terça-feira, 17 de outubro de 2017

Como controlar a ansiedade

Resultado de imagem para Como controlar a ansiedade
Para controlar a ansiedade e o nervosismo deve-se evitar pensamentos impróprios e ter sempre pensamentos positivos. Outras dicas úteis para controlar a ansiedade são:
  • Dormir 8 horas por noite. Uma boa noite de sono relaxa a mente e os músculos do corpo, que tendem a ficar tensos quando a ansiedade se instala
  • Alimentar-se de forma adequada. Evite alimentos estimulantes à base de cafeína, como chocolate, café, coca-cola e chá preto
  • Fazer refeições leves. Invista no consumo de frutas, legumes e cereais
  • Praticar atividade física de forma regular, pois ela produz endorfinas que ajudam na sensação de bem-estar físico e emocional
  • Usar a técnica de controle da respiração, inspirando profundamente e expirando de forma lenta
  • Evitar cigarro e bebidas alcoólicas, pois eles colaboram para o estresse e para a ansiedade
  • Optar por locais calmos e silenciosos, onde é possível relaxar um pouco e organizar os pensamentos
  • Tomar chás calmantes, como o de maracujá, ou tomar um calmante de valeriana, pois eles possuem propriedades sedativas que vão melhorar o funcionamento do sistema nervoso, combatendo o estresse e a ansiedade
  • Outra boa dica é notar num papel tudo aquilo que está causando ansiedade e o que você pode fazer para solucionar esta questão e tomar as medidas necessárias.
A maior característica da ansiedade é a excitação.  A aceleração do pensamento, na maioria das vezes, causa confusão metal e aumento da sensação de perigo, além de passar uma sensação de incapacidade de se livrar dele.
Casos mais graves, quando o indivíduo apresenta ansiedade por mais de 5 dias por semana, por pelo menos 6 meses, podem necessitar de antidepressivos, ansiolíticos e acompanhamento do psicólogo ou psiquiatra.
Fonte: Tua Saúde

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Dicas de atividades para crianças com Dislexia


Dislexia é um transtorno que afeta a aprendizagem de uma criança. De origem neurobiológica, ela pode caracterizar as seguintes situações: ocasionar dificuldades de leitura, na decodificação e no reconhecimento das palavras.
Diante desse cenário, nada melhor que se empenhar para apresentar aos pequenos o mundo de possibilidades que os cercam. Para isso, as atividades voltadas para esse público podem ser uma das alternativas mais eficazes para auxiliá-los na vida escolar, junto com o acompanhamento de um profissional.
Mas que atividades são essas? Como colocar em prática? O que fazer? Elas ajudam o desenvolvimento da criança? Enfim, vocês terão a oportunidade de ficar por dentro de alguns detalhes importantes na hora de lidar e oferecer exercícios/atividades que fazem toda a diferença à criança.

Escolhendo as atividades

É preciso estar atento ao que será proposto ao pequeno, mas para que isso aconteça de fato, nada melhor que conhecer o gosto da criança. Há aquelas que são mais ligadas aos jogos eletrônicos e outras mais ligadas à música, por exemplo. De qualquer forma, sempre haverá a alternativa ideal para cada um.
– Aulas cantadas
Já é do conhecimento geral que a música é uma importante aliada no tratamento de vários males. Afinal, ela é responsável pelo desbloqueio do sistema nervoso, pela atuação no sistema cardiopulmonar, entre outras áreas do organismo.
De acordo com estudos, a ligação entre a dislexia e a música está no seguinte fato: existe uma transferência de habilidades presentes no ritmo cerebral, que contribui para a capacidade de diferenciar sons. Com isso, a criança pode passar a ler corretamente, de acordo com os fonemas captados pelo pequeno.
As aulas cantadas são importantes por conta disso. No entanto, é importante que haja acompanhamento com fonoaudiólogos para que o resultado seja ainda mais satisfatório. O trabalho com os fonemas é necessário e o papel do profissional está aí para trabalhar essa competência.
– Jogos eletrônicos
A utilização de jogos eletrônicos como alternativa para diminuir os efeitos da dislexiatambém é uma ótima ideia. Os games são responsáveis por proporcionar mais atenção aos pequenos.
Uma pesquisa divulgada no jornal Current Biology mostrou que os jogos de ação induziram as crianças a terem tanto a velocidade quanto o tempo de reação mais aprimorados, o que possibilitou melhoria na leitura.
Claro que no ambiente escolar é preciso dosar a intensidade dos jogos. No entanto, como complemento às atividades pedagógicas, os games podem ser grandes aliados.
– Atividades escolares em dispositivos eletrônicos
Muitas escolas utilizam dispositivos eletrônicos para transmitir algum conteúdo complementar. Neste caso, não se trata de jogos, mas realmente conteúdo pragmático e que pertence à grade curricular da criança.
Os tablets, por exemplo, são muito usados para essa finalidade. Eles contam com muitas atividades que proporcionam o conhecimento da criança. É sempre válido ressaltar que o acompanhamento do educador deve ser frequente.
– Caça-palavras, forca e palavra-cruzada
As atividades que fizeram parte de nossa infância ainda continuam especiais. Caça-palavras, forca e palavra-cruzada permanecem eficazes para se trabalhar a habilidade das crianças e ajudá-las a diminuir os efeitos da dislexia em sua vida.

Tratamento que exige paciência

O tratamento para em casos de dislexia é algo que deve ser levado como um trabalho que exige paciência, pois é gradativo. Mesmo que ainda hoje não exista uma cura para o transtorno, é verdade que as intervenções são excelentes para o desenvolvimento das crianças.

domingo, 15 de outubro de 2017

Você percebeu que seus meninos precisavam da sua professora nos céus… Foi isso, não foi?


Há aqueles que são mestres de ofício.
Pessoas cuja vida e a lida,
se confundem o saber das crianças.

Mas há mestres que são sacerdotes.
Estes, nem mesmo as chamas da morte,
ou o maior dos sacrifícios
os afastariam da sua missão.

Viver por seus alunos é a glória de um Mestre.
Morrer por eles, morrer com eles,
é unir-se, em essência, ao Mestre Maior.

Vá em paz, professora…
Eu sei bem o que se passou.
Você percebeu que seus meninos
precisavam da sua professora nos céus…
Foi isso, não foi?

Com quem eles brincariam de roda,
a quem recorreriam
se não entendessem a lição da morte?

Mostra a esses pequeninos, professora,
que diante da dor, da injustiça
ou da miséria humana,
um mestre que ama
é mais forte.

sábado, 14 de outubro de 2017

Como combater o estresse no período Pré-Enem

Vai prestar vestibular? Confira dicas para trabalhar a inteligência emocional antes das provas
Muitos alunos têm dificuldade para enfrentar o nervosismo no ano de vestibular. Afinal, costuma não ser fácil lidar com a ansiedade, já que muitas vezes ela é provocada pela alta expectativa em relação às provas e ao resultado que será obtido nos exames.
Diante disso, separamos a seguir três dicas para ajudá-lo a combater a sensação de estresse antes de entrar na universidade. Confira abaixo:
1 – Saia com os seus amigos
Tentar manter uma vida social ativa é muito importante durante o ano de preparo para o vestibular. Procure encontrar os seus amigos sempre quando for possível. Mesmo que você não saia com a mesma frequência de antes, tenha em mente que se trata de uma situação temporária e depois tudo voltará ao normal. Lembre-se de que, para conseguir um bom resultado, os estudos devem estar equilibrados com a diversão.
2 – Faça aquilo que você gosta
No ano de vestibular, também é fundamental dedicar uma atenção a si mesmo. Procure reservar um momento do dia para fazer alguma atividade que você gosta como praticar um esporte, tocar um instrumento musical ou assistir àquele seriado preferido, por exemplo. Durante esse tempo, tente tirar um pouco o foco dos estudos e concentre-se apenas em relaxar.
3 – Não fique conectado o dia inteiro
É interessante parar um momento e se desconectar de eletrônicos, como celulares, computadores e tablets, por exemplo. Em geral, permanecer conectado 24 horas por dia a redes sociais, e-mails e outros sites costuma aumentar a sensação de ansiedade e nervosismo, além de diminuir a produtividade. Como consequência, isso acaba gerando ainda mais estresse, sobretudo antes de dormir. Portanto, por mais que possa ser difícil, é importante saber o momento certo de largar esses aparelhos e se dedicar a outras atividades.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Dica de filme: O Diabo Veste Prada

O Diabo Veste Prada

Sinopse: Andrea Sachs (Anne Hathaway) é uma jovem que conseguiu um emprego na Runaway Magazine, a mais importante revista de moda de Nova York. Ela passa a trabalhar como assistente de Miranda Priestly (Meryl Streep), principal executiva da revista. Apesar da chance que muitos sonhariam em conseguir, logo Andrea nota que trabalhar com Miranda não é tão simples assim.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

8 dicas para desenvolver inteligência emocional

Resultado de imagem para inteligencia emocional
Talvez algumas vezes você se sinta confuso com seus sentimentos e pode ser que não consiga decifrar o que as outras pessoas sentem. Lidar com as emoções pode ser complicado, porém, fica mais fácil quando desenvolvemos inteligência emocional para isso.
Lidar com pessoas e suas emoções, assim como compreender os próprios sentimentos, é possível através do desenvolvimento de habilidades. Diferentemente do Q.I., a inteligência emocional não se trata de conhecimentos de cunho intelectual e científico, mas de saber como reconhecer e lidar com sentimentos e emoções, visando o desenvolvimento pessoal e profissional.
Essa habilidade, quando bem trabalhada, favorece o bom relacionamento com as demais pessoas, permitindo entendimento nas relações pessoais e a melhor interação e comunicação no trabalho, possibilitando vantagens nesses dois setores.
Por isso, trazemos para você algumas dicas de como desenvolver a inteligência emocional para alcançar o equilíbrio entre a razão e a emoção, mantendo relações mais saudáveis e visando o seu crescimento.

1 – Observe e analise seu próprio comportamento

Esteja atento para sua própria reação frente às situações que vivencia. Analise a sua atitude e procure entender como ela impactou o seu dia e suas relações. Mude de atitude sempre que perceber que o resultado foi negativo.

2 – Domine as suas emoções

A impulsividade não é uma boa aliada para a maioria das situações. Então, procure dominar seus impulsos e emoções antes de tomar decisões ou dizer alguma coisa. Tente recobrar a calma e a razão antes de tudo. Exercícios de respiração podem ajudar nesse momento.

3 – Aprenda a lidar com as emoções negativas

Não temos apenas bons momentos e bons sentimentos, e quando as emoções negativas (raiva, medo, insegurança, tristeza) acontecem, é preciso dominá-las e não permitir que nos controlem.

4 – Aumente sua autoconfiança

Acredite em seu potencial e em suas habilidades. Acredite que você pode vencer obstáculos e que tem capacidade para superar as dificuldades e os momentos de crise. Faça isso ressaltando para si mesmo suas qualidades e talentos.

5 – Aprenda a lidar com a pressão

As cobranças surgem de todos os lados e constantemente, por isso, precisamos desenvolver a inteligência emocional e aprender a lidar com a pressão do dia a dia para não deixar que a emoção tome o controle. Tente manter a calma em cada situação e pensar racionalmente. Respire e controle a ansiedade para não deixar-se dominar pela emoção.

6 – Não tenha medo de se expressar

Não deixar a emoção te dominar não é o mesmo que não demonstrá-la. Você deve expor o que sente e expressar sua opinião, porém, deve colocar seu pensamento de maneira racional e equilibrada. O mesmo vale para as emoções mais íntimas. Fale sobre seu sentimento na relação e expresse o carinho, o amor e a até mesmo a carência.

7 – Desenvolva o sentimento de empatia

Nada melhor para compreender o outro do que colocar-se na pele dele. Sempre procure colocar-se no lugar do outro vivendo uma situação para conseguir entender suas atitudes. Inverter os papéis pode ajudar a ser mais tolerante e compreensivo.

8 – Exercite o respeito pelo próximo

Todos nós temos necessidades, limitações, direitos e deveres, por isso, é preciso reconhecer que temos falhas e qualidades para conseguirmos respeitar as falhas e reconhecer as qualidades dos outros. A inteligência emocional é caraterizada também pelo respeito às outras pessoas, pela solidariedade e a valorização dos talentos alheios.

Além de trabalhar sua inteligência emocional sozinho, você pode buscar pelo conselho de um profissional de psicologia, que vai lhe ajudar a compreender suas emoções e a lidar com elas. Isso vai te permitir desenvolver o seu potencial e conseguir lidar com as pessoas ao seu redor, mantendo relações mais saudáveis. Para garantir ainda mais harmonia no seu dia a dia, veja como identificar sinais de estresse e desacelerar o ritmo!

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Motivação pelo prazer ou pela dor? Qual você utiliza?

Resultado de imagem para Motivação pelo prazer ou pela dor? Qual você utiliza? psicologiasdobrasil.com.br
Por Gabriela Cecarechi
Lidar com a motivação é lidar com subjetividade humana, o que motiva alguns não motiva outros. Falar de motivação é falar de autoconhecimento de autoconsciência, sobre os pontos fortes e fracos que devem ser administrados por cada um no seu íntimo ser.
Muitas pessoas procuram válvulas de escape para se motivarem, que em alguns casos podem ser nocivas à saúde, outras pessoas se motivam buscando conhecimento e por fim uma pequena parcela busca a motivação por meio do autoconhecimento promovido por uma psicoterapia, terapia ocupacional, e até mesmo por um processo de coaching.
Dentro das organizações a motivação é colocada para fazer com que líderes e liderados consigam produzir mais. Entretanto a motivação é interna, você pode buscar formas de alimentá-la, mas ela deve brotar de dentro, ela deve caminhar com a habilidade de resiliência para superar os obstáculos da vida.
Quem trabalha a resiliência entende que não podemos mudar tudo e a todos, mas podemos mudar a forma como olhamos para o problema, a forma como nos motivamos perante o problema. Ter resiliência é ter inteligência emocional.
Trabalhar a inteligência emocional e identificar as suas emoções mais facilmente é um processo na qual você deve estar aberto a entender quais áreas da sua vida estão em defasagem elevando-as.
Quando você tem um autoconhecimento emocional você consegue controlar suas emoções, é neste processo que a automotivação acontece, ela vem de dentro como um reforçador do autoconhecimento emocional.
Quando a automotivação acontece você consegue estabelecer mais facilmente a empatia, colocar-se no lugar do outro passa a ser tarefa diária, e neste exercício o pensar antes de agir e falar traz ao ser humano a clareza de ideias e atitudes. Proporcionando um maior desenvolvimento de relacionamentos interpessoais, você passa a ser bem visto pelos outros tanto na vida pessoal quanto na vida profissional.
Na ampliação do autoconhecimento o ser humano entende a diferença da motivação pelo prazer e da motivação pela dor. Motivar-se pensando pelo ponto negativo é comum, como por exemplo; caso eu não termine o meu projeto na data estabelecida posso perder o meu emprego. Pensar dessa forma faz com que o trabalho fique árduo, contribuindo para substâncias e enzimas como cortisol, adrenalina e noradrenalina tomem conta do corpo, resultando no alto nível de estresse.
Quando nos motivamos pelo prazer mudamos a ótica do pensamento como por exemplo; terminando o meu trabalho antes do prazo tenho a oportunidade de revê-lo e consequentemente corrigir alguma falha, dando maior credibilidade ao projeto e minimizando possíveis erros.
A motivação pelo prazer impulsiona o ser humano a ser otimista, e a pensar por outros ângulos, consequentemente o indivíduo realiza o seu trabalho com mais dedicação, planejando e organizando melhor suas ideias. Motivar-se pelo prazer é o segredo das mentes brilhantes, contudo exige de nós a ampliação de consciência e para isso o ser humano deve almejar a mudança.
Se você ainda se motiva pela dor, busque algum processo que te ajude a ampliar a sua autoconsciência e para de perder tempo com pensamentos negativos e pessimistas, permita-se conhecer. Já dizia Albert Einstein “A mente que se abre para uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”.

Fonte: Psicologias do Brasil

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Como identificar o Transtorno Obsessivo Compulsivo e principais tipos

Como identificar o Transtorno obsessivo-compulsivo e principais tipos

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é uma doença mental caracterizada pela presença de 2 tipos de comportamento:
  • Obsessões: são pensamentos impróprios ou desagradáveis, recorrentes e persistentes, que surgem de forma indesejada, causando ansiedade e sofrimento, como por exemplo, sobre doenças, acidentes ou perda de pessoas queridas;
  • Compulsões: são comportamentos ou atos mentais repetitivos, como lavar as mãos, organizar objetos, verificar fechaduras, orar ou contar, que não conseguem ser evitados, pois além de ser uma forma de reduzir a ansiedade, a pessoa acredita que algo ruim pode acontecer se não fizer.
Este transtorno pode apresentar padrões diferentes em cada pessoa, como associados ao medo de contaminações, necessidades de verificações recorrentes ou manter a simetria, por exemplo.
Apesar de não ter cura, o tratamento do TOC é capaz de controlar de forma eficaz os sintomas na maioria dos casos, através de acompanhamento psiquiátrico e psicológico, com uso de remédios antidepressivos e um tipo de terapia conhecida como terapia cognitivo-comportamental.

Principais sintomas

Alguns dos principais sinais e sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo, incluem:
  • Estar constantemente preocupado com a limpeza, e incomodado pela presença de sujeira, germes ou contaminação;
  • Não tocar em certos objetos sem lavar as mãos depois, ou evitar locais devido à preocupações com sujeiras ou doenças;
  • Lavar as mãos ou tomar banho muitas vezes durante o dia;
  • Revisar constantemente as janelas, portas ou o gás;
  • Preocupar-se excessivamente com o alinhamento, ordem ou simetria das coisas;
  • Utilizar somente roupas, acessórios ou objetos de uma determinada cor ou com um determinado padrão;
  • Ser excessivamente supersticioso, como não ir em determinados lugares ou passar perto de objetos, por receio que algo mau aconteça;
  • Ter frequentemente a mente invadida por pensamentos impróprios ou desagradáveis, como doenças, acidentes ou perda de pessoas queridas;
  • Guardar objetos sem utilidade, como caixas vazias, embalagens de shampoo ou jornais e papéis.
Não se sabe exatamente o que causa o TOC, e qualquer pessoa pode desenvolver, entretanto, existem vários fatores, que em conjunto podem determinar o seu surgimento, como genética, fatores psicológicos, como aprendizagens erradas e crenças distorcidas, excesso de ansiedade ou estresse, ou até a educação recebida. 

Como confirmar

Para saber se tem TOC, o psiquiatra irá fazer a análise clínica e identificar a presença dos sinais de obsessão e compulsão, que, geralmente, durando mais que 1 hora por dia, e causam sofrimento ou prejuízo à vida social ou profissional da pessoa.
Além disso, é necessário observar que tais sintomas não acontecem devido ao uso de algum medicamento, droga ou pela presença de uma doença, e também não acontecem devido à presença de outro transtorno mental, como ansiedade generalizada, transtorno dismórfico-corporal, transtorno de acumulação, tricotilomania ou transtornos alimentares, esquizofrenia ou depressão, por exemplo.
Estes sinais e sintomas podem piorar ou se tornar mais intensos com o tempo e, se o TOC se tornar grave, pode interferir seriamente nas atividades diárias da pessoa, comprometendo o desempenho na escola ou no trabalho, por exemplo. Assim, na presença comportamentos que indiquem esta doença, é importante ir à consulta com o psiquiatra, para diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.
Como identificar o Transtorno obsessivo-compulsivo e principais tipos

Principais tipos

O conteúdo dos pensamentos ou compulsões da pessoa com TOC podem variar de pessoa para pessoa, podendo ser de diversos tipos, como:
  • Compulsões de verificação: a pessoa sente uma necessidade compulsiva de checar e verificar algo, como forma de evitar danos, como incêndios ou vazamentos. Algumas verificações mais comuns incluem o fogão, gás, torneiras de água, alarme da casa, fechaduras, luzes da casa, carteira ou bolsa, a rota de um caminho, pesquisa de doenças e sintomas na internet ou realização de auto-exames.
  • Obsessões de contaminação: há uma incontrolável necessidade de limpar ou lavar, e de evitar contaminações e sujeiras. Alguns exemplos são lavar as mãos várias vezes ao dia, não conseguir cumprimentar outras pessoas ou frequentar ambientes como banheiros públicos ou recepção de consultórios médicos, pelo medo de contrair germes, além da necessidade de limpar excessivamente a casa, principalmente cozinha e banheiro;
  • Compulsões de simetria: necessidade de corrigir frequentemente a posição de objetos, como livros, além de desejar que tudo esteja ordenado milimetricamente, como arrumar roupas e sapatos com o mesmo padrão. Também é possível haver simetria em toques ou esbarrões, como ter de tocar com a mão direita naquilo que foi tocado com a esquerda ou vice-versa;
  • Compulsões de contagem ou repetição: trata-se de repetições mentais, como somas e divisões desnecessárias, repetindo várias vezes este ato ao longo do dia;
  • Obsessões agressivas: nestes casos, as pessoas apresentam medo excessivo de cometer atos impulsivos, que surgem em pensamentos, como ferir, matar ou prejudicar alguém ou a si mesmo, sem querer. Estes pensamentos geram muita angústia, e é comum evitar ficar sozinho ou manusear certos objetos, como facas ou tesouras, não havendo confiança em si mesmo;
  • Compulsões de acumulação: trata-se da incapacidade de descartar alguns bens, considerados inúteis, como embalagens, notas fiscais antigas, jornais ou outros objetos. 
Também existem outras categorias diversas, que incluem variedades de compulsões como cuspir, gesticular, tocar, dançar ou rezar, por exemplo, ou de obsessões, como palavras, imagens ou músicas que são intrusivas e recorrentes.

Como é feito o tratamento

O tratamento para transtorno obsessivo-compulsivo é orientado pelo psiquiatra, com a ingestão de remédios antidepressivos, como Clomipramina, Paroxetina, Fluoxetina ou Sertralina.
Além disso, também é recomendado fazer terapia cognitivo-comportamental individual ou em grupo, porque ajuda a pessoa a enfrentar os seus receios e faz com que a ansiedade desapareça gradualmente, assim como promove a correção de pensamentos e crenças distorcidas. Confira mais detalhes sobre como é feito o tratamento do TOC. 
Fonte: Tua Saúde

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Soluções de sono para crianças com necessidades sensoriais


Soluções de sono para crianças com necessidades sensoriais


Quem não gosta de uma boa noite de sono? Não existe ser humano que não goste de algumas horas de descanso no período noturno para repor as energias. As crianças, em especial, precisam desfrutar ao máximo desse momento, uma vez que o sono está diretamente ligado à qualidade de vida e ao desenvolvimento.
No entanto, nem todas conseguem seguir o mesmo ritmo, sobretudo os pequenos que apresentam necessidades sensoriais. Como são vários os distúrbios, vamos falar aos pais de crianças que estejam relacionadas ao TEA (Transtorno do Espectro do Autismo). Elas são prejudicadas no quesito sono por uma série de questões.
Estima-se que a quantidade de autistas que passam por dificuldades na hora de dormir varie entre 40% a 80%. Veja alguns dos motivos abaixo:

Causas hormonais

Há pesquisadores que trabalham com a hipótese hormonal para justificar a dificuldade de crianças autistas dormirem à noite.
Segundo esses estudiosos, o hormônio melatonina, responsável pela regulação do ciclo sono-vigília, pode ser o grande causador da insônia que afeta os pequenos.
Os níveis do hormônio costumam aumentar durante a noite, o que proporciona às pessoas a sensação de relaxamento; e caem durante o dia, o que desperta. Nos autistas ocorre o contrário, o que dá a eles mais agitação durante a noite e mais sono quando está claro.

Estímulos externos

Outro motivo que pode ser o vilão do sono de seu filho é o estímulo externo. Considerando a necessidade sensorial da criança, não é surpresa o fato de algum barulho, por menor que seja, interferir no sono do pequeno.
Dessa forma, qualquer ruído, como o ranger de uma porta, um automóvel que passa pela rua, o tilintar de um talher, um televisor ligado, o barulho de um jogo eletrônico pode tirar a criança do estado de relaxamento e, consequentemente, do sono.
As causas são as mais variadas possíveis, mas citamos apenas as mais trazidas pelos pais aos consultórios. Vamos falar agora do que pode ser feito para amenizar esse momento tão importante e torná-lo prazeroso.

Soluções que podem ajudar na hora de dormir

  • Diminua os estimulantes durante a noite: itens como açúcar e cafeína não são indicados para quem tem dificuldades para dormir. Procure dar alimentos que estimulem o relaxamento muscular e que proporcione mais sono ao pequeno.
  • Estabeleça uma rotina durante a noite que favoreça o pequeno. Você pode ler uma história, adotar um horário padrão para deitá-la na cama, fazer uma massagem nas costas e até mesmo colocar uma música suave. Por outro lado, nada de televisão ou jogos eletrônicos.
  • Procure se certificar de que a porta do quarto não fica rangendo ou se há algum outro objeto que impeça o sono da criança.
  • Se a criança apresentar hipersensibilidade a cores, deixe o quarto de seu filho com o ambiente mais ameno possível.
  • Antes do horário de dormir, procure dar um banho morno na criança.
  • Toda e qualquer medicação só pode ser ministrada sob o acompanhamento médico, sendo proibido o uso de remédio sem o conhecimento do profissional.
Fonte: Neuro Saber

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Dica de filme: Quem Quer Ser um Milionário?

Quem Quer Ser um Milionário?

Sinopse: Jamal K. Malik (Dev Patel) é um jovem que trabalha servindo chá em uma empresa de telemarketing. Sua infância foi difícil, tendo que fugir da miséria e violência para conseguir chegar ao emprego atual. Um dia ele se inscreve no popular programa de TV “Quem Quer Ser um Milionário?”. Inicialmente desacreditado, ele encontra em fatos de sua vida as respostas das perguntas feitas.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Você pensa com a razão ou com a emoção?

Créditos da foto de capa: FLICKR – AJARI
Como você toma as suas decisões mais sérias? Você é mais racional ou emocional na hora de fazer as suas escolhas, ou seja, usa mais o coração ou cérebro?
Cientistas fizeram essa pergunta para centenas de estudantes da Universidade Estadual da Dakota do Norte. E os cientistas notaram que a resposta revelava uma série de características psicológicas.
A maioria das pessoas que dizia que o seu ‘eu’ estava no coração (cerca de metade dos entrevistados) era mulher e tinha mais chance de confiar nas emoções para fazer decisões morais – como responder a um guarda de prisão que dizia que iria matar um prisioneiro e seu filho se você mesmo não matasse seu filho. Bizarro, sabemos. Nessa situação hipotética, pessoas ‘coração’ tinham mais chances de dizer que não matariam o próprio filho – uma escolha emocional e não racional, já que duas pessoas estariam condenadas e não apenas uma. Já pessoas que dizem que o ‘eu’ está no cérebro tinham performances melhores em testes de conhecimento geral e reagiam menos em situações estressantes.
Agora novas pesquisas estão adicionando um tempero extra a essas descobertas. Um estudo recente mostra que o local onde pessoas colocam seu ‘eu’ pode interferir em suas visões sobre a legalização do aborto ou os critérios que definem a morte de uma pessoa. Cientistas da Universidade de Columbia usaram vários parâmetros para estabelecer se uma pessoa é mais emotiva ou racional (coração x cérebro) – assim a definição era menos sujeita a uma única resposta sem muita reflexão do entrevistado.
Por exemplo, imagine que você é um doador de órgãos e que, após a sua morte e os transplantes, você tivesse 100 milhões de dólares para distribuir entre as pessoas que recebessem os órgãos. A maior parte das pessoas daria a maior parte ou para o receptor do coração ou do cérebro (no exercício o transplante cerebral era possível), com apenas uma pouca quantia indo para os receptores dos olhos, estômago e outras partes. Homens deram mais dinheiro para os receptores do cérebro, mas nem tantas mulheres davam mais dinheiro para os receptores do coração.
Quem afirmava pensar com o coração era mais passível a apoiar leis mais rígidas para o aborto, baseadas na primeira detecção da batida cardíaca do feto, e afirmavam que a morte deveria ser devretada quando o coração para de bater e não quando o cérebro para de funcionar. Também é engraçado que essas pessoas tinham maiores chances de doar dinheiro para entidades de pesquisas sobre doenças cardíacas enquanto pessoas cerebrais doavam para entidades que pesquisavam doenças como o Alzheimer.
Os cientistas acreditam que onde localizamos nosso ‘eu’ é relacionado com a visão que temos sobre o nosso relacionamento com outras pessoas. Gente que se considera mais independente localiza o eu no cérebro enquanto os mais família apontam o coração.
Se o que os cientistas acham, que a localização do eu pode determinar traços de personalidade, ficar provado, um novo campo de pesquisa pode ser aberto. Pode-se determinar, por exemplo, as melhores opções de carreira para alguém, novas estratégias de marketing serão criadas e também a nossa forma de interpretar outras pessoas pode mudar.
Fonte: Revista Pazes

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O que é liberdade?

Resultado de imagem para O que é liberdade? psicologiasdobrasil.com.br
Por Krishnamurti
Muitos filósofos têm escrito sobre a liberdade.
Falamos sobre liberdade — liberdade para fazer o que quisermos, para ter o emprego de que gostamos, liberdade para escolher uma mulher ou um homem, liberdade para ler qualquer livro, ou liberdade para não ler absolutamente nada. Somos livres, e o que fazemos com essa liberdade? Usamos essa liberdade para nos expressarmos, para fazer aquilo de que gostamos. A vida está se tornando cada vez mais permissiva — você pode fazer amor no parque ou no jardim. Temos toda espécie de liberdade, e o que temos feito com ela? Pensamos que onde há escolha há liberdade.
Eu posso ir à Itália ou à França: é uma escolha. Mas a escolha dá liberdade? Por que temos que escolher? Se você é realmente lúcido, tem uma compreensão exata das coisas, não há escolha. Disso resulta uma ação correta. Apenas quando há dúvida e incerteza é que começamos a escolher. A escolha, então, se vocês me permitem dizê-lo, constitui um empecilho para a liberdade. Nos estados totalitários não há liberdade alguma, pois eles têm a idéia de que a liberdade produz a degeneração do homem. Portanto, eles controlam, reprimem — vocês sabem o que está acontecendo.
Então, o que é liberdade? É algo que se baseia na escolha? É fazer exatamente o que queremos? Alguns psicólogos dizem que, se você sente alguma coisa, não deve reprimi-la ou controlá-la, mas deve expressá-la imediatamente. Jogar bombas é liberdade? — veja apenas a que reduzimos a nossa liberdade! A liberdade está lá fora, ou aqui dentro? Onde você começa a procurar pela liberdade? No mundo exterior — onde você expressa o que quer que você queira, a tal liberdade individual — ou a liberdade começa dentro de você, para então se expressar inteligentemente fora de você? Compreendeu a minha pergunta?
A liberdade só existe quando não há confusão dentro de mim, quando, psicologicamente, religiosamente, não há o perigo de eu cair em nenhuma armadilha — você entende? As armadilhas são inúmeras: gurus, sábios, pregadores, livros excelentes, psicólogos e psiquiatras — tudo armadilhas. E se estou confuso e há desordem, não preciso, primeiro, me livrar dessa desordem antes de falar em liberdade? Se não tenho nenhum relacionamento com minha mulher, com meu marido, ou com outra pessoa — porque nossos relacionamentos são baseados em imagens — surge o conflito, que é inevitável onde há divisão. Então, não deveria eu começar por aqui, dentro de mim, na minha mente, no meu coração, a ser totalmente livre de todos os medos, ansiedades, desesperos, e das mágoas e feridas de que sofremos por causa de alguma desordem psíquica?
Observe tudo por si mesmo e livre-se disso! Mas, aparentemente, nós não temos energia. Nós nos dirigimos aos outros para que nos dêem energia. Falando com o psiquiatra nós nos sentimos aliviados — a confissão e tudo o mais. Sempre dependendo de alguma outra pessoa. E essa dependência, inevitavelmente, causa conflito e desordem.
Então, temos de começar a compreender a profundeza da liberdade; precisamos começar com aquilo que está mais perto: nós mesmos. A grandeza da liberdade, a verdadeira liberdade, a dignidade, a sua beleza, está em nós mesmos quando a ordem é completa. E essa ordem só vem quando somos uma luz para nós mesmos. 
Fonte: Psicologias do Brasil

terça-feira, 3 de outubro de 2017

O que é Urticaria nervosa

O que é Urticaria nervosa

Urticária nervosa são lesões na pele caracterizadas por coceira intensa, irritação e inchaço, que surgem de repente em forma de placas avermelhadas e que, geralmente, desaparecem em alguns minutos ou horas.
A urticária nervosa está relacionada com fatores emocionais que podem ser causadas por excesso de trabalho, mudanças de rotina, conflitos familiares, perda de emprego, frustrações ou qualquer outro fator estressante. Sendo assim os sintomas da urticária se intensificam quando o individuo está em uma fase de tensão, e desaparecem assim que volta ao equilíbrio emocional.

Tratamento para urticária nervosa

O tratamento para a urticária nervosa se baseia em ingerir ou passar medicamentos na pele para diminuir o desconforto causado pelas irritações, além do acompanhamento psicológico, para que o paciente consiga lidar com suas emoções diminuindo o grau de stress, e assim possa controlar as crises.
Fonte: Tua Saúde

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Como avaliar as aprendizagens dos alunos com deficiência?

Deficiência Intelectual
Quando se fala em aprendizagem, processo pedagógico, conteúdos, percepção e outras palavras que estejam relacionadas à fruição do conteúdo por crianças; é preciso muita cautela.
Há pessoas que não sabem, mas dentro de uma sala de aula pode haver diferentes formas de absorver uma matéria ou uma explicação dada pelo educador. E no caso de alunos com deficiência? Há possibilidade de existir diferenças entre eles?
A resposta é sim. Obviamente, assim como há diversidade entre alunos regulares (que não apresentam deficiência cognitiva), há também diferenças entre estudantes com alguma deficiência. A pergunta que fica no ar é como avaliar as aprendizagens dessas crianças e adolescentes?
A primeira dica é jamais adotar a mesma forma de avaliação para todos os alunos. É preciso respeitar os limites que cada um apresenta. Portanto, deve-se ter um olhar minucioso quanto às habilidades e à percepção que os estudantes apresentam, sobretudo aqueles que manifestam alguma deficiência.
Hoje em dia, muitas escolas, que trabalham com a inclusão e que decidem por manter os alunos na mesma sala, adotam técnicas que são eficazes.

O que pode ser feito para os alunos?

– Avaliar cada atividade de forma particular, respeitando a cognição do aluno;
– Estabelecer alguns mecanismos que visem a facilitar o aprendizado do estudante com deficiência: adaptação para as necessidades da criança/adolescente;
– Abolir a adoção de um ritmo único de aprendizado pelos alunos;
– Flexibilizar as formas de avaliação dos estudantes (provas, exames, ditados, etc.) e evitar comparações com as respostas dadas por eles;
– Estabelecer recursos que promovam a acessibilidade dos estudantes com deficiência e facilitem a aprendizagem dos mesmos, assim como a expressão de todos eles através da fala.
O que deve ser feito para a promoção da inclusão dos alunos com deficiência é executar uma avaliação escolar que desenvolva o conhecimento, de forma que os educadores consigam identificar os resultados. Além disso, melhorar os pontos que precisam de mais atenção. Mas, claro, tudo de maneira que atenda às necessidades de cada pessoa.

Flexibilização dos conteúdos e dos suportes

Nada melhor que flexibilizar a forma de aplicar os conteúdos e até mesmo os suportes que podem usados em sala de aula. No caso dos conteúdos, os educadores podem procurar mecanismos que facilitem a absorção da matéria pelos alunos. Já os suportes podem ser variados, indo da velha lousa aos jogos pedagógicos, sobretudo aqueles que apostam nas cores e nos formatos para facilitar o aprendizado dos pequenos.

Um caminho longo a ser percorrido

Infelizmente, é preciso reconhecer que muita coisa deve ser feita para que as escolas, de fato, adotem a inclusão em suas dependências.
A aplicação de metodologias que abracem a todos os estudantes é apenas o primeiro passo para que alunos com deficiência encontrem seus espaços no ambiente escolar; tudo isso sem distinção, mas com adaptações que favoreçam o processo pedagógico das crianças e dos adolescentes.
Os pais têm muita importância nesse processo. Eles devem estar sempre presentes na vida escolar dos filhos e procurar estabelecer comunicação entre a casa e a escola.
Fonte: Neuro Saber

domingo, 1 de outubro de 2017

Fatores que podem causar depressão no trabalho

Você sabia que existem alguns fatores que podem causar depressão no trabalho? Ela ocasiona perdas de mais de 240 bilhões de dólares ao redor do mundo a cada ano e, será a doença mais incapacitante do planeta até 2020.
Diversas situações no dia a dia de trabalho podem ter grande influência no quadro depressivo. Um dos principais motivos disso está relacionado a ter que fazer uma tarefa da qual o funcionário não se sente preparado ou capaz de atender a demanda.
Não apenas a depressão, mas diversas outras doenças de saúde podem ser causadas por um ambiente de trabalho estressante. Sabendo da importância deste assunto, separamos hoje alguns fatores de risco que podem desencadear a depressão no ambiente de trabalho:

Cobrança exagerada

Quem nunca se sentiu pressionado ao receber alguma tarefa praticamente impossível de fazer? Ou quando é preciso terminar algo em pouco tempo? Junto com isso vem a sensação de estar sendo o tempo todo avaliado. A cobrança excessiva é uma das principais causas da depressão no trabalho. Faça o seu trabalho com calma e não se pressione. Se for necessário, explique ao seu superior que não irá conseguir finalizar no tempo solicitado. É claro que se esforçar é fundamental, mas não estrague sua saúde por isso.

Clima ruim

Não se dar bem com os colegas de trabalho ou até com os gestores da empresa pode influenciar na qualidade de vida. O clima ruim no ambiente de trabalho pode fazer com que qualquer pessoa perca a vontade de trabalhar naquele local.

Carga excessiva

Longas jornadas de trabalho podem se tornar uma alavanca para o desenvolvimento ou até para piorar a depressão já existente. Trabalho em excesso e com ritmo sempre acelerado ou até pouco trabalho, também são fatores que podem contribuir para a doença.

Tarefas estressantes

São raros os trabalhos que podem ser considerados 100% perfeitos, por isso é muito comum encontrar pessoas que não gostem de algo da rotina de trabalho, seja alguma tarefa estressante ou o horário que não agrada. Isso é totalmente normal, e é preciso se acostumar e continuar focado no trabalho. Porém, existem alguns cargos que exigem diversas tarefas estressantes, com horários estendidos, escalas inflexíveis, além de problemas de comunicação e falta de integração entre diferentes setores. Quando existem muitas dificuldades ou um único (e grande) problema, é preciso tomar cuidado. Tudo isso pode elevar o nível de estresse, causando assim a depressão.

Indefinições e Sensação de instabilidade

A sensação de instabilidade no trabalho, causada por falta de segurança no cargo, pode fazer com que a pessoa viva preocupada e estressada, podendo causar depressão.
Fonte: Prime Cursos

sábado, 30 de setembro de 2017

Transtornos mentais em idosos


O processo de envelhecimento caracteriza-se pelo declínio das funções biológicas que ocorrem por múltiplos factores. Por isso, observa-se nesta fase da vida a ocorrência de vários transtornos mentais.

A velhice caracteriza-se por uma deterioração progressiva dos vários tecidos e de todo o organismo, o que costuma provocar a diminuição da capacidade cardio-respiratória, da força muscular, da resistência dos ossos e da flexibilidade das articulações. Trata-se, portanto, de uma nova fase da vida, um período normal do ciclo vital com algumas mudanças físicas, mentais e psicológicas que não significam necessariamente a existência de doença.

No entanto, com o processo de envelhecimento chega a diminuição das faculdades - físicas e mentais - que facilita o aparecimento de transtornos mentais, muitos deles evitáveis, aliviados ou mesmo revertidos.

Para além dos factores biológicos inerentes a este processo, existem outros que predispõem os idosos a transtornos mentais. Como sejam, a perda de autonomia, a morte de amigos e/ou parentes, isolamento social, restrições financeiras, agravamento do estado geral de saúde com especial relevância para o funcionamento cognitivo (capacidade de compreender e pensar de uma forma lógica, com prejuízo na memória).

Transtornos psiquiátricos mais comuns

Demência

A demência é um problema mental grave, provocado por vários tipos de lesões no cérebro, que afecta essencialmente os idosos, perturbando todas as funções intelectuais e evoluindo de forma progressiva.

A demência é provocada por lesões nas áreas cortical e subcortical do cérebro, onde residem as funções intelectuais superiores, como a consciência, a elaboração da linguagem, a automatização dos movimentos, a memória e a aprendizagem. Como estas lesões podem ser, de acordo com as suas características, originadas por diferentes situações, existem vários tipos de demência.

As manifestações são bastante diferentes, pois dependem da localização das lesões. A manifestação inicial mais frequente é a perda de memória. Outras manifestações comuns são a dificuldade em realizar movimentos automatizados - pentear-se, barbear-se, limpar-se, vestir-se ou comer - para além de alguma instabilidade emocional e alterações progressivas da linguagem.

Demência tipo Alzheimer

Trata-se do tipo de demência mais comum, sendo que é mais frequente nas mulheres do que nos homens. Caracteriza-se por um início gradual e pelo declínio progressivo das funções cognitivas. A memória é a função cognitiva mais afectada, mas a linguagem e noção de orientação do indivíduo também são afectadas.

As alterações do comportamento envolvem depressão, obsessão e desconfianças, surtos de raiva com risco de actos violentos. A desorientação leva a pessoa a andar sem rumo podendo ser encontrada longe de casa em uma condição de total confusão. Aparecem também alterações neurológicas como problemas na marcha, na fala, no desempenhar uma função motora e na compreensão do que lhe é falado.

Demência vascular

É o segundo tipo mais comum de demência. Apresenta as mesmas características da demência tipo Alzheimer mas com um início abrupto e um curso gradualmente deteriorante. Pode ser prevenida através da redução de factores de risco como hipertensão, diabetes, tabagismo e arritmias.

Esquizofrenia e outras psicoses

Apesar de estas doenças ocorrerem com mais frequência no final da adolescência ou idade adulta jovem, elas persistem para toda a vida. Os sintomas incluem isolamento social, comportamento excêntrico, pensamento ilógico, alucinações e afecto rígido.

Transtornos depressivos

Os transtornos depressivos têm alta prevalência entre a população idosa e estão associados a um impacto negativo em seu estado de saúde e qualidade de vida. As alterações sociais - diminuição da actividade, perda de entes próximos, etc. - que ocorrem nesta fase da vida estão associados ao desenvolvimento de depressão.
Os sintomas incluem diminuição da concentração e memória, problemas de sono, diminuição do apetite, perda de peso e queixas somáticas (como dores pelo corpo).

Transtorno bipolar (do humor)

O transtorno bipolar do humor é uma doença do foro psíquico que tem cada vez mais expressão na população em geral. Caracteriza-se por desequilíbrios no humor, uma entidade maleável que se modifica de acordo com os acontecimentos da vida. Quando ocorre um transtorno do humor significa que a pessoa está a reagir de modo incompatível ou exagerado a determinada situação. Esse desequilíbrio no humor tanto pode ser positivo (estado maníaco) como negativo (estado depressivo).

Os sintomas deste transtorno nos idosos são semelhantes aos dos adultos mais jovens e incluem euforia, humor expansivo e irritável, necessidade de sono diminuída, fácil distracção, impulsividade e, frequentemente, consumo excessivo de álcool. Pode ainda haver um comportamento hostil e desconfiado. Quando um primeiro episódio de comportamento maníaco ocorre após os 65 anos, deve-se alertar para uma causa orgânica associada.

Transtorno delirante

Trata-se de um transtorno onde as ideias surgem com convicção absoluta em si mesmas, sem qualquer derivação da cultura, das crenças e das convicções do indivíduo. Habitualmente, a idade de início deste transtorno ocorre por volta da meia-idade mas também pode ocorrer em idosos.

Os sintomas mais comuns são alterações do pensamento de natureza persecutória (os doentes acreditam que estão a ser seguidos), e em relação ao corpo, como acreditar que tem uma doença fatal (hipocondria). Os doentes podem ainda tornar-se violentos e isolarem-se socialmente.

As alterações do pensamento podem acompanhar outras doenças psiquiátricas que devem ser descartadas como demência tipo Alzheimer, transtornos por uso de álcool, esquizofrenia, transtornos depressivos e transtorno bipolar.

Transtornos de ansiedade

A ansiedade é um sentimento incomodativo, disperso e indefinido, que pode ser acompanhado de sensações como um frio no estômago, aperto no peito, tremores e até falta de ar. Na maioria dos casos, é uma reacção normal ao stress do dia-a-dia, pois é a forma como o corpo humano o enfrenta. Portanto, as reacções de ansiedade normais não precisam de ser tratadas uma vez que elas são naturais e esperadas. No entanto, quando a ansiedade se transforma num medo irracional excessivo, pânico e desenvolvimento de fobias, ela passa a ser patológica e transforma-se num transtorno incapacitante, conhecido como transtorno de ansiedade.

Nos idosos a fragilidade do sistema nervoso autónomo pode explicar o desenvolvimento deste tipo de transtorno. Os principais sintomas são a dificuldade de concentração, desorientação e perda de memória, dores musculares, dores de cabeça e falta de ar, transpiração excessiva, fadiga, irritabilidade e tensão muscular, insónias e perturbações no sono.

Transtornos somatoformes

Este tipo de transtorno caracteriza-se por incluir sintomas físicos (por exemplo dores, náuseas e tonturas) para os quais não pode ser encontrada uma explicação médica adequada e que são suficientemente sérios para causarem um sofrimento emocional ou prejuízo significativo à capacidade do doente para funcionar em papéis sociais e ocupacionais.

Os factores psicológicos contribuem para o início, para a severidade e a duração dos sintomas.

Transtornos por uso de álcool e outras substâncias

Frequentemente os idosos podem iniciar um quadro de dependência álcoolica ou a medicamentos devido à automedicação. Por exemplo, tornar habitual beber uma dose de álcool todos os dias para relaxar, ou aliviar uma situação de maior ansiedade com a toma de medicamentos sedativos.

No entanto, a dependência de álcool, geralmente, apresenta uma história de consumo excessivo que começou na idade adulta e frequentemente está associada a uma doença médica, principalmente doença hepática. Além disso, a dependência ao álcool está claramente associada a uma maior incidência de quadros demenciais.

Já a dependência de substâncias como hipnóticos, ansiolíticos e narcóticos é comum no idosos para o alívio da ansiedade crónica ou para garantirem uma noite de sono.

Fonte: Abcdasaude.com

Nota: As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.

Foto: ShutterStock