segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Como trabalhar com crianças com disgrafia?


Como trabalhar com crianças com disgrafia?

A sala de aula pode ser uma caixa de surpresas, considerando que cada aluno é único e tem possibilidades de apresentar uma característica, uma peculiaridade. Os transtornos de aprendizagem representam uma parcela considerável dessa situação, pois eles constituem uma desordem que afeta, em diferentes graus, alguma etapa da cognição de uma pessoa. A disgrafia é uma delas.
Antes de falarmos a respeito dos métodos usados com crianças que manifestam a disgrafia, vale a pena relembrar um detalhe relevante: nem sempre este distúrbio é uma comorbidade do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Contudo, a disgrafia precisa ser tratada, independente da situação.

Quais são as características da disgrafia?

Como muitos de vocês sabem, esse transtorno é caracterizado pela dificuldade que a criança apresenta com a fluência da escrita em vários aspectos, desde a junção de palavras de maneira inadequada à utilização de pouca ou muita força na hora de escrever. Em muitos casos, a disgrafia está associada a um problema psicomotor. Há que se lembrar, porém, que o pequeno com disgrafia tem o desenvolvimento intelectual normal.
Embora as características da disgrafia sejam as mais variadas possíveis, é importante ressaltar que citamos as mais perceptíveis no decorrer da vida acadêmica do estudante. Utilizamos os principais sinais mostrados pelas crianças para ilustrar como o transtorno requer preparo dos profissionais que lidarão com os casos.

O que pode ser feito para desenvolver a habilidade do aluno?

O primeiro passo é reconhecer que o estudante tem a disgrafia e jamais forçá-lo a algo que ele provavelmente não dará conta. Depois, é estabelecer as metodologias que melhor se adequam ao caso da criança. Veja abaixo algumas técnicas que podem ser usadas no caso da disgrafia:
– Exercícios grafomotores: eles são ideais para que o pequeno possa trabalhar, com o acompanhamento de um profissional, a coordenação motora e o domínio das mãos ao movimentar um lápis sobre o papel. Os exercícios podem conter desenhos pontilhados, que incentivarão a criança a desenvolver a habilidade; e outras atividades que ligam um ponto a outro, etc.
– Caligrafia: o pequeno pode, aqui, ter a habilidade da escrita desempenhada para que ele tenha maior domínio na escrita. É importante lembrar que as etapas são cruciais para notar a melhora do desenvolvimento do manuseio na hora de escrever. Seguindo essa linha, o profissional pode aplicar exercícios que induzam a reaprendizagem da forma das letras e o espaçamento necessários entre elas.
– Posição ao escrever: a maneira a qual a criança segura o lápis é determinante e causa dor e fadiga nas mãos do pequeno. Neste caso, o aluno precisa ser orientado à forma mais adequada para desenvolver a escrita sem prejudicar seus membros. Além disso, a posição do papel também reflete a maneira que o pequeno escreve.
– Pincel: o uso do instrumento é ideal na fase inicial do treinamento, principalmente para que a criança consiga trabalhar a pressão que é exercida sobre a folha de papel. Aqui, o profissional pode indicar traços retos para que o pequeno possa desenvolver sua coordenação.
Fonte: Neuro Saber

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Dica de Filme: Um Sonho Possível

Um Sonho Possível

Sinopse: Michael Oher (Quinton Aaron) era um jovem negro, filho de uma mãe viciada e não tinha onde morar. Com boa vocação para os esportes, um dia ele foi avistado pela família de Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock), andando em direção ao estádio da escola para poder dormir longe da chuva. Ao ser convidado para passar uma noite na casa dos milionários, Michael não tinha ideia que aquele dia iria mudar para sempre a sua vida, tornando-se mais tarde um astro do futebol americano.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

“Tamanho GG” – veja esta bela e emocionante história


Uma moça trabalhava em um brechó de um hospital, como voluntária. Certo dia adentrou na loja uma certa senhora bastante obesa, e de cara a moça pensou que não tinha nada na loja na numeração dela. Se sentiu apreensiva e constrangida naquela situação, vendo a senhora percorrer as araras em busca de algo que a jovem sabia que ela não encontraria. Ficou angustiada, porque não queria que a senhora se sentisse mal pelo tamanho das peças de roupas, se sentindo excluída implícita. Foi quando o esperado aconteceu.

A senhora se dirigiu à jovem atendente e disse tristinha:
– “É… não tem nada grande, não é?”
E a jovem, sem até aquele momento saber o que diria, simplesmente abriu os braços de uma ponta a outra e lhe respondeu:
– “Quem disse??? Claro que tem!! Olha só o tamanho desse abraço”!

E a abraçou com muito carinho. A senhora então se entregou àquele abraço acolhedor e deixou-se tomar pelas lágrimas exclamando:
– “Há quanto tempo que ninguém me dava um abraço.

E chorando, tal qual uma criança a procura de um colo, lhe disse:
– “Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava”.

REFLEXÃO:
Quantas almas não se encontram também tão necessitadas de um simples abraço, de uma palavra de carinho, de um gesto de amor. Será que dentro de nós, se procurarmos no nosso baú, lá nas prateleiras da nossa alma, no estoque do nosso coração, também não acharemos algo “GRANDE” que sirva para alguém?

UM ABRAÇO: “TAMANHO GG”, PARA TODOS OS AMIGOS!

Fonte: Revista Pazes

Aprenda a distinguir quem merece uma explicação, quem merece uma resposta e quem não merece nada de você


Quem nos ama e caminha junto de fato nos conhecerá, saberá quem somos, ou seja, não ficará cobrando além da conta, pois confiará em nós.
Se prestarmos atenção, perdemos tempos preciosos de nossa vida, dando atenção às pessoas erradas, mas que poderiam ser desfrutados de maneira gostosa e feliz. Acabamos nos importando com quem não gosta de nós, com quem nos fere, com quem não consegue trazer nada de bom ou enxergar o nosso melhor. Assim, o tempo que nos resta junto a quem nos ama com verdade acaba prejudicado.
Existem pessoas que deveremos prezar, a quem deveremos responder, dar explicações, ou até mesmo satisfações. Nossos superiores no trabalho, nossos amigos verdadeiros, nosso parceiro de vida, nossos pais, todos fazem parte de uma parte importante de nossas vidas e sua preocupação conosco não é vazia. Na verdade, vivemos em sociedade e, portanto, não conseguiremos agir sempre como quisermos, sem olhar à nossa volta, ou poderemos ultrapassar a dignidade alheia.
Mesmo assim, ainda que existam pessoas que merecerão uma atenção mais cuidadosa de nossa parte, será necessário que nos resguardemos, um pouco, também delas, afinal, tudo tem um limite, seja no amor, na amizade, na família, seja no trabalho. Mantermos nossa individualidade nos evitará contratempos inclusive com as pessoas que gostam de nós, pois, mesmo entre elas, talvez haja alguém que possa ultrapassar o tanto que permitimos nos abrir.
Fato é que não podemos nos justificar e nos explicar demais a indivíduos que sempre questionarão o comportamento alheio, uma vez que não se enxergam, pensam ser superiores a todos, apontando o dedo a quem estiver ao seu lado. Irão questionar tudo o que você disser, criticar tudo o que você fizer, diminuir qualquer coisa que se relacione à sua vida. Será inútil tentar mudar o ponto de vista deles, será extenuante, uma vez que jamais conseguiremos nos rebaixar ao nível deles.
Na verdade, quem nos ama e caminha junto de fato nos conhecerá, saberá quem somos, ou seja, não ficará cobrando além da conta, pois confiará em nós. Quem muito questiona, critica e aponta dedos é alguém que nunca nos conheceu verdadeiramente, tampouco conhecerá, portanto, não vale a pena perder um segundo do dia pensando sobre esse tipo de gente. Cada minuto de nossas vidas é precioso e deve ser muito bem aproveitado, para que não cheguemos ao fim do dia com a péssima sensação de que só houve tempo perdido.
Fonte: Revista Pazes

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

OS BENEFÍCIOS DE PRATICAR A GRATIDÃO DIARIAMENTE

Segundo o dicionário, gratidão é a qualidade de quem é grato ou o reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor; agradecimento. Gratidão, porém, é muito mais que um substantivo. É um sentimento, um estado psicológico, de espírito ou uma forma de levar a vida.
Agradecer é uma simples – mas talvez não tão fácil, como já dizia o filósofo André Comte-Sponville, que “a gratidão é a mais agradável das virtudes; não é, no entanto, a mais fácil” – e poderosa ferramenta de mudar a maneira como você enxerga o mundo.
É uma atitude de reconhecimento, que vai muito além de simplesmente dizer obrigado ou retribuir um favor. Por exemplo, reconhecer que você está feliz é muito fácil, mas admitir que essa felicidade, ou parte dela, se deve a outros pode ser mais difícil.
Agradeça por cada conquista, pelos aprendizados, pelas risadas, pelo ar que respira, pelos pássaros cantando, pelos amigos e lembre-se do que já nos passa despercebido. Agradeça por ter uma cama para dormir, um casaco para vestir, um livro para ler no fim do dia. Seja grato aos seus mentores, sejam eles espirituais, seus pais, professores, mestres ou quem você admira. E por que não agradecer também pelas coisas que deram errado? Você tirou alguma lição? Aprendeu com o erro? Evoluiu de alguma maneira? Pois, agradeça da mesma forma. Agradeça ao universo. Envie palavras positivas e boas vibrações, que tudo retornará para você, independentemente de religião ou crença. É comprovado cientificamente que ser grato pode causar grandes mudanças, inclusive no cérebro.
A gratidão é uma virtude dinâmica, em que se retribui em ações o que é recebido. Quando você está pleno, seu humor melhora e, consequentemente, o ambiente ao seu redor estará melhor, beneficiando seus colegas de trabalho, sua família e, até, quem você encontra pela rua e deseja um bom dia com um sorriso no rosto.
Faça um teste. Diariamente, escreva em um papel três coisas pelas quais você é grato. É como exercitar qualquer músculo do corpo. Quanto mais a gratidão é praticada, mais ela será sentida espontaneamente. Os benefícios para o bem-estar físico e mental são inúmeros: ajuda a controlar a depressão, a ansiedade, a ter um sono mais profundo e maior satisfação com a vida.
Afinal, de que adianta ficar reclamando de tudo? Vamos ver o lado bom, tentar perceber outros ângulos. Tudo acontece por uma razão e não seríamos o que somos, nem teríamos o que temos, se não fosse pelo o que o universo prepara para nós.
Fonte: resilienciamag

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Os 10 ladrões de energia segundo Dalai Lama

Os 10 ladrões de energia
São 10. Dez ladrões de energia que, segundo o Dalai Lama, nos fazem cair em suas armadilhas e nos deixam vazios. Não nos damos conta, mas vivemos tão atentos a coisas banais que não prestamos atenção no que é realmente importante.
Tomar distância e se afastar do que não é necessário ajuda a melhorar a nossa saúde em todos os níveis. A dificuldade está em ter consciência do que é prejudicial para caminhar para um lugar que nos ofereça uma certa estabilidade. Por isso, o conhecido líder espiritual fez uma interessante compilação de 10 ladrões que sugam a energia de todos nós.
Vamos ver mais sobre isso:
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1 – Pessoas que são pagas em modo de reclamação

“Evite pessoas que só vêm para compartilhar reclamações, problemas, histórias desastrosas, medo e julgamento dos outros. Se alguém está procurando um barco para levar seu lixo, não ofereça a sua mente”.
As pessoas conectadas a um manifestante automático nos exaurem e nos subtraem. Colocar um pingo de energia em aliviar os egocentrismos alheios destrói a nossa essência. Então, como se costuma dizer, se alguém está à procura de um barco para levar seu lixo, não ofereça a sua mente. Desligue a sua vida de tudo aquilo que te afaste de si mesmo e não deixe que os outros te arrastem para as suas tempestades.

2 – As contas… claras

“Pague suas contas a tempo. Ao mesmo tempo, cobre quem te deve ou escolha deixar para lá, se já for impossível cobrar”. Ter as contas claras significa ter a certeza de que não devemos nada a ninguém e de que ninguém deve nada a nós.
As dívidas acabam com a nossa tranquilidade. Por isso é essencial que não tenhamos contas pendentes por aí, assim não teremos que nos esconder ou nos envergonhar por não quitar um compromisso que assumimos. Quem conhece a sensação de falta de ar compreende que se endividar é um dos maiores ladrões de energia que existem.

3 – As promessas pendentes

“Se não cumpriu suas promessas, se pergunte por que tem resistência. Você tem sempre direito de mudar de opinião, de se desculpar, de compensar, de renegociar e de oferecer alternativa perante uma promessa não cumprida. A forma mais fácil de evitar não cumprir com algo que você não quer fazer é dizer NÃO desde o princípio”.
Ser uma pessoa de palavra é uma das qualidades mais valorizadas e cotadas no mercado das relações interpessoais. Essa é, sem dúvida, uma característica que vai mais além, porque reflete boas intenções e consideração para com os outros.
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4 – Não ouvir os nossos interesses

“Elimine o que for possível, delegue aquelas tarefas que você prefere não fazer, e dedique seu tempo a fazer as coisas que gosta”. Não delegar aquilo que é aversivo para nós e que é possível passar para frente significa encher a nossa vida de uma negatividade desnecessária.
Às vezes, simplesmente, não estamos em condições de realizar uma tarefa. Outra pessoa pode, inclusive, realizá-la melhor, ou talvez ela tenha mais vontade de completá-la do que nós. Isto vale tanto para o lar quanto para o trabalho. Certamente existem centenas de opções que garantem uma melhor condição. Isso irá garantir um equilíbrio positivo nas nossas vidas.

5 – Não descansar e nem agir

“Dê-se permissão para descansar se estiver em um momento no qual necessita e dê-se permissão para agir se estiver em um momento de oportunidade”. Cada pessoa tem o seu ritmo, mas é importante saber descansar e recuperar as forças. Não fazer isso quando mais precisamos implica perder as nossas forças e cometer irresponsabilidades que vão acabar em arrependimento.

6 – A desordem

“Tire, arrume e organize; nada te toma mais energia do que um espaço desordenado e cheio de coisas do passado de que você já não precisa”. Existem bagunças e bagunças. Algumas mais catastróficas do que outras mas, no final das contas, todos nós precisamos da iniciativa de nos desfazer de algo.
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7- Não cuidar da sua saúde

“Dê prioridade à sua saúde; sem o seu corpo trabalhando ao máximo, você não pode fazer muito. Tire alguns momentos para descansar”. De pouco serve ter muito trabalho, muito dinheiro e muito patrimônio se não somos capazes de cuidar do que nos sustenta: o nosso corpo. É essencial que dediquemos tempo para relaxar, praticar um esporte, nos alimentarmos bem e nos conhecermos.

8 – As situações difíceis

“Enfrente as situações tóxicas que você está tolerando, desde resgatar um amigo ou um familiar, até tolerar ações negativas de um companheiro ou um grupo. Tome a ação necessária”. As situações difíceis nos ajudam a criar estratégias se assumirmos o controle e tentarmos resolvê-las. Adiar ou ignorar coisas pode nos gerar estresse e, assim, dificultar a nossa estabilidade.

9 – Não aceitar

“Aceite. Não é resignação, mas nada te faz perder mais energia do que resistir e brigar contra uma situação que você não pode mudar”. A única forma que temos para nos livrarmos dos monstros é aceitando-os. Assumir que há coisas que não devem mudar é mais um passo no sentido de conquistar o bem-estar emocional.
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10 – Não perdoar

“Perdoe, deixe ir uma situação que esteja causando dor; você pode sempre escolher deixar a dor ir embora”. O perdão serve como um travesseiro confortável. É provável que a vida nos coloque à prova, por isso é importante não alimentarmos rancores; porque se o fizermos, iremos morrer aos poucos.
Guardar rancor é humano, muito humano. Mas perdoar também o é. E errar. Dizem que quem não ama não perdoa. Na verdade, é precisamente o amor o culpado do perdão. O amor ao outro, à vida, ao mundo e a si próprio.
Fonte: A Mente é Maravilhosa

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O que é a Hiperlexia?


O que é a Hiperlexia?

Hiperlexia: você sabe o que essa palavra quer dizer? Há alguém na sua família ou algum conhecido? Bom, embora não seja tão falada na mídia, a hiperlexia faz parte da realidade muitas crianças. Portanto, é importante saber os detalhes que giram em torno desse distúrbio e identificar algum possível sinal de que seu filho ou filha possa manifestá-lo.

Qual o sintoma mais evidente da hiperlexia?

É válido ressaltar que o ponto principal é o fato de a criança demonstrar uma grande capacidade de leitura a partir do 18º mês. Entretanto, essa não é uma regra, uma vez que existem crianças com hiperlexia que começam a mostrar tal habilidade aos dois anos de idade (24º mês).

Características

Como vocês devem saber, não é algo normal que um pequeno dessa faixa etária saiba ler. O que se pode ver, no caso de quem não tem o distúrbio, é que as crianças ainda estão em fase de pronunciar aquelas palavrinhas, sobretudo as que estão muito presente em seu cotidiano: mamãe e papai, por exemplo. Mesmo que elas falem, a própria dicção ainda está bastante incipiente.
Na situação da hiperlexia, o pequeno consegue identificar as palavras impressas, mas tem dificuldade de estabelecer a comunicação oral por conta das dificuldades do processamento da linguagem falada. Há que salientar que a criança consegue ler, mas de maneira mecânica. Existem estudos que defendem a ideia de que a hiperlexia proporciona à pessoa a capacidade da leitura, porém de uma forma que ela não compreende o que está escrito.
Outra característica que se pode apontar é a dificuldade que a criança tem em se relacionar com o grupo de pessoas que pertençam à sua faixa etária. Tudo isso se deve ao fato do pequeno ter é a limitação de sua linguagem (receptiva ou expressiva), afastando-o de outras crianças.
O paciente com hiperlexia também demonstra um determinado gosto por rotinas, ou seja, ele não é adepto de situações novas e pode se comportar de maneira inadequada quando contrariado. Além disso, ele demonstra ter pouca atenção a uma conversa ou atividade, exceto quando se trata de algo de seu interesse. Por outro lado, a criança hiperléxica costuma se sentir atraída pelo o que passa na televisão ou em jogos digitais. Isso ocorre por causa do estímulo visual a que ela está exposta.
Existe alguma ligação com o autismo?
A hiperlexia é um distúrbio que se configura como um transtorno de linguagem e de comunicação. Embora não seja algo tão comum relacioná-la ao autismo (lembrando que essas dificuldades mencionadas são umas das várias características presentes no TEA) como fatores dependentes, é verdade que existem casos em que ambos podem, sim, estar associados.
Lembrando que a Síndrome de Asperger pode estar relacionada aos casos. No entanto, o acompanhamento profissional torna-se necessário para que os pais recebam o diagnóstico e, junto com o especialista, veja qual a melhor intervenção.
Desafios
O tratamento se dá por meio de uma equipe multidisciplinar, pois é importante que haja profissionais de áreas distintas para que seja encontrada a alternativa mais indicada à criança com hiperlexia.
Fonte: Neuro Saber

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Dica de filme: Homens de Honra

Homens de Honra

Sinopse: Carl Brashear (Cuba Gooding Jr.) veio de uma humilde família negra, que vivia em uma área rural em Sonora, Kentucky. Ainda garoto, no início dos anos 40, já adorava mergulhar, sendo que quando jovem se alistou na Marinha esperando se tornar um mergulhador. Inicialmente Carl trabalha como cozinheiro que era uma das poucas tarefas permitidas a um negro na época. Quando resolve mergulhar no mar em uma sexta-feira acaba sendo preso, pois os negros só podiam nadar na terça-feira, mas sua rapidez ao nadar é vista por todos e assim se torna um “nadador de resgate”, por iniciativa do capitão Pullman (Powers Boothe). Quando Brashear solicita a escola de mergulhadores encontra o comandante Billy Sunday (Robert De Niro), um instrutor de mergulho áspero e tirânico que tem absoluto poder sobre suas decisões. No princípio Sunday faz muito pouco para encorajar as ambições de Brashear e o aspirante a mergulhador descobre que o racismo no exército é um fato quando os outros aspirantes brancos – exceto Snowhill (Michael Rapaport), que por isto foi perseguido por Sunday – se negam a compartilhar um alojamento com um negro. Mas a coragem e determinação de Brashear impressionam Sunday e os dois se tornam amigos quando Brashear tem de lutar contra o preconceito e a burocracia militar, que quer acabar com seus sonhos de se tornar comandante e reformá-lo.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

“Os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração…” – diz O Pequeno Príncipe


Sobre o que realmente temos controle na vida? Às vezes, faço-me essa pergunta e chego à conclusão de que sobre pouquíssimas coisas. A vida é mesmo frágil, é a chama de uma vela, como diria Shakespeare. Além de frágil, é fugaz, passa rápido e, contemporaneamente, em um mundo de extrema fluidez, a sensação que tenho é de que a vida passa sem que eu possa, de fato, senti-la.
Temos que fazer mil e uma coisas em um dia, quando não temos condições de fazer cinco com qualidade. Cheios de obrigações e sem tempo para nada, as horas passam e a chama que nos mantém vivos fica mais fraca. Esse tempo não volta e, pior, não fica na memória, pois não o gastamos com o que de fato deveria ser gasto.
A obrigação em dar certo na vida não nos permite parar, ainda que não saibamos para aonde estamos indo. Essa maneira de se comportar intensifica-se com a vida, em uma sociedade capitalista, em que a obrigação em dar certo na vida resume-se a ganhar dinheiro. Vivemos sob o jugo da alta performance e exigências de um mundo cada vez mais dinâmico.
O que me preocupa é a forma como já estamos adaptados a viver dessa forma, sem questionar se essa é a melhor forma de viver, pois, como disse, a vida é breve e, por ser breve, deve ser aproveitada naquilo que realmente importa. Um dia a gente acorda, os anos se passaram e perdemos a oportunidade de deixar a nossa marca no mundo, de dar um abraço e de ganhar um sorriso. Ou seja, ser importante para alguém e fazer alguém importante.
Devemos produzir, devemos correr, devemos “ter” coisas para mostrar, como se objetos definissem pessoas, mas, mesmo que definam, são definições muito superficiais. Nessa busca incessante por um sem número de coisas, existem pessoas em lugares que não querem estar, em trabalhos que não trazem nenhuma felicidade, em relacionamentos vazios, e contentam-se, afinal, vendem-nos a ideia de que essa é uma vida feliz.
Nós a aceitamos, por medo, preguiça ou insegurança de viver uma vida que realmente faça jus à nossa existência e àquilo que somos. Acreditamos que a vida, dessa forma, é levada a sério, que estamos fazendo “coisas sérias”. Como é tola a sabedoria que os adultos carregam. Mal sabem que as areias da ampulheta chegam ao outro lado e suas vidas são vividas como a dos outros, sem diferenças, sem essência, sem nada que possa fazê-los importantes.
Tantas coisas que passam por nós ao longo da vida, tantas coisas que vêm e vão, tantos de que não nos lembramos, tantos que não se lembram de nós. Poderíamos ter nos ocupado de menos coisas, ter ficado mais tempo com o que faz o coração enternecer, chorado quando sentíssemos vontade e colecionado sorrisos para fortalecer a alma.
Mas não temos tempo para essas coisas. No mundo dos adultos, só há tempo para as coisas sérias, para fazer contas, para o racional. Desse modo, ao longo do tempo, vamos esquecendo quem somos e nos transformamos em máquinas ou qualquer outra coisa. Nem tudo pode ser contado e, assim, há coisas que somente são sentidas. Embora tenhamos nos ocupado muito em deixar de sentir. E nos orgulhamos disso, pois somos homens “sérios”.
“Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: “Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!” e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!”
Como a sabedoria do principezinho é diferente da nossa. Cegos da nossa razão, estamos inchados de orgulho de uma vida que nos afasta dos outros e de nós mesmos. Acreditamos que a felicidade está na grandiosidade ou quantidade. Guardamos tralhas que, no fim das contas, apenas nos deixam mais vazios. Tentamos cultivar milhares de pessoas, mas não temos tempo para cuidá-las e, logo, não colhemos nada.
Shakespeare disse que a vida é a chama de uma vela; Quintana, que a vida é breve; Niemeyer, que a vida é um sopro. Eu vos digo que a vida só vale a pena, quando com pequenas coisas se ganha um sorriso. Acho que a vida do homem contemporâneo não se adequa ao que penso, mas as pessoas grandes são muito esquisitas e isso não fui eu que disse, mas um frágil e pequenino sábio:
“- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim… e não encontram o que procuram…
– Não encontram, respondi…E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d’água…- É verdade. E o principezinho acrescentou:
– Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração…”
Fonte: Revista Pazes

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Você sabia que cada forma de abraçar tem um significado?

Você sabia que cada forma de abraçar tem um significado?
Existe uma bela frase de Eduard Paul Abbey que diz: “Eu acredito somente no que posso tocar, beijar ou abraçar. O resto é apenas fumaça.” Abraçar pode ser amor, paixão, ou até mesmo ódioÉ uma expressão capaz de representar uma enorme gama de emoções.
Abraçar é um ritual muito importante, mas nem sempre significa o que nós realmente amamos, desejamos ou sonhamos. Na verdade, é um gesto de linguagem não verbal regido pelas normas culturais das diferentes sociedades. Pode ser um pequeno oásis de privacidade, um refúgio de paz, ou mesmo um gesto de falsas declarações e enganos.

As diferentes maneiras de abraçar

Os psicólogos desenvolveram uma peculiar “classificação do abraço”. Na realidade, eles fizeram mais de uma, mas para este artigo vamos falar da classificação de Arturo Torres, porque acreditamos que é a mais completa. Você gostaria de conhecê-la?
Torres fala sobre a influência do abraçoEste gesto tem o poder de deixar no nosso corpo uma marca profunda e permanente. Mas, como dissemos, tudo isso depende da intenção da pessoa, dos sentimentos, das emoções… e especialmente, de como a pessoa que recebe o abraço o interpreta.

Abraços clássicos

Vamos começar pelo primeiro da lista que, neste caso, é o abraço clássico. Duas pessoas se abraçam com força deixando as cabeças uma ao lado da outra.
Na verdade, este é um abraço muito íntimo. Os peitos se juntam e as cabeças ficam muito próximas. Além disso, geralmente dura dois ou mais segundos, porque esse ritual tem um encanto especial. Certamente você já abraçou assim ao se despedir de alguém querido ou em um reencontro.

Abraços de dança

Como o próprio nome sugere, podem estar associados com a música. Normalmente, uma pessoa abraça a outra segurando a sua nuca. música transporta os dançarinos para um mundo mágico e romântico, repleto de amor, intimidade e beleza.

Abraço visual

Quando o abraço tem um contato visual, existe um componente especial. É simples, muito íntimo, e com as duas pessoas coladas uma de frente para a outra. Mas o espaço deixado entre os dois na altura do peito é substituído pela proximidade dos olhares cúmplices e carinhosos.

Abraço entre colegas

Outro abraço clássico é o abraço entre colegas: são duas pessoas sem intimidade ou afinidade especial. Eles simplesmente dão um tapinha nas costas do outro por um trabalho bem feito ou pela proximidade devido a algum fato concreto. No entanto, as cabeças não se juntam e não existe um forte sentimento.

Abraços assimétricos

O abraço assimétrico ocorre entre duas pessoas com alturas diferentes. Neste caso, a conotação é puramente passional e erótica. De fato, é mais usado durante um ato íntimo ou sexual.

Abraço lateral

O abraço lateral é outro exemplo de simplicidade e proximidade. Ele ocorre quando você coloca a mão no ombro da outra pessoa. Seus significados são variados: você pode estar confortando a outra pessoa, pode ser um sinal de companheirismo, simpatia e carinho, amor, ternura ou cordialidade.

Abraços distantes

Os abraços distantes ocorrem quando falta intensidade e são dados com os corpos afastados. As cinturas ficam separadas e o ato ocorre mais por compromisso do que por gosto ou prazer. Eles podem fazer parte de um protocolo ou são motivados por uma trégua temporária após um confronto. Eles podem ser a encenação de uma cordialidade tensa e até mesmo uma atuação que demonstra um afeto que realmente não existe.

Abraços violentos

Este é um abraço de muita intensidade, mas não pela paixão amorosa, e sim por pura violência e agressão. Pode ser muito apertado e pode até mesmo causar dor a um dos envolvidos. Acontecem durante uma briga ou para separar dois indivíduos que estejam lutando, por exemplo.
É uma pena que abraçar nem sempre seja um símbolo de amor e carinho. Essa proximidade com outra pessoa, esse contato físico tão íntimo, talvez nunca devesse ser violento ou falso. No entanto, mesmo que isto aconteça em muitos casos, felizmente, na maioria das vezes, os abraços simbolizam e criam um espaço de intimidade e afeto onde nos sentimos acompanhados e reconfortados.
Fonte: A mente é maravilhosa

A psicologia do perdão

Psicologia do perdão
A psicologia do perdão também é uma forma de desapego. Ela se refere a um ato de coragem através do qual as pessoas deixam de lado o rancor que as consome para aceitar o que aconteceu e seguir em frente. É também uma reestruturação do “eu”, um caminho psicológico para reparar o sofrimento, as emoções negativas, e encontrar pouco a pouco a paz interior.
Quando procuramos bibliografias em relação à psicologia do perdão, encontramos principalmente obras e documentos relacionados ao crescimento pessoal, ao estudo da moral e até mesmo ao mundo da religião ou da espiritualidade. No entanto, existem estudos científicos sobre o que é perdão, como realizá-lo e o que é necessário para que nosso equilíbrio físico e emocional dê esse passo?
Sim, existem alguns estudos sobre a psicologia do perdão. Na verdade, a “Associação Americana de Psicologia” tem diversos trabalhos e pesquisas sobre o que é perdoar ou não. Como as nossas sociedades antigas e a atual estão cheias de conflitos ao longo da sua história, nem sempre conseguiram avançar nesse sentido: uma dimensão que, por sua vez é a chave para o nosso bem-estar mental.
Certamente todos nós temos um espinho cravado, uma conta pendente com algum fato de nosso passado que restringe a nossa felicidade atual, que diminui a nossa capacidade de construir um presente muito mais satisfatório. Todos nós, de alguma forma, guardamos a nossa pequena cota de ressentimento em relação a algo ou alguém que precisa ser curado…
Mulher rodeada de pequenos aviões

Perdoar para evitar o “desgaste” pessoal

A melhor maneira de se aprofundar nessa área da psicologia é diferenciar o que é o perdão e o que não é. Perdoar, em primeiro lugar, não significa nos dizer que o que aconteceu em determinado momento foi bom se na realidade não foi. Também não significa “aceitar” ou se reconciliar com a pessoa que nos prejudicou; e muito menos nos obrigar a conviver ou sentir pena dela.
Na realidade, a psicologia do perdão nos oferece as estratégias apropriadas para que possamos dar os seguintes passos:
  • Aceite que as coisas aconteceram dessa maneira particular. Nada que aconteceu nesse momento específico do passado pode ser alterado. Portanto, devemos parar de pensar, perder energia, coragem e saúde, imaginando como as coisas poderiam ter acontecido se tivéssemos agido de outra forma.
“Perdoar é aprender a “deixar ir” para reinventar um novo “eu” que assume o passado, mas que tem forças para aproveitar o presente.
Por sua vez, a psicologia do perdão nos diz que não somos obrigados a entender ou aceitar os valores ou pensamentos da pessoa que nos prejudicou. Perdoar não é oferecer clemência ou buscar justificativas para o que sofremos. Nunca devemos perder a nossa dignidade.
  • É preciso facilitar o luto do ressentimento, “deixar ir” a raiva, a intensidade do desespero e o bloqueio que nos impede de respirar… Para isso, é necessário deixar de odiar aqueles que nos prejudicaram.
Caramujo com dente-de-leão
Por outro lado, há um aspecto importante que geralmente esquecemos. O perdão é a base de qualquer relacionamento, seja de casal, amizade, etc. Lembre-se de que nem todos veem as coisas da mesma maneira; na verdade, há diversas percepções, abordagens e opiniões.
Às vezes assumimos certos comportamentos como afrontas ou atos de desprezo, quando o que está por trás é uma simples intolerância ou um mal-entendido. Assim, e para deixar de ver traições onde não há, devemos ser capazes de expandir o nosso senso de compreensão e a nossa capacidade de perdão.

A psicologia do perdão: a chave para a saúde

O Dr. Bob Enright, da Universidade de Wisconsin, é um dos mais conhecidos especialistas no estudo da psicologia do perdão. Depois de mais de três décadas analisando casos, fazendo estudos e escrevendo livros sobre o assunto, concluiu algo que, talvez, possa chamar a nossa atenção. Nem todos conseguem, nem todos são capazes de dar o primeiro passo para oferecer o perdão. A razão disso reside na crença de que o perdão é uma forma de fraqueza.
Isto é um erro. Uma das melhores ideias que a psicologia do perdão nos dá é de que perdoar, dar o primeiro passo, além de nos permitir avançar com mais liberdade no nosso presente, nos dá a oportunidade de aprender novos valores e estratégias para enfrentar qualquer fonte de estresse e ansiedade. Perdoar e reciclar ressentimentos nos liberta; é um ato de coragem e força.
Mulher com borboleta em sua mão
O Dr. Enright nos lembra que existem muitas razões para perdoar. A melhor delas é que vamos ganhar saúde. Existem muitos estudos que mostram a estreita relação entre o perdão e a redução da ansiedade, da depressão e de outros distúrbios que reduzem a nossa qualidade de vida.
Vamos portanto, colocar em prática algumas das seguintes estratégias para facilitar o caminho do perdão:
  • Perdoar não é esquecer, é aprender a pensar melhor e entender que não somos obrigados a facilitar uma reconciliação, mas a aceitar o que aconteceu sem nos sentirmos “fracos” por dar esse passo. Perdoar é nos libertarmos de muitas cargas que não merecemos carregar ao longo da vida.
  • O ódio tira a energia, o ânimo e a esperança. Devemos, portanto, aprender a perdoar para sobreviver e viver com mais dignidade.
  • A escrita terapêutica e a manutenção de um diário também podem nos ajudar.
  • Devemos entender, por sua vez, que o tempo por si só não ajuda a esquecer. Deixar passar os dias, meses e anos não nos impedirá de odiar ou lembrar o que aconteceu. Não vamos deixar para amanhã o desconforto que sentimos hoje.
  • Precisamos entender que o perdão é um processo. Talvez nunca possamos perdoar completamente a outra pessoa, mas podemos descarregar uma boa parte de todo ressentimento para poder “respirar” um pouco melhor…
Para concluir, o campo da psicologia do perdão é muito amplo e, por sua vez, tem uma relação muito próxima com a área da saúde e do bem-estar. É uma disciplina que nos oferece estratégias fabulosas para aplicarmos em qualquer área da nossa vida, do nosso trabalho e dos relacionamentos diários. Perdoar é, portanto, uma das melhores habilidades e virtudes que podemos desenvolver como seres humanos.
Fonte: Amente é Maravilhosa