quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Estamos todos com fome de abraços


Por Erick Morais

Em um dos seus versos, Pablo Neruda disse que “Se nada nos salva da morte, pelo menos que o amor nos salve da vida”. Talvez seja ridículo dizer o quanto isso é óbvio, mas andamos tão esquecidos, tão sobressaltados, tão desmemoriados, que é preciso dizer o óbvio, a fim de que os nossos olhos consigam sair de nós e enxergar além das grandiosidades vazias que nos cercam.

Nos outros, em nós, nos lugares mais próximos, nos lugares mais distantes, não importa aonde se vá, estão todos perdidos. Todos perambulando, andando por aqui, acolá. Cortando as multidões, em que muitos se veem, mas poucos se enxergam. As pessoas não parecem satisfeitas, os seus olhares procuram algo perdido. Será a humanidade cada vez mais distante?

Mas, ninguém para, ninguém questiona, ninguém ousa andar em sentido contrário, afinal, ninguém quer ser visto como fugitivo. Os fugitivos são perigosos, eles incitam as pessoas a pensarem. E quem pensa, desorganiza, perturba a ordem, quebra a normalidade de uma vida cheia de banalizações. Sabemos bem que o sistema não costuma gostar de sujeitos subversivos.

E como somos bastante obedientes, ficamos quietinhos. Podemos até chorar, mostrar a nossa insatisfação com a vida, a nossa desesperança, a nossa fragilidade. Mas é preciso que seja em silêncio, claro. O sistema não gosta de alardes e as lágrimas costumam sempre mostrar os esconderijos da alma, algo que – convenhamos – não deve ser mostrado, já que vivemos como máquinas.

Vivemos como máquinas e tudo que nos faça pensar ou recuperar o humano deve ser esquecido, apagado da vida e da memória. Além disso, o que há para fazer? Somos ensinados desde logo que boi sozinho se lambe melhor, a não despregar os olhos de nós mesmos, ainda que para que possamos nos enxergar seja necessário ir além do nosso próprio reflexo.

Assim, o sistema de desvínculos que nos circunda torna-se perfeito, porque não enxergamos o humano no outro, o outro não enxerga o humano em nós, de modo a ficar todos perdidos e todos famintos. Com fome de gente. Com fome de toque. Com fome de abraços.

E não adianta tentar preencher o vazio com outras coisas, por mais que diga que se pode, porque afeto não é mercantilizável, embora os mercadores do amor tentem sempre arrumar uma nova forma de vendê-lo e nós obedientemente novas formas de comprá-lo.

No entanto, sempre chega o momento em que o algo que fala em nós grita que não há como viver de forma tão banal, desinteressante, solitária, egoísta. Não dá para viver apenas enganando o estômago. Uma hora, ele quer pão, assim como a alma quer abraços. É o instante em que se ainda não conseguimos enxergar a humanidade nas pessoas, ao menos enxergamos a fome que domina os seus olhos, repletos de secura.

Nesse instante, em que a alma cansada de chorar em silêncio se coloca para fora; percebemos que ser fugitivo é a única possibilidade de liberdade e que o toque é o que humaniza a nossa existência, pois se o amor é capaz de criar um escudo contra a morte, é preciso que o utilizemos para que – como falou Neruda – salvemo-nos da vida.

Fonte: Revista Pazes

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Depressão é a doença que mais atinge estudantes universitários

Resultado de imagem para Depressão é a doença que mais atinge estudantes universitários
Metade dos universitários brasileiros vivenciou algum tipo de crise emocional no ano passado. A depressão foi a mais representativa: atingiu cerca de 15% dos estudantes, enquanto a média geral entre jovens de até 25 anos fica em torno de 4%. Os dados sobre os universitários são da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Para psicólogos e professores, a principal causa dessas crises é a mudança da adolescência para a vida adulta, que ocorre bem na fase em que o jovem está na graduação. Por causa das cobranças, o estudante se sente pressionado e confuso e o resultado é a falta de motivação para estudar, dificuldade de concentração, baixo desempenho acadêmico, reprovação, trancamento de disciplinas e, na pior das hipóteses, evasão.
“É o período em que o estudante vai consolidar sua personalidade e ganhar características do curso que escolheu. Essa formação de identidade, somada à necessidade de corresponder às expectativas dos outros, gera estado depressivo”, explica o professor e coordenador da Clínica de Psicologia da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Luiz Henrique Ramos.
Cobrança
Nem sempre o sofrimento é causado apenas pela tentativa de mostrar à família e aos amigos que dá conta da vida adulta. A cobrança de si mesmo por um bom desempenho também é responsável por causar ansiedade nos universitários. Segundo Ramos, algumas situações específicas durante o curso podem desencadear o problema. No caso dos cursos de Saúde, a hora de atender o paciente pode gerar medo, insegurança e causar situações de ansiedade e depressão.
Os estudantes de Medicina estão entre os grupos mais atingidos, segundo o psiquiatra e professor de Medicina da Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Dagoberto Hungria Requião. Além do medo do início do atendimento, o contato com corpos nas aulas de Anatomia também pode causar tristeza e desânimo. “Ele chega ao curso superior entusiasmado e se depara logo com a morte. Nem todos estão preparados e têm maturidade para isso.”
Formada há três anos, a médica Amanda – que não quis ser identificada – lembra que passou por um estado de depressão no primeiro ano da faculdade. Depois de poucos meses de aula, começou a faltar. “Não ia mais e nem fazia provas. Simplesmente ficava em casa vendo televisão. Hoje sei que o que senti foi medo de comparação com as notas dos colegas, pois tinha acabado de passar pela pressão do vestibular e não aguentava mais aquilo.” Após quatro meses em casa, ela procurou um médico, tomou remédio e em pouco tempo estava de volta à sala de aula.
Imagem de capa: Shutterstock/Indefinido.
Texto Original de Gazeta Do Povo

Fonte: Psicologias do Brasil.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Entenda o que é Bulimia Nervosa




A bulimia nervosa é um transtorno alimentar em que o paciente ingere de forma descontrolada uma grande quantidade de alimentos, num ato de compulsão alimentar e depois fica arrependido e tenta compensar esse exagero provocando o próprio vômito, por exemplo.

Para compensar a ingestão exagerada de alimentos o bulímico provoca geralmente o próprio vômito mas também utiliza outras estratégias como:

·         Ficar longos períodos sem comer nada.
·         Tomar laxantes de forma exagerada, para provocar diarreia e eliminar os alimentos.
·         Praticar exercícios físicos de forma exagerada, para "queimar" todas as calorias que ingeriu.

Estas estratégias compensatórias podem ser utilizadas em simultâneo pelo paciente, fazendo com que possa desmaiar facilmente.

Consequências da bulimia

As consequências da bulimia podem ser:
·         Desgaste dos dentes;
·         Inflamação crônica da garganta;
·         Calos no dorso das mãos;
·         Desidratação;
·         Desnutrição.

Estas complicações podem surgir em poucos meses e se devem ao ato de forçar o vômito de forma frequente e pela má alimentação, que não oferece ao corpo todos os nutrientes necessário para funcionar corretamente. Veja outras complicações e como tratar cada uma aqui.

Sintomas de bulimia

Os sintomas de bulimia podem ser físicos como o desgaste dos dentes ou alterações no comportamento como ir frequentemente ao banheiro durante e após as refeições. Para saber mais sobre os sintomas de bulimia veja: Sintomas de bulimia.

Tratamento para bulimia

O tratamento para a bulimia é feito principalmente com terapia comportamental, de grupo e reeducação alimentar.

Pode ser necessária a ingestão de suplementos de vitaminas e minerais assim como de alguns remédios antidepressivos ou para ajudar a evitar os vômitos. Em casos graves pode mesmo ser necessário o internamento hospitalar ou em clínicas especializadas no tratamento de transtornos alimentares.


O tratamento para bulimia é demorado, pois o paciente necessita de aprender a ter uma relação saudável com os alimentos e a se alimentar corretamente, evitando o ganho de peso e o comportamento compensatório que vem depois das crises. Veja mais sobre o tratamento em: Tratamento para bulimia.

Fonte: Tua Saúde

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Poesia com Rapadura, Bráulio Bessa faz homenagem ao 'Dia da Consciência ...

Dicas para melhorar a compreensão em crianças com Hiperlexia


Dicas para melhorar a compreensão em crianças com Hiperlexia

Vocês já viram em outra ocasião alguns detalhes da Hiperlexia e como isso afeta as crianças. No artigo mencionado, há informações importantes para que pais e responsáveis possam avaliar se o pequeno apresenta algum traço característico, sendo que o principal deles é a habilidade precoce de leitura.
Entretanto, o que parece um relevante passo na vida escolar pode ser, na verdade, um motivo para procurar auxílio profissional. Se de um lado a criança consegue ler uma frase inteira aos dois anos de idade (fase em que os bebês normais não contam com tal domínio); do outro, ela encontrará grandes dificuldades em desenvolver a linguagem oral e até se relacionar com os colegas de sala.
Portanto, as intervenções são imprescindíveis na vida do paciente, uma vez que quanto mais cedo começar o tratamento, mais chances o pequeno terá na socialização ao seu redor. Mas é verdade que sempre surgem dúvidas acerca de qual metodologia utilizar para se trabalhar no caso apresentado pela criança.
Considerando que a Hiperlexia pode estar associada ao Transtorno de Espectro do Autismo (TEA), é preciso reconhecer que um tratamento usado em uma criança pode ser completamente diferente em outra. Aliás, a Hiperlexia pode vir em diferentes condições entre os pacientes com o mesmo distúrbio.

Veja abaixo as principais dicas para melhorar a compreensão em crianças com Hiperlexia.

  • Procurar uma equipe que ofereça intervenções multidisciplinares, pois desta forma haverá muitas chances de os profissionais trabalharem os pontos que precisam ser desenvolvidos, tanto na vida escolar quanto familiar;
  • Dentro do tratamento citado acima é importante mencionar a presença de fonoaudiólogos, tamanho o desafio que os pequenos encontram com a linguagem oral em detrimento das palavras impressas. É relevante que eles consigam dominar a oralidade;
  • Na escola*, uma atitude que pode servir para ajudar a criança com Hiperlexia é integrá-la à turma regular, ou seja, com os alunos que conseguem desenvolver a habilidade da fala dentro dos limites da faixa etária em questão.
  • * Lembrando que tanto o pequeno que tenha Hiperlexia quanto seus colegas devem tirar um proveito em comum com essa convivência: o respeito pela diversidade encontrada em uma sala de aula. Além disso, outra vantagem que pode vir através dessa troca de informações é a flexibilidade a que os alunos estarão inseridos.
  • Dentro de casa existem muitas possibilidades. Uma delas é o exercício diário que pais, babá ou algum outro familiar pode aplicar à criança. Alguma atividade dada pela fonoaudióloga pode ser explorada no ambiente doméstico, como em brincadeiras, para citar apenas um exemplo;
  • Outro atrativo para as crianças são os dispositivos eletrônicos, uma vez que o pequeno com a Hiperlexia tem um estímulo visual bastante aguçado. Nesse caso, os tablets contam com jogos educativos que tendem a atrair a atenção da criança e, junto com ela, você terá chances de trabalhar os pontos que mais necessitam ser desenvolvidos.
Há que se lembrar, no entanto, que tudo isso só pode ser feito se o paciente contar com uma intervenção profissional.
Fonte: Neuro Saber

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Dica de filme: O Fazendeiro e Deus



Sinopse: Tão inspirador quanto “A Virada” e “Desafiando Gigantes” Um fazendeiro muda-se para a África do Sul com a família e sofre uma série de perdas que julga ser incapaz de superar. Com amizades insólitas e intervenção divina providencial, ele descobre o verdadeiro propósito da sua vida e uma crença inabalável no poder da fé. A história de vida comovente de um homem que, assim como suas batatas, desenvolve as raízes da fé, que só se tornam visíveis quando chega a hora da colheita.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Vigorexia - Quando há obsessão pelo corpo perfeito

Vigorexia - Quando há obsessão pelo corpo perfeito

A vigorexia, transtorno dismórfico muscular ou Síndrome de Adonis, é uma doença psicológica caracterizada por uma insatisfação constante com o corpo, que afeta principalmente os homens, levando-os à prática exaustiva de exercícios físicos.

Sintomas da vigorexia

O principal sintoma da vigorexia é o fato de o indivíduo estar em ótima forma física e continuar achando que seu corpo é inadequado, por ser muito fraco. Outros sintomas são:
  • Dor muscular persistente por todo o corpo
  • Cansaço ao extremo
  • Irritabilidade
  • Depressão
  • Anorexia/ Dieta muito restritiva
  • Insônia
  • Aumento da frequência cardíaca ao repouso
  • Menor desempenho durante o contato íntimo
  • Sentimento de inferioridade
Por norma, os vigoréticos adotam uma alimentação muito restritiva e passam a eliminar o consumo de gorduras, exagerando no consumo de alimentos ricos em proteínas, com vistas no aumento da massa muscular. É comum que eles também abusem dos anabolizantes.
Eles ficam sempre insatisfeitos com os resultados, vendo-se como indivíduos muito magros, apesar de serem muito fortes e terem músculos muito bem desenvolvidos. Por isso, a vigorexia é considerada um tipo de Transtorno Obsessivo Compulsivo e necessita de tratamento.

Causas da vigorexia

As causas da vigorexia são psicológicas, mas acredita-se que possa haver alguma relação com os neurotransmissores do sistema nervoso central, pois alguns casos de vigorexia foram precedidos por doenças como meningite ou encefalite.

Consequências da vigorexia

Com o passar do tempo, a vigorexia pode gerar consequências danosas ao organismo, como insuficiência renal ou hepática, problemas de circulação sanguínea e depressão.
Se houver abuso do uso de anabolizantes, pode haver doenças cardiovasculares envolvidas, câncer de próstata e diminuição do tecido testicular.

Tratamento para vigorexia

O tratamento mais indicado em caso de vigorexia é a psicoterapia, cujos objetivos serão fazer o indivíduo aceitar-se como realmente é e aumentar a sua autoestima. Além disso, pode ser necessário tomar medicamentos à base de Serotonina e uma alimentação equilibrada, orientada por um nutricionista.
Fonte: Tua Saúde

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Quais são os tipos de TDAH e como identificá-los?


Quais são os tipos de TDAH e como identificá-los?

A discussão sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) tem ganhado destaque na mídia pela ampla divulgação de sites e blogs que orientam pais e profissionais. A informação que o público adquire é bastante relevante, considerando que as técnicas utilizadas pelos especialistas estão ajudando as famílias no tratamento do distúrbio.
Há que se lembrar, no entanto, que o material disponibilizado nesses meios vem, geralmente, de pessoas ligadas aos casos que envolvem o TDAH, sejam eles médicos ou pais de crianças diagnosticadas com o transtorno, por exemplo. Contudo, é importante salientar que quando o assunto é saúde, toda e qualquer generalização pode ser perigosa.
Sendo assim, o artigo de hoje vem explicar aos leitores quais são os tipos de TDAH e como pode ser possível identificá-los. Lembre-se que o melhor meio de cuidar de suas crianças é a informação.

TDAH (tipo desatento)

Este grupo é caracterizado por aspectos conhecidos pela maioria das pessoas, tendo a desatenção um dos pontos mais lembrados. Mas não é somente isso: percepção de passagem de tempo, dispersão em tarefas que exigem grande concentração, distração, entre outros.
Além disso, vale salientar que as características são muito mais comuns que se pode imaginar. Veja quais elas:
  • Dificuldade para se concentrar em aulas, livros e palestras (geralmente, as pessoas acometidas pelo TDAH tipo desatento não terminam a leitura de um livro; ou só quando o assunto desperta total interesse).
  • A pessoa se distrai com qualquer estímulo externo (barulho, objetos, imagens).
  • Dificuldade de se organizar, tanto objetos de seu cotidiano como a própria noção de tempo.
  • Distração em conversas.
  • Outros.

TDAH (Tipo hiperativo-impulsivo)

Este grupo, por sua vez, é marcado pelos sinais que caracterizam o jeito mais agitado de ser. Uma pessoa que é diagnosticada com TDAH hiperativo-impulsivo, geralmente, é aquela que pode perturbar o ambiente a que está inserida, como a sala de aula, por exemplo.
Outras características que podemos trazer ao artigo é a inquietação, impaciência em ouvir uma pessoa e para muitas coisas que necessitam de tempo; e mais:
  • Gosto por falar (muitas vezes sem algo objetivo, sem um foco).
  • Temperamento explosivo, tendência a vícios (bebidas, drogas e jogos).
  • Intolerância a erros (cometidos tanto pela pessoa quanto por outros).
  • No campo da sexualidade, a pessoa pode ser instável, sendo que haverá períodos de grande desejo sexual e períodos de pouca libido.
  • Outros.

TDAH (Tipo misto/ combinado)

Por último, o TDAH misto. Ele se constitui como a junção dos dois tipos mencionados acima, sendo que a pessoa pode manifestar características que correspondam ao lado mais distraído e ao mais impulsivo. No entanto, é importante ressaltar que as crianças mais novas tendem a mostrar a hiperatividade como característica. Ao longo da vida, as pessoas diagnosticadas com o TDAH podem ficar mais distraídas. Claro que tudo isso depende de pessoa para pessoa.

Ajuda profissional

Para que o paciente receba o tratamento ideal para o seu caso, é pertinente lembrar que somente com a avaliação médica, o diagnóstico pode ser dado.
Fonte: Neuro Saber

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Dica de filme: A Virada

A Virada

Sinopse: Jay Austin quer vender carros usados da pior maneira… e é assim mesmo que ele negocia na sua loja. Promete muito mais do que pode cumprir e faz qualquer coisa para vender um carro. Sua atitude manipuladora se manifesta em todos os seus relacionamentos. Até sua esposa e seu filho sabem que não podem confiar nele. Mas Jay passa a trabalhar na restauração de um modelo clássico conversível e começa a ver que Deus está se esforçando para recupera-lo. Ao encarar a realidade de como ele se comporta de verdade, Jay Austin vive uma grande reviravolta: aprende a honrar a Deus nos negócios, nos relacionamentos, na sua vida toda!

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

26 sinais de que você é uma pessoa boazinha DEMAIS

Resultado de imagem para "Conti outra" 26 sinais de que você é uma pessoa boazinha DEMAIS
Vamos refletir...

Por Rafael Capanema
1. Seu prato vem errado no restaurante, mas você não fala nada pro garçom e come do jeito que veio.
2. Atendimento ruim? Você não reclama.
3. Você nunca se exalta com atendentes telefônicos. Mesmo que a empresa esteja te sacaneando demais.
4. Você nunca interrompe um tagarela, por mais atrasado que você esteja.
5. Você dá trela pra doido na rua.
6. Você sempre dá esmola. Ou fica mal quando não pode dar.
7. Pisam no seu pé e você pede desculpa.
8. Esbarram em você e você pede desculpa.
9. Você pega todos os folhetos na rua, por mais que eles não te interessem, “pra ajudar o cara a ir pra casa mais cedo”.
10. Se você fica muito tempo numa loja, começa a ficar com medo de que achem que você vai roubar alguma coisa.
11. Você tem uma dificuldade muito grande de dizer “não”.
12. Uma das frases que você mais diz é “pode ser”.
13. E “você que sabe”.
14. E “você que manda”.
15. É meio fácil te sacanear.
16. Uma pessoa te pede um favor absurdo. Você diz que tudo bem. Ela ri de você e diz: “Tô brincando!!!!!!”
17. Você confunde “ser sincero” com “ser agressivo”.
18. “E aí, o que você achou da minha banda?” “Nossa, muito boa!”
19. “Gostou da comida?” “Tava ótima!”
20. Você faz favores pros outros no trabalho mesmo que isso atrapalhe o seu trabalho.
21. Você não lembra da última vez em que brigou com alguém.
22. Você nunca gritou com ninguém.
23. Você evita conflito a qualquer custo.
24. Você gosta de ser assim.
25. Mas às vezes é meio ruim.
26. Mas é bom!
Fonte indicada: Buzz Feed
Imagem de capa: Nomad_Soul/shutterstock

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Como identificar a depressão

Resultado de imagem para Como identificar a depressão
Para identificar a depressão deve-se estar atento aos sinais e sintomas da doença, que geralmente incluem:
  • Tristeza persistente;
  • Perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas;
  • Perda de energia, desânimo:
  • Dificuldade de concentração ou de tomar decisões;
  • Alterações do apetite;
  • Sentimentos de culpa, inutilidade ou fracasso;
  • Falta de esperança, pessimismo;
  • Insônia ou sonolência excessiva;
  • Choro sem razão aparente;
  • Irritabilidade;
  • Mais de 5% de perda ou de ganho de peso;
  • Ideias de morte ou tentativas de suicídio;
  • Dores frequentes de cabeça, na coluna ou no resto do corpo.
Ao identificar estes sintomas é aconselhado uma consulta médica para seja avaliada a necessidade da toma de medicamentos antidepressivos. No entanto é importante esclarecer que o tratamento da depressão é demorado e tende a demorar mais de 6 meses, mesmo estando adequado, e durante este período o indivíduo irá necessitar da ajuda de amigos e familiares que possam lhe dar apoio.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Coordenação e habilidades motoras: o que esperar em diferentes idades


Coordenação e habilidades motoras: o que esperar em diferentes idades

É sabido que as crianças podem se desenvolver em diferentes etapas, embora seja comum existir fases em comum, como a primeira palavra, o engatinhar, entre outros. Muitos pais vivem preocupados se, em certa idade, o bebê não balbuciar o famoso ‘papa’ ou ‘mama’; assim como as mãozinhas para cima.
Veja neste artigo as idades que costumam aparecer alguns movimentos que constituem as evoluções das crianças, desde o nascimento até a maioridade. No entanto, é importante ressaltar que qualquer dúvida deve ser tratada com especialistas que podem apresentar a melhor solução para os casos levados ao consultório.
– Primeira infância
A tão falada primeira infância constitui o período do nascimento da criança até os seis anos de vida. Este período é marcado por detalhes que podem definir se seu filho merece uma atenção maior quanto ao desenvolvimento psicomotor e cognitivo.

Veja quais são as principais conquistas dos pequenos:

– Por volta dos 2 meses
Começam a movimentar as pernas e os braços de forma deliberada.

– 4 meses
Conseguem firmar a cabeça;
Começam a suportar o peso nas pernas quando tentam ficar em pé. Tudo de forma muito incipiente, é claro.

– 6 meses
Ao sexto mês, os bebês já podem se sentar sem depender tanto de um suporte. Além disso, as crianças são capazes de manusear objetos e levá-los de uma mão à outra; e conseguem movimentar os joelhos com mais facilidade.

– 9 meses
Aqui, as crianças estão hábeis para pegar pequenos pedaços de alimentos com os dedos, por exemplo. Outro detalhe é que elas conseguem ir até o objeto que desperta sua atenção.

– 12 meses
Nessa fase os bebês começam a jogar os objetos, uma verdadeira demonstração de coordenação motora e podem ficar completamente em pé com algum tipo de suporte.

– Até os 2 anos
Andam ou correm para os lados;
Comem em algum utensílio;
Conseguem subir ou descer degraus ou arremessar uma bola com a força característica de sua idade.

– Até os 4 anos
Alternam os pés nas escadas;
Pulam com os dois pés;
Conseguem manusear um lápis para rabiscar desenhos.

– Aos 6 anos
Correm e pulam com facilidade;
Conseguem imitar danças;
Escovam seus próprios dentes;
Podem até mesmo tocar um instrumento musical.

– Entre os 7 e 8 anos
Andam de bicicleta sem as rodinhas de suporte;
Podem fazer pequenas tarefas como arrumar a própria cama;
Conseguem amarrar os próprios cadarços e abotoar a camisa; além de vestir a roupa de forma independente.

– Entre 9 e 10 anos
Coordenação suficiente para a prática de atividades que envolvam esporte, como futebol ou natação;
Utilização de alguns objetos, principalmente para fins lúdicos.

– Entre os 11 e os 15 anos
Com a prática de atividades que exigem esforço físico, como o esporte, as crianças já desenvolvem sua massa muscular, sobretudo os meninos. Atletas adolescentes que fazem parte da ginástica olímpica, por exemplo.

– Entre os 16 e os 18 anos
Com o corpo quase desenvolvido de maneira completa, os adolescentes já têm, nesta fase, noções total de espaço, velocidade, psicomotricidade e conseguem tomar decisões diante de situações complexas.

Fonte: Neuro Saber

sábado, 4 de novembro de 2017

Bateu ansiedade? Veja 7 dicas para se preparar emocionalmente para o Enem


Quanto mais perto de uma prova decisiva, maior costuma ser a ansiedade dos candidatos que se preparam para o tão esperado dia. A ideia de que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) ou o vestibular pode mudar o rumo da sua vida – ou adiar os planos por mais um ano — pode causar o maior frio na barriga.

“Essa ansiedade vem da expectativa — individual e a da família – que colocamos no vestibular e no Enem, mas essa ansiedade pode gerar prejuízos, diminuir a concentração e a capacidade de raciocínio, aumentar a dificuldade de interpretação”, afirma a psicóloga Camila Cury.

A pergunta que não quer calar é: como lidar com as emoções envolvidas nessa fase? Para dar uma ajudinha, a psicóloga aponta, a seguir, sete dicas para não surtar até o dia do exame. Confira as dicas:

1 – Domine os seus pensamentos
Na reta final bateu um desespero? Você acha que não vai conseguir? Nada de ficar pensando que você não é bom ou que não vai dar conta. “Esse pensamento angustiante bloqueia a memória, então você precisa agir”, afirma a psicóloga. Para isso, ela indica a técnica que chama de DCD (duvidar, criticar e determinar). Quando o pensamento negativo chegar, você deve avaliá-lo de forma crítica e agir sobre ele, determinando atitudes saudáveis e positivas.

2 – Dormir é fundamental
Não adianta perder uma noite de sono para ficar estudando. Para a psicóloga, isso não é saudável e prejudica o seu desempenho nos estudos. “O sono é fundamental. Ficar sem dormir pode resultar em um rendimento cognitivo menor”, afirma Cury. Por isso, é importante ter hora certa para dormir e, 30 minutos antes, desligar os aparelhos eletrônicos. “Pode ser que no começo seja muito difícil, mas é um treinamento. Assim como esporte, é difícil no começo, mas você se adapta aos poucos. O mesmo acontece na psique”.

3 – Cuidado com a alimentação
Assim como o sono, a alimentação também pode afetar o seu desempenho na hora da prova. Por isso, é importante preferir comidas leves e ingeri-las de forma regrada. “Às vezes, no dia da prova a ansiedade bloqueia a fome, mas ficar sem comer pode dificultar o raciocínio”, diz a especialista.

4 – Prepare seu cérebro
Dias antes do vestibular, é importante que o estudante se prepare psicologicamente caso algo não dê certo. “Ele precisar pensar ‘como eu vou lidar se eu não conseguir resolver uma questão?’, ‘e seu eu não passar no vestibular?'”, diz a psicóloga Camila Cury. Mas essa projeção não pode ser passiva, tem que ser argumentativa, tem que ser um posicionamento questionador, crítico e estratégico. “Se eu não souber a questão, vou passar para a próxima?”, diz. “Geralmente, quando estamos ansiosos evitamos pensar sobre aquilo, mas quanto mais você tenta não pensar, mais você pensa. Por isso, não pensar não é uma alternativa saudável. Você precisa preparar o seu cérebro, criar possibilidades diante dos desafios futuros”, afirma.

5 – Na reta final, só revisão
Duas semanas antes da prova, a psicóloga diz que o ideal é revisar o que você já sabe. “Não adianta estudar muita coisa diferente nessa fase, é muito mais valioso para o cérebro sedimentar o que você já sabe do que querer focar em um conhecimento novo”, afirma.

6 – Desmistifique o vestibular
Para ficar mais tranquilo, é importante pensar no vestibular como uma etapa, um processo, e não como um objetivo final. “O jovem atrela muito o sucesso na carreira à escolha e ao resultado do vestibular, mas hoje muita gente não trabalha na área em que se formou, o mercado está dinâmico, e muitos profissionais de sucesso não passaram de primeira no vestibular”, afirma a psicóloga. “Quando você vê histórias de outras pessoas, quando você pega esses parâmetros possíveis e reais de sucesso e fracasso, você diminui a ansiedade e percebe que não tem que acertar sempre e vai com expectativa diferente para a prova”, diz.

7 – Confie no seu taco
No dia da prova, pense positivo e confie nos seus estudos. “É importante trazer essa confiança, pensar que você vai fazer o melhor que puder. Por isso, estabeleça um diálogo saudável consigo mesmo”, afirma a especialista.

Texto: Marcelle Souza

Fonte: UOL

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Dica de filme: Duelo de Titãs

Duelo de Titãs

Sinopse: Herman Boone (Denzel Washington) um técnico de futebol americano contratado para trabalhar no comando de um time universitário dividido pelo racismo, os Titans. Inicialmente, Boone sofre preconceitos raciais por parte dos demais técnicos e até mesmo de jogadores do seu time, mas aos poucos ele conquista o respeito de todos e torna-se um grande exemplo para o time e também para a pequena cidade em que vive.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

50 coisas para perguntar aos seus filhos em vez de perguntar “como foi seu dia”

Agora que temos um bebê novo em nossa casa, o tempo com minhas meninas mais velhas (8 e 6 anos) é ainda mais difícil de encontrar. Entre as constantes sessões de enfermagem e os cuidados com as crianças em suas atividades, tem sido um ajuste. Para dizer o mínimo.

Então eu pedi aos nossos escritores para compartilhar algumas de suas conversas favoritas com seus filhos. Estas são especialmente excelentes depois de um longo dia escolar quando seus filhos não querem conversar.

Aqui estão algumas perguntas favoritas deles!

1 – O que fez você sorrir hoje?
2- Você pode me dizer um exemplo de bondade que você viu / mostrou?
3- Havia um exemplo de maldade? Como você respondeu?
4- Todos têm um amigo no recreio?
5- Qual foi o livro sobre o que seu professor leu?
6- Qual é a palavra da semana?
7- Alguém fez algo bobo para fazer você rir?
8- Alguém chorou?
9- O que você fez foi criativo?
10- Qual é o jogo mais popular no recreio?
11- Qual foi a melhor coisa que aconteceu hoje?
12- Você ajudou alguém hoje?
13- Você disse “obrigado” a alguém?
14- Com quem você se sentou no almoço?
15- O que fez você rir?
16- Você aprendeu algo que você não entendeu?
17- Quem te inspirou hoje?
18- Qual foi o pic e o poço do seu dia?
19- Qual foi a sua parte menos favorita do dia?
20- Alguém em sua classe foi embora hoje?
21- Você se sentiu inseguro?
22- O que você ouviu que te surpreendeu?
23- O que você viu que te fez pensar?
24- Com quem você brincou hoje?
25- Diga-me algo que você sabe hoje que você não sabia ontem.
26- O que te desafiou?
27- Alguém te ajudou nas atividades hoje? E quem você ajudou?
28- Você gostou do seu almoço?
29- Avalie seu dia em uma escala de 1-10.
30- Alguém teve problemas hoje?
31- Você ficou bravo hoje? Por quê?
32- Quais as perguntas que você perguntou na escola hoje?
33- Conte-nos as duas principais coisas do dia de hoje (antes que possa sair da mesa de jantar!).
34- Pelo que você está ansioso para amanhã?
35- O que você está lendo?
36- Qual foi a regra mais difícil de seguir hoje?
37- Ensine-me algo que não conheço.
38- Se você pudesse mudar uma coisa sobre o seu dia, qual seria?
39- (Para crianças mais velhas): Você se sente preparado para o seu teste de história? “Ou” Existe alguma coisa em sua opinião sobre a qual você gostaria de falar? “(Na minha opinião, a chave não é apenas a forma como uma questão é redigida, mas como pode ser respondida de forma solidária.)
40- Com quem você compartilhou seus lanches no almoço?
41- O que fez o seu professor sorrir? O que a fez franzir a testa?
42- Com que tipo de pessoa você acha que estava hoje?
43- O que fez você se sentir feliz?
44- O que o fez sentir orgulhoso?
45- O que fez você se sentir amado?
46- Você aprendeu novas palavras hoje?
47- O que você espera fazer quando acabar suas aulas desse ano?
48- Se você pudesse trocar de assento com qualquer pessoa na classe, quem seria? E por quê?
49- Qual é a sua parte menos favorita da escola? E a favorita?
50- Se você trocasse de lugar com seu professor amanhã, o que você ensinaria na aula?

Tradução e livre adptação de J.K.Rodrigues, da Equipe Pazes.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Sobre a Tabela do Bom Comportamento

Nossos comportamentos estão em constante interação com o meio e, a depender das consequências que se seguem a eles, dois efeitos podem ser observados: sua repetição ou diminuição.

Para que um comportamento se repita é necessário que a consequência seja reforçadora, ou seja, o indivíduo necessariamente obtém algum ganho. Esta consequência, por sua vez, pode ser natural, inerente à atividade realizada (um evento que ocorre espontaneamente após a emissão do comportamento), ou, arbitrária (um evento artificial que, naturalmente, não ocorreria após a emissão do comportamento). Por exemplo, quando a criança toma banho (comportamento), a consequência natural (que não foi planejada, nem introduzida artificialmente) é o “estar limpo”. Já quando os pais oferecem um prêmio para que esse comportamento ocorra, ele é considerado um reforçador arbitrário (pois foi mediado e programado).

Pelas próprias características dos reforçadores arbitrários, é natural que os pais questionem sobre o quão saudável é sua aplicação quando se deseja ensinar algo à criança. De fato, sua utilização exige cautela e deve ser bem aplicada. Atentando-se a isso, eles se tornam instrumentos favoráveis ao desempenho de bons comportamentos, na medida em que aumentam a probabilidade de ocorrência destes e, consequentemente, uma maior probabilidade de que fiquem sensíveis às suas consequências naturais.

A tabela do bom comportamento, instrumento que depende da utilização de reforçadores arbitrários, quando aplicada de maneira correta, adquire propriedades positivas que facilitam um aprendizado mais rápido e reforçador, de novos comportamentos, ao indivíduo. Por isso, torna-se uma ferramenta de auxílio quando a criança ainda não tem um repertório pleno das responsabilidades acerca das atividades que lhe cabem.

Como aplicar?
  • A elaboração e a aplicação da tabela exigem regras. Portanto, são necessárias disciplina e boa freqüência, para que não se passe à criança a ideia de que aquelas são inconsistentes e podem ser quebradas. E isso envolve não quebrar as regras existentes e não acrescentar novas, desproporcionais e descontextualizadas.
  • Na tabela devem estar descritos os comportamentos desejáveis. O intuito é ensinar à criança o que fazer, ao invés do “não fazer”
  • A cada vez que a criança conseguir realizar um comportamento descrito na tabela, ela ganha uma carinha feliz, um ponto ou um adesivo.
  • Ao fim do dia, tendo cumprido todos os comportamentos descritos, a criança deverá ter direito a um “brinde”.
  • É necessário manter a cadeia comportamental. Portanto, ao final da semana, se a criança tiver realizado todas as atividades propostas na tabela, ofereça-lhe um prêmio maior, como exemplo, um passeio.
O que é importante?

  • Esteja atento aos comportamentos registrados na tabela e às habilidades da criança em realizá-los. O ideal é que, inicialmente, a criança consiga, de fato, cumprir a tarefa para que ela receba as carinhas, pontos, ou adesivos. Na medida em que ela desempenha o que está acordado, aumenta-se, gradualmente, o nível de dificuldade. Lembre-se: se a criança, inicialmente, não tiver a oportunidade de receber as carinhas, pontos ou adesivos a tabela adquire propriedades aversivas e perde a sua função. Uma dica é introduzir um comportamento que a criança desempenha adequadamente, para que ela entre em contato com a contingência de recebimento das carinhas, pontos ou adesivos.
  • A tabela não deve ser utilizada para punir os comportamentos da criança, mas tão somente, para reforçá-los. Portanto, a criança não perde carinhas, pontos, ou adesivos. Atenção: ameaças à criança de que ela não ganhará as carinhas incutem um caráter aversivo e punitivo à tabela.
  • Caso a criança não realize um comportamento descrito na tabela, nada deve ser dito. Ela apenas deixará de ganhar a carinha, ponto, ou adesivo e, consequentemente, o “prêmio” ao final do dia e semana.
  • É necessário estar atento ao que é reforçador para a criança. Premiá-la com algo que não tenha um significado positivo para ela pode não funcionar. Muito embora esta escolha seja peculiar a cada uma delas, geralmente, os reforçadores mais poderosos envolvem momentos de interação com os pais. Portanto, ao estipular os prêmios, dê preferência a brincadeiras e momentos juntos (claro, observando sempre as necessidades e gostos da criança).
  • É importante observar também o estado de ânimo diário da criança. Fome, cansaço e sono interferem negativamente nos eventos ambientais. Nestas situações, consequências, até então reforçadoras, podem ter suas propriedades positivas diminuídas.
  • E nunca esqueça: elogios são sempre bem-vindos! Ao emiti-los, ressalte o desempenho e esforço da criança em se engajar na tarefa. Fazendo assim, você valoriza a responsabilidade, o empenho e diminui a probabilidade de que a criança estabeleça um padrão disfuncional de auto-cobrança.

Que tipos de incentivos posso utilizar?
  • Atividades: permitir que a criança faça alguma atividade que goste, por exemplo: jogar vídeo game por um determinado tempo, brincar com tinta, ler um livro na companhia dos pais, realizar uma brincadeira (também na companhia dos pais), assistir ao programa preferido de TV, tomar sorvete com a família ou amigos, etc. É bastante peculiar a cada criança.
  • Materiais: bombons, brinquedos, roupas, lanches especiais, etc. (devem ser moderados, para que o processo não se torne oneroso, ou que crie comportamentos disfuncionais).
  • Sociais (reforçadores que se equivalem aos elogios): abraços, beijos, contato visual positivo, sorrisos, bilhetinhos que valorizem o comportamento adequado, a companhia dos pais, diálogo.

Qualquer método que se utilize na educação das crianças deve ser sempre adequado às suas habilidades e potencialidades. E o melhor caminho para a realização, com maestria, é o da auto-observação, exercício da compreensão e conhecimento das variáveis ambientais que controlam o comportamento da criança. A adoção de práticas descontextualizadas pode adquirir um caráter aversivo e, consequentemente, interferir sobre o desenvolvimento saudável na infância.


Isabel C. L. Santos
Psicóloga Clínica
Mestre em Ciência do Comportamento
Atendimento Infantil e Orientação de pais
CRP 01/9481


Referências Bibliográficas:
Weber, L. (2009). Eduque com carinho: equilíbrio entre amor e limites – para pais. Editora Juruá: Curitiba.
Weber, L.; Salvador, A. P. & Brandenburg, O. (2011). Programa de qualidade na interação familiar: manual para aplicadores. Editora Juruá: Curitiba.

Fonte: http://infanciaecomportamento.blogspot.com.br/2015/06/sobre-tabela-do-bom-comportamento.html