursos internos para que elas lidem com isso também fora do espaço terapêutico.
É essencial, nesse processo, o envolvimento dos pais principalmente durante as sessões, pois é na relação com os cuidadores que a criança estrutura sua personalidade. O consultório serve também para estimular esse encontro entre pais e filhos e iniciar uma nova forma dos pequenos vivenciarem e superarem suas dificuldades, desdobrando esses ricos momentos tanto para o ambiente familiar, como para a vida.
Fonte: A Caminho da Mudança

terça-feira, 29 de agosto de 2017

O poder das nossas escolhas

Ao longo da vida passamos por diversos momentos em que nos vemos confrontados a fazer uma escolha. Tomar uma decisão sobre aspectos importantes e que poderão modificar o rumo das coisas. Escolhas que podem ser pessoais, profissionais, familiares. Mas, porque às vezes é tão difícil decidir?
São inúmeros dilemas que surgem ao longo de uma vida, tais como: qual profissão escolher, casamento, ter filhos, viajar, trabalhar, mudar de trabalho, sair da casa dos pais, divorciar, voltar para a casa dos pais, casar de novo, abrir seu próprio negócio…
A dificuldade de decidir está diretamente relacionada com a importância e com o possível impacto que a mesma poderá ter na vida de uma pessoa. São situações que geram dúvidas e incertezas. Como decidir sobre algo tão importante? Mas, e se não for a melhor decisão? E se eu me arrepender?
“Deixa a vida me levar”
Escolher, necessariamente, requer abrir mão de alguma coisa, na expectativa de ganhar outra. Não temos como saber qual é a melhor opção. Não há um manual que nos garanta o que dará certo ou não no futuro. Essa incerteza, por vezes, é motivo de angústia e ansiedade.
Uma forma de minimizar esse mal estar que sentimos é culpando o outro ou o destino. Ou se defendendo através de uma frase corriqueira como: Eu não tive escolha! Mas, será que isso realmente é verdade?
Na dúvida, muitas vezes preferimos deixar que o outro decida por nós, ou escolhemos pelo o que for mais conveniente. O resultado pode acabar sendo muito diferente daquele que gostaríamos, gerando frustração. Porém, não percebemos o quanto responsável fomos por isso.
O trecho de uma famosa música brasileira diz “Deixa a vida me levar, vida leva eu…” (Zeca Pagodinho) e ilustra bem o que significa não decidir sobre a sua vida. Deixar a vida te levar significa que não quisemos tomar nenhuma decisão sobre ela, que preferimos que o acaso o fizesse. Isso gera a falsa ideia de que assim não sofreremos com as consequências das escolhas “erradas” e promove uma diminuição da ansiedade.
Porém, trata-se apenas de uma ilusão temporária, já que a nossa vida é o resultado direto dessas escolhas. O contrário pode acontecer, ou seja, isso pode ser motivo de brigas e rompimentos, uma vez que o indeciso pode culpar o outro pelo seu fracasso, sem se dar conta que o verdadeiro culpado foi ele mesmo por ter delegado decisões importantes à outra pessoa.
Devemos perceber que mesmo quando preferimos não decidir nada, uma decisão já foi tomada: a de não se comprometer. A questão é que não percebemos que realizamos, muitas vezes, esse mecanismo de fuga.
Seja responsável por sua vida!
A vida é repleta de riscos! Não temos como ter certeza se nossas escolhas serão as mais adequadas. Precisamos nos conhecer melhor para buscar algo que nos deixe realmente feliz. Para isso é importante nos responsabilizar pelos nossos atos e decisões e não permitir que outros os façam por nós. Dessa maneira será possível trilhar nossos caminhos de uma forma mais honesta com nós mesmos.
Escolher é uma atitude de autoconfiança e autoconhecimento. Pode ser que não dê certo, é verdade! Mas, pelo menos tentamos fazer aquilo que acreditávamos. É através dos acertos e erros que podemos tentar fazer de novo, de outra forma. É isso que constrói a história de cada um de nós.
Fonte: A Caminho da Mudança

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Dica de Filme: Poder Além da Vida

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Autoconhecimento — essa é a verdadeira essência deste filme maravilhoso, que conta a história de um jovem chamado Dan Millman, um grande ginasta que sonha em ser campeão olímpico.
Dan tem tudo que um jovem da sua idade poderia querer: prestígio, amigos, mulheres e medalhas. Porém, em meio a tantas futilidades, ele sente um vazio em sua vida e em seu coração. Até que sua vida muda completamente quando ele sofre uma séria lesão que o impede de andar e competir. Ele, então, conhece um misterioso homem chamado Sócrates, que se torna seu mentor na busca por respostas de sua própria identidade.
O filme faz uma profunda reflexão sobre nós mesmos e aonde queremos chegar, nos leva a mergulhar no autoconhecimento e nos estimula a descobrirmos nosso verdadeiro “Eu” para, assim, podermos alcançar a felicidade plena e verdadeira.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Síndrome do Pânico na Rádio Caicó - Vamos refletir


Meus amigos,


Estarei na sexta-feira falando sobre Síndrome do Pânico na Rádio Caicó, convido todos para escutar e participar desta reflexão. Link: http://www.radiocaico.com/

sábado, 19 de agosto de 2017

O que a expressão “estou cansado” significa para alguém com ansiedade ou depressão


Muitas pessoas usam a expressão “Estou cansado” quando tiveram uma noite mal dormida ou quando sentem que precisam de uma soneca. Quando você tem problemas de saúde mental, a expressão “Estou cansado” também pode significar simplesmente que você está precisando de um descanso, mas na maioria das vezes ela significa muito mais.

Quando eu digo que estou cansada, normalmente não estou apenas fisicamente cansada. Estou emocionalmente cansada. Estou holisticamente cansada. Estou cansada mesmo quando passei a noite inteira dormindo na cama. Estou cansada mesmo quando não me movo o dia inteiro. Não são apenas os olhos cansados, mas os músculos também.

Não se resolve em apenas um bocejo e apenas mais uma hora na cama. Você se levanta e se veste se sentindo um trapo. Escova os dentes, penteia o cabelo, e depois sai de casa. Tudo isso se sentindo cansado. Emocionalmente cansado. Entorpecido. Exausto. Completamente fora de si. Perdido. Mas você continua seu dia de qualquer maneira, porque há pouca compreensão por parte dos outros do que a doença mental pode fazer ao seu corpo.

Poucas pessoas me perguntam se eu estou me sentindo bem, mas quando perguntam a minha resposta é sempre a mesma. “Estou bem, apenas cansada” – e as pessoas parecem aceitar essa resposta. Cansaço é um sentimento aceito – todo mundo fica alguma hora. Um dia longo no trabalho ou assistindo a uma conferência chata. Isso é o que significa cansaço para a maioria das pessoas.

Mas esse cansaço não te deixa deitado na cama o dia todo e você ainda se acorda sentindo como se você pudesse dormir por mais mil anos. Para mim, porém, cansaço é isso. O cansaço acompanha a minha depressão e minha ansiedade.

Significa deitar-se na cama completamente exausta da vida sem ao menos adormecer. Significa estar distanciado e perdido em meio a pensamentos na maior parte do dia, porque é cansativo tentar acompanhar o ritmo das outras pessoas. Significa sentir os olhos pesados e bocejar mesmo depois de 12 horas de sono. Significa não se sentir apenas fisicamente cansado.

Quando alguém lhe diz que está cansado, às vezes você precisa enxergar mais a fundo a sua resposta. Ele está cansado? Ele está fisicamente cansado ​​e precisa de um descanso? Ou o que ele realmente precisa é de você? De alguém para olhar nos seus olhos e dizer-lhe que você sabe que não está nada bem, mas que você está lá para o que for preciso? Será que ele não precisa de alguém que perceba a verdadeira raiz do seu cansaço e o ofereça um abraço? Eu disso porque quando eu digo que estou cansada, é disso que eu realmente preciso.

Eu não preciso nem dormir. Preciso de pessoas. Preciso de amor. Eu preciso de compreensão.

Fonte: Psiconlinews

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Dica de filme: O Mentiroso

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Apesar de ser um filme mais antigo, o enredo continua bem atual. Jim Carrey é Flether Reede, advogado bem-sucedido e pai de Max. Reede é um mentiroso compulsivo, e isso não só destruiu seu casamento como o afasta cada dia mais de seu filho. Mas, no seu aniversário, Max faz um pedido inusitado que é imediatamente atendido: seu pai, advogado, não consegue mais mentir. Para os adultos vale a reflexão sobre as mentiras que contamos. Para as crianças vale conversar sobre a importância de falar a verdade e as consequências de ser um mentiroso.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O efeito borboleta que impacta nossos problemas

O efeito borboleta que impacta nossos problemas

Problemas, problemas, problemas… quem não convive com algum problema em sua vida cotidiana? O normal é que todos nós enfrentemos situações problemáticas em determinados momentos, embora isso não signifique que saibamos resolvê-las.
Falando em problemas, não é incomum que nos deixemos levar pelos círculos viciosos que nós mesmos criamos em torno deles. De fato, nossos problemas são muito influenciados por padrões de comportamento que se tornam fiadores de sua sobrevivência e, portanto, de nossa frustração. É assim que eles se transformam, desde o ponto de vista sistêmico, em sistemas de condutas e significados que se retroalimentam entre si.
É o famoso efeito borboleta: quando um problema agita suas asas, influencia muitos dos nossos comportamentos, de nossas relações e de nossos pensamentos. Em outras palavras, são os problemas que acabam tomando a direção de nosso próprio comportamento, fazendo com que, sem perceber, nós entremos em um círculo vicioso no qual nos estagnamos.
Efeito borboleta

Como podemos quebrar esse efeito borboleta dos nossos problemas?

Para quebrar este círculo vicioso, em grande parte responsável por fazer com que nossos problemas mandem em nosso comportamento, em vez de nós mesmos, devemos tentar bloquear a sequência de condutas na qual o problema entra. Com isso pretendemos gerar comportamentos alternativos que nos tragam uma boa solução para o problema e, em qualquer caso, nos afastarmos daqueles que garantem a sua sobrevivência.
Isto quer dizer que, se estamos diante de um problema e aplicamos uma solução particular que não está dando resultados, mudar de estratégia sempre pode nos ajudar a encontrar a solução certa. Mas isso que parece tão simples acaba sendo muito complicado. Leve em conta que somos animais de hábitos, e mudar a nossa forma de agir, romper com o “efeito borboleta” que desencadeamos, é muito difícil.
Para poder mudar esta associação de comportamentos, a psicologia sistêmica nos propõe duas maneiras:
  • Redefinir algum elemento da sequência do problema ou alterar a seqüência inteira, para podermos perceber o que está acontecendo ao nosso redor e assim descobrir o círculo vicioso de comportamentos que alimenta o problema. Um exemplo poderia ser não supor uma interpretação, uma reprovação em uma discussão, mas perguntar diretamente ao outro se essa era a intenção que o levou a agir dessa forma.
  • Executar alguma tarefa que modifique qualquer uma das sequências de comportamentos envolvidos: com essas tarefas a intenção é que sejamos nós mesmos os que incomodam o problema em vez do problema nos incomodar. Um exemplo disso poderia ser adicionar um item à sequência problema; por exemplo, se você tem problemas com o álcool, usar luvas quando for beber altera o círculo da conduta.


Efeito borboleta

Sinta-se livre diante dos seus problemas!

Talvez essas soluções lhe pareçam muito simples para gerar resultados significativos, mas o fato é que alterar a sequência mecanizada dos nossos problemas é muito eficaz.Quando nos tornamos conscientes do que fazemos, em vez de nos deixarmos levar pelas situações, somos capazes de ver o que acontece ao nosso redor mais claramente.
Assim, para nos sentirmos livres diante de nossos problemas ou para tentar buscar soluções eficazes, geralmente mudar o que geralmente fazemos, embora seja com um pequeno detalhe, vai nos ajudar. Porque não se trata de passar pela vida sem tê-la vivido, simplesmente nos deixando levar pelas circunstâncias, mas sim de assumir o comando e fazer pequenas mudanças. Estas mudanças farão com que, quando a borboleta de nossos problemas bater as asas, surjam desafios e oportunidades, e não terremotos e tempestades.
Fonte: A mente é Maravilhosa

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Dica de Filme: Em Busca da Felicidade

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"Em Busca da Felicidade" (2006): Protagonizado por Will e Jaden Smith, pai e filho na vida real. Enfrentando vários problemas financeiros, Chris Gardner é abandonado pela mulher e precisa cuidar sozinho do filho de 5 anos. Despejado e forçado a passar noites com o menino em abrigos e estações de trem, Chris não desiste de lutar por um emprego e uma vida melhor.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Relacionamento pais e filhos: você escuta os seus filhos?

blog paisefilhos

Crescer, ter filhos e formar uma família costuma fazer parte dos projetos de vida da maioria das pessoas. Junto à realização desses sonhos vem as responsabilidades, preocupações, falta de tempo para si e para o companheiro e, consequentemente o estresse diário. No meio dessa correria toda quando chegamos em casa após um dia de trabalho queremos encontrar com a família e relaxar um pouco. Certo? Nem sempre é tão simples assim! Principalmente quando se tem criança pequena, pois é quando elas querem contar as suas experiências e exigem total atenção dos pais. É nesse momento que muitas vezes precisamos desligar das preocupações pendentes do dia ou desistir daquele banho relaxante que gostaríamos de tomar para ouvir as histórias dos pequenos! Esse pode ser, para muitos, um processo difícil. Requer paciência, autocontrole e muito cuidado. E você? Como age quando o seu filho quer te contar algo? Será que você dá a atenção que gostaria?
A linguagem corporal é uma forma de comunicação muito importante e, por várias vezes, fala mais que muitas palavras. Um exemplo muito claro disso é quando o pai senta para conversar com o filho, mas o seu olhar não sai da frente do celular checando as mensagens instantâneas ou as novidades nas redes sociais. Qual a mensagem que esses pais estão passando, sem perceberem, ao agirem dessa forma? Provavelmente, que as suas opiniões não tem importância ou que não se interessam pela vida dos seus filhos.
Se permita parar e ouvir
O afeto vai muito além dos cuidados de higiene e alimentação, que também são importantes, claro! É algo bem maior que exige atenção, cuidado, disponibilidade e dedicação. É poder se disponibilizar a escutar o outro de verdade, desligar dos seus próprios problemas e ser empático com as questões alheias. Prestar atenção realmente no que é dito, conversar, trocar experiências e aconselhar seus filhos. Esses gestos, teoricamente pequenos e simples fazem muita diferença na formação da personalidade e na autoestima dos pequenos.
Acolher o seu filho naquilo que ele te conta, perceber a importância que isso tem em sua vida, acompanhar suas experiências de perto, permitem que se construa uma relação mais próxima entre vocês. O resultado desses atos gera segurança, interesse e sensação de pertencimento dos pequenos na família.
O diálogo entre pais e filhos possibilita que as crianças aprendam a se expressar, a reconhecerem seus sentimentos e a lidarem com as frustrações e dificuldades que venham surgir pela frente ao longo da vida.
Ela é só uma criança! Ainda não entende.
Um engano muito comum dos pais é acreditar que, por serem crianças, elas não compreendem o que está acontecendo e que, portanto, esse tipo de comportamento não vai prejudicá-las. Porém, ocorre exatamente o oposto! Quando pensamos na constituição psíquica de uma pessoa ainda em formação percebemos como esse processo é delicado e pode deixar marcas para toda a vida.
Os impactos disso na psique dos pequenos vão variar de acordo com diversos fatores e com o ambiente em que se desenvolverão. Alguns comportamentos poderão ser desencadeados ao longo do tempo, uma vez que essas então crianças tendem a começar a se calar evitando conversar com os pais. Aos poucos vão se fechando, acreditando ser menos interessantes ou inteligentes que os demais a sua volta. Como consequência podemos ver o desenvolvimento de uma timidez excessiva. Outro possível impacto psicológico é uma baixa na autoestima que faça com que essa criança cresça e se torne um adulto inseguro e receoso em tomar decisões. Exemplos disso poderão ser percebidos nos seus relacionamentos afetivos ou na construção da sua própria família.
Cuidado e atenção
O relacionamento entre pais e filhos é muito delicado e requer um cuidado diário, nas pequenas atitudes. As crianças são muito atentas ao o que ocorre a sua volta e, apesar de pequenas, tem sensibilidade para perceber quando seus pais estão prestando atenção nelas verdadeiramente.
Pare, reflita, respire e converse com os seus filhos! Você estará ajudando a formar uma pessoa mais segura de si e capaz de tomar boas decisões ao longo da vida, além de fortalecer o relacionamento de amizade, cumplicidade e afeto entre vocês.
Fonte: A Caminho da Mudança

sábado, 29 de julho de 2017

Auto boicote: quem te impede de ser feliz?

blog autoboicote

Sucesso profissional, felicidade ao lado de um companheiro, leveza ao lidar com o dia a dia são coisas desejadas por todos, certo? Nem sempre! A realização de um sonho, seja ele profissional, pessoal ou afetivo, assusta e provoca medo em mais pessoas do que podemos imaginar. Gera mudanças na vida o que, para muitos, é assustador e até paralisante.
Você já percebeu se existe alguma área na sua vida em que os seus comportamentos se repetem e que logo depois vem aquela sensação de que você poderia ter feito algo diferente para ter um resultado melhor? Podemos citar vários exemplos disso: Pessoas que quando começam a gostar de alguém fantasiam motivos para brigar e desgastar a relação; ou quando você está prestes a conseguir o emprego desejado, se atrasa para a entrevista; ou quando começa a emagrecer volta a comer muito e a engordar novamente. Será que é sempre falta de sorte ou coincidência? Provavelmente não! Trata-se de auto sabotagem ou auto boicote e são situações bastante comuns e, muitas vezes, difíceis de controlar.
O boicote ocorre quando nos prejudicamos em alguma área da vida, para dificultar ou impedir uma melhoria em nossas vidas. É um processo inconsciente, o que significa que não nos damos conta do que fazemos, apenas repetimos o comportamento de forma automática sem ter nenhum controle sobre nossas atitudes.
Por que isso acontece?
As nossas histórias e o meio em que vivemos, desde muito pequenos, são grandes responsáveis pela formação da nossa personalidade e também dos nossos traumas e medos. Carregamos essas marcas ao longo da vida sem sequer percebermos ou pararmos para refletir.
Alguns aspectos psicológicos podem ser observados naquele que se sabota. Geralmente possui uma forma deturpada de se ver, se considera diminuído frente aos outros, como se não fosse merecedor de ter uma vida melhor. Pode existir uma importante baixa na autoestima que, consequentemente, gera uma insegurança profunda.
O medo de fracassar e de não dar conta das próprias expectativas também costuma ser uma grande armadilha na realização de um sonho. Esse medo se torna tão grande que a pessoa prefere não se arriscar e nem tentar alcançar algum objetivo. Como são processos inconscientes e automáticos, quando a pessoa se dá conta a oportunidade já passou e o sonho não se concretizou.
Como sair desse ciclo?
Um primeiro passo e, muito importante, é parar e se observar. Refletir se há alguma questão que repetidamente não dá certo na sua vida e se você tem alguma responsabilidade nisso.
Uma estratégia interessante é conversar com um bom amigo, ele pode ser a pessoa que vai te sinalizar quando os comportamentos automáticos se repetirem e, dessa forma, te alertar em relação ao auto boicote. Aceite ajuda! Às vezes é somente isso que você precisa para conseguir ultrapassar os próprios obstáculos. É muito importante que, aos poucos, isso se torne consciente e que você consiga perceber se a história que está sendo traçada da sua vida é a realmente desejada.
Em determinadas situações se conscientizar de algo e modificá-lo pode ser muito difícil gerando uma paralisia ou uma ansiedade muito forte. Nesse caso é recomendável procurar um psicólogo para dar início ao processo psicoterapêutico de autoconhecimento, para que juntos você possa se libertar das suas próprias prisões.
Não permita que o medo ou a insegurança te paralise na busca de novos desafios e na realização dos seus sonhos. Viver é correr riscos, é se lançar nas oportunidades, pois somente assim é possível se libertar e ser feliz!
Fonte: A Caminho da Mudança