sábado, 28 de janeiro de 2017

A importância da afetividade na relação Professor e Aluno

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Muitas escolas estarão iniciando suas aulas na próxima semana, por isso é muito importante refletir sobre este tema que vem muito bem exposto através do artigo abaixo. Estou compartilhando, pois acredito que servirá de referência para nossa atuação nas escolas. No final coloco a referência e alguns dados da autora.
Este artigo tem como tema Importância da Afetividade na relação professor-aluno. Onde será possível apontar oportunidades que educadores e futuros educadores poderão ter ao estudar e analisar a educação, a fim de poder em sua realidade educacional ser colaborador convicto de suas realizações através de suas ações. Teremos como base, teóricos que esclarecerão relações afetivas e colocarão este relacionamento como um desafio para os educadores, devendo estes agir de forma que expressem o seu interesse pelo crescimento dos alunos, assim, respeitando suas individualidades, criando um ambiente mais agradável e propício para a aprendizagem. As informações obtidas mostrarão que a aprendizagem depende muito do relacionamento afetivo que o professor tem com o aluno, pautado em respeito, autonomia, compreensão e carinho entre ambos.
Este artigo tem como tema A importância da afetividade na relação professor- aluno e foi desenvolvido através de enfoque qualitativo e de caráter bibliográfico que pretende refletir sobre a afetividade como fator importante no relacionamento professor e aluno. Desenvolvendo análise sobre a interligação entre a aprendizagem e afetividade na formação da autoestima do educando. Além disso, discutir a postura do professor diante de dificuldade no relacionamento com os alunos.
Sendo assim, a escolha desse tema visa uma contribuição para fornecer maior discussão e interesse dos profissionais da educação, em especial os professores atuantes que acreditam no sucesso escolar, tendo como princípio básico a afetividade em sua relação educacional e, consequentemente contribuir para uma educação de qualidade. Também serão apresentadas sugestões consideradas ideais para que, a relação professor e aluno contribuem para o aprendizado e para a conquista da confiança do aluno através do relacionamento afetivo, pautando em respeito, autonomia, compreensão e carinho entre ambos.
Nesta perspectiva, procurou-se embasamento de teóricos que apresentam técnicas metodológicas de pesquisa de acordo com as diferentes posturas desenvolvidas por profissionais e especialistas deste âmbito da  prática educacional ou, mais genericamente, ligados a relação afetiva entre professor e aluno e através destes esclarecimentos poderemos identificar os pontos, que possam estimular tanto o professor como o aluno a convivência de afetividade no processo educativo.
No entanto, serão apontados alguns fatores que levam a questionar se esta prática educativa vem realmente acontecendo de maneira satisfatória na educação. Muitas vezes, as relações entre sujeitos acabam por se contrapor, sejam por motivos econômicos, sociais, políticos ou ideológicos, demonstrando falhas no cotidiano escolar, bem como limitações quanto a aquisição do conhecimento no processo ensino-aprendizagem e propor alternativas que possam contribuir para a melhoria do relacionamento aqui trabalhado, numa perspectiva de aprendizagem significativa e satisfatória.
Visamos com esta pesquisa darmos alguns passos a respeito da relação afetiva no comportamento entre professor e aluno, e consequentemente, o desempenho do aluno no processo educacional, no qual acreditamos estar oferecendo subsídios reflexivos à temática investigada.
2. Reflexão acerca das relações afetivas entre professor e aluno
A afetividade está totalmente inserida no ambiente escolar e não é menos importante que a educação do corpo e da mente. Pois se sabe que as interações afetivas existentes entre professor e aluno são de suma importância para o desenvolvimento e construção do conhecimento. Para Piaget (1980), ”a vida afetiva e vida cognitiva são inseparáveis, embora distinta já que o ato de inteligência pressupõe uma regulação energética interna (interesse, esforço, felicidade, etc)”, o interesse e a relação afetiva entre a necessidade e o objeto susceptível de satisfazê-la. A relação da cognição e afetividade no contexto escolar está intimamente interligada ao desempenho escolar do educando.
Como afirma Maturana (1959, p.15):
“Vivemos em uma cultura que desvaloriza as emoções, e não vemos o entrelaçamento cotidiano entre a razão e a emoção, que constitui o viver humano, e não nos damos conta de que todo o sistema racional tem um fundamento emocional.”
A interação professor-aluno ultrapassa os limites profissionais e escolares, pois é uma relação que envolve sentimento e deixa marcas para toda vida. Percebe-se que a relação professor-aluno, deve sempre buscar a afetividade e a comunicação entre ambos, como base e forma de construção do conhecimento e do aspecto emocional.
O que se deve considerar é que o ato de ensinar e aprender são uma constante troca, onde se torna imprescindível que o professor seja acima de tudo um educador que enfrente desafios e possa encarar os problemas presentes na sua formação e, assim compreender que o conhecimento se processa através de valores que embasam e justificam a aprendizagem, nas relações interpessoais dos sujeitos envolvidos, no processo que o vivenciam  em sala de aula.
Como enfaticamente afirma Cury (2003, p.97), que “[...] por trás de cada aluno arredio, de cada jovem agressivo, há uma criança que precisa de afeto”. A partir daí entende-se que, atualmente muitos alunos vêm de famílias desestruturadas, com falta de afeto, cabe ao professor procurar entender o que se passa no cotidiano deste aluno fora da escola, investigar e conhecer mais particularmente seu aluno ao longo de seu aprendizado, pois notas baixas poderão ser reflexos de uma vida afetiva problemática.
De acordo com Werneck (1999, p.61):
“Educar é difícil, é trabalhoso, exige dedicação, sobretudo aos que mais necessitam. Transferir problemas é fugir da verdadeira educação, é uma espécie de médico, que transfere o doente de hospital, lava as mãos e não se sente comprometido com o caso quando da morte do paciente, porque aconteceu em outro hospital e em outras mãos”.
Desse modo, a reflexão sobre a importância e o papel do professor e do seu relacionamento com o aluno, vai bem além, pois estamos diante de constantes mudanças, onde o “novo” sempre trás expectativas que muitas vezes são obscuras preocupam e deixam os profissionais perdidos. Do mesmo modo, possibilita que atentemos para os limites que envolvem os sujeitos distintos dentro de sala de aula, onde o aluno espere concretizar expectativas de aprendizagem e reciprocidade de carinho e compreensão.
O objetivo de enfrentar esse grande desafio, também inclui em vencermos os medos, que não são poucos, a fim de contribuirmos para um futuro melhor, onde devemos romper com antigos conceitos, através de críticas, criatividade, afetividade, ousadia e muito diálogo, para a construção de novas formas no presente, com vistas no futuro.
Dessa forma, é fator inevitável que o professor tenha consciência de que uma boa convivência com os alunos deve ser precedida de um bom diálogo. Ressaltando Freire (1980, p.23), “o diálogo é um encontro no qual a reflexão e  a ação, inseparáveis daqueles que dialogam, orienta-se para o mundo que é preciso transformar e humanizar.” A ação do professor é imprescindível. É ele quem deve assumir o papel de mediador, e não de condutor, como é comum  no âmbito educacional, entre a cultura elaborada e em processo de acumulação pela humanidade e pelo educando.
Mas é necessário encarar este desafio como uma utopia, como uma possibilidade de mudança, em que a busca e o diálogo estimulem a  capacidade reflexiva e a construção de uma visão plural do conhecimento.
2.1 Fatores de implicação do relacionamento de afetividade entre discente e docente
A educação é a mais fantástica troca de conhecimento que há entre os seres humanos. A educação é encontrada em mundos diversos, pois em todos os lugares que formos certamente haverá alguma cultura para absorver e consequentemente apresentar a nossa cultura para outras pessoas.
O perfil da educação brasileira apresentou significativas mudanças nas ultimas décadas. O desempenho dos alunos remeteu-nos a necessidade de considerarem a formação do professor, como sendo requisito fundamental para a melhoria dos índices de aprovação, repetência e evasão do ensino.
Segundo Freire (1980, p.117):
“Somente uma outra maneira de agir e de pensar pode levar- nos a viver uma outra educação que não seja mais monopólio da instituição escolar e de seus professores, mas sim, uma atividade permanente, assumida por membros de cada comunidade e associada de todo as dimensões da vida cotidiana de seus membros”.
Assim sendo, cabe na concepção de educação o sentido de despertar o envolvimento desses membros no ensino aprendizagem, de forma que lhes possibilitem a ampliação de conhecimento, através dos quais poderão compreender e entender a importância do seu papel enquanto seres pensantes que fazem parte da construção desse processo e consequentemente consigam acompanhar os contextos de modernidade exigida pela sociedade atual, uma vez que, o desenvolvimento de uma sociedade retrata a capacidade que seus membros apresentem, os quais perpassam uma concepção de homem, desenvolvidos no discurso da história do pensamento que fundamentam as concepções de educação.
Para Vygotsky (1985), a educação não tem nada de externo ao desenvolvimento: “A escola é o lugar mesmo da psicologia, porque é o lugar das aprendizagens e da gênese das formações psíquicas”. E por isso que essa teoria pode eficientemente empregar para melhor compreender os fenômenos educativos, sobretudo seu papel no desenvolvimento para estimular pesquisas pedagógicas e para se tentar aplicações práticas.
Como afirma wallon (1985, p.130):
“Um professor realmente ciente das responsabilidades  que lhes são confiadas deve tomar partidos dos problemas de sua época. Ele deve tomar partido não cegamente, mas a luz do que sua educação e sua instrução lhes permitam fazer. Ele deve tomar partido para conhecer verdadeiramente quais são as relações sociais, quais são os valores morais de sua época. Ele deve se engajar não somente com seu trabalho de escritórios, e não somente para a análise das situações econômicas ou sociais de seu tempo e de seu país; ele deve ser solidário com seus estudantes, aprendendo com eles quais são as suas condições de vida, por exemplo. Ele deve constantemente buscar novas ideias e modificar a si próprio para um contato permanente com uma realidade em evolução permanente, feito da existência de todos e que deve atender aos interesses de todos”.
As relações estabelecidas no contexto escolar tem se revelado cada dia mais difícil e conflitante a descrença de que a escola possa constituir-se num espaço de construção de conhecimento, de alegria de formação de pessoas consciente, participativas e solidárias tem se agravado. Os sentimentos em relação a ela tem sido de desilusão, desencanto e impotência diante dos inúmeros problemas cotidianos. Um deles refere-se às relações afetivas entre professor e alunos.
Na inabilidade de se lidar com os conflitos comuns ao convívio humano, ou seja, questão ligada à afetividade que integram a emoção, a paixão e o sentimento, presente em toda relação humana. Esses e outros problemas estão presentes no chão da escola, e superá-los implica um desafio de questão política, econômica, social e pedagógica.
A atitude do professor em sala de aula é importante para criar clima  de atenção e concentração, sem que perca a alegria. As aulas tanto podem inibir o aluno, quanto fazer que atuem de maneira indisciplinada. Portanto, o papel do professor é o de mediador e facilitador, que interaja com os alunos na construção do saber. Esse clima poderá ser positivo, de apoio ao aluno quando o relacionamento é afetuoso, cordial.
Nesse caso, o aluno sente segurança, não teme as críticas e a censura do professor; seu nível de ansiedade se mantém baixo e ele pode trabalhar descontraído, criar, render mais intelectualmente. Porém, se aluno teme constantemente às criticas e a censura do professor, se o relacionamento entre eles é permeado de hostilidade e contraste, a atmosfera da sala de aula é negativa. Ser professor não constitui uma tarefa simples, ao contrario, é uma tarefa que requer amor e habilidade.
Como destaca Rodrigues (1997), ”o educador não é simplesmente aquele que transmite um tipo de saber para seus alunos; como um simples repassador de conhecimento”. O papel do educador é bem mais amplo, ultrapassando esta mera transmissão de conhecimento.
Procura-se, portanto, romper as diferenças de professor e aluno consagrados pela escola tradicional. Os papéis tradicionalistas desempenhados pelos professores: ensinar, transmitir e dominar; e pelo aluno: aprender, receber passivamente e obedecer, devem ser mudados. Só assim a escola poderá efetivamente atender a sua mais elevada finalidade: permitir o aluno a chegar ao conhecimento.
Nota-se que o fator afetivo é muito importante para o desenvolvimento e construção do conhecimento, pois por meio das relações afetivas o aluno se desenvolve, aprende e adquire mais confiança que ajudarão no seu no seu desempenho escolar.
3. Papel do Professor na Prática da Afetividade
O professor é o grande agente no processo educacional, assim afirma o Dr. Gabriel Chalita, autor do livro “Educação a solução está no afeto”. Ele diz: “A alma de qualquer instituição de ensino é o professor.” Por mais que se invista na equipagem das escolas, em laboratórios, bibliotecas anfiteatros, quadras esportivas, piscinas, campo de futebol, sem negar a importância de todo esse instrumental, tudo isso não se configura mais do que aspectos materiais se comparados ao papel e a importância do professor.
Em uma entrevista feita com o professor Gabriel Chalita pergunta-se: há quem afirma que o computador irá substituir o professor, e que nesta era em que a informação chega de muitas maneiras, o professor perdeu sua importância. Ele responde com serenidade. “O computador nunca substituirá o professor.” Por mais evoluída que seja a máquina, por mais que a robótica profetize evoluções fantásticas, há um dado que não pode ser desconsiderado: “a máquina reflete e não é capaz de dar afeto, de passar emoção, de vibrar com a conquista de cada aluno. Isso é um privilégio humano”.
Ele enfatiza ainda: pode-se ter todos os poemas, romances ou dados no computador, como há nos livros, pode haver a possibilidade de buscar informações pela internet, cruzar dados num toque de teclas, mas falta emoção humana, o olhar atento  do professor, sua gesticulação, a fala, a interrupção, a construção coletiva do conhecimento, a interação com a dificuldade ou facilidade da aprendizagem.
Os temores de que a máquina possa vir a substituir o professor atinge somente àqueles que não têm verdadeiramente a vocação do magistério, os que são meros informadores desprovidos de emoção. Professor é muito mais que isso. Professor tem luz própria e caminha com pés próprios. Não é possível que ele pregue autonomia, sem ser autônomo, que fale de liberdade sem experimentar a conquista da independência que é o saber, que ele queira que seu aluno seja feliz sem demonstrar afeto. E para que possa transmitir afeto é preciso que sinta afeto. Ninguém dá o que não tem. O copo transborda quando está cheio, o mestre tem de transbordar afeto, cumplicidade, participação no sucesso, na conquista de seu educando, o mestre tem de ser o referencial, o líder, o interventor seguro, capaz de auxiliar o aluno em seus sonhos, seus projetos.
Para que o professor desempenhe com maestria a aula na matéria de sua especialidade, ele precisa conhecer as demais matérias, os temas transversais que devem perpassar todas elas e, acima de tudo conhecer o aluno. Tudo o que diz respeito ao aluno deve ser interesse do professor. Ninguém ama o que não conhece, e o aluno precisa ser amado! E o professor é capaz de fazer isso. Para quem teve uma formação rígida, é difícil expressar os sentimentos; há pessoas que não conseguem elogiar, que não consegue abraçar, que não consegue sorrir. O professor tem que quebrar essas barreiras e trabalhar suas limitações e as dos alunos. A grande responsabilidade para a construção de uma educação cidadã está na mão do professor. Por mais que o diretor ou coordenador pedagógico tenha boa intenção, nenhum projeto será eficiente se não for aceito, abraçado pelos professores porque é com eles que os alunos têm maior contato.
Nota-se que o papel do professor, está muito além da simples transmissão de informações. Dentro de uma gestão democrática, ele participa da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento do ensino, isto é, decide solidariamente com a comunidade educativa o perfil de aluno que se quer formar, os objetivos a seguir, as metas a alcançar. E isso não apenas no tocante a sua matéria, mas toda a proposta pedagógica.
4. Subsidiar ações na promoção da efetividade entre professor e aluno.
A carreira de um professor engloba uma gama de deveres a serem cumpridos, é necessário então, que o mesmo perceba a importância de se preocupar com a qualidade de sua docência. Para que isso aconteça, o professor deve se auto avaliar em todos os dias de seu trabalho, tendo em vista o controle e o conhecimento sobre sua missão, suas características e sua didática.
O processo de aprendizagem pode ser beneficiado quando professor e aluno buscam conhecimentos mútuos de suas necessidades, tendo consciência de sua forma de relacionar-se, respeitando as diferenças. O professor em sala de aula deverá contribuir para desenvolver a autoestima, a estabilidade, tranquilidade, capacidade de contemplação do belo, de perdoar, de fazer amigos e de socializar-se. Assim sendo, as instituições escolares não podem dispensar tais conceitos de seu currículo, devendo estimular uma rede mais generalizada de afetividade nas relações interpessoais, no âmbito escolar e trabalhando intensivamente para gerar oportunidades de integrar o homem na sociedade.
Segundo Içami Tiba (1998, p.02):
“O saber consiste em ensinar e aprender. E ninguém pode estimular ninguém, a saber, se não pratica.” Pois o saber não é só acúmulo de informações, mas um conjunto de capacidades adquiridas e desenvolvidas na escola que tornem o jovem apto a enfrentar os desafios da vida profissional”.
A conduta do professor influi sobre a motivação, a afetividade e a dedicação do aluno ao aprendizado. O aluno se ver influenciado por sua percepção em relação ao professor. O professor deve sempre reforçar a autoconfiança dos alunos, a fim de manterem sempre uma atitude de cordialidade e de respeito.  O educador precisa estar atento  a  sua  postura  de  trabalho está claramente entendida por todos os educandos, isso ajudará na organização e nas realizações das atividades diárias. É importante esclarecer que os recursos utilizados pelo educador deverão ser feitos com base no desenvolvimento do aluno e no seu contexto social. O planejamento, por sua vez, contém as estratégias, situações e as atividades que serão feitas no dia a dia.
É importante notar que tais recursos servem apenas como um guia, devendo ser introduzidas todas as modificações que se façam necessárias a fim de atender as necessidades da aprendizagem e às sucessivas descobertas dos alunos.
5. Considerações Finais
O tema abordado neste estudo, acerca da Importância da afetividade na relação professor- aluno é relevante para que todos os educadores reflitam no fazer como educador dentro de uma sala de aula.
É preciso que o professor entenda sua missão como profissional, que passa a enxergar que sua lida constante e diária não é em vão, pois a partir dessa jornada que enfrentam, poderá fazer com que surjam no futuro cidadãos bem sucedidos.
É importante que o professor entenda que o lugar que ele ocupa em relação aos seus alunos não é apenas daquele que ensina, mas sim daquele que deixa marcas. A postura que se sugere ao professor com este trabalho, é que ele possa encontrar na sua prática docente um motivo para prosseguir, pois sem metas e objetivos é impossível se obter sucesso não somente nesta profissão, mas também em todas outras.
Para isso, é de fundamental importância que o professor esteja consciente de sua responsabilidade, tomando decisões de acordo com os valores morais e as relações sociais de sua prática, considerando ainda, as condições de vida familiar e social de seus alunos.
E assim, aliando seu talento como professor a bons métodos de trabalho já citados neste estudo, poderá mudar a situação de ensino tão mal vista em nosso país atualmente, trazendo esperança de melhoras para a formação educacional do indivíduo.
Sobre a autora:
Maria Gleuma Soares de Sousa - Graduada em Pedagogia e Pós graduada em Psicopedagogia Institucional. Trabalho de conclusão de Curso – Artigo Científico - apresentado a Coordenação do curso de Especialização em Psicopedagogia ministrada pelas Faculdades Integradas de Patos, em cumprimento às exigências para obtenção do titulo de Especialista. Professora: Msc. Maria do Socorro de Lucena Silva.

Fonte: https://psicologado.com/atuacao/psicologia-escolar/

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

OS TRANSTORNOS MENTAIS POR TRÁS DO SUICÍDIO

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Praticamente 100% dos suicidas tinham transtornos mentais, muitas vezes não diagnosticados, frequentemente não tratados ou não tratados da forma adequada. Ou seja, muitos suicídios poderiam ter sido evitados.

O suicídio mata mais do que homicídios e desastres naturais. Infelizmente as taxas de suicídio estão aumentando em todo o mundo. Todos os anos são registrados cerca de dez mil suicídios no Brasil e mais de um milhão no mundo. Este tema, que ainda é tabu, precisa ser cada vez mais falado.

Fatores como desemprego, crise econômica, mudança no padrão de vida, problemas financeiros, solidão, podem aumentar o risco de suicídio. Se a pessoa já têm uma predisposição como depressão, por exemplo, este risco aumenta.

Pedir ajuda é fundamental! Muitas vezes quando estamos deprimidos nos isolamos, evitamos pessoas, evitamos conversar sobre nosso sofrimento. Muitas vezes a família nem desconfia o tipo de pensamento que pode estar passando pela cabeça daquele que pensa em se suicidar e, que de fato, num momento de desespero em acabar com todo o sofrimento, pode cometer um ato sem volta.

Quando alguém pensa em suicídio é para matar a dor e não a vida. É uma tentativa desesperada de exterminar todo o sofrimento que sente. Por trás de um suicida existia uma pessoa que pedia ajuda, muitas vezes psiquicamente doente há tempos.

Os transtornos psiquiátricos em que as taxas de suicídio são maiores, são: Depressão, transtorno bipolar, alcoolismo, abuso/dependência de outras drogas, transtornos de personalidade e esquizofrenia. Sentimentos de desesperança, desamparo e desespero são bastante associados ao suicídio.

Fatos e inverdades acerca do suicídio:

Ficção: Pessoas que ficam ameaçando suicídio não se matam.
Fato: A maioria das pessoas que se matam deram avisos de sua intenção.
Ficção: Quem quer se matar, se mata mesmo.
Fato: A maioria dos que pensam em se matar, têm sentimentos ambivalentes.
Ficção: Suicídios ocorrem sem avisos.
Fato: Suicidas frequentemente dão ampla indicação de sua intenção.
Ficção: Melhora após a crise significa que o risco de suicídio acabou.
Fato: Muitos suicídios ocorrem num período de melhora, quando a pessoa tem a energia e a vontade de transformar pensamentos desesperados em ação autodestrutiva.
Ficção: Suicídios não podem ser prevenidos.
Fato: A maioria pode-se prevenir.
Ficção: Uma vez suicida, sempre suicida.
Fato: Pensamentos suicidas podem retomar, mas eles não são permanentes, e em algumas pessoas, eles podem nunca mais retornar.

A informação para prevenção é uma arma preciosa no combate ao suicídio. A família mais atenta também pode ajudar a salvar vidas levando o familiar ao diagnóstico de transtornos mentais e tratamento adequado.


Fonte: Psiconlinews

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Janeiro Branco: Conheça melhor esse projeto

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Janeiro Branco: renascimento do que há de melhor em nós!


Virada de ano é sempre a mesma coisa: as pessoas entram em um movimento subjetivo
de avaliação das suas próprias vidas. 

Pouco antes de o ano terminar, todos começamos a pensar em como foi o ano que está prestes a acabar. Começamos a pensar nas coisas que fizemos, nas coisas que vivemos, nos sentimentos que desenvolvemos, nas relações que experimentamos e em tudo que deu certo e que não deu certo no ano que se passou.
Esse é um movimento pessoal, subjetivo, mas que conta com uma grande ajuda da nossa cultura – afinal, em todo final de ano, todos paramos para fazer balanços gerais de nossas vidas. E quando o réveillon, chega, vivemos uma espécie de catarse a partir da qual nos propomos a resgatar os nossos sonhos, construir os nossos projetos, executar os nossos planos e a realizar tudo o que sempre desejamos.
Essa é a mágica que o escritor Carlos Drummond de Andrade reconheceu no texto “Receita de Ano Novo“.
Porém, neste poema, Drummond aconselha que a pessoa, para ganhar um Ano Novo de verdade, tem que lutar por ele, merecê-lo, fazer por onde despertar o Ano Novo que existe adormecido dentro de cada um de nós. E essa é, justamente, a proposta do Janeiro Branco: uma campanha que busca mostrar às pessoas que elas podem se comprometer com a construção de uma vida mais feliz para si mesmas.
O simbolismo da virada de ano nos inspira a planejarmos uma vida com mais realizações e mais coragem na busca dos nossos próprios sonhos. A virada de um ano para o outro é um presente que a própria humanidade se deu, uma fonte de energia, de inspiração, de coragem, de novas propostas, de resgate dos sonhos, de renovação das forças e de reorganização dos planos.
Assim, o Janeiro Branco será uma campanha muito marcante; uma espécie de portal simbólico, cultural e temporal a partir do qual todos os nobres objetivos dos “homens” podem ser planejados, perseguidos e alcançados.
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Não desperdicemos essa chance!

Façamos de cada Janeiro uma forma de renascimento do que há de melhor em nós e na humanidade. O resto do ano agradecerá, sempre!
Os 5 objetivos da Campanha Janeiro Branco:
…
1 – Fazer do mês de Janeiro o marco temporal estratégico para que todas as pessoas do mundo reflitam, debatam e planejem ações em prol da Saúde Mental e da Felicidade em suas vidas ao longo de todo o ano;
2 – Chamar a atenção de todo mundo para o tema da Saúde Mental nas vidas das pessoas;
3 – Aproveitar o início de todo ano para incentivar as pessoas a pensarem a respeito das suas vidas, dos seus relacionamentos e do que andam fazendo para serem verdadeiramente felizes;
4 – Chamar a atenção das pessoas para pensarem a respeito do que precisam mudar em suas vidas para serem, realmente, felizes;
5 – Mostrar às pessoas que sempre é possível o fechamento e a abertura de novos ciclos em busca da Felicidade em suas vidas – afinal, ano novo, vida nova, mente nova!

Como o Janeiro Branco pode ajudar as pessoas?

1 – Incentivando-as a pensar: o ano mudou – vamos mudar de vida também?
2 – Convidando-as a entender: assim como os anos, a vida é feita de ciclos – devemos concluir aqueles que não nos fazem bem e iniciar os que nos farão felizes!
3 – Fazendo-as perceber: a virada de ano é o momento simbólico que a humanidade criou para parar um pouco e pensar sobre si mesma – essa é uma boa hora para aproveitarmos o exemplo e fazermos o mesmo em relação as nossas próprias vidas!
4 – Encorajando-as a responder: Janeiro abre as portas de um novo ano para todos – será mesmo que precisamos repetir as escolhas ou condições do ano que passou e que nos impediram de ser, verdadeiramente, felizes?
5 – Motivando-as a calcular: um novo ciclo de 12 meses está se abrindo a nossa frente – há tempo de sobra para qualquer um de nós fazer por onde ser feliz e ajudar aos outros nessa tarefa.

#QuemCuidaDaMenteCuidaDaVida
Janeiro é um mês, naturalmente, terapêutico.
Façamos da sua estratégica posição um ponto de partida
privilegiado a partir do qual as pessoas movam-se
em busca de mais sentidos positivos para as suas vidas.

Fonte: www.janeirobranco.com.br

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Desconstruindo Marte e Vênus: reflexões sobre neurossexismos e neurofeminismos



De acordo com um famoso livro de autoajuda "os homens são de Marte e as mulheres são de Vênus", o que é uma outra forma de dizer que a diferença entre os dois sexos seria tão grande que é como se habitassem planetas distintos. Mas paremos para pensar um pouco: homens e mulheres são realmente tão diferentes assim? Grande parte das pessoas provavelmente diria que sim, afinal basta olhar para perceber que, em geral, homens e mulheres se vestem de formas diferentes e se comportam de maneiras distintas - o que sinaliza que também, e talvez, pensem e sintam diferentemente.
Eu não discordaria totalmente desta resposta, mas faria mais algumas perguntas: por que homens e mulheres são diferentes? Será que já nasceram diferentes ou estas diferenças foram sendo construídas no decorrer do processo de desenvolvimento? Muitas pessoas, assim como muitos cientistas, tendem a acreditar na existência de diferenças inatas entre homens e mulheres - e por inato quero dizer tudo aquilo que a criança já possui ao nascer. Muitos cientistas acreditam que a nossa masculinidade e a nossa feminilidade são construídas, ou no mínimo pré-moldadas, antes mesmo de nascermos.
Nossa genética, que herdamos de nossos pais, assim como a ação de certos hormônios durante a gestação, fariam com que nossos cérebros se diferenciassem - e é esta diferença que tornaria os homens essencialmente diferentes das mulheres e vice-versa. O papel da cultura e da educação, ainda que não seja negado completamente, é diminuído ao ser entendido como coadjuvante da biologia, esta sim a verdadeira protagonista do processo de diferenciação sexual.
Alguns autores vão além e buscam a explicação para as diferenças entre homens e mulheres em nosso passado evolutivo. A narrativa é quase sempre a mesma: em um passado distante, na "época das cavernas", os homens eram responsáveis pela caça e pela procura de alimentos enquanto as mulheres pela preparação de tais alimentos e pelo cuidado dos filhos. Esta narrativa, amplamente disseminada pelos livros de autoajuda e de divulgação científica, busca a explicação de nossos comportamentos atuais neste passado distante.
A ideia é que homens e mulheres seriam diferentes atualmente  porque possuiriam histórias evolutivas diferentes, que teriam moldado seus genes de forma diferenciada, gerando com isso cérebros e comportamentos igualmente diferenciados. O grande problema de tal explicação é que ela permanece hipotética - como, aliás, quase todas as explicações do campo da psicologia evolutiva. A principal dificuldade é como saber com precisão como viviam os seres humanos há 50 mil anos, momento em que a escrita ainda não tinha sido inventada?
Os arqueólogos bem que tentam, mas é muito difícil reconstruir fidedignamente este passado baseando-se apenas nos escassos vestígios deixados por nossos antepassados. Além disso, como apontam a neurocientista Catherine Vidal e a jornalista científica Dorothée Benoit-Browaeys no livro Cérebro, sexo e poder, tal explicação não passa "de uma representação mítica que consiste em projetar os nossos quadros mentais [do presente] na cultura dos homens do passado".
Mais recentemente, tal explicação tem se misturado a outras narrativas que envolvem hormônios, neurônios e sinapses. A ideia básica é que a estrutura e o funcionamento do nosso cérebro seriam determinados ou fortemente influenciados pela dominância de certos hormônios. Se durante e após o período de gestação formos inundados por hormônios "masculinos" nos masculinizaremos - e teremos "cérebros masculinos"; se formos inundados por hormônios "femininos", nos feminizaremos - e teremos "cérebros femininos".
Esta teoria explicaria tanto as características "típicas" masculinas e femininas quanto a existência de "homens feminilizados" e "mulheres masculinizadas", assim como dos(as) transexuais, que teriam uma espécie de dominância hormonal inversa à de seu sexo biológico original. Os hormônios seriam, assim, os grandes responsáveis por termos cérebros e comportamentos "masculinos" e "femininos". Repare bem nas aspas pois, de fato - como já apontei anteriormente - cérebros e hormônios não podem ser masculinos ou femininos; somente as pessoas, ou seja, os indivíduos como um todo, podem ser. A testosterona, por exemplo, é chamada de hormônio masculino por ser mais elevada nos homens; no entanto, as mulheres também possuem tal hormônio - assim como os homens possuem estrogênio, um hormônio "feminino". 
Da mesma forma, é equivocado falar em comportamento masculino ou feminino pois a forma como os homens e mulheres se comportam varia imensamente entre as culturas - e mesmo dentro da mesma cultura - assim como variou no decorrer da história. Os homens são mais agressivos e as mulheres mais dóceis? Depende. Alguns indivíduos se encaixam dentro deste estereótipo; outros não. Por mais que se queira generalizar, existem homens dóceis e mulheres agressivas e isto não significa que tais indivíduos não sejam homens e mulheres; significa apenas que eles não se encaixam nos estereótipos de gênero. 

No sensacional livro Homens não são de Marte, mulheres não são de vênus, a psicóloga Cordelia Fine chama de neurossexismo justamente as interpretações dos achados neurocientíficos que naturalizam os estereótipos de gênero socialmente construídos. Como afirma a autora, "algumas pessoas usam a neurociência de uma maneira que ela foi frequentemente usada no passado: para reforçar, com toda a autoridade da ciência, estereótipos e papéis antiquados".
E é justamente contra este discurso cerebralista e neurossexista que a autora volta sua mira. Felizmente ela não está sozinha nesta empreitada. Desde 2010 um grupo de pesquisadoras que se descrevem como neurofeministas - que inclui a própria Cordelia Fine - vem se articulando  em uma rede internacional denominada NeuroGenderings, cuja proposta, segundo a pesquisadora Marina Nucci, é “criticar o dualismo e a noção de dismorfismo sexual e discutir como fatos neurocientíficos sobre sexo e gênero são produzidos, chamando atenção para o contexto histórico, cultural e político e para as consequências éticas desses estudos”. Um dos principais focos desta rede é justamente combater o neurossexismo.
Cabe salientar que as neurofeministas não pretendem efetivar tal "combate" simplesmente criticando as pesquisas neurocientíficas mas também, e especialmente, produzindo ciência - tanto que uma frase bastante repetida pelas pesquisadoras, e que dá título ao artigo de Nucci, é "Não chore, pesquise". Embora tais pesquisadoras sejam comumente taxadas de anti-neurociências a proposta delas não é simplesmente descartar a biologia, mas entender de que forma nosso sistema nervoso interage com o ambiente. O conceito de neuroplasticidade é extremamente importante nesse sentido, pois aponta para o entendimento de que nosso cérebro é moldado continuamente no/pelo mundo. Como afirma Fine em seu livro, "o nosso cérebro, como estamos começando a entender, é modificado pelo nosso comportamento, pelo nosso pensamento e pelo nosso mundo social.
A nova perspectiva neuroconstrutivista do desenvolvimento do cérebro enfatiza o emaranhado simples e estimulante de uma contínua interação entre os genes, o cérebro e o ambiente". Para a autora, as diferenças entre os sexos/gêneros devem ser entendidas levando-se em conta esta permanente interação. E é por isso que, segundo este ponto de vista, seria equivocado dizer que homens são de Marte e mulheres são de Vênus. Não! Homens e mulheres habitam o mesmo mundo e são por ele formados - e suas diferenças não se devem simplesmente à ação dos genes e hormônios, mas sim a um complexo processo de interação entre biologia e cultura.
Observação: Um importante estudo publicado em 2015 no prestigioso periódico Proceedings of the National Academy of Sciences/PNAS apresentou fortes evidências de que embora existam algumas diferenças no funcionamento cerebral de homens e mulheres, tais diferenças não seriam suficientes para se falar em "cérebros masculinos" e "cérebros femininos" - isto porque haveriam também significativas diferenças entre os próprios homens e as próprias mulheres.
Após realizarem exames de ressonância magnética no cérebro de mais de 1400 homens e mulheres e avaliarem tanto o volume de suas substâncias branca e cinzenta, quanto a quantidade de conexões neuronais e espessura do córtex cerebral, os pesquisadores concluíram que "embora existam diferenças de sexo/gênero no cérebro e no comportamento, humanos e cérebros humanos são compostos de 'mosaicos' únicos de características, algumas mais comuns em mulheres comparadas com homens, algumas mais comuns em homens em comparação com mulheres e algumas comuns em mulheres e homens.
Nossos resultados demonstram que, independentemente da causa das diferenças observadas entre sexo/gênero no cérebro e no comportamento (natureza ou cultura), os cérebros humanos não podem ser categorizados em duas classes distintas: cérebro masculino/cérebro feminino. Comentando esta pesquisa, o psiquiatra Michael Bloomfield da University College London, afirmou o seguinte: "Se os resultados deste estudo forem replicados e relacionados ao pensamento e comportamento, este estudo não apoia a teoria de que os homens são de Marte e as mulheres de Vênus. Em vez disso, ele é uma evidência das ideias propostas pelo filósofo grego Platão e desenvolvidas pelo psiquiatra suíço Carl Jung, que nossas mentes seriam parte masculina e parte feminina".

Fonte: http://psicologiadospsicologos.blogspot.com.br/

sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz Ano Novo!!!

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O ANO NOVO
Arnaldo Jabor

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho. É viver cada momento e construir a felicidade aqui e agora. Claro que a vida prega peças.O bolo não cresce, o pneu fura, chove demais (Perdemos pessoas que amamos)... Mas, pensa só: Tem graça viver sem rir de gargalhar, pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido estragar o dia por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Eu quero viver bem... e você? 2016 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas, mas também de problemas e desilusões, tristezas, perdas, reencontros Normal...as vezes, se espera demais. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal...2017 não vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas, e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? O que eu desejo para todos nós é sabedoria. E que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência. O nosso desejo não se realizou? Beleza... Não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento (me lembro sempre de uma frase que ouvi e adoro: ("cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade"). Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano... Mas, se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes. Desejo para todo mundo esse olhar especial! 2017 pode ser um ano especial, se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
E que venha 2007 com suas imperfeições, mas também com suas alegrias e realizações!
Feliz Ano Novo!!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Por trás de uma criança difícil há uma emoção que ela não sabe expressar

Por trás de uma criança difícil há uma emoção que ela não sabe expressar

Muitos pais e mães se queixam de que o seu filho é uma criança difícil, que sempre tem uma emoção cheia de raiva que descarrega de forma inadequada. Com pirraças, palavrões ou com atos sutis de desobediência.
É preciso entender que nenhuma criança é igual a outra e que nenhum de nós tem como saber que tipo de necessidades podem ter esses pequenos seres que acabamos de trazer ao mundo, para os quais desejamos sempre o melhor.

As crianças difíceis e a emoção contida

As crianças difíceis costumam, muitas vezes, gerar um nível de estresse muito elevado nos pais, beirando em alguns casos a impotência. Não é um tema simples de abordar e, de fato, nem sempre os livros servem, nem sequer a experiência que temos com outro filho ou as recomendações de alguns pais.
O seu filho, a criança difícil, é único, especial e sem igual. E se há algo que ele sempre precisa é de compreensão. Na maioria das vezes são crianças com elevadas demandas, trancados nos seus “palácios internos”, em espaços herméticos onde não encontram portas pelas quais expressar essa emoção contida.
criança-difícil
Vejamos um exemplo: Pense em uma criança que teve um dia ruim no colégio, chega em casa e, quando seus pais lhe perguntam o que aconteceu, ela responde atravessado. Diante disto, os pais decidem castigá-la, mantendo-a em seu quarto a tarde toda. Qual o resultado disto? Será que conseguimos solucionar o problema? De forma alguma.

Como são as crianças difíceis?

Se a criança difícil colocar muralhas, não levante novos muros ao seu redor, não o isole, não o descuide, não o deixe sozinho. Todos sabemos que o processo para chegar até eles é complexo, contudo, você deve considerar estes aspectos primeiramente:
  • Nem sempre uma criança difícil é consequência de uma criação ruim. Você não deve responsabilizar ninguém.
  • Existem crianças com altas demandas que pedem muito mais que o restante, é a sua personalidade, a sua forma de ser e isso não quer dizer que nós, como pais, tenhamos feito algo errado.
  • Uma criança que demanda e não recebe o que procura ou que não sabe expressá-lo acaba se frustrando. Muitas vezes eles mesmos se veem sobrecarregados por um sem fim de emoções: essa raiva que oscila com tristeza, outras com martírio, às vezes com revolta…
  • As crianças difíceis requerem um maior nível de atenção, compreensão, apoio e inclusive criatividade por parte dos pais.
criança-difícil

É preciso ser autor dos seus mundos, mundos seguros onde sintam-se confortáveis para expressar essa emoção contida que lhes permite se reconhecer, descarregar, se sentir mais livre e seguro para avançar por cada um dos cenários que definem a criança ao longo do seu ciclo vital.

Como ajudar a criança difícil a canalizar as suas emoções

Já sabemos que a criança difícil demanda, antes de tudo, atenção e estratégias que possamos usar de forma criativa para atender às suas necessidades. Para ajudá-la a administrar esse tremendo mundo emocional que as vezes a sobrecarrega e bloqueia.
Tome nota de quais passos seguir para educar as crianças difíceis neste âmbito para canalizar, dar forma e expressar essa emoção contida.

Sim ao poder do reforço positivo

Se recriminarmos os erros de uma criança difícil, se ele for desvalorizado, ou for reprimido pelas suas reações, isso irá gerar ainda mais raiva e ansiedade. Lembre-se sempre de que este tipo de criança, no fundo, é muito frágil e dispõe de uma baixa autoestima.
  • Use verbalizações tão simples como: “eu confio em você”, “eu sei que você pode lidar com isto”, “eu sei que você é especial”, “eu sei que você é uma criança valente e por isso amo você”…
Uma palavra positiva gera uma emoção positiva, e uma emoção positiva gera confiança.

Sim à comunicação que não julga, que não compara, nem sentencia

Existem pais e mães que cometem o erro de comparar a criança difícil com seus irmãos ou com outras crianças. Isso não é bom. Do mesmo jeito que é um erro começar um diálogo que já implica certas sentenças como: “você é um preguiçoso, você nunca ouve, você nunca se comporta direito…” Evite esse tipo de comunicação e continue sempre com estas pautas:
  • Não investigue, não interrogue. Descubra qual é o momento no qual a criança se sente mais confortável para falar.
  • Dê a ela confiança, proximidade e compreensão. Cuide muito do tom da sua voz; é algo básico para se conectar com as crianças.
  • A comunicação deve ser diária e contínua.
  • Nunca ria ou ironize aquilo que seus filhos disserem. Para eles é importante, e se encontram essa falta de empatia da sua parte evitarão se abrir com você.

Sim a propiciar um equilíbrio interno na criança

criança-difícil
  • Ensine a ela que cada emoção pode se transformar em uma palavra, que a raiva tem forma, que a tristeza pode ser compartilhada para aliviá-la, que chorar não é ruim e que você sempre estará pronto para ouvi-la.
  • Ensine-a a respirar, a relaxar, a canalizar suas emoções através de determinadas atividades com as quais se descarregar e se distrair…
  • Ensine-a a aceitar a frustração de que o mundo nem sempre pode ser como ela quer.
  • Ensine-a a ouvir e a falar com assertividade. Diga-lhe que a sua opinião sempre será ouvida, que tudo o que ela disser é importante para você…
  • Ensine-a a ter responsabilidade, a contar consigo mesma em cada passo e decisão que toma…
Fonte: A mente é maravilhosa.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

As 5 ideias para deixar a tristeza para trás

5 ideias para deixar a tristeza para trás

5 ideias para deixar a tristeza para trás

Uma pessoa continuamente triste perde a energia vital e a esperança. Ela sente que não pode contar com ninguém e não quer estar com ninguém. Isso faz com que seja muito difícil buscar a solução para se sentir melhor, embora não seja impossível. O segredo está em começar aos poucos.
Recuperar um bom estado de ânimo requer ação, mas isso é complicado quando se está triste. O fato de pensar nas coisas que devem ser feitas para melhorar, como sair para caminhar ou passar algum tempo com os amigos, pode ser esgotador.
O segredo para recuperar um bom estado de ânimo é começar estabelecendo algumas pequenas metas que sejam atingidas pouco a pouco. Mesmo quando a energia é limitada, sempre é possível sair para dar um pequeno passeio ou ligar para algum familiar, amigo ou conhecido, simplesmente para saber como ele(a) está. Ainda que no começo seja difícil alterar o comportamento, com o tempo a energia irá crescendo e a mudança será notada.

Cinco ideias para acabar com a tristeza

1. Cultivar relações pessoais

O apoio social tem um papel fundamental na superação de um estado de ânimo negativo. É importante compreender que o isolamento e a solidão pioram a situação, por isso é fundamental manter relações com outras pessoas e participar em atividades sociais.
O problema é que, frequentemente, a pessoa deprimida sente vergonha diante das pessoas que conhece por conta do seu estado, se sente culpada por ter abandonado a relação, ou considera os demais culpados pela sua situação. No geral, as pessoas próximas se preocupam com as suas próprias dificuldades, e não deveria haver nenhum problema em iniciar uma conversa ou participar de alguma reunião social. De qualquer forma, nunca é tarde para fazer novas amizades e conhecer gente nova.
Para cultivar as relações pessoas e ampliar ou reforçar uma rede própria de apoio, pode ser feito o seguinte:
– Envolver amigos e familiares de confiança para poder falar com eles sobre os próprios sentimentos.
– Participar das atividades sociais que surgirem e tentar não se isolar.
– Juntar-se a um grupo de apoio para conversar com pessoas que compartilham da mesma situação.
Uma opção para se abrir ao mundo é começar a se conectar com pessoas que façam algum trabalho de voluntariado, que ajuda não só a ampliar a rede de contatos, mas também a se sentir útil.

2. Desafiar o pensamento negativo para acabar com a tristeza

A tristeza contínua dá um toque negativo a tudo, inclusive à percepção da própria pessoa, a situação na qual ela se encontra e as expectativas para o futuro. Para sair desse enfoque negativo, é necessário substituir os pensamentos negativos por outros mais equilibrados, desafiando a negatividade.
É possível mudar um pensamento negativo. Para isso, há diferentes formas:
– Pensar de fora de si mesmo, como se fosse outra pessoa, buscando mais realismo nas opiniões e descrições.
– Não sendo tão perfeccionista e se permitindo mais flexibilidade. Não é necessário ser perfeito.
– Relacionar-se com pessoas positivas e observar e analisar as suas reações diante das coisas que geram mal estar, ansiedade e raiva. Isso dá outro ponto de vista e gerará uma energia positiva que pode ser aproveitada para se sentir bem e melhorar a percepção das coisas.

3. Cuidar de si mesmo

Para superar um estado de ânimo negativo é necessário se preocupar consigo e se cuidar. Isso significa seguir um estilo de vida saudável, aprender a gerenciar o estresse, conhecer os limites do que uma pessoa é capaz de fazer e realizar atividades de ócio e diversão.
Além disso, é importante dormir bem, adotando as medidas necessárias (não consumir cafeína ou outras substâncias que dificultem o sono, relaxar antes de se deitar, jantar bem, etc.) e dormir as horas necessárias (ao menos oito horas diárias).
Também não se pode esquecer da importância da exposição à luz solar, manter o estresse sob controle e praticar técnicas de relaxamento. Cuidar de um animal também ajuda muito na superação de um estado de ânimo negativo.

4. Fazer exercícios

Exercício físico para evitar a tristeza
Quando uma pessoa está deprimida, ela geralmente não quer fazer exercício, mas é necessário levar em consideração que a atividade física é uma ferramenta fundamental para enfrentar um estado de ânimo negativo. De fato, os estudos mostram que o exercício regular pode ser tão eficaz quanto a medicação antidepressiva para aumentar os níveis de energia e a diminuição da sensação de fadiga.

Os cientistas não descobriram exatamente por que o exercício é um antidepressivo tão potente, mas as evidências sugerem que a atividade física provoca o crescimento de novas células no cérebro, aumenta os neurotransmissores e a endorfina, que melhoram o estado de ânimo, reduz o estresse e alivia a tensão muscular, o que poderá ajudar a espantar a tristeza.
O ideal é fazer pelo menos 30 minutos de exercícios diariamente. Se parece muito, comece fazendo 10 minutos diários e vá aumentando o tempo conforme for melhorando o estado de ânimo.

5. Manter uma dieta saudável ajuda a evitar a tristeza

O que comemos tem um impacto direto sobre como nos sentimos. Não ter uma dieta equilibrada pode afetar negativamente o cérebro e o estado de ânimo, e isso se consegue abusando da cafeína, do álcool, das gorduras trans, das gorduras saturadas e dos alimentos com altos níveis de conservantes químicos ou hormônios.
Para manter uma dieta saudável que ajude a nos sentirmos melhor fisicamente, é necessário considerar o seguinte:
– Não pular as refeições
– Consumir a menor quantidade possível de açúcar e carboidratos refinados
– Consumir alimentos ricos em hidrato de carbono complexo, que mantém a energia durante mais tempo
– Aumentar o consumo de vitamina B, presente em cítricos, vegetais verdes, ovos, entre outros
– Consumir alimentos ricos em nutrientes, como banana, espinafre e arroz integral.
Fonte: A mente é maravilhosa.

sábado, 24 de dezembro de 2016

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Dica de Filme: Natal em Família



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Em homenagem ao nosso Natal! Feliz Natal!!

Sinopse:

O jovem universitário Jake (Jonathan Taylor Thomas) hesita, mas aceita ir passar o Natal em casa, com a família. A decisão é de última hora e ele enfrenta uma série de dificuldades durante a viagem, quando acaba descobrindo mais sobre si mesmo e sobre o verdadeiro significado da data comemorativa.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Como aumentar o amor próprio em 7 passos

Como aumentar o amor próprio em 7 passos


O amor próprio não é uma ação, mas sim um estado no qual você se sente bem consigo mesmo. Neste sentido, o amor próprio é importante para viver bem. Influencia a forma como nos relacionamos com os outros, a imagem que projetamos no trabalho e o modo como enfrentamos os problemas.
O amor próprio é um elemento fundamental para o bem-estar das pessoas. No entanto, praticar o amor próprio pode ser um desafio para muitos de nós, especialmente em momentos em que enfrentamos desafios sérios. Não se trata de ser narcisista, mas sim de colocar-se em contato consigo mesmo, com seu bem-estar e felicidade.

O que é o amor próprio?

O amor próprio não é simplesmente um estado de sentir-se bem que pode ser alcançado cuidando da própria imagem, através de leituras inspiradoras, compartilhando tempo de qualidade com as pessoas queridas ou desfrutando sozinho atividades prazerosas. Apesar do quão gratificantes estas e outras coisas possam ser, o amor próprio não é isso.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Para o seu próprio bem, não tente agradar a todos

Para o seu próprio bem, não tente agradar a todos


Ninguém gosta de ser desprezado ou de ter algum desafeto, tampouco nos faz bem possuir inimizades. No entanto, enquanto vivermos, colecionaremos vários encontros dos quais sairemos decepcionados por sermos incompreendidos ou mal interpretados, já que é impossível agradar a todos. Esse será sempre o preço a pagar por sermos verdadeiros e convictos de nossas opiniões.
Haverá, diariamente, quem discordará de nossas ideias, quem esperará de nós algo a mais do que poderemos oferecer, quem nos amará sem retorno. E caso permaneçamos firmes no propósito de vivermos nossas verdades, estaremos sujeitos à incompreensão e à maldade alheias. Porque aqueles que não suportam ser contrariados se irritarão com a segurança de nossos passos, a qual lhes refletirá a fraqueza de suas convicções.
pensar no próprio bem e não tentar agradar a todos
É preciso que sejamos conscientes de que não poderemos ser amigos de todo mundo ou queridos por todos, pois cada pessoa carrega as próprias verdades, as quais podem chocar diretamente com o que pensamos, com nosso estilo de vida. Não poderemos, jamais, desistir do que nos move os sonhos para que o outro fique feliz e goste de nós, visto que, então, na verdade nem será nosso eu o foco dos sentimentos alheios. Máscaras têm curta duração.
É fato que todo relacionamento precisa de concessões e de reavaliação de postura e de ideias de ambos os lados, para que aos poucos a harmonia se ajuste aos caminhos daqueles que resolveram caminhar juntos. Porém, quando há pendência desigual sobrecarregando uma das partes, quando somente um lado abre exceções e se doa, não se estabelece a cumplicidade e tudo desaba, mais cedo ou mais tarde.
não tente agradar a todos


Não podemos abrir mão daquilo em que acreditamos apenas para mantermos junto de nós um parceiro ou um amigo. O que sustenta a admiração e o amor é exatamente a troca, a reciprocidade, a entrega que vai e volta; caso contrário, iremos nos esvaziando de atrativos e nos distanciando de nós mesmos, bem como de qualquer pessoa. Ninguém há de achar interessante manter um relacionamento com quem não possui opinião própria, com quem respira tão somente os ares que mendiga dos outros, com quem tenta agradar o tempo todo.

Uma coisa é certa: sermos verdadeiros sempre é a melhor maneira de caminharmos em busca de nossos sonhos, pois somente assim estaremos aptos a abraçar os encontros mágicos que a vida nos reserva. Porque, então, nossas verdades irão se lançar ao encontro de gente verdadeira, de gente que tornará nossa jornada mais digna e especial, com admiração recíproca e sincera
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