quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Pesquisa: Animais de estimação ajudam a lidar com a depressão, ansiedade ou estresse.

Pesquisa: Animais de estimação ajudam a lidar com a depressão, ansiedade ou estresse.

A maioria dos proprietários de animais de estimação sabe como eles trazem alegria, mas muitos ainda desconhecem os benefícios físicos e mentais que acompanham o prazer de brincar ou se aconchegar com um bichinho de estimação, seja gato, cachorro ou até mesmo um passarinho.
Recentemente diversos estudos começaram a revelar cientificamente os benefícios do vínculo humano-animal. Por exemplo, a Associação Americana de Saúde do Coração recentemente ligou o convívio com animais de estimação, especialmente cães, com o risco reduzido de doenças cardíacas e maior longevidade.
Estudos também descobriram que:
·         Donos de cães são menos propensos a sofrer de depressão do que aqueles sem animais de estimação.
·         Pessoas com cães têm menor pressão arterial em situações estressantes do que aquelas sem animais de estimação. Um estudo descobriu que, mesmo quando as pessoas com hipertensão leve adotaram cães de um abrigo, a pressão arterial diminuiu significativamente em apenas cinco meses.
·         Brincar com um cão ou gato pode elevar os níveis de serotonina e dopamina, o que acalma e relaxa.
·         Donos de animais têm menores níveis de triglicérides e colesterol (indicadores de doença cardíaca) do que aqueles sem animais de estimação.
·         Pacientes donos de cães que sofreram um ataque cardíaco sobrevivem por mais tempo do que aqueles sem cães.
·         Donos de animais com mais de 65 anos fazem 30 % menos visitas a seus médicos do que aqueles sem animais de estimação.
A companhia de um animal de estimação também pode aliviar a solidão, e a maioria dos cães são um grande estímulo para o exercício saudável, o que pode melhorar substancialmente o humor e aliviar a depressão.
Como os Cães podem ajudar-nos a adotar um estilo de vida mais saudável?
Adotar mudanças de estilo de vida saudáveis desempenha um papel importante em aliviar sintomas de depressão, ansiedade, estresse e transtorno bipolar, dentre outros. Cuidar de um cão, por exemplo, pode ajudá-lo a realizar mudanças de estilo de vida e ter uma vida mais saudável das seguintes formas:
·         Aumentando os níveis de exercício. Levar um cachorro para passear, caminhar, ou correr é divertido e uma maneira de encaixar o exercício diário saudável em sua programação.
·         Ajudando você a conhecer novas pessoas. Os cães podem ser um ótimo meio social para os seus proprietários, ajudando a iniciar e manter novas amizades. Os proprietários de cães frequentemente param e conversar entre si sobre passeios, caminhadas, ou outras atividades que podem ser feitas com um cão. Os donos também conhecem novas pessoas em lojas de animais, clubes e aulas de treinamento.
·         Reduzindo os níveis de ansiedade. A companhia de um cão oferece conforto e ajuda a aliviar a ansiedade.
·         Criando estrutura e rotina para o seu dia-a-dia. Os cães necessitam de uma programação de alimentação e de exercício físico regular. Ter uma rotina consistente mantém um cão equilibrado e calmo, e isso funciona para você também.
·         Proporcionando alívio de estresse através de toques sensoriais. Toque e movimento são duas maneiras saudáveis ​​para gerenciar rapidamente o stress. Acariciar um cão reduz a pressão arterial e pode ajudá-lo rapidamente se sentir mais calmo e menos estressado.
·         Perdendo peso, devido ao aumento no número de minutos de exercício por dia. Por exemplo, Pessoas que caminharam com cães andaram 30 minutos a mais em uma semana em comparação com pessoas sem cães. Outro estudo mostrou que pessoas que caminharam por 20 minutos cinco dias por semana perderam uma média de 6,5 kg por ano, sem alterar as suas dietas.
Os animais e os benefícios de saúde para os idosos
Ter um cão ou outro animal também pode desempenhar um papel importante no envelhecimento saudável:
·         Com a idade, as pessoas se aposentam, os filhos vão morar longe, dentre outros acontecimentos. Cuidar de um cão pode trazer prazer e ajudar a aumentar a sua moral, seu otimismo e seu senso de autoestima. Escolher adotar um cachorro de um abrigo, especialmente um cão mais velho, pode adicionar ao sentimento de satisfação, sabendo que você deu um lar para um animal de estimação que poderia talvez ter sido sacrificado apenas por ser idoso.
·         Estar conectado. A manutenção de uma rede social nem sempre é fácil à medida que as pessoas envelhecem. Aposentadoria, doença, morte e deslocalização pode levar uma pessoa a ter poucas pessoas em seu convívio, e fazer novos amigos pode ficar mais difícil. Os cães são uma ótima maneira para os adultos mais velhos conversarem e conhecerem novas pessoas.
·         Impulsionar a vitalidade. Você pode superar muitos dos desafios físicos associados com o envelhecimento ao cuidar bem de si mesmo. Cães, e, em menor grau, gatos, incentivam brincadeiras, risos e exercício, o que pode ajudar a impulsionar o sistema imunológico e aumentar a sua energia.
·         Animais e os adultos com doença de Alzheimer ou demência
·         Como parte da doença, os doentes de Alzheimer podem exibir uma variedade de problemas comportamentais, muitos relacionados com uma incapacidade de lidar com o stress.
Uma Pesquisa da Universidade da Califórnia concluiu que pacientes com Alzheimer sofrem menos estresse e têm menos explosões ansiosas se houver um cão ou gato em casa.
Os cães podem fornecer uma fonte de, comunicação não-verbal positiva. A interação lúdica e toque suave de um cão dócil e bem treinado pode ajudar a aliviar um doente de Alzheimer e diminuir o comportamento agressivo.
Em muitos casos, problemas de comportamento de pacientes são uma reação à resposta estressada do cuidador primário. Animais de estimação podem ajudar a aliviar o estresse dos cuidadores.
E para as crianças quais os benefícios que um animal de estimação traz?
As crianças que crescem com animais de estimação não possuem apenas menos risco de alergias e asma, mas muitas também aprender a ter responsabilidade, compaixão e empatia ao conviver com um cão ou gato.
Ao contrário de pais ou professores, os animais de estimação não são críticos e não dão ordens. Eles são sempre amorosos e sua mera presença em casa pode ajudar a proporcionar uma sensação de segurança em crianças. Tendo presente cão pode ajudar a aliviar a ansiedade de separação em crianças quando a mãe e o pai não estão ao redor.
Tendo o amor e a companhia de um animal pode fazer uma criança se sentir importante e ajudá-la a desenvolver a auto-imagem positiva.
As crianças que estão emocionalmente ligados a seus animais são mais capazes de construir relacionamentos com outras pessoas.
Estudos também têm demonstrado que os animais podem ajudar a acalmar crianças hiperativas ou excessivamente agressivas.
Brincadeiras com cães e gatos pode, até ser uma porta de entrada para a aprendizagem para uma criança, estimulando a imaginação e curiosidade de uma criança. As recompensas de treinar um cão para executar um truque novo, por exemplo, podem ensinar às crianças a importância da perseverança. Cuidar de um amigo peludo também pode oferecer um benefício para uma criança: imensa alegria.
FONTE: www.psiconlinews.com


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Quais fatos ocorridos na infância podem nos marcar e persistir na fase adulta?


Os fatos vividos na infância podem deixar algumas cicatrizes emocionais que podem influenciar na nossa qualidade de vida quando adultos. Além disso, podem direcionar a forma dos nossos filhos se relacionarem conosco e com outras pessoas no futuro.
Aqui apresentamos cinco das feridas emocionais ou fatos dolorosos da infância, que, aliadas a uma parte da nossa personalidade, nos ajudará a observar quais são as nossas próprias feridas:

·         O medo do abandono
O pior inimigo para quem foi negligenciado ou abandonado na infância é a solidão. Quem já sofreu abandono tende a abandonar muito cedo as pessoas com quem mantém um relacionamento ou deixam de lado seus projetos de vida por medo de ser abandonado novamente. Seria algo como “eu vou antes de você me deixar”, “ninguém me apoia, não estou disposto a suportar isso”, “se você for, não precisa mais voltar…”.
As pessoas que têm feridas emocionais de abandono na infância precisam trabalhar o medo da solidão, o medo de ser rejeitado e as barreiras invisíveis ao contato físico.
Esta ferida não é fácil de curar, mas, podemos perceber uma melhora quando esse medo da solidão começa a desaparecer dando lugar a um diálogo interno positivo e esperançoso.
·         O medo da rejeição
Esta é uma ferida emocional muito profunda, pois implica na rejeição de nós mesmos, do nosso interior, ou seja, das nossas experiências, dos nossos pensamentos e dos nossos sentimentos, quase destrói nossa autoestima.
Vários fatores desencadeiam esse medo como, por exemplo, através da rejeição dos pais, da família ou de colegas pode ser gerado pensamento de auto rejeição e/ou de auto desqualificação.
A pessoa que tem medo de ser rejeitada não se sente digna de receber afeto ou de ser compreendida e por isso se isola em seu vazio interior.
É provável que as pessoas que sofreram rejeição sejam evasivas e por isso é necessário trabalhar os seus temores, os medos internos e as situações que geram pânico.
Se for o seu caso, o conselho é: ocupe o seu lugar no mundo, arrisque-se, tome suas próprias decisões. Faça isso aos poucos e perceba que você ficará menos incomodado se alguém se afastar ou se esquecer de você em algum momento, você não levará isso para o lado pessoal.

 

·         A Humilhação

Esta marca surge diante de uma crítica ou desaprovação dolorosa para a criança.
Os adultos podem gerar esse tipo de problemas nas crianças se disserem que são maus, estúpidos ou se os compararmos às outras crianças; isto destrói a autoestima deles.
A humilhação na infância poderá gerar uma personalidade dependente. Ou, como mecanismo de defesa, a criança poderá aprender a ser “tirana” e egoísta além de repetir as humilhações humilhando outros. Para evitar todo esse dano precisamos trabalhar a nossa independência, nossa liberdade, a compreensão das nossas necessidades e medos, assim como as nossas prioridades.

 

·         A traição e o medo de confiar

Se caracteriza como uma ferida emocional quando a criança se sente traída por um de seus pais, principalmente no descumprimento de promessas. Isso gera uma desconfiança que pode ser transformada em inveja e em outros sentimentos negativos por não se sentirem merecedores do que foi prometido ou das coisas que outras pessoas possuem.
Sofrer uma traição na infância constrói uma pessoa controladora. Se sofreu estes problemas na infância, você provavelmente sente a necessidade de exercer algum controle sobre os outros, o que normalmente se justifica como sendo uma personalidade forte.
Essas pessoas tendem a confirmar seus erros por meio de suas ações. Para curar as feridas emocionais da traição, é necessário trabalhar a paciência, a tolerância e o saber viver, assim como aprender a estar sozinho e a ter responsabilidades.

·         A injustiça

A injustiça como ferida emocional se origina em um ambiente onde os cuidadores primários são frios e autoritários, isso porque uma exigência exagerada de exercer limites gera sentimentos de impotência e inutilidade, tanto na infância como na idade adulta.
A consequência direta da injustiça na conduta daqueles que a sofreram é a rigidez, pois estas pessoas tendem a querer ser muito importantes e adquirir grande poder. Além disso, é provável que a pessoa desenvolva um fanatismo pela ordem e pelo perfeccionismo, bem como a incapacidade de tomar decisões com confiança.
Requer trabalhar a desconfiança e a rigidez mental, criando o máximo de flexibilidade e permitindo-se confiar em outros.
Agora que nós já sabemos sobre as cinco feridas emocionais que podem afetar nosso bem-estar, a nossa saúde e a nossa capacidade de nos desenvolver como pessoas, podemos começar a saná-las.

Fonte: www.psiconlinews.com adaptado por este blog para divulgação.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

FILHOS DITADORES


Foto meramente ilustrativa

"Antigamente, ser filho significava agradecer aos pais a vida que lhe tinham dado. Hoje, vemos adolescentes a dizer aos pais, ou pior, à mãe: ‘Aguenta-me. Eu não pedi para nascer". Veja a entrevista com Javier Urra, psicólogo e autor de O Pequeno Ditador Cresceu, no link abaixo:
http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2016-02-12-Filhos-ditadores-Foste-tu-que-me-pariste-agora-aguenta-me

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

AOS VENCEDORES!!



Há momentos em nossas vidas que nos sentimos pequenos, fracos, inseguros e incapazes de reagir e vencer algumas dificuldades que vivemos. Já aconteceu isso com você? Mas quando paramos um pouco e olhamos para “dentro de nós”, percebemos quantos obstáculos, quantas barreiras, quantos nãos, quantos momentos difíceis já vencemos. Percebemos a força, a capacidade, o poder que existe dentro de nós. Então, percebemos que escondido atrás deste gigante chamado medo, chamado dúvidas e incapacidade que acreditamos ter, esta a nossa capacidade de vencer. Quando fazemos esse momento de reflexão da nossa capacidade, das nossas conquistas, dos momentos difíceis que já vivemos e vencemos, fica muito mais fácil enfrentar o momento atual, pois percebemos que é apenas mais um que será vencido. Percebemos que os gigantes somos nós que já vencemos tantos outros problemas e não vai ser o problema atual que vai nos derrotar.

Portanto: quando se sentir incapaz, se sentir inferiorizado, pare por um instante e faça um momento de reflexão. Coloque em uma folha de papel o maior numero de situações difíceis que você já venceu, veja o que você fez para vencer, de quem você recebeu ajuda e como se sentiu após a vitória. Você vai perceber que será capaz de vencer mais esse obstáculo. Não perca tempo pensando no problema, quanto mais você gasta seu tempo pensando no problema, maior ele fica. Pense na solução, gaste seu tempo com a solução, imagine o prazer, a alegria que você vai sentir e o orgulho que vai causar nas pessoas que te amam ao ver você vitorioso. Lembre-se: Você pode vencer mais essa! Quando conquistar a vitória. Convide as pessoas que você ama para comemorar mais essa conquista. Lembre-se: VOCÊ PODE VENCER!!! 
AUTOR: Nestor de Almeida

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Bom domingo!

Desejo a todos um bom dia de Domingo!!
Que esse dia seja um prenúncio de uma abençoada semana!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

DICAS DE FILME



Cisne Negro (2010) – Direção: Darren Aronofsky

Cisne Negro é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpretada por Mila Kunis. O filme faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.
É um filme muito intrigante para quem percebe o quanto os conflitos psicológicos podem nos perseguir em nossos objetivos.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

SAIBA MAIS... PARALISIA CEREBRAL - Perguntas e respostas


O que cuidadores e pacientes devem saber

O que é Paralisia Cerebral?

Paralisia Cerebral (PC) é um termo geral que engloba manifestações clínicas muito variadas, que têm em comum a dificuldade motora em conseqüência a uma lesão cerebral. 
Para que uma criança com dificuldade motora tenha o diagnóstico de PC, é necessário:
1. Que a lesão neurológica tenha acontecido durante a fase de desenvolvimento do sistema nervoso central (SNC) (fase que vai desde o momento da concepção até os 2 anos de idade).
2. Que a lesão neurológica não seja uma lesão progressiva. A criança vai apresentar mudanças decorrentes de seu crescimento e amadurecimento, mas a lesão em si é estacionária, ou seja, não vai piorar e também não vai desaparecer.

O que causa a Paralisia Cerebral?

Qualquer agressão ao cérebro em desenvolvimento pode causar PC.
Para facilitar a melhor determinação das causas, costuma-se dividi-las em 3 tipos:
Pré-natais: são as lesões que ocorrem antes do nascimento. Algumas doenças da gestante podem comprometer a formação das estruturas neurológicas do feto dentro do útero, como a diabete, a pressão alta e infecções virais como a rubéola e a toxoplasmose, além do uso de certas substâncias pela futura mãe (Ex: álcool, drogas e tabaco).


Peri-natais: são as lesões neurológicas que acontecem no período que vai do começo do trabalho de parto até 6 horas após o nascimento. É um período curto em que o bebê passa por grandes transformações a que tem que se adaptar rapidamente. A prematuridade, o baixo peso, o trabalho de parto muito demorado, entre outras situações, predispõem o sistema nervoso imaturo a não efetuar essa adaptação com a rapidez suficiente, ocorrendo então a lesão.


Pós-natais: durante a infância, infecções como a meningite, traumas cranianos e tumores podem comprometer o sistema nervoso que ainda está se desenvolvendo. Quando esses problemas agudos são resolvidos, muitas vezes deixam “cicatrizes” que podem comprometer o desenvolvimento normal, levando às alterações clínicas típicas da PC. Após os dois anos de idade, o SNC encontra-se completamente desenvolvido, portanto, o mesmo tipo de agressão ao sistema nervoso após essa idade vai causar sintomas diferentes, não mais definidos como PC.

Quais são os sintomas da Paralisia Cerebral?

As manifestações clínicas da PC são muito variáveis de criança para criança, pois dependem da gravidade e extensão da lesão e da área neurológica comprometida. O denominador comum entre elas é o distúrbio motor.

Além dele, outros sintomas neurológicos podem ou não estar presentes, entre eles: crises convulsivas, dificuldades visuais, dificuldades de fala, problemas para alimentação e função respiratória, deficiência auditiva, deficiência mental, entre outros. A presença desses outros sintomas é muito variável entre os pacientes e pode interferir no desenvolvimento global de cada um.

O que é distúrbio motor?

O SNC engloba os órgãos que comandam nossa função motora, ou seja, nossa capacidade para movimentar nossos braços e pernas, para andar, nos equilibrar, mastigar, engolir, tossir, etc. Quando alguma de suas áreas está comprometida, o movimento não vai acontecer de forma normal: essa alteração é conhecida como distúrbio motor.

As alterações motoras estão sempre presentes na pessoa com paralisia cerebral, variando muito em sua distribuição, tipo e gravidade. 

Quais os tipos de distúrbio motor que se encontram na PC?

As alterações motoras são típicas da área do SNC que foi lesada.
Classifica-se clinicamente a PC de acordo com o tipo de dificuldade motora:
PC espástica: é o tipo mais comum, e ocorre por lesão do córtex motor do cérebro, região que comanda primariamente os movimentos. Nesse tipo, os músculos têm, ao mesmo tempo, a força diminuída e o tônus aumentado, o que se chama espasticidade. Os pacientes apresentam os músculos enrijecidos, sendo difícil fazer o movimento tanto pelo próprio paciente como por outra pessoa. Os músculos mais tensos crescem menos, e por isso, a criança, com o tempo, pode desenvolver encurtamentos musculares, conhecidos como contraturas. O crescimento dos ossos, influenciado pela tensão dos músculos, também pode ser alterado, evoluindo para as deformidades. Além disso, o desenvolvimento motor, a aquisição das atividades motoras como sentar, engatinhar e andar, é atrasado de forma leve, moderada ou grave.


PC extra-piramidal: acontece por lesão de áreas mais profundas do cérebro conhecidas como núcleos da base ou sistema extra-piramidal responsável pela modulação do movimento, ou seja, pela inibição de movimentos indesejados, Nesse tipo de lesão, o movimento acontece, mas de forma exagerada, sem modulação, gerando o que se define como movimentação involuntária. A criança apresenta movimentos que lembram os de uma marionete, podendo ser muito amplos, ou coreicos, ou mais rápidos e distais, os atetóides; quando esses movimentos mantêm a criança em posturas muito diferentes, assimétricas e fixas, recebe o nome de distonia. Neste tipo clínico, o atraso do desenvolvimento motor também vai acontecer, mas as deformidades ortopédicas e o comprometimento mental são menos comuns. 


PC atáxico: esse tipo clínico de PC é o mais raro. Acontece por lesão do cerebelo, área do SNC responsável pelo equilíbrio e coordenação. As crianças com esse tipo de lesão geralmente apresentam tremores, incoordenação tanto das mãos, como dos membros inferiores e do tronco e, quando andam, não conseguem fazê-lo em linha reta. Nestes pacientes também é raro ocorrerem deformidades, mas as alterações de fala e o comprometimento mental são comuns.

Como se distribui no corpo o distúrbio motor?

Dependendo da distribuição do comprometimento motor, classifica-se a paralisia cerebral em 3 tipos:
Tetraparesia: é o comprometimento global, em que tanto os membros superiores como inferiores estão alterados com a mesma gravidade. Geralmente aqui existe um atraso do desenvolvimento motor importante, e, de forma geral, o potencial de independência, nestas crianças, é bastante limitado.


Diparesia: o comprometimento é mais acentuado nos membros inferiores que nos superiores, ou seja, a função das mãos é mais preservada. Neste caso, a possibilidade de adquirir mais independência é maior.


Hemiparesia: é o comprometimento de um lado do corpo, direito ou esquerdo, dependendo do lado (hemisfério) do cérebro que foi lesado. A grande maioria das crianças hemiparéticas vai ter um bom desenvolvimento global, porém, muitas vezes, a principal dificuldade decorre de problemas de comportamento ou de compreensão.

Como é feito o diagnóstico de PC?

O diagnóstico da PC é clínico, o que quer dizer que o médico chega à conclusão que a criança tem PC através das informações recebidas da família (história) e da avaliação do paciente (exame físico).

Não existe nenhum exame complementar que faça o diagnóstico de PC. Como o próprio nome diz, os exames de laboratório ou de imagem são complementares, e são pedidos pelo médico para ajudar a compreender melhor o quadro clínico de cada criança.

Qual é o tratamento da PC?

A PC não tem cura, pois é conseqüência de uma lesão irreversível no SNC.

Todo tratamento tem por objetivo permitir que cada criança desenvolva seu maior potencial em todos os aspectos de sua vida, assim como evitar complicações.

Para se atingir esse objetivo, 02 aspectos muito importantes devem ser sempre levados em consideração:
Prognóstico: esse é o termo médico usado para definir o potencial de cada paciente. O prognóstico é muito variável de indivíduo para indivíduo e depende de inúmeros fatores como o grau de comprometimento motor; a presença de alterações associadas; o aparecimento de complicações e também da colaboração da família e do próprio paciente.

Pode-se determinar o prognóstico ou potencial específico em cada área. Por exemplo, o prognóstico de marcha, a possibilidade da criança conseguir andar, depende da gravidade motora, do grau de atraso do desenvolvimento, da presença de outras deficiências associadas (visual, mental) etc. O prognóstico escolar, ou seja, o quanto se espera que a criança aprenda, depende principalmente de sua capacidade mental, mas também do quanto consegue usar as mãos, da sua capacidade visual e auditiva etc.


Equipe multidisciplinar: diante de um diagnóstico que pode ter manifestações clínicas tão variadas, que atingem funções tão diferentes quanto à capacidade motora; a linguagem; a compreensão, etc., é impossível que um único profissional da área de saúde consiga tratar o paciente de forma adequada e abrangente. Daí a necessidade de vários profissionais, treinados para compreender áreas específicas do desenvolvimento global da criança. O médico neurologista vai conhecer melhor a causa do problema, diagnosticar e tratar as crises convulsivas e as alterações de comportamento; o médico fisiatra é formado para conhecer as funções do paciente, determinar o quanto cada uma está alterada e traçar o prognóstico global de reabilitação; o médico ortopedista atua quando existem deformidades que precisam ser corrigidas; o oftalmologista, o gastroenterologista e o pneumologista vão participar quando alterações de suas áreas de especialização necessitar de atenção. Da mesma forma, a equipe também é composta pelo fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo, pedagogo, assistente social, musicoterapeuta, arte-reabilitador, educador físico, enfermeiro, técnico em órteses, e outros profissionais; somente a soma do conhecimento de cada um destes especialistas e da atuação criteriosa de cada um deles, poderá trazer a cada paciente com PC o tratamento mais adequado, cujo sucesso será tanto maior quanto melhor for a integração da equipe, dos familiares e cuidadores e do próprio paciente

FONTE: www.paralisiacerebral.org.br

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Uma reflexão sobre o tédio


Uma reflexão sobre o tédio
tédio, por que te quero?

Ninguém gosta de se aborrecer. Isto é tanto assim que fazemos tudo (tudo mesmo) para escapar ao tédio. O estudo deste estado mental começou agora a envolver a neurociências e promete não ser nada entediante.
Imagine a seguinte situação: você vai participar como voluntário/a numa experiência de psicologia. A tarefa que tem pela frente parece trivial: tem que permanecer sentado/a numa salinha de paredes nuas, durante 15 minutos, consigo próprio por única companhia. Não pode levar consigo celulares, televisores, computadores, jornais, revistas, nem papel e lápis para se entreter ou distrair. E também não pode adormecer. Tudo o que pode fazer é olhar para as paredes e… pensar.
Contudo, lhe é permitido fazer uma coisa durante esse período de ócio – mas só se e quando lhe desejar: carregando num botão, pode infligir a si próprio/a um ligeiro choque eléctrico, equivalente àquelas descargas de electricidade estática que as vezes se sofre ao mexer em um objeto metálico.
Antes de iniciar a experiência, os participantes tiveram a oportunidade de sentir na pele o desconforto produzido pelo choque – e a maioria declarou-se disposto/a a pagar para evitar receber um novo choque desses.
A reação tem lógica: quem não acharia irracional o desejo de sentir outra vez algo de tão desagradável quando a tarefa que tem pela frente parece tão, mas tão inócua, em comparação?
Não se engane. O mais provável é que, tal como a maioria dos outros participantes que juraram não querer repetir a experiência do choque eléctrico, antes de sair da salinha, quinze minutos depois, você tenha carregado no fatídico botão… e talvez até mais do que uma vez.
Estes surpreendentes resultados foram revelados, em 2014, num estudo publicado na revista Science pelo psicólogo Timothy Wilson, da Universidade da Virgínia (EUA), e colegas. Mais precisamente: 12 dos 18 homens (67%) e seis das 24 mulheres (25%) testados preferiram receber choques eléctricos a não ter nada para fazer (a não ser pensar) durante a sua curta permanência em isolamento forçado.
“O mais notável”, escreveram na altura os autores, “é que o fato de estar simplesmente a sós com os seus próprios pensamentos durante 15 minutos era aparentemente tão insuportável que levou muitos participantes a auto administrar um choque eléctrico apesar de terem anteriormente declarado que estavam dispostos a pagar para o evitar”.
Por que é que isto aconteceu? A ideia dos raros especialistas que estudam este tipo de fenómenos é que o que está aqui subjacente é nada mais, nada menos do que a nossa aversão pelo tédio. Por alguma razão, não ter nada para fazer é o pior que nos pode acontecer.
No trabalho da equipa de Wilson, a questão do tédio não era explicitamente levantada. Mas em 2015, Chantal Nederkoorn e colegas, do Departamento de Psicologia e Neurociências da Universidade de Maastricht (Holanda), realizaram um estudo semelhante cujo objetivo era assumidamente determinar se o tédio induzido nas pessoas pelo visionamento de um vídeo monótono e repetitivo poderia promover o consumo de guloseimas – e mesmo a autoadministração de choques eléctricos por parte dos participantes. Os seus resultados, publicados na revista Appetite, corroboram o estudo norte-americano e incluem explicitamente o tédio na equação: “As pessoas podem estar dispostas a procurar estímulos negativos, por exemplo a magoarem-se, só para fugir ao tédio”, concluíam os autores.
O tédio tem acompanhado os seres humanos ao longo dos séculos, como atestam a literatura, a arte e a filosofia. Mas a primeira abordagem científica da questão data de 1885, num curto artigo, publicado na revista Nature pelo ímpar Francis Galton, primo de Charles Darwin e um dos pais da estatística moderna, entre muitas outras coisas.
No texto, intitulado Medir a irrequietude (The measure of fidget), Galton relatava como tinha passado o tempo, durante uma palestra particularmente chata, a imaginar uma forma objetiva de calcular o estado de aborrecimento da assistência. E concluía: “Gostava de sugerir aos filósofos praticantes, quando as reuniões em que participam se revelarem aborrecidas, que se entretenham a estimar a frequência, amplitude e duração da irrequietude dos seus companheiros de infortúnio. (…) Penso que desta forma poderão adquirir uma nova arte de conferir expressão numérica à quantidade de tédio geralmente expressa pelo público durante qualquer apresentação de trabalhos.”


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O último pensamento em vida é sempre positivo.


Palavras finais dos condenados à morte falam de amor, gratidão e solidariedade

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Visão do carnaval do ponto de vista da Psicologia


Para alguns pesquisadores o Carnaval tem raízes históricas que remontam aos bacanais e a festejos similares em Roma; alguns historiadores mais ousados chegam mesmo a relacionar o Carnaval a celebrações em homenagem à deusa Ísis ou ao deus Osíris, no Antigo Egito. Uma outra corrente acredita que a festa se iniciou com a adoção do calendário cristão.
A festa carnaval teve seus primeiros relatos em Roma XI. Em Roma havia uma festa, a Saturnália, em que um carro no formato de navio abria caminho em meio à multidão, que usava máscaras e promovia as mais diversas brincadeiras. Essa festa foi incorporada pela Igreja Católica, e segundo alguns a origem da palavra Carnaval é carrum navalis (carro naval). Essa etimologia, entretanto, já foi contestada.
Atualmente a mais aceita é a que liga a palavra "Carnaval" à expressão carne levare, ou seja, afastar a carne, uma espécie de último momento de alegria e festejos profanos antes do período triste da quaresma.
Em 1091 a data da Quaresma foi definitivamente estabelecida pela Igreja Católica ; como consequência indireta disso, o período de Carnaval se estabeleceu na sociedade ocidental, sofrendo, entretanto, certa oposição da Igreja, na Europa. Embora alguns papas tenham permitido o festejo, outros o combateram vivamente, como o Papa Inocêncio II.
À sequência do Renascimento o Carnaval adotou o baile de máscaras, e também as fantasias e carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual, que se preserva especialmente em regiões da França, Itália e Espanha.
Após este breve relato sobre a história do carnaval vamos entender seu significado psicológico. Atualmente, vivemos preocupados com o trabalho, com as contas, com os filhos, com a segurança, com a saúde… Na maior parte do ano estamos correndo atrás de algo e o nosso lado racional é valorizado por nos auxiliar com a clareza e objetividade necessária aos desafios cotidianos.
Mas existem alguns períodos em que a situação se inverte e o Carnaval é a representação mais clara desse momento. A racionalidade fica em segundo plano e o princípio do prazer conduz grande parte das pessoas. A brincadeira, a vontade, a sensualidade e a alegria tomam conta do país e muitos se rendem a magia dessa época.
Do ponto de vista psicológico esse é o momento do ID, que segundo Freud é uma instância psicológica que todos nós possuímos, regido pelos impulsos do prazer, guiado pela satisfação dos desejos e não por suas conseqüências.
Com a individualidade protegida das críticas e julgamentos, a fantasia nos liberta e nos permite interagir de forma livre e despreocupada. As diferenças e preconceitos são minimizados e, por isso, o Carnaval é chamado uma festa democrática. É um momento que todos aproveitam e interagem independente da cor, do país ou da classe social.
  O carnaval é espaço no qual muitas pessoas libertam suas fantasias com as máscaras, sem terem que sofrer com a censura oficial, moral, social ou religiosa. Esta data desvela no palco da vida, as fantasias desde as mais íntimas às mais saudáveis e criativas. Através das máscaras podemos retirar durante o carnaval nossas máscaras sociais coladas ao nosso corpo e à nossa alma.
É importante que os excessos sejam evitados. Perder totalmente o controle traz consequências, talvez não agradáveis. Mas do ponto de vista psíquico o carnaval tem uma função positiva e nos ajuda a vivenciar outros aspectos psicológicos. É uma válvula de escape importantíssima!
O Carnaval pode ser muito proveitoso, é o momento de relaxarmos e vivenciarmos um lado nosso que não permitimos na maior parte do ano, de se divertir com o inadequado, extravasar a alegria e retornar mais leves para a realidade!

Referências:
Revista Psiquê. O carnaval e a importância dos ritos.

Fonte:http://www.g37.com.br/colunistas.asp?c=padrao&modulo=conteudo&url=018762&ss=7