domingo, 11 de dezembro de 2016

Gente feliz não enche o saco

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Essa matéria foi retirada do site "Conti Outra" que resolvi divulgar para promover uma reflexão a cerca da maturidade! Como é importante o tempo para que possamos nos ver de forma clara e assim, lidar com os desafios de forma diferente. Aproveitem a leitura!!!
Graça Leal



Comum em redes sociais, esta frase nos faz refletir sobre a verdade que ela expressa.
Com o passar da vida e das experiências vivenciadas, nos vemos em um nível de maturidade nunca antes alcançado. Se torna fácil “olhar para trás” e se ver em diversas pessoas que conheçemos: em suas atitudes e em suas opiniões. A maturidade nos permite, além do se colocar no lugar do outro, o se ver no outro, agora, o que se foi um dia no passado.
Já fui muito crítica, por exemplo, na época em que morava na Alemanha. Não me adaptei à cultura do país, como eu mesma acreditava que conseguiria. Sofrendo por dentro e muito mais de forma inconsciente do que consciente, criticar era uma forma de aliviar a minha dor. Na época, era o que sabia fazer, com a maturidade e força que eu tinha. Cada idade e maturidade nos permite um determinado comportamento e reações.
É preciso muito tempo para se olhar com transparência e se ver de verdade. Na maioria das vezes isto não acontece no tempo presente. É com o passar dos anos que se olha para o que se foi ou o que se fez, e então finalmente se vê o que fomos e o que fizemos com clareza.
Assim se pode pensar sobre a veracidade da frase que intitula este texto. A felicidade quando chega, vem com plenitude, calma, serenidade. Felicidade trás amor próprio e amor ao próximo, independente de quem este seja. A felicidade nos permite ver algo errado e ainda assim reagir de forma generosa e gentil. Isto dificilmente acontece quando estamos feridos por dentro e ainda somos imaturos.
Ainda que eu esteja num dia ruim ou numa fase ruim, se possuo a felicidade alcançada de ser quem eu sou e do depertar de consciência, não acredito na possibilidade de ser indelicado com alguém para resolver o meu dia ou fase difícil. Se vejo alguém atravessando a rua num sinal aberto ou um carro parando na faixa de pedestre, serei capaz de chamar a sua atenção sem ser agressiva. Ou simplesmente conseguirei ignorar o fato, com a consciência de que aquela pessoa apenas está em um nível de maturidade diferente do meu.
O que quero dizer de fato é que felicidade e maturidade nos permite viver sem o incômodo com as pequenas coisas e com as diferenças. Se me sinto bem, aceito que meu vizinho tenha um gosto musical diferente. Se estou feliz, não vou me perturbar com a fila demorada do banco, de forma a perder a minha calma. Se a paz está no meu interior, uma opinião diferente da minha é apenas isto: uma opinião diferente da minha, e aceito o expressar de um pensar que diverge do meu.
Felizmente hoje cheguei a um nível de percepção que me permite aceitar o outro, mesmo quando o mesmo não me agrada e difere do que eu sou. Este nível de consciência trás paz de espírito e felicidade de ser o que se é. Em outra palavras, tolerância somada à resiliência. Um dos maiores segredos da vida.
Vivemos uma era em que a expressão da raiva e intolerância tem sido fácil e comum através da internet, pois a mesma proporciona o anonimato e a falta do “olhos nos olhos”. De certa forma, se dá coragem aos que necessitam extravasar sua raiva e frustrações, mesmo que de forma inconsciente. E até para tal comportamento, o que está feliz se compadece: “Esta pessoa ainda não se encontrou de verdade”. Ou: Esta pessoa está em um nível diferente de evolução”. Ou ainda: “Ela ainda não amadureceu o bastante a ponto de não se sentir incomodada”.
Gente feliz de verdade critica sim, mas de forma amorosa, gentil e eficaz, que soa e chega como um conselho ou sugestão. Existe uma grande diferença em não se ter a mesma opinião ou não concordar com algo. Mas a gentileza em expressar ou ignorar o fato difere totalmente do se tornar um agressor devido àquilo que incomoda.
No fim, a tal felicidade está muito mais conectada à maturidade e experiência de vida, do que as milhares de opiniões que se carrega.
E gente feliz de verdade, antes de não encher o saco de ninguém, não se permite nunca se sentir assim.


Fonte: Conti outra

SUICÍDIO: UM LADO OBSCURO DA MORTE


Acredito que a maioria das pessoas já teve conhecimento de alguém próximo ou já ficou sabendo de alguma história contada por amigos ou parentes sobre algum caso de suicídio. Mesmo assim existe um certo tabu por trás desse tema. Por que pessoas aparentemente felizes comentem suicídio? Por que uma pessoa toma essa decisão extrema de tirar a própria vida? Por que pessoas famosas, com prestígio, conhecidas mundialmente, como o ator Robin Williams tiram suas próprias vidas? São perguntas que podem nos fazem pensar sobre a vida e sobre a existência. Pode algum problema ou Transtorno Mental ser tão grave a ponto de levar uma pessoa a cometer suicídio? Pode algum problema gerar tanto desespero a ponto de uma pessoa pensar que não tem solução e cometer suicídio?

Essas são perguntas feitas pela maioria das pessoas ao se depararem com um ato de tamanha repercussão e de uma profunda reflexão sobre a existência. Tirar a própria vida, para muitos é algo inimaginável. Mas para pessoas que apresentam casos mais graves de depressão ou que não conseguem lidar com alguns problemas da vida é algo que se pensa bastante. É um conflito interno muito grande. Pode a vida não ter mais sentido ou não conseguirmos resolvermos nossos problemas? O certo é que para as pessoas que cometem suicídio a resposta parece ser sim. E cada vez mais nos deparamos com o suicídio. São números que tem aumentado em todo o mundo. Entre os anos de 2000 e 2012 houve, no Brasil, um aumento de mais de 10% nos casos de suicídio. O Brasil está entre os dez países com maior índice de suicídio do mundo. A Organização Mundial de Saúde estima que no Brasil acontecem entre 25 a 30 mortes por dia através de suicídio. E esses números vem aumentando, assim como os números de Transtorno Mental. Existem ainda os casos de tentativa que nem sempre são concretizados.

Estudos apontam que mais de 90% das pessoas que cometem suicídio apresentam algum transtorno mental associado. A depressão é o Transtorno Mental mais encontrado nesses casos, embora existam outros transtornos que podem estar associados, assim como o uso abusivo de substâncias como álcool e drogas. É importante que haja o diagnóstico correto e que o tratamento seja seguido adequadamente. Ser diagnosticado com um transtorno mental não é sinônimo de suicídio. Ao seguir o tratamento corretamente, essas chances caem e podem reduzir o risco de suicídio entre 80% e 90%.

Outros dados também podem ser levados em consideração. Uma extrema angústia ou uma aflição para a qual a pessoa não vislumbra nenhuma possibilidade de solução, falta de esperança no futuro para lidar com alguns problemas. Morte de alguém muito próximo e o processo de melancolia, que é caracterizado por fortes crenças de que não se tem valor algum e apenas os aspectos negativos são ressaltados. Todos esses pensamentos são frequentes. A pessoa que planeja o suicídio carrega consigo o pensamento de que não possui nenhum tipo de chance de resolver seus problemas e essas características também estão presentes em pacientes deprimidos. Eles se queixam de não encontrar forças, ânimo e motivação para a realização de qualquer tipo de atividade, minando as potencialidades do ser humano. Além do mais, em muitos casos também acreditam que são um “peso” para outras pessoas.

Segundo Freud, 3 aspectos são importantes ao considerar o suicídio. (1) Aspectos hereditários. Um histórico de Transtorno Mental na família deve ser investigado. (2) Vivências Infantis. Os cuidados dos pais dispensados aos bebês, sobretudo no que se diz respeito à emoção e (3) situação atual. Experiências traumáticas que são vivenciadas pelas pessoas ao longo da vida e que são capazes de produzir angústia e alteração psíquica, causando sofrimento.

Apesar do aumento de casos há ainda um pouco de receio de que, ao tocar no assunto, as pessoas serão estimuladas a cometerem suicídio. Só ao abordar essa questão é que se saberá a gravidade da situação, se a pessoa mantém esse pensamento e poder ajudar. E ao se perceber essa intenção é muito importante agir rapidamente para evitar um processo que está em evolução.

Ainda temos um agravante para o aumento dos números de transtornos mentais. Existe hoje, por conta das redes sociais, uma pressão muito grande. As pessoas precisam se mostrar alegres. Precisam mostrar que a vida é cheia de coisas boas, de amigos, de viagens, etc. Mas nem sempre essa é a realidade. O estresse dos dias atuais, a correria do dia a dia, a pressão no trabalho, a queda da qualidade de vida e claro, fatores genéticos, dentre outros podem contribuir para o aumentos dos níveis de depressão. Segundo dados do DATASUS, no Brasil, em 16 anos as mortes em decorrência da depressão aumentaram mais de 700%. Existem vários fatores para desencadear uma depressão, que é o Transtorno Mental responsável por grande parte dos suicídios cometidos.

Manter laços sociais e afetivos, segundo alguns estudos, favorecem a qualidade de vida e faz as pessoas se sentirem melhores. Ter uma rede de apoio também é muito importante para lidar com esse momento difícil da vida. Ter profissionais que acompanham é imprescindível para um tratamento eficaz e para vencer esses pensamentos.

É muito importante ficar atento aos sinais. Geralmente, quem cometeu suicídio deu sinais antes de tomar essa atitude. Essas pessoas podem falar que querem cometer suicídio, podem dizer que não querem mais viver, que seria melhor se morressem… etc. E não pense que quem fala isso não tomará essa atitude. Ao se ter indícios sobre a possibilidade de uma pessoa cometer suicídio, não se deve relegar essa probabilidade e sim deve-se tentar investigar um pouco mais sobre isso.


Fonte: Psiconlinews

sábado, 10 de dezembro de 2016

DICA DE FILME: O REI LEÃO (1994)


Sinopse: A savana africana é o cenário em que ocorrem as aventuras de Simba, um pequeno leão que é o herdeiro do trono. No entanto, ao ser acusado injustamente pelo malvado Scar pela morte de seu pai, é forçado a se exilar. Durante seu exílio, ele faz bons amigos e tenta voltar a recuperar o que lhe pertence por direito.

Aprendizagem: A morte de Mufasa nos deixou uma das melhores lições: ninguém está morto quando consegue transmitir seus valores, ensinamentos e idéias a outra pessoa. Como disse o macaco Rafiki, “você está errado, ele vive em você.”

Fonte: Psiconlinews

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Comportamento agressivo na Infância

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O aumento na quantidade de crianças pequenas com a queixa de comportamento agressivo tem aumentado nos últimos tempos. Em sua maioria, os pais não conseguem lidar com seus filhos lhes gerando angústia e dificuldade no gerenciamento da rotina diária da casa e das crianças e de seus próprios sentimentos.
Em pesquisa realizada na Universidade de Washington, constatou-se que a agressividade na infância está aumentando – e em crianças cada vez mais novas. Segundo a pesquisa, a progressão da agressividade em termos de desenvolvimento em crianças sugere que a propensão para agressão física e comportamento de oposição atinge um pico aos 2 anos de idade. Normalmente, a agressividade começa a se reduzir a cada ano à medida que a criança se desenvolve, e atinge um nível relativamente baixo antes do ingresso na escola (5 a 6 anos de idade). No entanto, em algumas crianças pequenas, os níveis de comportamento agressivo continuam altos e acabam resultando em diagnósticos de Transtorno Desafiador Opositivo (TDO) ou de Transtorno de Conduta (TC) precoce.
Há uma fase na qual é normal (entre 2-3 anos) que a criança faça pirraças. Ainda é pequena e a percepção do real, dos próprios sentimentos ainda é inadequada. O controle das sensações é ainda precário e os adultos devem, portanto ajudá-los a organizar e controlar estes sentimentos. Para isso desde cedo devem adotar algumas atitudes necessárias para que isso aconteça e que em pleno desenvolvimento neuronal padrões de comportamento mais adequados sejam aprendidos.
Muitas vezes a criança provoca um adulto para que ele possa intervir por ela e controle seu impulso agressivo, já que ela é pequena e não tem condições de fazer por si própria. Por isso precisa de um "para com isso" ou "eu não quero que você faça". É como se ela pedisse para levar uma bronca. Nessa hora é como se o adulto emprestasse seu controle para a criança.
O problema é que atualmente não são muitas as crianças que podem contar com essa base sólida e tão importante chamada família. Inúmeras crianças não têm em sua casa os referenciais básicos que possam ser seguidos, imitados e tidos como modelo.
É extremamente importante, que ainda na infância, a criança tenha oportunidade de expressar alguns de seus impulsos agressivos sem que se sinta menos amada por isso. É de se esperar que, em geral, crianças recompensadas por agressão e as que veem muita agressão nas pessoas que as cercam se tornem mais agressivas do que as crianças que tem modelos menos agressivos e que foram menos recompensadas por comportamentos agressivos.
Quando surge a agressividade dos filhos, muitos pais regridem junto com eles como se vivessem na mesma faixa etária da criança. Por motivos muitas vezes internos aos pais não conseguem controlar seus próprios sentimentos e brigam como se fossem duas crianças. Respeito e autoridade se perdem. INVERSÃO DE VALORES!
Alguns pais priorizam os presentes as roupas, as viagens à Disney todos os anos a passar as férias vendo a sessão da tarde com seus filhos comendo pipoca em casa(muitos esqueceram como era boa essa época). Crianças reclamam que os pais chegam em casa e continuam no computador ou ainda no celular. Precisam trabalhar, pois precisam pagar tudo isto! e...muitas vezes as crianças vezes agridem por isso! INVERSÃO DE VALORES!
Pela falta de tempo dos pais, a falta de paciência impera e a culpa por estar distante também. A compensação acontece através do excesso de recompensas e presentes bem como pelo comodismo gerado por dizer “SIM”, transforma crianças em pequenos “reizinhos” acostumados a terem o mundo girando em volta dos próprios umbigos, que ao serem contrariados reagem com agressividade. INVERSÃO DE VALORES!
A agressividade constitui, então, um pedido, uma reivindicação ao ambiente para o retorno ao ponto em que houve falha no desenvolvimento, a fim de dar curso ao que foi interrompido. Seja na mentira, seja no furto ou na depredação, no desafio às normas, no baixo desempenho acadêmico, o comportamento agitado e na perturbação do ambiente a manifestação da tendência antissocial revela a necessidade de reconhecimento externo daquilo que faltou e do suprimento dessa falta, vivida como experiência dolorosa.
O Centro de Excelência para o Desenvolvimento na Primeira Infância recomenda para a prevenção do desenvolvimento inadequado dos comportamentos agressivos: estar atento ‘a que forma a agressividade se manifesta, que emoções desencadeiam essas agressões,. Encorajar a criança a expressar verbalmente as suas emoções, ajudar a criança a encontrar outras formas e obter o que deseja sem recorrer agressão, são alguns exemplos.
A agressividade na criança é normal e vai depender de fatores ambientais o seu desenvolvimento adequado ou não. Tais fatores ambientais estão diretamente ligados à estrutura psicológica dos pais, à forma como estes reagem ao mundo contemporâneo e à inversão de valores que nos rodeia. Tais fatores estão ligados também à escola e sua estrutura enquanto capacitadora de pais e professores, para acolherem a agressividade infantil, de forma a transformá-la e canalizá-la de forma produtiva. Ambos, família e escola, pais e professores mostram-se perdidos entre a agressividade infantil em excesso e as suas próprias agressividades necessitando de ajuda para seguir um rumo a caminho de maior equilíbrio para nossas crianças.

DICA DE FILME: Big Hero 6 (2014)


Sinopse: Quando uma série de eventos terríveis ameaçam devastar a cidade de San Fransokyo, o jovem Hiro, um gênio da robótica de 14 anos, recorre ao seu melhor amigo, o bondoso robô Baymax. Juntos eles recrutam um grupo de super-heróis chamado ”Big herói 6” que vai tentar frustrar os planos do malvado Yokai.

Aprendizagem: A melhor maneira de lidar com a dor não é através de vingança, por mais que possa parecer à primeira vista. Talvez a melhor maneira de fazer justiça a alguém que já não está entre nós seja continuar o seu legado e agir de acordo com os princípios que ele defendia.
  

Fonte: Psiconlinews

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

GRAVIDEZ E ADOLESCÊNCIA

Os adolescentes passam por diversas mudanças antes de se tornarem adultos, uma das mudanças que pode ocorrer é o aparecimento de uma gravidez.
A causa da gravidez, na adolescência ou não, é uma só: a fecundação do óvulo saudável por um espermatozoide saudável. Para que isso aconteça, basta não utilizar métodos contraceptivos durante a relação sexual.
Todos os pais devem formar os filhos para serem adultos críticos e que, reflitam sobre as informações adquiridas e tomem decisões visando um objetivo a alcançar. Pesquisas apontam que a taxa de fecundidade na adolescência aumenta em populações de baixa renda e de baixa escolaridade. Sendo essas famílias mais vulneráveis, dedicam mais tempo da vida trabalhando ou buscando gerar renda, não conseguindo dar a atenção necessária aos filhos. Esses adolescentes, que necessitam de informações sobre a sexualidade, encontram as respostas dentre os diversos meios de comunicação, internet, televisão, revistas, amigos, onde nem sempre trazem as informações adequadas.
Se o adolescente não possui um pensamento crítico, acaba acatando como verdade qualquer informação que possa fazer sentido, ou que ele consiga dar sentido.
Ainda vivemos numa sociedade machista, onde o homem se vangloria por ser viril e capaz de reproduzir, muitas vezes deixando toda a responsabilidade do filho sobre a mãe que, por gerar um filho em seu ventre, não pode se abster do cuidado com a prole, a não ser em casos extremos em que a mulher aborta ilegalmente.
Alguns adolescentes podem acabar ingressando no mundo paternal por não terem conhecimento de métodos contraceptivos, já que o sistema público educacional deixa muito a desejar em todos os sentidos, e os pais não são mais tão presentes na vida dos filhos, terceirizando a educação para as instituições. Podem engravidar também por utilizarem incorretamente os métodos, ou por não utilizarem acreditando que seria uma prova de amor, ou por conta de benefícios assistenciais.
Independente se a gravidez foi intencional ou não, é uma maneira forçada para que esse adolescente ingresse no mundo adulto, preparado ou não.
Fonte: Psicologias do brasil

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A Importância da Linguagem na Escolarização

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A aquisição da linguagem é uma etapa de extrema importância no desenvolvimento infantil. Isso por que as crianças, por volta dos 21 meses, já pronunciam uma média de 100 palavras.
O mais interessante é que é comum que antes mesmo de completarem dois anos elas já passem a combinar essas palavras entre si, formando frases curtas.
O grande problema que se enfrenta é que muitas crianças, ainda bem pequenas, já apresentam algum tipo de atraso nesse período oral.

A importância da linguagem

O trabalho da linguagem é, sem dúvidas, um importante componente do processo educativo e não pode ser deixado de lado em nenhuma das etapas do aprendizado infantil.
importância da linguagem está justamente no fato de que ela torna o processo educativo mais eficaz, pois proporciona ao aluno situações e momentos mais envolventes e dinâmicos.
Através dessas situações dinâmicas os alunos podem então não só desenvolver como também explorar os seus próprios instrumentos comunicativos e sociais.
Assim sendo, é fundamental para o desenvolvimento da linguagem que o professor crie situações e promova atividades nas quais essa habilidade possa ser incentivada por meio da participação das crianças.
Isso pode acontecer através de discussões, poesias, conversas, leituras de historinhas, música, fantoches, teatro, exposições e muitos outros meios que possibilitam que a criança interaja e seja mais comunicativa com o grande grupo.
O fato é que, sem a menor sombra de dúvidas, um ambiente rico em atividades expressivas certamente irá incentivar de forma significativa do desenvolvimento da fala infantil e o processo de aquisição da linguagem e é justamente por isso que esse tipo de trabalho em sala de aula deve sempre acontecer amparado por atividades significativas.
Assim sendo, o ideal é que as atividades sejam organizadas de maneira que o aluno possa transitar entre as situações informais e coloquiais que já conheciam antes de entrar na escola para situações mais estruturadas e formais, explorando o modo como funcionam e aprendendo a utilizar isso tudo da maneira correta.

Quando ficar atento?

É essencial uma atenção especial quando crianças por volta dos 24 meses ainda possuem um vocabulários expressivo bem limitado, com 40 a 50 palavras, além de não executar combinações entre elas.
Isso pode significar um atraso considerável na linguagem e seu impacto na alfabetização e atividades de leitura pode ser grande. O ideal é identificar o problema o mais precocemente possível e assim iniciar um tratamento adequado e focado nessa dificuldade.
Considerações finais sobre a importância da linguagem
Conforme já sabemos a linguagem nada mais é do que uma atividade livre que tem início muito cedo ainda nos primeiros anos de vida de um indivíduo evoluindo de acordo com a etapa em que ele se encontra.
O fato é que, assim como qualquer outra habilidade fundamental, a linguagem deve ser estimulada e trabalhada desde o início da vida.
Na escolarização, então o professor deve trabalhar também a linguagem, porém sempre como um processo dinâmico e através de atividades significativas promovendo diferentes formas de interação.
Isso pode ser feito desde o início, de forma metódica aumentando e melhorando o desempenho nos discursos argumentativos do cotidiano.
Isso por que pesquisas com professores da rede pública de educação infantil relatam que isso possibilita à criança ter mais interação, tornar-se mais comunicativa, desenvolver sua autonomia e seu pensamento, enriquecer seu vocabulário e construir o conhecimento sem falar no desenvolvimento do senso crítico.
Através dessas informações podemos entender então a importância da linguagem na escolarização das crianças e como ela influencia o desenvolvimento pessoa e social dos indivíduos sendo um fator determinante no crescimento de cada um deles.
O fundamental é saber que a letra minúscula tem uma importância muito grande para a escrita, pois permite que a criança passe a identificar hastes descendentes e ascendentes e também o lado esquerdo e direito adquirindo a fineza de movimentos necessários para executá-los.
Fonte: Neuro Saber

terça-feira, 29 de novembro de 2016

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE: 8 INDÍCIOS CLÁSSICOS

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Acredita-se que o Transtorno de personalidade borderline atinge cerca de 1% a 6% da população mundial.

É mais comum em mulheres do que em homens.

O sinal mais evidente do transtorno de personalidade borderline (TPB) é um longo histórico de instabilidade nas relações pessoais.

Isto é em parte causado por emoções instáveis ​​e impulsivas.

Pessoas com transtorno de personalidade borderline podem idolatrar alguém e, logo em seguida, odiá-la.

Como resultado, elas geralmente têm relações muito intensas com os outros.

Transtorno de personalidade borderline.

Aqui estão outros sete sinais de transtorno de personalidade borderline:

1. Medo intenso de abandono ou de ficar sozinho, seja real ou imaginário.

2. Tendência a assumir riscos sem pensar nas conseqüências. Especialmente quando os resultados são contra ela mesma, como por exemplo: acidentes de carro, sexo de risco ou abuso de substâncias.

3. Tentativas de auto-mutilação ou pensamentos suicidas. Pessoas com transtorno de personalidade borderline geralmente não estão tentando se matar quando se flagelam. Ao contrário, elas estão expressando sentimentos de raiva com relação a si mesmas ou tentando se sentir ‘normais’.

4. Elas têm um autoconceito instável. Pessoas com transtorno de personalidade borderline muitas vezes se sentem como pessoas diferentes, dependendo com quem estão. Elas costumam se descrever como perdidas e vazias.

5. Pensamentos paranoicos. Elas acreditam em coisas que não são verdadeiras e se sentem perseguidas pelos outros.

6. Sentem uma raiva intensa – sobre assuntos relativamente triviais – e respondem fisicamente.

7. Pessoas com transtorno de personalidade borderline são como uma espécie de montanha-russa emocional. Um intenso sentimento de ansiedade poderia dar lugar a depressão intensa logo em seguida. Estes ataques podem durar algumas horas ou mesmo alguns dias.

Profissionais de saúde mental geralmente se baseiam na maioria destes sintomas para diagnosticar alguém com transtorno de personalidade borderline (existem alguns sistemas ligeiramente diferentes e diagnósticos relacionados).

O tratamento psicológico para o transtorno de personalidade borderline geralmente envolve o treinamento na regulação das emoções.

Às vezes, é recomendado o uso de antidepressivos durante o tratamento para amenizar os sintomas e manter em suas funções normais. Isso porque elas geralmente são deprimidas ou sofrem de outros problemas mentais como o transtorno de estresse pós-traumático.

A maioria das pessoas pode se recuperar de um transtorno de personalidade borderline se adotar o tratamento correto.

Fonte: Psiconlinews

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Os 5 tipos de mãe

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Qual é o seu tipo de mãe? Será que ela é do tipo perfeccionista, imprevisível, ”melhor amiga”, ”eu em primeiro lugar” ou ”mãe completa”? Com certeza existem vários tipos de mãe além destes, mas o terapeuta familiar e psicólogo clínico Dr. Stephan Poulter nos explicou os cinco perfis de mãe mais conhecidos e quais são seus pontos fortes, suas principais características e as marcas que deixam em seus filhos.
1. A mãe Perfeccionista
Geralmente é uma mulher ansiosa e controladora. Ela preza pela aparência acima de tudo, sua fachada autoritária e perfeita é uma forma de esconder seus medos. Os filhos dessas mulheres tendem a ser hipercríticos de si mesmos e, frequentemente, sentem-se inadequados e vazios, diz Poulter.

Como são os filhos de uma mãe perfeccionista:

  • Pontos fortes: Têm um forte senso de compromisso nos relacionamentos. São responsáveis e confiantes em tudo que fazem. Valorizam o trabalho e a persistência acima de tudo, pois é através dessas qualidades que enfrentam seus desafios.
  • O lado emocional: Acham que a opinião dos outros é sempre melhor ou mais importante do que a deles mesmos. Frequentemente acham que os outros estão sempre os julgando, em suma, vivem para realizar as expectativas dos outros.
2. A mãe Imprevisível
Ansiosa, irritada e excessivamente emocional, esta mãe é dominada por seus sentimentos e, por isso, o seu estilo parental é baseado em seu humor. Este é o tipo de mãe mais caótico de todos. Ela cria problemas, dúvidas e crises em sua imaginação, é muito influenciada pelas suas emoções, e descarrega toda essa energia em seus filhos.
Os filhos de uma mãe imprevisível: 
  • Pontos fortes: Eles têm excelentes habilidades para se relacionar com as outras pessoas e uma capacidade enorme de empatia. Muitas vezes são grandes motivadores e sempre oferecem apoio emocional aos seus colegas, bem como amigos e familiares.
  • Lado emocional: Crescem com uma necessidade intrínseca de cuidar das pessoas e de seus problemas emocionais. Têm tendência a serem dominados por fortes emoções como a raiva, a ansiedade e a depressão. Aprendem desde cedo a ler as pessoas e as situações, dessa forma conseguem lidar melhor com os sentimentos dos outros.
3. A mãe ”melhor amiga”
Ela gosta de tratar seus filhos de forma igualitária, dessa forma evita a responsabilidade de estabelecer limites. Este tipo de mãe acredita que a sua vida acabaria caso ela abraçasse a maternidade com todo o seu ser, então ela evita a responsabilidade desse papel. Tanto a criança quanto a mãe se tornam confidentes uma da outra e, apesar disso não ocorrer voluntariamente, a criança acaba ficando sem uma ”mãe”. Neste caso, as necessidades emocionais da mãe são tão grandes que ela tentar preenchê-las através da criança.
Os filhos de uma mãe ”melhor amiga”:
  • Pontos fortes: Compreendem a necessidade da existência de barreiras entre pais, filhos, colegas e familiares. Devido a um senso que foi criado através da falta de uma mãe verdadeira, essas pessoas frequentemente buscam assumir papéis de liderança quando adultos.
  • Lado emocional: Geralmente se sentem negligenciados e têm medo da rejeição. Tendem a se sentir ressentidos e têm dificuldade em manter relacionamentos. Frequentemente se sentem mal queridos pelos outros.
4. A mãe ”eu em primeiro lugar”
É um dos estilos maternais mais prevalecentes hoje em dia. Essas mães são incapazes de verem seu filhos como indivíduos separados de si mesmas. Seus filhos precisam aprender desde cedo que o papel deles é adular a sua mãe.
Filhos de uma mãe ”eu em primeiro lugar”:
  • Pontos fortes:  São muito bons em apoiar os outros. São intuitivos e perspicazes em todos os tipos de relações. São leais e solidários, capazes de observar as dificuldades alheias e solucionar seus problemas.
  • Lado emocional: Têm dúvidas quanto à capacidade de tomada de decisão. Têm dificuldade em confiar nos próprios sentimentos e veem a opinião de suas mães como mais importante e mais poderosa que a própria opinião.
5. A mãe completa
Este é o tipo de mãe ideal, infelizmente apenas 10% da população mundial tem esse perfil de mãe, diz Poulter. A mãe completa é emocionalmente equilibrada, consegue ver seus filhos como indivíduos e os ajuda a alcançar sua própria independência. Ela pode até não ser perfeita, mas independente das circunstâncias em que se encontra ou das responsabilidades fora de casa, ela sempre está comprometida com a maternidade.
Os filhos de uma mãe completa:
  • Pontos fortes: Sentem-se amados e compreendidos, por isso não têm medo de correr riscos ou sofrer mudanças. Iniciam relacionamentos com facilidade, pois não têm medo da rejeição.
  • Lado emocional:Entendem que as outras pessoas têm suas próprias perspectivas sobre a vida, por isso são bem receptivos. São capazes de navegar pelos desafios, de se tornar independentes sem se prenderem demais às suas mães.
Fonte: Psychologies traduzido e adaptado por Psiconlinews

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

DICA DE FILME: IRMÃO URSO (2003)


Sinopse: Kenai é um jovem índio nativo americano que culpa um urso pela morte do seu irmão. Depois de perseguir o animal acaba por matá-lo, mas então as forças mágicas da natureza o transformam em um urso. Transformado em criatura selvagem (e perseguido pelo outro irmão que acredita ser ele o assassino de sua família), ele entra em uma relação de amizade e carinho com um pequeno filhote de urso.

Aprendizagem: Além de ensinar o processo de perda de um ente querido, a história ajuda a trabalhar a culpa. Além de nos lembrar que os animais agem instintivamente e não podemos atribuir-lhes características do comportamento humano.
  

Fonte: Psiconlinews

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

DA SEPARAÇÃO À ALIENAÇÃO PARENTAL

Numa tarde de domingo, tinha eu dez anos, quando a minha mãe se sentou ao meu lado no sofá da sala e começou a chorar, para me tentar contar que o meu pai ia sair de casa e eles se iam separar. Perante aquela informação, passaram-me muitas perguntas pela cabeça, mas fiquei calado pois a minha mãe não parava de chorar e senti-me na obrigação de tomar conta dela, abraçá-la e dizer que ia ficar tudo bem. Mas não ia…!


Que eles se iam separar não era novidade para mim, eu ouvia-os a discutir no quarto há meses e meses, com insultos e ameaças de separação. Depois de processar a informação que a minha mãe me tinha acabado de dar, primeiro, fiquei chateado pelo facto do meu pai não estar presente e não ter tido coragem para falar comigo sobre isso.
Segundo, o que realmente eu queria saber e ouvir era: “se fui eu o culpado? ”; “o pai deixou de gostar de nós?”; “como iria ser a minha vida daí em diante ?”. As respostas a todas estas perguntas apareceram, gradualmente, muito mais tarde e não da melhor forma possível.
Aquilo que pensava ser um tormento de discussões que naquele dia teria terminado, era apenas uma ilusão porque a partir daí foi muito pior! No início, pequenas atitudes inconscientes, da parte da minha mãe, denunciavam o decorrer deste filme de terror. Atitudes como: no momento de ir para casa do meu pai, a minha mãe ficava agarrada a mim durante imenso tempo e dizia que se eu quisesse, ela ia buscar-me a casa do pai.
Sem ser propositado, era como se a minha mãe estivesse a dizer que o meu pai não conseguia tomar conta de mim e que eu não ia gostar de estar com ele. Quando eu voltava da casa do meu pai, a minha mãe fazia-me muitas perguntas e todas as respostas que eu dava, ela contra-argumentava: “já vi que gostas mais de estar com o teu pai”. Estas pequenas atitudes, muitas vezes, inconscientes por parte da minha mãe, foram tomando proporções desmedidas. 
As discussões pelo telefone aumentaram de tom, os insultos eram cada vez piores e agora já era sobre mim, tudo na minha vida servia de desculpa para eles discutirem, ainda mais do que antes da separação. Durante cerca de um ano, ouvia a minha mãe chorar, ouvia a minha mãe pronunciar frases do género: “o teu pai não quer saber de nós”; “o teu pai não paga nada, sou eu que pago tudo!”; “ele não quer saber de ti, só da namorada nova”; “o teu pai não gosta de ti e por isso destruiu a nossa família”. Frases como estas e outras bem piores repetiam-se vezes sem conta na minha cabeça.
Fonte: Psicologias do Brasil

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A influência da figura paterna no desenvolvimento da personalidade e as consequências de crescer com um pai ausente


A influência da figura paterna no desenvolvimento da personalidade:

O pai geralmente é o responsável por ajudar a criança a desenvolver suas habilidades para a vida. Se o pai estiver ausente, a criança pode formar sua personalidade de forma inadequada, tornando-a mais suscetível a desenvolver problemas psicológicos no futuro.

Isso não significa que uma criança que cresceu sem pai irá desenvolver algum problema psicológico, apenas que ela tem uma tendência maior a desenvolver algum distúrbio psicológico, principalmente na vida adulta. De qualquer forma, a ausência da figura paterna pode influenciar muito na vida do indivíduo.

Aqui estão algumas das complicações que podem ocorrer em uma criança que cresce com um pai ausente:

Tendem a ser inseguras: Na maioria das culturas, o pai é aquele que fornece a proteção e os recursos necessários para a vida. Quando uma criança é criada sem um pai, ela pode desenvolver sentimentos de insegurança. Se a mãe ou o cuidador não conseguir dinheiro suficiente para sustentar a família, o filho homem pode desenvolver problemas com relação à insegurança financeira, já a filha mulher tenderá a ficar fascinada por pessoas ricas. Os sentimentos de insegurança podem se estender  a outras áreas da vida da criança e, como resultado disso, ela pode vir a desenvolver transtornos de ansiedade.

Tendem a não desenvolver as habilidades adequadas para a convivência em sociedade:Sem a orientação certa, a criança sem pai pode não desenvolver habilidades importantes para a vida e acabar ficando para trás com relação às outras crianças de sua idade, tanto a nível acadêmico quanto social. A criança pode se isolar das demais e não conseguir obter boas notas na escola. Alguns estudos têm demonstrado que crianças com pais ausentes têm uma maior probabilidade de irem mal nos estudos.

Tendem a ser incapazes de seguir leis ou respeitar autoridades: As crianças com pais ausentes, especialmente as do sexo masculino, podem não aprender a se submeter a uma figura de autoridade, e como resultado disso podem se tornar rebeldes e adeptos da violação das regras. Se a criança não aprender que é necessário respeitar as leis e as figuras de autoridade, isso pode criar sérias consequências negativas para ela no futuro.

Tendem a não se sentirem amadas: Em alguns casos, a criança pode se sentir mal amada devido à ausência do pai. Isso prejudica principalmente as mulheres, já que, geralmente, a forma como a menina se relaciona com o pai é o que vai determinar como ela idealizará os seus relacionamentos amorosos. Tais mulheres podem até se apaixonar, mas não chegam a ter um relacionamento sério, muitas vezes se apaixonam com rapidez e logo perdem o interesse.

Tendem a criar um sentimento de inferioridade: Se a criança acreditar que a falta de um pai faz dela uma pessoa defeituosa, ela pode desenvolver um complexo de inferioridade. Isso pode prejudicar muito a sua autoestima, levando-a a ter problemas de insegurança com relação a si mesma no futuro, pois se acha menos digna que os outros. É claro que isso não tem nada a ver com a realidade, no entanto, o sentimento persiste e precisará ser tratado, caso contrário, essa criança vai sempre se sentir inferior.

Uma boa notícia para as crianças com pais ausentes:

Ainda que você tenha sido criado com um pai ausente, isso não significa que irá desenvolver algum dos problemas citados acima, e mesmo que você tenha desenvolvido algum deles, como por exemplo, um transtorno de personalidade indesejado, você pode mudar isso. Da mesma forma que você o aprendeu, pode desaprendê-lo se seguir os passos certos.

Fonte: Psiconlinews

terça-feira, 15 de novembro de 2016

4 TRANSTORNOS QUE PARECEM DEPRESSÃO, MAS NÃO SÃO

depressão

Como dizia Mark Twain: “O que o deixa em apuros não é aquilo que você não sabe, mas aquilo que você tem certeza de que é verdade”. Essa citação é bem famosa e descreve os perigos de se acreditar em algo falso. Em vez de se concentrar no tratamento do problema real, você acaba colocando todos os seus esforços em cima de algo que sequer é verdadeiro.

É difícil ignorar a sabedoria que há por trás dessa frase. Quando você crê em algo que é falso, pode acabar obtendo efeitos adversos. O problema se torna ainda mais sério quando se trata da sua saúde, tanto física quanto mental.

Depressão: um diagnóstico comum
Psicopatologias geralmente são difíceis de diagnosticar, principalmente porque não existem testes fisiológicos para ajudar a obter um resultado mais preciso. Várias doenças são diagnosticadas com exames fisiológicos, como o diabetes, que é diagnosticado através de um exame de sangue, ou o cancro, que é diagnosticado através de uma biópsia. Os problemas mentais são diagnosticados clinicamente, através da observação dos sintomas.

Por esta razão, muitas vezes os problemas mentais, incluindo a depressão, são diagnosticados erroneamente. De acordo com um artigo de 2012 na Current Psychiatry, cerca de 26 a 45 por cento dos  pacientes diagnosticados com depressão não cumprem com os critérios necessários para o diagnóstico do problema. Uma análise feita em 2009 descobriu que os médicos só conseguem diagnosticar com precisão apenas 47% dos casos de depressão, muitas pessoas acabam recebendo o diagnóstico errado e tratando uma doença que sequer existe.

Aqui estão as quatro condições que são comumente confundidas com a depressão, tanto por médicos quanto pelo público em geral:

1. O transtorno bipolar:
transtorno bipolar, assim como a depressão, envolve períodos de tristeza intensos. Durante esses períodos, as pessoas com transtorno bipolar experimentam os mesmos sintomas encontrados na depressão. Elas podem se sentir desesperançosas, inúteis e até mesmo tentar o suicídio. Mas ao contrário da depressão, as pessoas que têm transtorno bipolar também experimentam períodos de extrema euforia: sentem-se confiantes, positivas, como se estivessem no topo do mundo. Às vezes esses períodos de euforia são tão agradáveis que as pessoas são incapazes de reconhecê-los como parte do transtorno. Por isso, na maioria dos casos, elas só procuram ajuda nos períodos de extrema tristeza, e acabam recebendo, erroneamente, um diagnóstico de depressão.

De acordo com um estudo publicado no Jornal de Psiquiatria Britânico,  até 22 por cento das pessoas com transtorno bipolar são erroneamente diagnosticadas com depressão. Outro estudo revelou que as pessoas com transtorno bipolar demoram em média 10 anos até receberem o diagnóstico adequado.

Reconhecer as diferenças entre o transtorno bipolar e a depressão é vital, uma vez que o tratamento medicamentoso para a depressão pode agravar os sintomas do transtorno bipolar.

2. O hipotiroidismo
O hipotireoidismo é uma condição na qual a glândula tireoide não libera a quantidade necessária de hormônios. Os hormônios que essa glândula produz são necessários para o funcionamento correto do organismo, e as pessoas com essa doença geralmente experimentam fadiga, falta de concentração e uma baixa no humor (características da depressão).

Os pesquisadores afirmam que cerca de 20 milhões de americanos têm essa doença e que até 60% dessas pessoas desconhecem sua condição. Muitas vezes essas pessoas acabam recebendo diagnósticos de depressão, mas ao contrário das pessoas com depressão, pessoas com hipotireoidismo são extremamente sensíveis à temperaturas frias e podem sentir frio o tempo todo, geralmente apresentam pele seca, queda de cabelo frequente e voz rouca. Felizmente, o hipotireoidismo pode ser verificado com um simples exame de sangue e o seu tratamento requer apenas um comprimido por dia.

3. Diabetes
O diabetes é outra doença comumente confundida com a depressão. Muitas vezes, as pessoas desenvolvem diabetes tipo 2 sem reconhecê-la, os sintomas são: súbita perda de peso, cansaço e irritação. O corpo está tendo problemas para produzir insulina, mas como todos esses sintomas são comuns à depressão, muitas vezes a pessoa acaba recebendo o diagnóstico errado. A resistência à insulina, um dos precursores da diabetes tipo 2, foi significativamente associada à depressão.
Um estudo realizado em 2014 revelou que as pessoas que foram diagnosticadas com diabetes e depressão experimentaram uma redução dos sintomas de depressão após receberem o tratamento adequado para diabetes. Em outras palavras, os seus sintomas não eram ocasionados pela depressão, mas pelo fato de conviverem com o estresse que uma doença crônica pode causar.

4. Síndrome da fadiga crônica
Síndrome da fadiga crônica, também conhecida como “encefalomielite miálgica”, é uma doença caracterizada por extrema fadiga sem causa aparente. Essa síndrome implica em dificuldade para se concentrar, dores musculares e problemas para dormir. Uma vez que estes sintomas também estão associados à depressão, as pessoas com Síndrome de fadiga crônica são frequentemente diagnosticadas com depressão. Um estudo publicado no “Journal of Clinical Psychiatry” descobriu que a Síndrome da fadiga crônica é ignorada em cerca de 80% dos casos, e que a depressão é o diagnóstico mais comum.

Felizmente, existe pelo menos uma diferença clara entre a depressão e a síndrome de fadiga crônica. Considerando que as pessoas com depressão ficam exaustas e desinteressadas pelos seus hobbies, as pessoas com síndrome da fadiga crônica, apesar de se sentirem cansadas, ainda desejam praticar seus hobbies.

Sim, a depressão existe!

A depressão é uma psicopatologia muito real e grave, que afeta milhões de pessoas a cada ano. A maioria das pessoas com depressão são diagnosticadas corretamente e se recuperam com o tratamento adequado, que geralmente envolve psicoterapia e medicação.

Ainda assim, sempre há a possibilidade de obter um diagnóstico errado. Então, se você estiver tratando um estado depressivo e não estiver sentindo qualquer progresso, é inteiramente possível que você tenha algum outro distúrbio que esteja imitando esta condição. Portanto, antes de iniciar o tratamento com antidepressivos, é bom fazer um exame de sangue para descartar algumas condições comumente confundidas com a depressão como o hipotireoidismo e o diabetes.

Fonte: Psiconlinews