quarta-feira, 13 de setembro de 2017

10 atitudes para trabalhar sua inteligência emocional

 Resultado de imagem para "psicologiasdobrasil.com.br" a psicoterapia te ajudará na auto-compreensão!
*Texto escrito pela psicóloga Camila Reis, colunista no Superela.
Você já ouviu sobre inteligência emocional? E como ela impacta no seu desenvolvimento, no trabalho e na vida?
Muita gente já deve ter ouvido falar, já que este é um tema que vem sendo discutido com frequência nos últimos anos. Pessoas que têm inteligência emocional (IE) comumente se destacam nas empresas, indústrias, universidades, escolas e em tantos outros lugares. O mercado de trabalho tem exigido pessoas para além das competências técnicas e acadêmicas, tem exigido pessoas capazes de lidar com as suas próprias emoções, lidar em situações de estresse e conflito, além de um profissional que sabe se relacionar com as diferentes pessoas e funções. O psicólogo Daniel Goleman traz este conceito como maior responsável pelo sucesso ou insucesso das pessoas, já que o relacionamento interpessoal predomina em diferentes situações dentro nas organizações.
Talvez agora você esteja se perguntando, afinal de contas, o que é isso? Bem, a IE pode ser definida para além da capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros. É um conjunto de habilidades comportamentais que proporcionam o seu próprio engajamento e o do outro a objetivos e interesses comuns, tais como: motivar a si mesmo, motivar o outro, persistir mediante frustrações, saber se controlar e ser habilidoso socialmente.
Por isso, acredita-se que pessoas com bons relacionamentos, compreensão e afabilidade proporcionam mais chance de se obter sucesso. Por ser um conjunto amplo de habilidades, certamente você deve ter algumas características e outras não. Abaixo vou listar e explicar um pouco a importância de cada uma delas.
*Texto escrito pela psicóloga Camila Reis, colunista no Superela.
Você já ouviu sobre inteligência emocional? E como ela impacta no seu desenvolvimento, no trabalho e na vida?
Muita gente já deve ter ouvido falar, já que este é um tema que vem sendo discutido com frequência nos últimos anos. Pessoas que têm inteligência emocional (IE) comumente se destacam nas empresas, indústrias, universidades, escolas e em tantos outros lugares. O mercado de trabalho tem exigido pessoas para além das competências técnicas e acadêmicas, tem exigido pessoas capazes de lidar com as suas próprias emoções, lidar em situações de estresse e conflito, além de um profissional que sabe se relacionar com as diferentes pessoas e funções. O psicólogo Daniel Goleman traz este conceito como maior responsável pelo sucesso ou insucesso das pessoas, já que o relacionamento interpessoal predomina em diferentes situações dentro nas organizações.
Talvez agora você esteja se perguntando, afinal de contas, o que é isso? Bem, a IE pode ser definida para além da capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros. É um conjunto de habilidades comportamentais que proporcionam o seu próprio engajamento e o do outro a objetivos e interesses comuns, tais como: motivar a si mesmo, motivar o outro, persistir mediante frustrações, saber se controlar e ser habilidoso socialmente.
Por isso, acredita-se que pessoas com bons relacionamentos, compreensão e afabilidade proporcionam mais chance de se obter sucesso. Por ser um conjunto amplo de habilidades, certamente você deve ter algumas características e outras não. Abaixo vou listar e explicar um pouco a importância de cada uma delas.
3. Acredite em você
A autoconfiança é um sentimento em relação às coisas que fazemos e como nos posicionamos. Estar relacionado ao sentimento de coragem, capacidade enfrentamento, interesse pelo novo e proporciona a emissão de comportamentos bem sucedidos. Você já deve ter notado que pessoas autoconfiantes estão sempre fazendo muitas coisas e é exatamente isso que você precisa fazer para melhorar a sua autoconfiança: você precisa se expor, tentar, fazer coisas diferentes do que já faz, afinal, “ações iguais, resultados iguais, ações diferentes, resultados diferentes”.
Entretanto, é preciso chamar atenção para uma coisa: você precisa DOSAR a sua alta expectativa e seu alto padrão de exigência. Quando você se cobra demais para fazer uma coisa que ainda é difícil para você, só de pensar em começar, você geralmente já desiste. Por isso, é preciso ficar atento e se predispor a fazer aquilo que você realmente dá conta. Se for uma tarefa/objetivo muito complexo, quebre em etapas para ir se fortalecendo aos poucos e se sentindo capaz.
4. Sinta o sentimento do outro
A empatia é a capacidade de sentir e se colocar no lugar do outro, como se estivesse vivenciando a situação pelo olhar dele. É fundamental para o convívio coletivo em qualquer lugar. Muitas vezes temos dificuldade em entender e ouvir, parece que só existe a nossa verdade e ela é a única resposta. Mas, o que a gente esquece é que cada um de nós temos uma vida, com nossos valores, paradigmas e história, por isso, algumas vezes, o que parece certo para um é muito errado para o outro. Dessa forma, precisamos pensar antes de sermos intolerantes com a opinião ou postura do outro e buscar compreender e acolher os sentimentos e emoções do outro de forma objetiva e racional.
5. Se reconstrua mesmo diante das maiores dificuldades
Resiliência pode ser entendido como a capacidade de se reconstruir, regenerar e se adaptar diante de situações adversas. Isso quer dizer que, mesmo diante de frustrações, decepções e dificuldades, você precisa seguir em frente. O sofrimento e as dificuldades são inerentes à vida humana e nós precisamos aprender a lidar com eles e tirar todos os ensinamentos destas situações. Recentes estudos mostram que aprender a lidar com sentimentos negativos é a chave para se sentir bem, por isso, se conhecer é fundamental para nos tornamos mais resilientes, pois, quando nos conhecemos, aprendemos a sentir autoconfiança e, consequentemente, sabemos que, mesmo com as dificuldades, nós conseguiremos nos reerguer e reconstruir.
6. Procure a energia que você tem guardada
Relacionado com os itens autoconhecimento, autoconfiança e resiliência, a automotivação, como o próprio nome já diz, é a capacidade de se motivar. A importância de se conhecer, confiar em si mesmo e saber que será capaz de superar as dificuldades são fundamentais para que aprendamos a nos automotivar. Crie estratégias que te ajudem a chegar aos seus objetivos, assista vídeos relacionados o que você quer, desenvolva pequenas metas e comemore cada passo dado e cada conquista. Ainda que esteja difícil se motivar, procure fazer coisas que gosta, conversar com pessoas sobre esses assuntos, troque ideias, se movimente… Tudo isso nos ajuda a correr atrás e focar no que almejamos.
7. Se posicione na hora certa e do jeito certo
Você deve ter ouvido falar muitas vezes do termo assertivo. Sim, você precisa treinar essa habilidade social de se posicionar e expressar o que você pensa ou gostaria na hora certa, com a pessoa certa e do jeito certo. A assertividade é a habilidade de expressar pensamentos, sentimentos, crenças e os seus próprios direitos de um modo honesto, claro e apropriado, sem violar o direito dos outros. O assertivo não é nem agressivo e nem submisso, ele expressa o sim e não quando for preciso. Geralmente pessoas assertivas são menos ansiosas, tem uma boa autoestima e autoconfiança.
8. Interaja com as pessoas
Ser comunicativo é fundamental para o seu desenvolvimento em qualquer organização. Transmita quem você é, o que você pensa e o que sente. Sabe aquele ditado “quem não é visto não é lembrado”? É bem por aí… Mas nunca esqueça do item anterior: você precisa saber falar na hora certa pra não ficarem com uma má impressão sua. Além disso, se comunicar não é só falar, como digo no próximo item.
9. Você sabe ouvir?
É isso aí gente, falar é fácil, né? E ouvir? Muita gente por aí tem dificuldade de ouvir e, quando eu falo isso, não estou falando de um problema auditivo, (aliás, pessoas com problemas auditivos geralmente são MUITO boas em ouvir os outros, pois elas treinam durante a vida e são capazes de captar uma ampla variedade de sinais da comunicação) eu falo de prestar atenção a mensagem que o outro quer passar.
Algumas pessoas estão tristes e sensíveis e, às vezes, somos incapazes de ouvi-los (compreender o sentimento deles). Outras vezes, alguém no trabalho está com dificuldade e somos incapazes de “ouvir” o pedido de ajuda. Sem falar da dificuldade que a gente vê por aí de se ouvir críticas. Às vezes, você dá um feedback negativo para a pessoa e ela inventa mil justificativas (até para ela mesma) pelo que ocorreu. Vamos ouvir mais, se veio uma crítica do outro lado, ainda que você não concorde no primeiro momento, ouça. Você pode ter feito alguma coisa que fez com que a pessoa entendesse isso.
10. “O importante não é justificar o erro, mas impedir que ele se repita” (Che Guevara)
Desde que existe humanidade, existe erro. A natureza “erra”, sofre mutações e se transforma. O princípio deve ser o mesmo: todos nós já erramos diversas vezes e vamos errar muito mais. O que nós precisamos aprender é o que fazer com esse erro. Precisamos aprender a nos transformar. O erro nos traz muitas possibilidades, novos caminhos e horizontes, novos aprendizados. Seja mais tolerante consigo mesmo, pegue leve e reflita o que esse erro trouxe pra você. Um caminho ele já nos mostra: o do não fazer aquilo de novo.
E quando o erro é do outro?
Não é fácil, mas se nós erramos, por que não os outros? Aprenda a respeitar as limitações de quem está ao seu lado. Ninguém será igual a você e nem vai pensar com a sua lógica porque cada um de nós tem uma história de vida completamente diferente da outra, o que nos faz sermos singulares. Seus pais vão errar, seu namorado (a), seus irmãos, seus chefes, colegas, amigos… É assim a vida. Se foi algo que te atingiu diretamente, por que não conversar sobre isso e entender como são as coisas para o outro? Se é no trabalho, vamos entender e analisar o que aconteceu, para então tomar medidas de redução das falhas.
Essas são as principais características que englobam o conjunto de habilidades para você desenvolver a sua inteligência emocional, afinal, ser inteligente apenas academicamente não é o suficiente para o nosso crescimento e destaque. O equilíbrio entre as habilidades sociais e acadêmicas é o que favorece o nosso sucesso.
Em RESUMO:
Pratique o autoconhecimento. Se observe, se ouça, escreva sobre o que quer e sobre o que sente;
Crie estratégias que te ajude a desenvolver o autocontrole nas diferentes situações;
Seja autoconfiante. Acredite em você. Não tenha medo de agir;
Se coloque genuinamente no lugar do outro. Dizem que a empatia é um medidor eficaz da maturidade humana;
Seja resiliente, persista. Muitas vezes a vida é dura conosco, mas nunca esqueça tudo que já conquistou e continue batalhando que isso servirá de grande aprendizado;
Busque se motivar, assista vídeos, troque ideias, só não fique parado;
Aprenda a ser assertivo. Expressar os seus pensamentos e sentimentos no momento ideal traz muitos benefícios.
Seja comunicativo, converse com as pessoas, transmita quem você é;
Aprenda a ouvir, principalmente aquilo que você não quer;
Aceite que você vai errar e as pessoas ao seu redor também. Use o erro para sinalizar uma nova direção.
TEXTO ORIGINAL DE BRASILPOST

 Fonte: Psicologias do Brasil

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O segredo da saúde mental e corporal

Resultado de imagem para O segredo da saúde mental e corporal está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sabia e seriamente o presente

O segredo da saúde mental e corporal está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sabia e seriamente o presente. 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Qual a relação entre os Transtornos Psiquiátricos e de Aprendizagem?


Vocês já devem ter se questionado se existe alguma relação entre os transtornos psiquiátricos e os de aprendizagem, correto? A pauta que trata dos transtornos neurobiológicos ou neuropsiquiátricos é realmente cheia de curiosidades que até mesmo profissionais da área precisam ficar atentos quanto às informações.

A resposta

A resposta à pergunta que dá um norte a este artigo é a seguinte: sim, existe relação entre eles, sem sombras de dúvidas. Isso é evidenciado pelo fato de indivíduos que apresentam transtornos psiquiátricos terem mais chances de manifestar transtornos de aprendizagem no campo da leitura, da escrita e da matemática. Por outro lado, pessoas que apresentam distúrbios de aprendizagem tendem a manifestar distúrbios psiquiátricos.
Fonte: Neuro Saber

Resiliência: o que é e por que toda criança deve aprender?


A resiliência é a habilidade de se adaptar às adversidades, superar estresse, falhas ou tragédias e se reconstruir a partir de então. Ou seja, possui resiliência quem é capaz de lidar com os sentimentos de ansiedade ou inaptidão, enfrentar as dificuldades e sair da experiência tão bem quanto (ou ainda melhor) do que entrou. Uma característica essencial para criar indivíduos confiantes e saudáveis.

Além disso, resiliência não é um traço genético – ela pode ser ensinada. Faz-se isso orientando as crianças, desde cedo, a agir tranquilamente diante de obstáculos e alimentando sua autoestima.

Entretanto, não presuma que crianças e adultos resilientes não irão sofrer durante a vida. A dor, a tristeza e mesmo traumas emocionais estão fadados a surgir em determinados momentos para qualquer um. A diferença é que eles estarão mais preparados para enfrentar esses sentimentos com perseverança e senso do próprio valor.

"Por vezes, as crianças não conseguem verbalizar o que as está incomodando - preste atenção em outros sinais."

A resiliência entre crianças pequenas

Muita gente imagina que, devido à pouca idade, crianças pequenas não entendem o que ocorre em torno delas. Afinal, durante a primeira infância, elas estão desenvolvendo suas habilidades de linguagem e expressão e, portanto, nem sempre são capazes de comunicar o que estão sentindo claramente. Mas não se engane: mesmo bebês absorvem o impacto de eventos graves, brigas, acidentes, ou mesmo conversas tensas que acabem por entreouvir. Como perceber, então, se uma criança está ansiosa ou assustada?

Repare em sinais que indiquem o mal estar dela, ainda que ela não consiga explicá-lo: carência (ela recentemente se tornou muito “grudada” aos adultos, exigindo mais colo, beijos e abraços do que de costume?) pode ser um indicativo de que algo não vai bem; regressão em algum comportamento que ela já aprendera anteriormente (de repente, ela parou de ir ao banheiro sozinha, voltou a chupar o dedo, etc.) também mostra que ela está enfrentando uma dificuldade.

Nesses momentos, tanto escola quanto família devem trabalhar para criar um ambiente de segurança para a criança. A rotina é essencial nesse processo – isso faz com que os pequenos se sintam mais em controle, já que entendem o que irá acontecer durante o dia; assim, eles conseguem planejar as próprias ações. Reserve tempo para conversar e de fato ouvir a criança, desenvolva brincadeiras e leituras que a façam sentir incluída.

"A autoestima é primordial para a resiliência: dê tempo e espaço para que as crianças vençam desafios sozinhas."

Como educar crianças para que se sintam capazes de lidar com as adversidades?

Ensinando resiliência

Além de oferecer seu tempo e carinho, há uma série de maneiras de cultivar a resiliência em uma turma de Educação Infantil:

-Elogie esforços: garanta uma atmosfera em que as crianças sejam reconhecidas por seu trabalho duro e dedicação, não apenas pelo sucesso. Evite a palavra perfeito – diga “que desenho criativo, como você fez esse cachorro? Por que escolheu essas cores? Que bom, dá para ver que você se esforçou bastante”, ao invés de um simples “está lindo”. Reforce que falhar faz parte do aprendizado, ao invés de um motivo de vergonha. Ajude as crianças a refletir sobre suas produções, apontando do que gostaram em suas atividades e o que acreditam que pode ser melhorado.

-Construa a autoestima: não refaça o trabalho das crianças em busca de um resultado “perfeito”. Por exemplo, se um dos alunos está feliz por pentear os cabelos sozinho, não apanhe a escova e o penteie novamente. Elogie a pró-atividade dele e deixe que use o cabelo como quiser! Do contrário, ele se sentirá incapaz de realizar a tarefa e irá, cada vez mais, duvidar de sua capacidade de se cuidar por conta própria.

-Não entre em pânico: se uma criança tropeçou e caiu, se foi empurrada, se tentou subir em uma árvore e acabou no chão – assista, espere e deixe que ela aprenda a se levantar sem ajuda. Auxilie, não tomando controle da situação, mas conversando de modo a diminuir o susto. “Que legal, você estava subindo na árvore! Eu vi que você chegou bem perto, parabéns! Daqui a pouco, você tenta de novo. Agora, vamos limpar a terra e brincar com seus amigos?” é muito melhor do que “Eu avisei para não subir na árvore, não disse que ia se machucar?”.

-Apresente modelos: leve histórias de heróis e heroínas que superaram adversidades e use a narrativa para iniciar discussões com a classe. Qual desafio o protagonista enfrentou? De quais habilidades precisou? Quais forças e fraquezas ele possuía? Outras pessoas ajudaram o herói – e de que maneira? O que ele aprendeu? Você já precisou usar essas habilidades na vida real? Alguém já te ajudou a fazer algo ou você ajudou alguém? Como? Incentive as crianças a dividir suas próprias histórias, tornando-se cientes de sua capacidade em resolver problemas.

Fonte: Resiliencia Humana

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Dica de Filme: Click

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Nesta deliciosa comédia recheada de grandes aprendizados para a vida e carreira, Michael Newman é um famoso arquiteto com uma família linda e estruturada. Ele trabalha muito e nunca tem tempo para aproveitar ao lado de sua esposa e seus filhos. Um dia, depois de comprar um controle remoto universal, ele descobre que pode controlar o tempo e avançar sua própria vida. Porém, o que seria divertido acaba se tornando uma tragédia, pois sua vida muda drasticamente enquanto ele tenta concertar as coisas.
Este filme nos faz refletir sobre a importância de valorizar o tempo e as pessoas enquanto podemos. Nos mostra, ainda, o quanto nossas decisões podem influenciar positiva ou negativamente nossas vidas e que, em muitas escolhas, não poderemos voltar atrás. Vale a pena assistir!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Identifique a sua paixão nessa vida e esqueça os antidepressivos


Querido(a) leitor(a),  não faço ideia de como este texto irá te encontrar, mas, tenho certeza de que ele vai te deixar inquieto(a) durante, e, principalmente, após a leitura.

É possível que ele seja lido por pessoas que estejam vivendo a sua plenitude, como pode ocorrer de ele cair nas mãos  de pessoas que   tenham sido diagnosticadas com depressão e estejam tomando, diariamente, medicamentos antidepressivo e que regulem o sono. Deixo bem claro que, longe de mim, criticar a atuação da psiquiatria, tampouco me oponho ao uso dos medicamentos para os transtornos emocionais.

O que pretendo aqui, é chamar a atenção para a vida que você está vivendo, no sentido de identificar se ela está conforme aquilo que constitui a sua essência. Alguém duvida que uma vida satisfatória é um verdadeiro antídoto para a depressão e outras patologias emocionais e físicas? É delicado tratar sobre isso, eu tenho consciência,  mas é uma realidade que, talvez esteja mascarada. Sabe, eu acredito que muitas doenças emocionais estão vinculadas à uma vida infeliz, vida essa que não está sendo vivida de acordo com aquilo que foi, digamos, programada, para a pessoa viver.

Pensem comigo, como uma pessoa vai manter a própria saúde emocional em dia, se ela trabalha com algo que não a faz sentir-se realizada? Eu estou sendo generosa nessa questão, afinal, existem pessoas que odeiam o que fazem. Diga-me, como alguém será emocionalmente saudável se vive um relacionamento infeliz e frustrado?

Acredito que cada pessoa possua, no mínimo, uma paixão específica, e essa paixão é a senha de acesso para a imunidade emocional dela. Sim, acredito piamente que cada um de nós nascemos dotados de uma habilidade ou aptidão que precisa ser vivida na sua integralidade. E praticar essa habilidade  proporcionará, à pessoa, aquela dose de satisfação que vai atuar como um bálsamo para que ela enfrente os demais percalços da vida sem adoecer emocionalmente. É como se a gratidão por fazer algo que realmente gosta causasse uma imunidade contra patologias que afetam as emoções.

É aquela questão da compensação,  ou seja, ainda que tenhamos que fazer algo que não gostamos, teremos o conforto da certeza de  que, em algum momento, iremos fazer algo que realmente nos apaixona. Precisamos de prazer para viver, precisamos nos sentir úteis, precisamos nos sentir integrados, precisamos viver essa sensação de pertencimento. Ocorre que, infelizmente, é possível que uma pessoa viva uma vida inteira sem ter contato com aquilo que poderia ter evitado uma depressão. Então, leitor querido, responda a si mesmo, você está vivendo a sua paixão ou suas paixões? Você está se presenteando com aquilo que faz os seus olhos brilharem? Você, ao menos, já identificou a sua possível paixão nessa vida? Cozinhar, dançar, escrever, pintar, cantar, ensinar, plantar, a maternidade, a paternidade, enfim, o que faz sua alma sorrir?

É possível, ainda, que você tenha consciência da sua paixão nessa vida, mas por alguma razão, não permitiu que ela viesse à tona e que se expressasse de forma plena. Quem sabe, a pessoa com a qual você se relaciona te oprimiu ao ponto de te fazer abrir mão de algo que gosta tanto. Sim, isso acontece, conheço uma mulher que é apaixonada por dança de salão,  mas o parceiro não permite que ela expresse essa arte tão linda por ciúmes, afinal, ela vai chamar a atenção, entende? Não? Eu também acho um absurdo, mas fazer o quê?

Creio que não seria absurdo afirmar que boa parte das doenças emocionais são oriundas das insatisfações. É preciso compreender, de uma vez por todas, que nenhum medicamento substitui a eficácia dos hormônios que são liberados pela satisfação. Os medicamentos são bengalas, eles não atuam na alma, eles não fazem os olhos brilharem. Os medicamentos não dão sentido à vida, eles apenas anestesiam as dores de uma vida desconectada da própria essência.

Há casos em que uma pessoa é curada da depressão simplesmente por ter saído de um relacionamento infeliz, outras, são curadas porque começaram a trabalhar e passaram a se sentir produtivas. Não importa o que seja, mas uma pessoa precisa sentir a alegria de realizar algo que realmente gosta.

Identificar uma paixão e investir nela é algo emergencial, eu penso. É investir em saúde e qualidade de vida, é dar sentido à própria vida, é fazer a vida valer a pena. É recusar a viver por viver. É dar forma e vazão ao que pulsa na alma.

Existem muitas pessoas diagnosticadas com doenças emocionais que, acredito, seriam curadas se tivessem a possibilidade de entrar em contato com aquilo que lateja na alma dela, ou, que talvez, ainda esteja adormecido nela. Existem muitos medicamentos que poderiam ser substituídos por abraços, toques, carinhos, afeto. Existem medicamentos que poderiam ser trocados por pinturas, jardinagens e culinárias criativas. Existem medicamentos que poderiam ceder o lugar para um trabalho voluntário que multiplicasse sorrisos e gratidão. Os meus medicamentos, eu troquei por textos, poesias e uma faculdade de Psicologia. Isso mesmo, escrever é uma das minhas paixões viscerais. Torço que caso você ainda não esteja vivendo a sua paixão, que você ainda tenha tempo de vivê-la.

Em tempo, deixo claro que não estou reduzindo as doenças emocionais ao fato de uma pessoa não fazer o que gosta, mas é fato que boa parte delas tem estreita relação com isso.


Fonte: Psiconlinews

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Como desenvolver sua Resiliência


1 - Administre o estresse. Embora talvez seja difícil manter-se calmo durante os momentos de dificuldade e preocupação, o estresse restringe a sua capacidade de manter-se resiliente. Administrá-lo permitirá que você vença as dificuldades com maior serenidade e foco, em vez de enterrar-se cada vez mais fundo, tentando se esconder. Coloque a administração do estresse como prioridade em sua vida, não importando quão ocupada ela seja.
Se você está com uma agenda cheia e dormindo pouco, veja se há compromissos que podem ser adiados.
Permita-se fazer atividades que tragam paz mental. Dê a si mesmo esse espaço e paz regularmente, oferecendo à resiliência uma oportunidade de crescer.
Realize atividades positivas para reduzir o estresse e aumentar o seu humor positivo.
Pense no estresse como um desafio ou oportunidade. Se você se sente estressado, isso significa que você se importa muito com algo que está fazendo. Como consequência, você se preocupa com esse algo. Use esse estresse como um meio de se informar com respeito às suas prioridades e obrigações. Mude a sua forma de pensar a respeito do que for relacionado ao estresse, de “eu não tenho tempo suficiente” para “eu sei que posso fazer isso — só preciso organizar minhas responsabilidades”.

2 - Medite. Meditar pode ajudá-lo a limpar a mente, reduzir o estresse e sentir-se mais preparado para enfrentar o dia e os desafios que vêm pela frente. Estudos também revelam que apenas 10 minutos de meditação podem descansá-lo tanto quanto uma hora a mais de sono, além de deixá-lo mais relaxado e capaz para lidar com seus problemas. Se você se sente sobrecarregado ou esgotado, meditar o ajudará a desacelerar e sentir-se no controle de sua situação.
Apenas encontre um lugar confortável para se assentar e feche os olhos, concentrando-se na respiração entrando e saindo do corpo. Faça um esforço para relaxar o seu corpo uma parte de cada vez, e lembre-se de bloquear todos os ruídos ou distrações.
3 - Pratique ioga. Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard demonstrou que praticantes de ioga, em comparação aos praticantes de outras atividades físicas, apresentavam uma menor tendência a explosões de raiva e eram mais capazes de lidar com desafios. Ao praticar ioga, você realizará posições desafiadoras e aprenderá a construir força e resistência ao mantê-las mesmo quando o corpo está implorando para parar; isso desenvolve a sua capacidade de “manter-se firme” em situações desafiadoras e de encontrar os recursos necessários para continuar calmo e determinado.
4 - Cultive o seu senso de humor. Em tempos difíceis, você deve olhar para o lado bom. O humor ajuda você a ter perspectiva durante os maus momentos. Além disso, ele melhora a sua sensação de bem-estar através do aumento nos níveis de dopamina no cérebro e, por fim, pode melhorar a sua saúde geral.
Assista a uma comédia, leia um livro engraçado e passe tempo com pessoas que são realmente divertidas. Ao passar por momentos difíceis, é importante que você equilibre os seus filmes, livros e pensamentos tristes com alternativas engraçadas e bem-humoradas para evitar chegar no fundo do poço do desespero.
Aprenda a rir de si mesmo. A capacidade de não se levar tão a sério tornará muito mais fácil a tarefa de enfrentar desafios com um sorriso no rosto.

5 - Busque apoio. A falta de apoio social pode levar a um declínio em sua resiliência. Embora seja fácil abandonar relacionamentos importantes em nossas vidas agitadas, é crucial guardar espaço para eles. Bons relacionamentos são um pilar rochoso de resiliência e um ponto onde nos apoiarmos durante os tempos difíceis. Mantenha sempre a sua família e amigos por perto e você terá uma rede de apoio instantânea, segura e confiável em todo momento.
Um estudo com 3.000 enfermeiras com câncer de mama demonstrou que aquelas com 10 ou mais amigos próximos tinham 4 vezes mais chances de sobreviver do que as demais.

6 - Encontre um mentor. Uma vez que a falta de apoio social pode resultar em uma menor resiliência, encontrar um mentor pode ajudá-lo a lidar com a vida durante os momentos difíceis. Você talvez sinta que tudo é sem esperança e que o chão está ruindo debaixo de seus pés, e ter uma pessoa que já passou por isso o ajudará a perceber que você não está sozinho e é plenamente capaz de lidar com os desafios que a vida traz.
Esse mentor pode ser uma pessoa que tem tido sucesso em sua área de atuação, algum de seus avós, um amigo mais velho ou, até mesmo, qualquer pessoa que o ajude a alcançar os seus objetivos e enfrentar as adversidades com a cabeça no lugar.
Se você está em idade escolar (fundamental até a faculdade), um conselheiro educacional ou tutor pode servir como mentor e apoiá-lo em sua vida.

7 - Concentre-se em sua saúde. Pode ser importante conversar a respeito dos problemas que você tem enfrentado com alguém em posição para ajudá-lo a tomar decisões inteligentes com respeito a buscar terapia, usar opções medicinais e descobrir outras bases de apoio necessárias. Embora você possa enfrentar as dificuldades por conta própria, é importante conversar com um profissional para ter a certeza de estar agindo da melhor forma possível.
Consultar um profissional não é um sinal de fraqueza; admitir que você talvez precise de ajuda, na verdade, requer uma imensa quantidade de força.
Fonte: Resiliência Humana

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Você sabe o que é DISLEXIA?


A DISLEXIA é de fato, um transtorno um tanto quanto difícil de ser diagnosticado, haja vista que depende da experiência dos profissionais envolvidos, sejam eles professores, neurologistas, fonoaudiólogos, psicólogos, exigindo um maior aprofundamento e ambientação no tocante ao tema.
Tal fato se corrobora ao notarmos que a dislexia requer um viés multidisciplinar para o seu correto tratamento e as formas mais adequadas para auxiliar no desenvolvimento de cada criança portadora da dislexia.
Você sabia que a a causa do insucesso escolar de algumas crianças pode estar ligada na Dislexia. Neste vídeo o Dr Clay Brites, médico Neuropediatra, nos mostra como detectar este Transtorno.

Saiba reconhecer os sintomas de esgotamento nervoso

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O esgotamento nervoso não é reconhecido como uma doença, no entanto, pode ser sinal de transtornos psicológicos, como ansiedade ou depressão e, por isso, saber reconhecê-lo ajuda a identificar precocemente problemas que precisam ser tratados.
Geralmente, os sintomas de esgotamento surgem quando existe excesso de estresse, impedindo o funcionamento mental correto. Assim alguns dos sinais mais comuns incluem:
  1. Dificuldade para se concentrar: o excesso de estresse esforça muito a capacidade de atenção, deixando o cérebro cansado para se concentrar quando necessário;
  2. Falta de memória: em casos mais graves, o esforço da capacidade de atenção pode alterar funções cerebrais relacionadas com a memória, tornando difícil lembrar até de informações simples;
  3. Vontade excessiva para comer: o estresse provoca alterações hormonais que aumentam o apetite, especialmente por alimentos ricos em gordura e carboidratos;
  4. Alterações intestinais: o estresse mental normalmente provoca alterações no funcionamento do intestino, levando ao surgimento de dor abdominal, diarreia, prisão de ventre ou excesso de gases;
  5. Sensibilidade a cheiros: quando a ansiedade está em níveis muito elevados os recetores olfativos ficam mais sensíveis, o que pode tornar difícil tolerar até cheiros que antigamente eram neutros;
  6. Sensação frequente de que algo mau vai acontecer: o estresse normalmente deixa os problemas mais complicado do que realmente são e, por isso, é comum o sentimento de que nada vai ficar bem;
  7. Falta de preocupação com a imagem: pessoas muito estressadas normalmente não têm energia suficiente para se preocupar com a sua própria imagem.
Além destes sinais também podem surgir sintomas físicos como batimento cardíaco irregular, dores musculares, tonturas, tosse persistente e dores de cabeça constantes.
Saiba reconhecer os sintomas de esgotamento nervoso

Quando ir ao médico

Alguns destes sintomas podem surgir após uma situação de estresse excessivo e desaparecer em poucas horas e, nesses casos, não é necessário ir ao médico, sendo apenas recomendado relaxar. 
No entanto, quando surgem vários sintomas ou duram por mais de 2 dias pode ser recomendado consultar um psicólogo para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.

Como é feito o tratamento

O tratamento para esgotamento nervoso depende da sua causa, mas normalmente quando é causado pelo excesso de estresse é feito com o uso remédios para acalmar, como Pasalix e um período de férias.
Já nos casos de problemas psicológicos, como a Síndrome de Hulk, podem ser também necessários remédios antidepressivos, como Prozac, e terapia com o psiquiatra.
Durante o tratamento para esgotamento nervoso deve-se também dar preferência para alimentos ricos em triptofano, como castanha do Pará e abacate, porque eles liberam serotonina na corrente sanguínea, melhorando o bem-estar.
Fonte: Tua Saúde

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

6 sinais de que você sofre da Síndrome do Impositor


Você já se sentiu em estado de paralisia? Já se sentiu inseguro com alguma entrega que tenha que fazer? Já achou não ser merecedor de uma promoção? Ou então não se sentiu capaz de iniciar um projeto novo? Já se pergunto se conseguirá entregar o resultado esperado para os seus clientes?
Este fenômeno costuma estar presente em momentos de transição ou quando nos deparamos com um novo desafio. Geralmente, costuma vir acompanhado de uma carga tremenda de ansiedade e insegurança.
É muito comum tanto em jovens no início de carreira como em profissionais mais experientes – que não sabem lidar muito bem com críticas e com eventuais falhas.
Falo de um fenômeno conhecido como a Síndrome do Impostor.
Segundo um estudo realizado pela psicóloga Gail Matthews, da Universidade Dominicana da Califórnia, nos Estados Unidos, esta condição atinge, em média, 70% dos profissionais bem-sucedidos – na maior parte mulheres.
Para a psicóloga Valerie Young, pessoas que sofrem com esse mal adotam mecanismos de defesa e enfrentamento.
A revista Tua Saúde elencou 6 sinais que devemos prestar atenção para descobrir se sofremos desse vilão interno. Inclusive, escrevendo este texto, descobri que alguns deles estão presentes em minha vida.
Vamos lá:
1. Esforço tremendo
As pessoas com Síndrome do Impostor acreditam que precisam se esforçar em excesso, muito mais que as outras pessoas, para justificar as suas conquistas e por achar que sabem menos que os outros. O perfeccionismo e o excesso de trabalho são utilizados para ajudar a justificar o desempenho, mas acabam causando muita ansiedade e esgotamento.
2. Autossabotagem
No texto que escrevi sobre autossabotagem, falei sobre quando criamos obstáculos e empecilhos para a realização das nossas tarefas, objetivos, metas e até mesmo nossos sonhos. Isso gera grandes atrasos em nossas vidas nas mais diversas áreas.
Geralmente, as pessoas tendem a achar que o fracasso é inevitável e a qualquer momento alguém experiente irá desmascará-lo na frente dos outros. Assim, mesmo sem perceber, a pessoa que sofre da Síndrome do Impostor pode preferir se esforçar de menos, evitando gastar energia para algo que acredita que não dará certo e diminuindo as chances de ser julgado por outras pessoas.
3. Adiar tarefas
PS: Quero deixar claro que não é o meu quarto na foto! Hehe!
A foto ilustra bem: a pessoa adia suas tarefas ou seus compromissos para o último momento.
Para quem sofre da Sídrome do Impostor, é comum levar o máximo de tempo para cumprir estas obrigações – e tudo isso é feito com o objetivo de evitar o momento de ser avaliado ou criticado por estas tarefas.
4. Medo da exposição
Você foge de momentos em que irá passar por alguma avaliação ou crítica?
A escolha de tarefas e carreiras são, muitas vezes, baseadas no que será menos perceptível, com o intuito de não ser alvo de avaliações.
5. Se compara com os outros
Isso é bastante comum. Muitas pessoas acham que não são boas o suficiente em relação aos outros.
Autocobrança em excesso, perfeccionismo e complexo de inferioridade são características marcantes em pessoas que possuem esta Síndrome.
6. Agradando a todos
De acordo com as psicólogas Pauline Clance e Suzanne Imem, na tentativa de encontrar ao menos uma pessoa para reconhecer o seu brilho, você usa habilidades sociais para causar boa impressão, já que não acredita em seu intelecto. O problema é que, se seus esforços forem bem-sucedidos, você dispensará a resposta positiva, acreditando que somente podem pensar que é especial porque gostam de você. Além disso, na sua cabeça, precisar de aprovação externa apenas confirma que você é uma fraude”.
Que tal nos libertarmos?
Assim que a Síndrome é detectada, deve-se procurar ajuda profissional para que suas capacidades e competências sejam internalizadas, diminuindo assim a sensação de fraude.
Tente escolher um objetivo para encarar de frente, mas não foque no erro: imagine as lições que pode tirar se fracassar.
Caso você tenha percebido que estes 6 sinais fazem parte da sua rotina, veja algumas atitudes que pode tomar;
• Ter um mentor ou alguém mais experiente e confiável para quem possa pedir opiniões e conselhos sinceros;
• Compartilhar as inquietações ou angústias com um amigo;
• Aceitar os próprios defeitos e qualidades e evitar se comparar ao outros;
• Respeitar as próprias limitações, não estabelecendo metas inalcançáveis ou compromissos que não possam ser cumpridos;
• Aceitar que as falhas acontecem a qualquer pessoa, e procurar aprender com elas;
• Ter um trabalho de que goste, proporcionando motivação e satisfação.
Outras atividades, como meditação, exercícios físicos e viagens de lazer, são capazes de aliviar o estresse e ansiedade, melhorando a autoestima e ajudando no autoconhecimento.

Fonte: Revista Pazes

domingo, 3 de setembro de 2017

O carinho das mãos calejadas do meu pai

Por: Nara Rúbia Ribeiro


Nos olhos da infância, a dimensão tanto da dor quanto da alegria tem proporções gigantescas. O que nem desconfiamos é que esses gigantes ficarão tatuados em nossos olhos para sempre e muito dirão daquilo que, em essência, seremos.
O meu pai, durante boa parte de sua vida, trabalhou com barro, formas e fornos, forjando tijolos para a construção de mundos alheios e provendo o pão de cada dia nosso. Morávamos no interior de Goiás. Ele acordava sempre às quatro da manhã e se dirigia ao trabalho, passando, antes, na casa de meus avós, onde a vó Bernardina já teria deixado prontos o seu café e, em regra, o seu bolo frio de polvilho, quentinho, feitos naquela hora.
Meu pai seguia ao trabalho e amassava o barro. Colocava esse barro em pequenas formas e em seguida o desenformava, colocando-o para secar. Sempre sob o sol escaldante. Sempre banhado de suor. Após seco, o barro formatado era empilhado em fornalhas imensas e recebia calores exaustivos do fogo, para que se consolidasse. Algumas vezes fui ao trabalho dele, quando menina. Era uma aventura… e eu achava o máximo quando ele me permitia virar algum tijolo, de sorte que ele pudesse tomar sol dos dois lados.
O que ele ganhava era pouco. Minha mãe fazia trabalhos de crochê para complementar a renda. Eram trabalhos tão bonitos e tão bem feitos, que me cortava o coração quando os vendia.
Não raro o meu pai saía do trabalho e chegava em casa sujo e cansado, tomava um rápido banho e brincava comigo e com o meu irmão. Brincadeiras de menino: finca, bola de gude. No final da noite, nos deitávamos para ouvir o rádio de pilha, momento em que brincávamos de acertar qual a próxima música da programação da emissora. Daí, muitas vezes, se dava a surpresa. Ele geralmente passava na rádio e deixava registrado músicas dedicadas à família toda. Ouvir o nosso nome na rádio recebendo música era a glória maior.
Era uma vida contrastada de dor e ternura, onde eu fingia não perceber o sacrifício do meu pai e a frustração silenciosa da minha mãe, por não poder nos ofertar o que gostaria.
Mas os pais são sempre desprovidos de bom senso e doam-nos mais do que pensam ter doado; ofertam-nos mais do que julgam ofertar.
Penso que o ofício do meu pai foi sempre o mais bonito de todos. Talvez até divino, posto que a própria divindade, conforme a crença judaico-cristã, teria formatado o homem do barro. Mas o que aprendi, observando o ofício do meu pai, é que a vida também nos macera até o ponto de estarmos aptos à forma que a própria vida escolheu. E que, uma vez formatados, sempre haverá em nós alguma ranhura, algum desalinho, algum amassado que nos difere dos outros. Os tijolos nunca são exatamente iguais. Alguns tijolos se quebram e se, enquanto expostos ao sol, tomam chuva, derretem-se, desfazem-se e voltam à terra.
Aprendi que as dores são fornos cujo calor consolida a nossa disposição interior. Aqueles que se permitiram magoar pelos arranhões e os amassados poderão consolidar essa mágoa na dor da fornalha do tempo. Mas aquele que sabe que as intempéries da vida nos dão a oportunidade de sermos ímpares, que sabe mensurar a grandeza de ser único, a alegria de ainda mostrar-se inteiro, esse faz consolidar a gratidão por sua própria existência, ainda que esta seja por demais dolorida.
Importa é saber que, ao final, o que nos vale no mundo é fazer parte dele. Não importa se se é um barro mal macerado e pobre, um tijolo derretido na chuva, ou um outro seco, ou queimado, ou quebrado a servir de caco em algum canto de um terreno baldio. Importa que aqui estamos todos, reconstruindo-nos e recriando-nos a cada dia.
Inspira-me saber que o meu pai, embora em contato direto com a aspereza da vida, detinha-se na sutileza de dedicar-nos seu tempo e, não raro, uma música. Alguma fortuna no mundo poderia legar-nos algo maior do que isso? Que a compreensão de que, mesmo no chão árido e grosseiro de uma existência sofrida ainda possa florir, nas frestas que entremeiam as dores, as mais surpreendentes delicadezas? Eu creio que não. Escolhi as mãos calejadas do meu pai para acariciar o meu mundo interior. Mãos sulcadas pela vida, cujas rachaduras guardam barro e dor, mas que também tangenciam e entregam-nos, na agrura dos dias, as mais belas melodias.
Fonte: Revista Pazes

sábado, 2 de setembro de 2017

O envelhecimento dos pais: Quem cuida de quem?


Nascimento, crescimento e envelhecimento fazem parte do processo natural de qualquer família. A cada ciclo da vida, os componentes se modificam para conviverem melhor entre si. Na velhice não é diferente! É uma fase que proporciona novas emoções e desafios para o indivíduo e seus familiares.

Envelhecer é um processo contínuo e constante em nossas vidas e ocorre desde que nascemos. Com a maior expectativa de vida da população a convivência entre gerações tem ocorrido por mais tempo, o que promove mudanças nas relações.

Dúvidas, inseguranças e medos podem surgir entre os familiares, principalmente nos filhos. Como lidar com algumas características tão peculiares dos pais idosos?

O envelhecimento de uma pessoa perpassa por diversas transformações físicas e psíquicas. O idoso costuma apresentar uma menor velocidade no processamento das informações, assim como a memória começa a falhar. As características da personalidade tendem a ser exacerbadas.

Os filhos podem se sentir confusos com esse processo. Aquele pai, antes visto como herói, forte, que sempre cuidou da família, começa a se fragilizar. Precisa ser cuidado e, geralmente, torna-se mais carente de afeto e atenção. Como lidar com isso?

Tornar-se pai do seu pai

Nesse dilema, alguns filhos tendem a inverter os papéis com seus pais. “Tornam-se pais dos seus pais”. Mas, será que essa atitude, por mais que saibamos ser uma forma de cuidado, é saudável e a melhor para os mais velhos? Qual será o impacto psicológico disso para eles?

Os idosos são pessoas que, apesar de estarem passando por transformações, têm mais anos de experiência na vida adulta que seus filhos. Eles desejam ou precisam ser cuidados, apoiados, mas não infantilizados ou colocados em um papel de menor valia dentro da dinâmica familiar e social.

Ocorre, um empobrecimento relacional comum nessa fase da vida decorrente da diminuição do contato social. Isso pode culminar em um isolamento excessivo gerando diversas questões emocionais, como desamparo, insegurança, solidão, aumento da ansiedade e até depressão. Alguns fatores como a aposentadoria e a perda do companheiro tendem a intensificar tais comportamentos. Nesse contexto, a inversão de papéis entre pais e filhos pode agravar a situação. Quando isso ocorre, os idosos sentem-se dependentes e desvalorizados gerando uma baixa na autoestima e na autoimagem. A autonomia sobre suas próprias vidas torna-se restrita e a busca pela realização de conquistas pessoais é diminuída.

A importância dos filhos

Uma idade mais avançada não pode ser sinônimo de incapacidade, mas sim de possibilidades! Essa fase se configura em uma etapa de desenvolvimento, elaboração e realização de projetos pessoais. Há uma sabedoria e experiência adquiridas ao longo da vida que podem ser convertidas em aprendizado e transformações.

A família como um todo, principalmente os filhos, tem um papel fundamental nesse processo. É importante que o idoso sinta-se pertencente e participante desse grupo e não isolado.

Apoiar, acompanhar, dar atenção, suporte e carinho são formas de demostrar afeto mais
eficazes. Respeitar suas vontades e necessidades enquanto pessoas. Deixá-los realizar suas atividades e viver suas vidas como desejam são aspectos fundamentais para o melhor relacionamento entre pais e filhos na terceira idade!

Fonte: A Caminho da Mudanca

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Dica de Filme: Coach Carter – Treino para a Vida

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Baseado em fatos reais, este filme é uma grande lição de liderança. Trata-se da emocionante e inspiradora trajetória de um treinador chamado Ken, que resolve impedir seu time de basquete de jogar por causa do mau desempenho acadêmico. Por sua atitude, Ken é criticado e admirado por muitos e mostra aos jovens jogadores a importância de investir no futuro e em suas vidas.
Este filme é um grande modelo de liderança que conquista pelo exemplo de suas ações, e que inspira seus liderados a acreditarem em seus sonhos e darem valor à vida. Você vai se emocionar nesta história.