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domingo, 13 de novembro de 2016
sábado, 12 de novembro de 2016
A DIETA PODE SER TÃO IMPORTANTE PARA A SAÚDE MENTAL QUANTO É PARA A SAÚDE FÍSICA
Sabemos que a comida afeta o corpo –
mas poderia também impactar sobre o funcionamento da mente?
Enquanto o papel da dieta e nutrição
na nossa saúde física seja inegável, a influência de fatores da dieta sobre a
saúde mental tem sido menos considerada. Isso pode estar começando a mudar.
Pela primeira vez a FDA anunciou
na semana passada suas novas orientações, considerando o possível papel da
dieta na saúde mental. O relatório da FDA observa, por exemplo, que a American
Psychiatric Association classifica o ácido graxo omega-3 (que é mais comumente
encontrado em peixes oleosos) como um tratamento complementar para a depressão.
No entanto, o painel consultivo concluiu, por enquanto, que a pesquisa foi
muito limitada para fazer sugestões de tratamentos.
Alguns psiquiatras também
lançaram um grito de guerra para uma abordagem mais integrativa na saúde mental
– que leve a dieta e outros fatores de estilo de vida em consideração no diagnóstico,
tratamento e prevenção da doença mental. Em um artigo publicado recentemente na
revista The Lancet Psychiatry, um grupo internacional de
cientistas (todos membros da Sociedade Internacional Nutritional Psychiatry
Research) argumentam que a dieta é “tão importante para a psiquiatria como é a
cardiologia, a endocrinologia e a gastroenterologia”.
Com mais de 450 milhões de
pessoas no mundo sofrendo de algum tipo de transtorno mental e uma abordagem
farmacológica que alcançou um sucesso limitado no tratamento das doenças
mentais, o campo da psiquiatria pode ter alcançado uma espécie de ponto de
inflexão.
“Estamos enfrentando essa enorme
epidemia de distúrbios de saúde mental”, afirma um dos autores do estudo, Dr.
Drew Ramsey, um psiquiatra integrativo da Universidade de Columbia. “A
depressão é a principal causa de incapacidade no mundo e em breve será a
principal causa de incapacidade nos Estados Unidos. Então, é muito bom quando
vemos dados que sugerem que podemos tratar a depressão com foco na nutrição e
naquilo que comemos “.
Ramsey cita uma série de estudos
que atestam o papel vital de certos nutrientes na saúde do cérebro, incluindo o
ômega-3, vitamina D, vitaminas do complexo B, zinco, ferro e magnésio. A dieta
moderna, muito rica em calorias, tende a sofrer carência destes nutrientes
importantes, o que pode contribuir para o aumento dos problemas de saúde
mental. Muitos estudos ligaram a depressão com baixos níveis de vitaminas B,
por exemplo, enquanto que baixos níveis de vitamina D materno revelaram ter um
papel no risco da criança desenvolver esquizofrenia.
A pesquisa tem sido crescente nos
últimos anos e expandiu-se a partir de um foco em nutrientes individuais para
padrões alimentares mais amplos. Em 2011, um grande estudoverificou
que a dieta ocidental moderna (que é rica em alimentos processados de alto teor
calórico e pobre em nutrientes) está relacionada ao aumento da depressão e
ansiedade, em comparação com uma dieta tradicional norueguesa. Uma revisão
de estudos em 2014, também ligou padrões alimentares pouco saudáveis
com prejuízos na saúde mental em crianças e adolescentes.
“Por um longo tempo na
psiquiatria, nós sabemos que algumas vitaminas podem ter um grande impacto na
saúde mental – vitamina B12, ferro, magnésio – mas somente nos últimos 10 anos
que os estudos começaram a focar mais nos padrões alimentares, e têm sido
bastante reveladores”, disse Ramsey.
As crescentes evidências da
conexão cérebro-intestino suportam a hipótese de que, quando se trata de saúde
mental, as questões alimentares também são importantes. A ideia de que pode
haver uma ligação significativa entre a saúde do intestino e a saúde do cérebro
– e que as bactérias do intestino desequilibram uma série de condições
neurológicas; incluindo a ansiedade, a depressão, o autismo, TDAH e
esquizofrenia – ganhou força na comunidade científica. Um simpósio de
neurociência em 2014 chamou a investigação de micróbios do intestino como uma “mudança de paradigma” na ciência do cérebro.
“A ideia de que a saúde do cérebro
depende da saúde do intestino… esta certamente será a próxima onda”, observou
Ramsey.
No entanto, até o momento, a
linha tradicional do tratamento dos problemas de saúde mental têm sido
intervenções farmacêuticas e comportamentais (psicoterapia). Dieta e exercício
raramente são levados em consideração, exceto pelos praticantes “alternativos”.
Trazer a dieta para a equação representaria uma grande mudança no campo da
saúde mental, a abertura de novas modalidades de tratamento de baixo custo e
intervenções de baixos efeitos colaterais.
“Os alimentos devem ser a
primeira linha de defesa, porque é um tratamento fundamental”, disse Ramsey.
“Nós realmente precisamos afastar a ideia de que dieta e exercício são apenas
´´complementares” ou “alternativos”.
Claro, é importante lembrar que
as causas dos problemas de saúde mental são complexas e podem se estender por
fatores psicológicos, biológicos, emocionais, ambientais e alimentares. Mas
melhorar a sua dieta com nutrientes saudáveis para o cérebro só vai ajudar a
saúde mental e neurológica.
Fonte: Psiconlinews
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
DICA DE FILME: O TÚMULO DOS VAGALUMES (1988)
Sinopse: Seita e Setsuko são filhos de um oficial da marinha japonesa que vivem em Kobe. Um dia, durante um bombardeio, não conseguem chegar a tempo até o bunker onde sua mãe os espera. Depois encontram sua mãe gravemente ferida na escola, que foi convertida em um hospital de emergência.
Aprendizagem: Embora a maioria dos pais prefiram compartilhar com seus filhos em uma idade mais avançada, o filme nos obriga a lidar com essa dura realidade da guerra que, infelizmente, não é ficção para muitas crianças ao redor do mundo.
Fonte:
Psiconlinews
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
TRATAMENTO PRECOCE DA DEPRESSÃO PODE PREVENIR DOENÇAS CARDÍACAS
Doenças do coração e depressão,
não raro, andam de mãos dadas. Estudos de longo prazo mostram que pessoas com o
transtorno psíquico apresentam risco significativamente maior de desenvolver
problemas cardíacos, e vice-versa. Uma pesquisa recente revela que essa
associação pode começar ainda na juventude, sendo causada, provavelmente, por
inflamação crônica.
Cientistas dos Estados Unidos,
Austrália e China publicaram uma pesquisa na edição de novembro de 2014 da Psychosomatic Medicine sobre um estudo em
andamento que analisava a saúde dos australianos. Eles consideraram a pontuação
de 865 jovens num questionário que avaliava sintomas do transtorno emocional e
outras medidas de saúde mental. Levaram em conta também o diâmetro interior dos
vasos sanguíneos da retina, um possível marcador de doença cardiovascular
precoce.
Considerando sexo, idade,
tabagismo e índice de massa corporal, os cientistas descobriram que os
participantes com mais sinais de depressão e ansiedade tinham arteríolas retinianas
mais dilatadas, o que poderia afetar a funcionalidade dos vasos sanguíneos do
coração e cérebro. “Não sabemos se a associação é causal”, diz a neurocientista
Madeline Meier, professora de psicologia da Universidade Estadual do Arizona e
coautora do estudo. “Mas os resultados sugerem que sintomas de problemas
psíquicos podem ajudar a identificar jovens em risco para doenças
cardiovasculares.”
Outra pesquisa relaciona a
depressão a inflamações no corpo e no sistema nervoso. “Alguns especialistas
acreditam que o estresse e a infecção podem desempenhar um papel causal no
transtorno psíquico”, diz Madeline. A inflamação crônica também é um fator de
risco para problemas do coração. A relação é complexa: em alguns casos, essa
reação do organismo parece preceder o transtorno e as patologias cardíacas; em
outros, há indícios de que essas doenças podem causar ou exacerbar a
inflamação.
Um estudo publicado em 2014
sugere que a depressão atípica, um tipo específico do transtorno, pode ser
fortemente associada com a inflamação e, portanto, com os problemas
cardiovasculares. Essa variação é responsável por 15% a 40% do total de casos.
É caracterizada por maior flexibilidade no humor em relação aos quadros
típicos, além de aumento do apetite, sensação de peso nos ombros e
sensibilidade à rejeição.
Os resultados, publicados no Journal of Behavioral Medicine, mostram que os níveis
sanguíneos de anticorpos em jovens com depressão atípica eram pelo menos 55%
maior do que naqueles com outros tipos do transtorno ou nos saudáveis. O número
de participantes com essa variação do transtorno afetivo e com alto risco
cardiovascular era quase o dobro.
A boa notícia é que cuidar dos
sintomas da depressão pode de fato ajudar a prevenir doenças do coração,
segundo um estudo publicado em 2013 na Psychosomatic Medicine.
Alguns pacientes com o distúrbio emocional (com ou sem patologias cardíacas)
receberam 12 meses de tratamento com antidepressivos e psicoterapia, enquanto
outros na mesma situação foram orientados a fazer acompanhamento com um
prestador de cuidados primários. Ao longo de oito anos, aqueles sem problemas
no coração e que receberam tratamento para a depressão apresentaram
probabilidade 48% menor de ter ataque cardíaco e acidente vascular cerebral do
que os que não passaram por esse tipo de acompanhamento. Os cientistas não
observaram alteração no risco para quem já tinha doenças do coração no início
do estudo, o que destaca ainda mais a necessidade de intervenções a tempo.
Fonte: Psiconlinews
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
TORTURA PSICOLÓGICA É TÃO RUIM QUANTO A FÍSICA
Dano
mental permanente é igual nos dois tipos de maus-tratos, afirma pesquisa.
Estudo foi feito com sobreviventes das guerras civis na ex-Iugoslávia.
A
tortura psicológica, incluindo técnicas utilizadas pelos Estados Unidos no
Iraque e em sua base de Guantánamo, em Cuba, provoca o mesmo tipo de dano
mental a longo prazo que o abuso físico, revela um estudo divulgado nesta
segunda-feira (5), que questiona as intenções do governo americano de atenuar a
definição de tortura.
Pesquisadores
que avaliaram a saúde mental de soldados e civis torturados durante as guerras
dos Bálcãs na década de 90 descobriram que as vítimas de abuso psicológico
tinham a mesma probabilidade de sofrer de transtornos de estresse pós-traumático
e depressão que as vítimas de tortura física.
Segundo
os cientistas, as vítimas de tortura consideraram técnicas como posições
físicas tensas, isolamento, olhos vendados e privação de sono tão angustiantes
quanto a maioria dos métodos de tortura física.
“Os
maus-tratos durante o cativeiro, como manipulações psicológicas, tratamento
humilhante e posições tensas forçadas, não parecem diferir substancialmente da
tortura física quanto à gravidade do sofrimento mental que geram”, ressaltaram
os autores do estudo.
“Logo,
estes procedimentos equivalem a tortura e nos levam a respaldar sua proibição
internacional”, acrescentaram os cientistas na revista científica “Archives of
General Psychiatry”.
Os pesquisadores disseram que sua descoberta contraria as intenções do
governo americano de atenuar a definição de tortura para habilitar
interrogadores a usar métodos psicológicos que visem a vencer a resistência do
prisioneiro.
Em 2003, advogados do
Departamento de Justiça americano e um boletim de um grupo de trabalho do
Pentágono sobre os interrogatórios defenderam uma definição mais restrita de
tortura que exclui procedimentos como vendar os olhos ou encapuzar os
prisioneiros, obrigá-los a permanecer nus ou isolados, entre outras
manipulações psicológicas.
O memorando do Departamento de
Justiça argumentou que o uso do termo tortura deveria ser limitado a atos que
gerem um “dano mental prolongado”, segundo o estudo.
Essa posição foi defendida após
as acusações de abuso de direitos humanos dos detidos nas instalações americanas
no Iraque, no Afeganistão e na base de Guantánamo, em Cuba.
Os autores do estudo apontaram
que sua análise das experiências de 279 bósnios, croatas e sérvios
sobreviventes de torturas demonstraram que os indivíduos que sofreram abuso
psicológico têm as mesmas taxas de depressão, transtorno de estresse
pós-traumático e problemas sociais ou profissionais que aqueles que foram
espancados, queimados, abusados sexualmente ou foram castigados fisicamente de
outras formas.
O motivo sugerido para o efeito
ser o mesmo é que esse tipo de agressão tem como objetivo gerar medo e
ansiedade na vítima, tirando seu controle com o intuito de criar um estado
total falta de defesa.
“A distinção entre tortura e
tratamento degradante é não apenas inútil. É também perigosa”, disse Steven
Miles, professor de bioética da Universidade de Minnesota, em um editorial na
“Archives of General Psychiatry”. O estudo foi realizado por Metin Basoglu,
chefe de estudos traumáticos no Instituto de Psiquiatria do King’s College de
Londres, em parceira com colegas do Departamento de Psiquiatria do Hospital
Clínico Zvezdara, em Belgrado.
Fonte: Psiconlinews
terça-feira, 8 de novembro de 2016
ESTUDO: A INSÔNIA CRÔNICA PROVOCA ENFERMIDADES MORTAIS
Insônia
crônica aumenta o risco de morte e causa doenças incuráveis, de acordo com os
resultados de um estudo realizado por uma equipe de investigação da
Universidade do Arizona (EUA).
A insônia persistente com duração
de mais de seis anos aumenta para 58% o risco de morte, disseram os cientistas
da Universidade de Arizona, citados pelo ‘The Daily Mail’.
O estudo, que foi realizado ao
longo de 40 anos, mostrou que as noites sem dormir também estão relacionadas
com níveis mais elevados de infecção no sangue, causando doenças do coração,
diabetes, obesidade, câncer, demência e depressão.
Os sintomas médicos de insônia
são ficar acordado à noite ou acordar muito cedo. A insônia crônica significa
uma interrupção do sono, pelo menos, três noites por semana, durante pelo menos
três meses.
“Nós descobrimos que pessoas com
insônia persistente estavam em maior risco de morrer de coração e pulmão,
independente dos efeitos do tratamento com hipnose, a oportunidade para o sono
(ao contrário de privação de sono), doenças do sexo, idade e outros fatores
conhecidos “, disse o principal autor do estudo Sairam Parthasarathy.
Esta pesquisa é a primeira a
descrever os efeitos nocivos da insônia na saúde física e mental. A
investigação sueca já tinha demonstrado os danos causados pela privação de sono
no cérebro ao encontrarem uma grande concentração de moléculas do cérebro, no sangue
de voluntários que passaram uma noite inteira sem dormir.
Fonte: Psiconlinews
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
OS AVÓS QUE CUIDAM DOS NETOS DEIXAM MARCAS EM SUAS VIDAS
lgumas
pessoas que fazem parte da nossa vida conseguem representar seus sentimentos e
emoções com o máximo de intensidade. Os Avós, por exemplo, são pessoas
únicas, agradáveis e inesquecíveis. Eles simbolizam a união de uma geração
no papel que embrulha um doce, no olhar de cumplicidade, no gesto permissivo e
compreensivo ou no consentimento desmedido, normalmente criado pelos pais.
“Eles fazem parte das
recordações mais cheias de satisfação, de prazer, de ternura… Nas histórias
contadas cheias de reviravoltas inesperadas, no amor e na compreensão.”
O maior
presente que os avós podem dar aos seus netos são as raízes criadas através de
um elo emocional nos corações, construído aos poucos, nos pequenos detalhes,
nos segredos partilhados, na dedicação e no respeito incondicional.
Os avós possuem doutorado em
amor
O
estilo educativo dos avós tem benefícios importantes para uma criança.
Por quê? Porque os avós que cuidam dos seus netos lhes ensinam algumas lições importantes:
Por quê? Porque os avós que cuidam dos seus netos lhes ensinam algumas lições importantes:
• Hobbies como
caminhar, cuidar das plantas, cozinhar, etc.
• Histórias e as tradições da família: As Crianças se surpreendem ao saber que
seus pais também já foram pequenos.
• Músicas, jogos e histórias antigas cheias de beleza e ensinamentos.
A
posição familiar e a experiência de vida dos avós garantem um estilo parental
extremamente positivo que faz com que as crianças se apeguem neles. Isto, graças ao que os bons avós tem:
• Tem mais paciência e
são menos estressados nas suas vidas diárias. Isto lhes permite demonstrar mais
carinho e maior interesse afetivo por meio da escuta empática.
• A comunicação emocional é uma pedra angular que permite que os netos se
sintam muito mais compreendidos por seus avós do que por seus pais.
• Corrigem com seus netos os erros que cometeram com os seus filhos e,
portanto, renovam a visão de pais sobre certos aspectos.
• São menos críticos e se concentram mais nas coisas boas do que nas ruins,
sinalizando assim os pontos fortes das crianças ao invés de suas fraquezas.
• Ajuda a criança a criar independência dos pais e a se socializar com pessoas
de diferentes idades.
• Agem como advogados das crianças, servindo de ponte para validar os
sentimentos e as complicações dos obstáculos gerados pela convivência e a
comunicação entre pais e filhos.
• São um suporte emocional indispensável para os netos em situações de crise ou
divisão familiar como uma separação, por exemplo.
Mas não
são só os avós que deixam marcas nos corações dos seus netos, os netos também deixam marcas
nos corações dos seus avós. Isso
porque eles lhes trazem vitalidade, alegria e apoio, portanto, cuidar dos netos
pode significar uma redescoberta de um mundo de maravilhas, de inocência e de
amor incondicional.
Às
vezes, os pais podem achar que os avós roubam a atenção por dar às crianças
tudo o que elas querem nunca dizendo a elas que não. No entanto, nada está mais
longe da realidade, cada
um tem o seu lugar e o seu papel na vida da criança.
Em
alguns casos podemos concluir que as crianças gostam dos seus avós pelas coisas
que eles lhes dão e não por quem eles são, mas, na verdade, a maioria das crianças
amam passar um tempo com seus avós simplesmente pelo que isso significa. Isso
porque, entre outras coisas, os avós permitem que as crianças se afastem um
pouco das regras, mas com amor, cuidado e carinho… Cada detalhe, cada momento
faz da infância algo único e especial.
“Avós amam tanto seus netos que
não conseguem evitar demonstrar isso a eles em todos os sentidos possíveis.
Demonstram ao serem presentes, ao preparar refeições, ao lhes dar presentinhos,
doces, beijos, abraços, com toda a atenção sem privá-los de nada.”
As
crianças vêem isso como uma generosidade transbordante de amor desmedido, e
isso lhes cativa. E quando os avós são ausentes, elas não perdem as balas e os
chocolates, mas perdem outras coisas mais importantes como conversar com eles,
ouvir palavras de incentivo, de amor e de sabedoria.
Os avós são os melhores fãs de seus netos e os que mais reforçam a perseverança, talento, determinação e triunfos deles. Ninguém percebe tão bem as boas qualidades dos netos como os seus avós.
“O cuidado dos avós reflete um
amor cheio de objetivos e alegria. É um carinho diferente que ajuda a formar a
criança, que protege de um modo único, nem sempre compreensível, absolutamente
indescritível.”
É por
isso que os avós que cuidam dos seus netos deixam uma marca profunda em suas
vidas, um grande legado emocional. Para todos aqueles avós que fizeram parte do
crescimento dos seus netos, fica a recompensa de serem para eles, parte de um
amor completo, puro e incondicional de criança, lembrado pela vida toda.
Fonte: Psiconlinews
domingo, 6 de novembro de 2016
domingo, 30 de outubro de 2016
DICA DE FILME: FRANKENWEENIE (2012)
Sinopse: Após a morte de seu amado bull
terrier Sparky, o pequeno Victor conduz uma experiência científica para
trazê-lo de volta à vida. O sucesso de sua empreitada trará, além disso,
consequências graves em sua vida e em seu ambiente familiar e escolar.
Aprendizagem: Remetendo ao mito de Frankenstein, lembra-nos de que a negação não é a melhor maneira de gerir uma perda e o luto é um processo natural. Talvez as crianças possam tirar dele um grande aprendizado sobre o cuidado de animais de estimação.
sábado, 29 de outubro de 2016
A Importância da Família no Desenvolvimento do Indivíduo
A família é o primeiro espaço de
convivência do ser humano. Referência fundamental para qualquer criança, é na
família que, independente de sua configuração, se aprende e incorpora valores
éticos, e onde são vivenciadas experiências afetivas, representações, juízos e
expectativas.
A família é importante na medida
em que possibilita a cada membro constituir-se como sujeito autônomo. É o lugar
indispensável para a garantia da sobrevivência e da proteção integral dos
filhos e demais membros, independentemente do arranjo familiar ou da forma como
vêm se estruturando. É a família que propicia os aportes afetivos e sobretudo
materiais necessários ao desenvolvimento e bem-estar dos seus componentes. Ela
desempenha um papel decisivo na educação formal e informal, é em seu espaço que
são absorvidos os valores éticos e humanitários. É também em seu interior que
se constroem as marcas entre as gerações e são observados valores culturais.
As crianças adquirem muitos dos
padrões de comportamento de seus pais, como atitudes e valores, através dos
processos de imitação e identificação. Esse processo ocorre sem que os pais
ensinem, ou tentem influenciar a criança, e ainda sem que a criança tenha a
intenção de aprender. É o que chamamos popularmente de exemplo.
Podemos então pensar em como se
tem perdido esses valores a medida que sucumbimos às exigências da vida moderna
onde o convívio familiar se torna cada vez escasso. Hoje o que vemos são
famílias reproduzindo de geração em geração, feridas imensas no coração de seus
membros.
Então como teremos filhos bons,
obedientes, prontos para viver em sociedade e alcançando todos os projetos e
sonhos a que se propõe????
Explico através de uma frase bem
clichê: “o mundo que queremos para os nossos filhos, depende dos filhos que
deixamos para o mundo”.
A sociedade que queremos depende
da sociedade que construímos e como disse anteriormente, começa dentro da
família, a primeira “célula” da sociedade, teremos uma sociedade melhor se
começarmos a mudar essa sociedade através de nossos filhos.
Algumas dicas práticas para Educação dos filhos:
1- O diálogo sempre é importante.
A criança em sua fase de desenvolvimento necessita de respostas para as coisas
que apreende ao seu redor, os questionamentos são importantes nesse processo,
por isso nunca deixe uma criança sem resposta e principalmente não minta se
você não sabe, não é vergonha dizer que vai procurar saber, e assim responder a
ela de forma eficaz.
2- Saiba o que o seu filho está
vendo na televisão, sempre que puder sente juntamente com ele, e procure
alertá-lo sobre valores errados que são transmitidos, despertando nele o senso
crítico.
3- A disciplina é algo que a
criança necessita, horários pré-estabelecidos devem ser cumpridos, o que pode
ou não fazer, etc. Regras são fundamentais para que a criança aprenda a viver
em sociedade.
4- Mesmo que o seu tempo seja
pequeno com seus filhos, procure valorizar cada instante que passam juntos,
mostrado sempre, que ele é importante para você. Se você nunca disser que ama
ou mesmo não demonstrar isso, ela nunca vai saber. Para a criança, mesmo que
ela não saiba expressar em palavras, o carinho, o amor e a atenção são muito
mais importantes do que presentes.
5- A criança é puramente um
reflexo do meio em que vive. Seja um exemplo de como quer que seu filho seja.
Fonte: Psiconlinews
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
MÃES X, FILHOS Y, NETOS Z
O período que define a geração de meus pais é de um quarto de século. Vinte e cinco anos eram o bastante para se definir as características de toda uma geração. Mas os tempos mudaram e esse número caiu para quinze anos, devido às mudanças que agora acontecem em menos tempo e em maior velocidade: Tecnologia e Globalização.
Meu pai é da geração Baby Boomers. Vindo desta geração pós-guerra, aprendeu que a vida era sofrida, onde podia existir batalha e fome. E se ter um emprego era uma sorte e tanto. Meu pai sempre foi mais rígido e frio. Calculista, tinha os números na ponta da língua, impondo suas certezas e ideais. Vivi uma educação bem mais de imposição do que troca de ideias.
Quando tive meu filho, quase como todo pai e mãe, decidi que faria diferente do que fizeram comigo. Daria a ele a liberdade de ser responsável por suas próprias decisões. O eduquei com o objetivo de ser feliz, focando mais em si mesmo do que em dinheiro. Com o tempo, descobri que eu não tinha sido a única a ter aquela ideia sobre educação, mas toda a minha geração, denominada como X.
Meu filho quando era bebê subia na mesa para ligar a impressora e ficar imprimindo Clip-Arts do Microsoft Word. É de uma geração que foi para a escola já com aulas de computação. Teve seu primeiro celular na pré-adolescência. Foi rodeado por uma mídia conscientemente ecológica, contra o cigarro, abuso de álcool e uso de drogas. Geração que pesquisa absolutamente tudo na internet. Às vezes sabe mais do que os médicos em que se consulta. Alimentação só com a devida informação de origem e conteúdo. Remédios? Melhor não.
É interessantíssimo analisar as diferenças entre nossas mais recentes gerações. Quando eu era jovem, os mais velhos eram símbolo de sabedoria. Com o surgimento da Internet, esse velho conhecimento foi contestado, se tornando obsoleto e a terceira idade deixou de ter tanto valor. Vi a globalização em meu horizonte, a caminho.
A geração de meu filho nunca entenderá o valor que os mais velhos tiveram um dia, pois todo conhecimento está ali, na ponta de seus dedos. Uma dúvida médica, de direito ou engenharia? Google! Não é necessário questionar ninguém. Alguns segundos e se tem mais do que uma velha enciclopédia bem diante de seus olhos. Ele nasceu no mundo globalizado.
Nossos filhos são mais consumistas, distraídos e aparentemente mais folgados do que nós. Por outro lado, têm a mente multitarefa: conseguem mexer no computador, ouvir música, falar ao telefone e prestar atenção numa conversa ao lado. Não se engane! Seu silêncio pode ser apenas mais uma característica de sua geração, mas ele está sim atento a tudo.
Certa vez numa importante instituição, falávamos com o diretor sobre uma possibilidade de estudo para meu filho. Depois de muitas explicações e informações, a primeira pergunta de meu filho foi: “Quando são as férias?”. Na mesma hora em que eu quase morri de vergonha, o próprio diretor olhou para mim e disse: “Não se preocupe, ele é da geração Y”.
Se a minha geração X tinha tanto respeito por cargos e autoridades, a geração Y os olha de igual para igual. Além de ter o olhar lá na frente, a longo prazo e mais individualista, visando o próprio conforto e realização.
Poder perceber as diferenças entre uma geração e outra nos permite entender as dificuldades que sentimos no dia-a-dia com nossos filhos. Nem tudo é defeito. E nem tudo está perdido. Como em toda geração, iremos perceber pontos positivos e negativos, mas no fim também nos damos conta de que estamos todos evoluindo.
Os meus netos ainda não chegaram, mas já sei que serão indivíduos com dificuldades para se relacionarem e também mais quietos, porém extremamente rápidos em seus raciocínios.
Somos todos indivíduos únicos por si mesmos. Não bastasse sermos todos absolutamente diferentes, também somos definidos assim, como incógnitas de uma equação matemática: X, Y ou Z.
Passamos a vida em busca de nós mesmos. O próprio entendimento não é algo fácil. Mudamos a cada dia, sendo um ser a cada momento que passa. E assim são os outros e gerações inteiras.
Autoconhecimento e o conhecimento sobre o outro é uma busca e uma troca que favorece os dois sentidos e em ambas as direções. Para tal também há duas formas que sendo X, Y ou Z sempre valerá a pena: Google e o velho “olhos nos olhos”!
Fonte:
Psiconlinews
sábado, 15 de outubro de 2016
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
A importância do movimento de pinça para a escrita
O desenvolvimento motor humano passa por diversas etapas ao longo da vida de acordo com a fase em que o indivíduo se encontra. Essas etapas são de extrema importância para a aquisição de determinadas habilidades que serão utilizadas para toda a vida.
Esse é justamente o caso do movimento de pinça e como ele é importante para a realização de tarefas cotidianas, como a escrita, por exemplo.
Talvez você não saiba, mas foi o movimento de pinça que permitiu ao homem a realização de trabalhos manuais, auxiliando inclusive durante o processo evolutivo da espécie no manuseio e construção de artigos de caça e demais ferramentas.
A importância do movimento de pinça para a escrita
Que a realização do movimento de pinça foi uma das habilidades adquiridas pelo homem durante o processo evolutivo nós aqui já sabemos, mas a pergunta que não quer calar é qual a importância do movimento de pinça para a escrita?
Pois então vamos descobrir!
Se existe algo extremamente comum é ouvirmos diversos questionamentos e comentários a respeito da qualidade da escrita das crianças, principalmente nos dias atuais.
O que acontece é que, segundo estudos da “Psicogênese da Língua Escrita” o processo da escrita em si está sendo um tanto deixado de lado pelos educadores modernos.
Esse é um processo que envolve muitas etapas que vão desde a instrumentação até habilidades psicomotoras que são as que requerem maturidade e treinamento muscular preparando dedos e braços para o ato da escrita em si.
Então, para que a criança consiga ter uma comunicação escrita legível é preciso atender a todos os aspectos que envolvem o seu crescimento, isso é, toda a conquista do esquema corporal que engloba o equilíbrio estático e dinâmico, movimentos amplos, alongamentos e o movimento de pinça bem como o treinamento da musculatura dos membros superiores.
Sendo assim, para escrever e comunicar-se com legibilidade através desse meio a criança precisa estar com o movimento de pinça muito bem treinado, definido e desenvolvido.
Assim ela conseguirá segurar o lápis corretamente, apoiar o braço de maneira adequada na mesa tendo o suporte necessário prevenindo dores decorrentes da má postura.
Como treinar e desenvolver o movimento de pinça
Para treinar e desenvolver o movimento de pinça nas crianças tanto os educadores como os pais podem oferecer ferramentas que trabalhem com essa atividade como argila e massinhas de modelar.
Trabalhos manuais como rasgar papel, enrolar bolinhas de papel, transportar materiais, desenhar, pintar ou mesmo o arremesso de bolinhas de jornal também ajudam no processo de aquisição do movimento.
Treinar desenhos de quadrados, círculos e outras formas geométricas também é fundamental para que posteriormente a criança consiga também desenhar os símbolos pertencentes ao nosso alfabeto.
Isso por que através dessas figuras geométricas as crianças desenvolvem a habilidade de executar traços horizontais, verticais, inclinados e também circulares.
Entretanto vale lembrar que os traços circulares e inclinados só aparecem mesmo na representação da criança depois que ela é capaz de cruzar a linha mediana do corpo, pois antes eles são representados tombando o papel.
O alerta então vai para a importância de o professor e também os pais estarem sempre atentos ao desenvolvimento motor da criança cuidando também para que a escrita em caixa alta não se estenda por muito tempo, pois é uma escrita simples e com representações básicas, mas que faz parte do processo de aprendizagem.
O fundamental é saber que a letra minúscula tem uma importância muito grande para a escrita, pois permite que a criança passe a identificar hastes descendentes e ascendentes e também o lado esquerdo e direito adquirindo a fineza de movimentos necessários para executá-los.
Fonte: Neuro Saber
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
8 dicas para sair da zona de conforto
Considerar uma grande mudança e deixar a zona de conforto não é fácil. Ir além do que já é conhecido e confortável exige coragem e determinação. Porém, as recompensas são gratificantes. Você cresce, amplia o leque de experiências, se torna mais segura e melhor preparada para atingir seus objetivos. Situações que antes lhe causavam calafrios se tornam mais simples e te ajudam a reconhecer melhor seu potencial. Com base em matéria feita pelo Business Insider sobre este tema, listamos uma série de dicas que podem ser úteis para que você deixe a zona de conforto, confira.
1. Avalie sua vida
O primeiro passo para sair da zona de conforto é fazer uma avaliação sincera de sua vida. Veja o que não a agrada mais, o que não faz mais sentido e a deixa insatisfeita. Analise como pode mudar a situação e aja. Se você está infeliz no mesmo emprego há anos e não faz nada para mudar, não espere uma nova vaga cair do céu. Arregace as mangas, corra atrás e esteja aberta a aceitar desafios. Uma vaga bem diferente pode aparecer e você terá que decidir se continua na mesma situação ou encara a nova oportunidade.
2. Fale em público
Muitas pessoas morrem de pavor só de pensar em falar em público. Porém, vez ou outra isso é necessário e não há como fugir – você pode ter que fazer uma apresentação no trabalho, por exemplo. Enfrente o medo e aproveite todas as oportunidades que tiver para falar em público. Para se aprimorar, você pode fazer um curso de teatro ou oratória. Quem fala bem em público se destaca e pode ter mais oportunidades na carreira.
3. Medite
Diminuir o ritmo, ficar em silêncio e buscar a calma dentro de si mesma pode ser particularmente difícil para quem vive agitada e ansiosa. A meditação, nesses caso, é uma ótima maneira de sair da zona de conforto, principalmente por favorecer o autoconhecimento. Quando você começa a se conhecer, compreende melhor suas reações diante dos desafios da vida e descobre forças que nem imaginava ter.
4. Faça trabalho voluntário
Com o trabalho voluntário, você ajuda os outros e a si mesma. Você tem contato com realidades diferentes da sua, conhece gente nova e faz coisas que não havia feito antes, o que aumenta a versatilidade. Você se sente satisfeita e descobre que é mais capaz do que imaginava quando auxilia os outros.
5. Estabeleça uma meta desafiadora para algo que você já faz
Dê um passo além em atividades que já são familiares para você. Se você participa de corridas de curta distância, por exemplo, desafie-se a fazer uma de longa distância. Defina um prazo realista para ter tempo de se preparar bem. Se inicialmente a ideia de correr vários quilômetros a mais a assustava, você se sentirá realizada ao ver que consegue conquistar muito mais do que pensava.
6. Faça caminhos diferentes
Experimente trajetos diferentes para ir ao trabalho, para a faculdade ou um curso. Você pode se surpreender com uma paisagem diferente e descobrir rotas mais rápidas.
7. Experimente novos sabores
Se nas refeições fora de casa você pede sempre o mesmo sabor de suco e raramente experimenta pratos novos, está perdendo um jeito delicioso de sair da zona de conforto. Explore melhor o cardápio. Que tal pedir aquele prato mexicano de nome esquisito, mas que parece saboroso? Experimente! Você pode encontrar novos sabores favoritos e explorar diferentes tipos de culinária.
8. Conheça pessoas novas
Converse com alguém da faculdade ou do trabalho com quem nunca falou antes. Puxe assunto com um desconhecido no ônibus ou no supermercado. Você verá que pode aprender um pouco com cada pessoa com quem conversa. Aos poucos, a timidez vai ficando de lado e se aproximar de pessoas que te interessam se torna mais fácil.
Fotos: Shutterstock
terça-feira, 11 de outubro de 2016
“Eu não vivo sem você.” É uma declaração suicida, não de amor.
Dói perder quem a gente ama, eu sei e qualquer criança sabe. Mesmo que ninguém nos informe sabemos do sofrimento que o desamor causa. Que desgraça foi quando minha primeira namorada iria embora da cidade, morar bem longe, eu fiquei mal de não querer comer. Não vamos ridicularizar o sentimento de quem sente a falta de alguém, isso é luto e luto é uma readaptação brusca ao ambiente.
Repito, dói e dói demais. Porém, nobres poetas doentes de romantismo, essa vida segue sim.
Quando alguém diz “eu não vivo sem você”, soa mais pra mim como uma declaração suicida do que de amor. É um recadinho romântico que diz “Olha, fique aqui comigo ou eu vou morrer e você será a culpada!” Quantos relacionamentos estão por aí sustentados por esse tipo de ameaça poética?
Responsabilizar o outro pela sua sobrevivência na Terra não deve ser visto como parte de um amor incondicional. Aliás, quer condição mais nítida para um amor acontecer.
“Eu não vivo sem você!” também quer dizer que “se você me deixar, eu vou morrer e o amor que eu digo sentir por ti, vai morrer junto comigo.” Morrer “por amor” nesse contexto é só uma forma doentia de deixar de amar.
Eu viverei sem as pessoas que amo hoje, caso elas precisem partir. Ficarei triste, muito triste, mas minha tristeza não irá guiar minha vida pra sempre. Quem eu amo, amo por não ser meu, por não estar debaixo do meu controle. E a melhor declaração que eu acho possível fazer é “Eu te amo tanto que se você partisse, eu iria me cuidar pra continuar vivo em mim meu amor por ti”.
É um verso mais saudável, não?
Desnecessário justificar sua vontade de morrer usando a partida das pessoas que você ama. Cuidar de si mesmo é a melhor maneira de agradecer a alguém que te fez bem. Nessas horas que sentir vontade de morrer caso a coisa amada vá embora, escreva suas frases insanas, pode dar boas poesias melancólicas, mas pela sua saúde procure um psicólogo. De tempos em tempos, fantasias do tipo podem atravessar suas ideias e minar bons momentos nas suas relações. A terapia está aí para isso, vá numa boa, a cabeça precisa tanto de escovação e limpeza quanto os dentes.
Claro que uma pessoa pode dizer essa frase sem a intenção ou real vontade de expressar a dependência aqui apontada, claro.
Mas se acontecer de alguém lhe dizer com sinceridade e vigor;
“Sem você eu não sei viver!”
Abrace a pessoa, dê um beijinho na testa e diga com muito carinho;
– Sabe sim, tá?
A capa é uma cena do filme Portrait of Jennie de 1948 que trata de uma dessas histórias de amor e obsessão.
Fonte: Contioutra.com
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Pais narcisistas: O tipo mais nocivo de parentalidade
Ao longo dos anos muitas vezes me perguntaram qual é a coisa mais prejudicial que um pai pode fazer para um filho. Há muitas coisas prejudiciais que um pai pode fazer, é mais fácil focar o tipo de pai que mais causa dano.
Os pais mais nocivos são aqueles que têm uma necessidade narcisista de pensar em si mesmos como grandes pais. Devido a essa necessidade, eles são incapazes de olhar para a sua condição de forma objetiva. São incapazes de ouvir as queixas de seus filhos sobre suas atitudes.
Esses pais doutrinam seus filhos desde a tenra idade para pensarem neles apenas de formas positivas. Qualquer outro tipo de pensamento é considerado traição à família. Se algum dos seus filhos vem a desenvolver problemas comportamentais, eles veem esses problemas como uma forma de punição. Seu pensamento é: “O que fiz para merecer esta semente ruim?” Nem por um momento consideram a possibilidade de que o problema pode ser o efeito nefasto da forma como conduziu o relacionamento com seus filhos.
Conheci um casal que tinha duas filhas. A filha mais velha não podia fazer nada errado. A filha mais nova não podia fazer nada direito. Ambos os pais lamentavam a natureza problemática da filha mais nova. Para os dois, ela era um espinho ao seu lado e uma vergonha para a família. Quando Mary (o nome que eu vou dar para a filha mais nova) cresceu, ela era sempre comparada desfavoravelmente com a sua irmã mais velha. “Porque você não pode ser como a sua irmã?” Ela era constantemente vista de uma forma negativa. Se ela contasse uma piada, eles riam dela, não com ela, a tratavam como se fosse uma estúpida falando bobagens.
Quando ela era uma pré-adolescente, seu pai, que era um rico magnata do mercado imobiliário, a levou em uma viagem de negócios com ele. Ela ficou lisonjeada por ir junto, porque ele sempre favorecia a sua irmã mais velha. Ele insistiu para que compartilhassem o mesmo quarto do hotel, dizendo que eram da família. Quando ela estava tomando banho, ele entrou e disse que ela não deveria ficar tímida com a sua presença, porque ele era seu pai. Naquela noite, ele insistiu para que ela dormisse na cama com ele e, no meio da noite, ele começou a tocá-la, dizendo que estava tudo bem, porque eram da família.
Quando ela mencionou este evento para sua mãe, ela a tratou como com desdenho, como se ela fosse apenas um criador de problemas, como de costume. “Por que seu pai faria algo assim? Ele é um homem poderoso. Ele poderia ter qualquer mulher que quisesse, mas ele sempre foi totalmente leal a mim. Eu quero que você peça desculpas pelo que acabou de dizer”. Mary cresceu e precisou reprimir este incidente, se tornou uma criança insegura, que duvidava das suas percepções sobre as coisas. Ela permaneceu ligada ao pai e continuou a idealizá-lo, assim como o resto da família. Mas a idealização de seu pai, sua mãe e sua irmã mais velha, a mantinham em uma posição inferior. Seus relacionamentos com os homens foram um desastre, assim como seus relacionamentos com amigas. Ela desconfiava de todos e, mais cedo ou mais tarde, encontrava uma razão para rejeitá-los (uma reprovação simbólica da sua família).
A mãe dessa família era uma escritora que uma vez escreveu um artigo para uma revista de Pais e filhos. O artigo se chamava “Como eu aprendi a me adaptar com a minha filha com ADHD“, e ela afirmou que foi motivada a escrever o artigo para ajudar outras mães com crianças com características semelhantes. O pai foi reverenciado como membro da família e entre amigos pela sua perspicácia empresarial e personalidade. Nenhum dos pais deu importância para o abuso emocional ou sexual da sua filha mais nova. Ambos continuaram a acreditar firmemente que tinham sido ótimos pais, e que a sua filha mais nova estava simplesmente geneticamente danificada e foi uma sorte infeliz na vida ter que se adaptar a ela (ser solidário com suas “artimanhas”). Mas sua simpatia (a pretexto de cuidar) só a prejudicou.
Aliás, a filha mais velha da família acabou se tornando uma mãe narcisista, assim como seus pais foram. Ela cresceu aprendendo que não poderia fazer nada errado e, portanto, não achava que poderia fazer nada errado como mãe. Às vezes, este tipo de característica paternal é passada de geração em geração.
Personalidades narcísicas só conseguem ver as coisas de uma maneira: a sua maneira. E elas são muito boas em encontrar razões que justifiquem a sua maneira. Ou você está com elas ou contra elas. Se você estiver com elas, você poderá compartilhar a sua glória, se você estiver contra e diz algo que elas não querem ouvir, você vai ter a sua ira. A rainha das história infantis, “Branca de Neve”, é um exemplo de personalidade narcisista. O espelho tinha que dizer que ela era a mais bela na terra, e quando ele disse que era Branca de Neve, ela quis matá-la.
Sob o narcisista há uma bolha de inferioridade inconsciente e raiva, que ele encobre através de uma rígida personalidade que não pode ser contrariada.
Pais narcisistas vão de psicólogo a psicólogo até encontrar aquele que lhes diz o que queriam ouvir. O problema nunca é com eles ou seus pais. É sempre atribuída a alguma causa externa, alguma fonte genética, um professor hostil, ou uma vacinação com defeito. Isto não quer dizer que a genética, ou outros factores, não desempenhem um papel importante no desenvolvimento. Mas a relação com os pais é o fator primordial, que forma a base da nossa personalidade. Com pais narcisistas nunca será.
Este tipo de pai e mãe é o mais prejudicial, porque eles prejudicam seus filhos enquanto parecem ter as intenções mais acertadas. O abuso emocional que tais pais fazem aos seus filhos é difícil de ser detectado pela criança, o que torna a situação ainda mais desastrosa.
Fonte: PsychCentral traduzido e adaptado por Psiconlinews
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